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Nial Ferguson, Civilization Ler Mais...
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... eu governei durante 20 anos, e retirei dessa experiência algumas, poucas, certezas: 1) A América do Sul é ingovernável, por nós; 2) Os revolucionários andaram a "encher pneus" (lavrar o oceano - no original); 3) A única coisa que podemos fazer na América é emigrar; 4) Este país vai cair nas mão da populaça e passar a ser governado por tiranetes, de todas as cores e raças; 5) Quando formos corrompidos por todos os crimes possíveis e derrotados pela selvajaria, os Europeus nem nos vão considerar dignos de sermos conquistados; 6) Se alguma parte do mundo regressar à barbarie, será a América (do Sul) nos seus últimos momentos.
Simon Bolívar
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Se fossem portugueses, teriam imediatamente direito a 15 dias de férias pagas. Para as coisas boas da vida: comer, beber, dormir e -----.
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Porque é que José Sócrates não foi convidado para o casamento real?
- Se o PSD tivesse apoiado o PEC IV, Sócrates teria sido convidado.
- Por causa das intrigas do PSD junto da família real.
- Porque se sabia que estava ocupado a responder às cartas do PSD.
- Isso é mais uma infâmia do PSD! Sócrates foi convidado mas recusou para ficar a defender os interesses do País, nas negociações com a Troika.
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The EU must show respect for Portugal’s political process
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Sir, The European Union’s urge to have the main Portuguese parties sign a comprehensive rescue plan before the general election (report, April 19) is misguided, as it affronts democratic values and provides an opening for populist parties to rise. International institutions must learn the lessons from Ireland’s rescue, including showing respect for the political process. It would suffice to have a two-month bridge loan that comes due very soon after the election, at a punitive interest rate, coupled with a written commitment from the main parties to hit a multi-year deficit target. The Portuguese could then choose what mix of higher taxes and lower spending they want when casting their votes in the election. Paying an interest rate close to the current market values on a two-month loan is a cost the Portuguese should be willing to pay to keep their right to vote, and the EU’s rescue plan would gain legitimacy and a lower risk of future renegotiation.
Vamos supor que a UE aceitava um empréstimo intercalar e um compromisso escrito dos partidos políticos sobre o défice, alguém, no seu perfeito juízo, pensa que os dois principais partidos políticos, o PS e o PSD, iriam apresentar propostas alternativas credíveis aos eleitores? Por amor de Deus!
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Estela Barbot diz que o Estado Social não vai ser posto em causa com a presença do FMI em Portugal, porque o Estado Social já foi posto em causa pelas decisões do passado.
"Quando me dizem que é com o Fundo Monetário Internacional que o Estado Social vai ser posto em causa - não. Foi agora que o Estado Social foi posto em causa, pelas pessoas que resolveram fazer estádios de futebol - dez quando chegavam oito - e tantas autoestradas", frisou Estela Barbot, durante o debate "Portugal - Que Futuro?", que decorreu no auditório da Renascença.
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(Fonte: Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças)
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Ricardo Arroja
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Neste artigo, Fukuyama defende que as qualidades necessárias para se ser um bom CEO são diferentes, e até opostas, às qualidades de um bom presidente.
É um artigo excelente e muito relevante para os tempos que correm em Portugal, porque, entre nós, ainda se confunde a administração pública com a gestão.
O erro de Fukuyama, se assim lhe posso chamar, é que nos últimos 20 anos a gestão transformou-se de forma radical. Passou de um paradigma de “comando e controle” para um modelo matricial, menos hierárquico, mais participativo e mais “democrático”.
O “boss” que Fukuyama descreve e que poderia corresponder a um Henry Ford é muito diferente de um CEO moderno, tipo Mark Zuckerberg.
A complexidade do mundo em que vivemos exige que as organizações recrutem os melhores e que lhes deixem capacidade de iniciativa. Desse modo, o líder é mais uma espécie de maestro do que comandante. Procura consensos, harmoniza e negoceia os interesses dos múltiplos “stakeholders”; é muito mais político.
O erro de Fukuyama é não incorporar esta nova visão. Os CEO’s modernos estão muito melhor preparados para assumir funções políticas do que estavam há 30 anos atrás.
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An American chief executive exercises authoritarian powers of which a politician could only dream. The chief executive is held accountable for performance, but only upwards to a board of directors who in turn delegate huge amounts of discretion to the boss. The chief executive does not have to share power with other authority figures; indeed, forced marriages between powerful chief executives do not last long and almost always end badly. The chief executive can hire, fire, make mergers and acquisitions or divest himself of entire divisions at will, without the board looking over his shoulder and seeking to micromanage every step. And there is a single bottom line, the corporation’s profitability, which is easily measurable at every moment in time.
An American president, by contrast, occupies an office which is weak by design, limited by the framers of the constitution by checks and balances that prevent the exercise of strong power. The president shares powers with Congress, which is often in the hands of the other party. He is downwardly accountable to voters on many levels, who distrust politicians and are loathe to delegate authority to the executive. A recent example is opposition to Barack Obama’s plan to set up an independent review board to control Medicare costs, which many argue usurps Congress’s oversight role. This is as if a corporate board demanded to be able to individually review a chief executive’s cost-cutting decisions, which in the private sector would be seen as intolerable micromanagement.
Finally and most importantly, there is no clearly measurable bottom line in presidential performance. Government is mandated to pursue a host of often contradictory aims by the voters: the latter want both expansive services and low taxes; some see universal healthcare as an inalienable right, while others regard it as a wasteful boondoggle.
These differences in executive authority mean that the skills required of a president are very different from those of a chief executive.
FT
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El incremento del contrabando y las falsificaciones supone una merma de ingresos de 530 millones de euros.
El Estado reducirá este año un 3,9% la recaudación por los impuestos especiales que gravan los cigarrillos, lo que supondría la primera caída desde 1986 y una reducción de ingresos de cerca de 300 millones de euros respecto a 2010, como consecuencia de la caída de las ventas, que la industria tabaquera estima en un 17% al cierre de 2011, según informaron fuentes de Altadis.
En el caso de que continúen los actuales niveles de caídas de ventas, del 26,5% en los dos primeros meses del año, el retroceso de la recaudación estatal sería del 14,8%, alrededor de 1.100 millones de euros menos que en 2010.
De este modo, no se cumpliría el cálculo realizado por el Gobierno con motivo de la última subida de este impuesto en diciembre pasado, cuando pronosticó que la recaudación subiría en 780 millones de euros. "El hecho de que las últimas subidas de impuestos no mejoren la recaudación, sino que la hagan caer, muestra el agotamiento del sistema utilizado", apuntan desde la filial de Imperial Tobacco.
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"Mundo em mudança: perspectivas de um novo modelo económico e de novos paradigmas civilizacionais"
Título de uma conferência organizada para comemorar o 25/4. Otelo não faria melhor.
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Boaventura Sousa Santos defendeu hoje que os portugueses deviam recusar-se a pagar a dívida do Estado, evocando o exemplo da Islândia.
BSS sabe que o caso da Islândia é completamente diferente do português. Na Islândia, o que está em causa é a dívida da banca a entidades estrangeiras, não é a dívida do Estado. Em Portugal, a dívida do Estado foi contraída pelos nossos representantes eleitos. Não misturemos alhos com bugalhos.
Claro que BSS conhece estas diferenças, mas está a falar para o "galinheiro". Ele sabe que nós sabemos que ele sabe, mas está-se nas tintas.
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Viver em Portugal está a tornar-se impossível. A incompetência de sucessivos governos estrangulou a sociedade de tal modo que não sobram recursos para investir.
Eis um pequeno exemplo. Por Lei sou obrigado a ter um seguro de acidentes de trabalho para a minha secretária. Custa-me a módica quantia de 258,63 € / ano e este ano vem acrescido de uma taxa de 2% para o INEM, retroactiva a 1 de Janeiro de 2009. Diz a seguradora:
Aproveitamos a oportunidade para informar que, de acordo com o orçamento do Estado para 2009, a taxa a favor do INEM foi alterada de 1% para 2%, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de 2009.
Nem sei bem como interpretar esta informação porque estamos em Abril de 2011. Enfim...
Se fosse só esta taxa, bem estávamos. O problema é o conjunto das que vamos pagando em quase todas as facturas que nos cobram.
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Os técnicos da ‘troika’ consideram que as medidas de consolidação do PEC IV estão mal avaliadas e exigem mais austeridade.
O DE, em vez de destacar a incompetência do governo, destaca a possibilidade do subsídio de Natal ser pago em títulos do tesouro. Talvez por culpa do PSD não ter aprovado um PEC que afinal era insuficiente e teria de ser seguido por outro. Enfim, critérios "jornalísticos".
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Otelo: "O regime está a criar condições para ser abatido".
Quem não compreender que as opiniões do Otelo fazem eco de um sentimento popular está delirante.
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É raro depararmos com uma redação tão pobre e ociosa como este texto dos 74. Raro também, é os autores explicarem no próprio texto a causa de tanta confusão mental: "A própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada".
Estamos conversados, botem aí um CD dos Deolinda. Pode ser o Fon-Fon-Fon.
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Lights in Lisbon’s finance ministry will burn late into the night this weekend as European Union, International Monetary Fund and Portuguese officials toil over the details of the country’s €80bn ($116bn) bail-out agreement.
Outside, the streets have been deserted since Thursday, when the caretaker government granted public administration workers an extra half-day holiday so they could leave early for the long Easter weekend.
By the time Portugal goes back to work on Tuesday, the plan to rescue its debt-ridden economy on condition of tough austerity measures and structural reforms should be close to conclusion.
As well as tax increases, wage cuts and a pensions freeze, the package is expected to include measures to liberalise labour, rent and energy markets to tackle Portugal’s problems of weak growth and low productivity.
For many Portuguese it is in fact the contrast between what they perceive as the strong work ethic of the north European officials leading the bail-out talks and Portugal’s more relaxed attitude to work and leisure that goes to the heart of the country’s economic woes.
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Pede-lhe até para fazer outro golpe militar, que endireite o País: "Todos os dias, quando ando na rua, pedem-me para fazer outro 25 de Abril. São os taxistas, são os populares."
Considera, todos estes anos depois, que os portugueses pouco mudaram desde a madrugada em que liderou o derrube de um regime com 48 anos: "O povo está sempre à espera que alguém faça alguma coisa". E continua pouco preocupado em ser politicamente correcto, explica: "O povo está sempre nas encolhas, e dizem: 'É preciso que vocês façam, que nós apoiamos.'"
No DN
De facto, a cultura muda pouco em 37 anos. Os intelectuais que não entendem o Otelo nada sabem sobre a cultura portuguesa e seria melhor que se calassem.
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Gostaria de alertar os escribas que se dedicam a dizer mal do que a populaça pensa sobre a democracia e mal sobre o que a populaça pensa do Salazar sobre a fragilidade de dois argumentos que têm vindo a ser invocados:
1. Se não tivesse havido 25 de Abril estaríamos muito pior.
2. Os portugueses vivem muito melhor do que em 1974 e portanto não podem ter assim tantas razões de queixa.
Sem pretender ignorar a turba belicosa que tem esgrimido estas alegações, permitam-me que destaque dois eminentes autores. José Couto Nogueira, que invoca o primeiro argumento num artigo intitulado “Otelo, a tragédia”, e Manuel Villaverde Cabral, que invoca o segundo argumento, nesta entrevista ao Ionline.
Eis a retórica de José Couto Nogueira:
Talvez a melhor maneira de apreciar o que temos seja imaginar como seria se não tivesse havido o 25 de Abril. Como estaríamos agora distantes da Europa, com passaportes que só dariam para ir a 12 países, com quatro anos de serviço militar obrigatório, com a indústria retrógrada, o ensino exclusivista e anquilosado, as conversas em família na televisão, a inquisição da moral e dos bons costumes, os livros proibidos, a verdade é só uma, o sr. dr. e a sua Excelência Meritíssima, manda quem pode e obedece quem deve. Os anos de chumbo a cobrir-nos ainda, como uma carapaça lúgubre e tenebrosa. As colónias em guerra permanente há 50 anos com todos os países limítrofes, agora apoiados pela China e pela África do Sul, com núcleos de colonos sitiados a precisar dos contingentes da metrópole para proteger petróleo e diamantes.
Julgo que não será necessário nenhum bacharelato em sociologia para explicar que o tempo não pára, nem volta para trás. O cenário descrito pelo autor, não se aplica a 2011, mesmo que Salazar ainda fosse vivo. Com o devido respeito, estamos perante um exercício despudorado da mais pura demagogia.
Relativamente ao segundo argumento, de que não estamos assim tão mal, nem devíamos ter tantas razões de queixa. É necessário ignorar a natureza humana para o invocar. Todos querem melhorar a sua condição e todos desejam para os filhos uma vida melhor do que a que tiveram. Uma vez que estas espectativas estão a sair frustradas, temos razões de sobra para nos queixarmos.
Manuel Villaverde Cabral, não compreendendo este fenómeno, conclui que os portugueses se queixam porque são neurasténicos. Mais uma vez, com o devido respeito, um exercício monumental de demagogia ou uma idiossincrasia ininteligível para o comum dos mortais.
A populaça pode ser simples mas não é simplória e, no meu ponto de vista, não se deixa levar por estes argumentos.
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Para ser fiel aos seus princípios Sarkozy deveria ter uma política de "pernas abertas" e as namoradas, para serem fiéis aos seus príncipes, deveriam ter uma política de pernas fechadas.
Estão confusos? Insurjam-se!
A responsabilidade máxima de qualquer chefe de estado é garantir a segurança do seu povo, o verdadeiro soberano. Todos os acordos e tratados podem e devem ser rasgados se colocarem em causa este princípio. Perante uma invasão de bárbaros, as "pernas devem fechar-se" se estavam inoportunamente abertas.
Sarkozy pode ser um parvalhão e a Bruni pode ter todos os defeitos do mundo, que não são para aqui chamados, mas nesta situação concreta está a agir como um estadista responsável.
Quem não compreende isto deve estar a clamar pelos "verdadeiros franceses".
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Os latino-americanos têm dificuldade em distinguir a ficção da realidade. MVL.
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Deveríamos obrigar os nossos concidadãos à prática do bem? A caridade (no sentido de caritas) deveria ser imposta?
S. Paulo, na segunda carta aos coríntios, afirma que não:
2 Coríntios 9:7
Cada um contribua segundo o que decidiu no seu coração, sem relutância, ou por obrigação; porque Deus ama ao que dá com alegria.
O Arcebispo da Cantuária afirma que sim:
"What about having a new law that made all Cabinet members and leaders of political parties, editors of national papers and the hundred most successful financiers in the UK spend a couple of hours every year serving dinners in a primary school on a council estate, or cleaning bathrooms in a residential home?" he suggested.
Alternatively, he said, they could spend a night working in town centres as street pastors "ready to pick up and absorb something of the chaos and human mess you will find there, especially among young people".
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A intelligentsia anda por aí a causticar os portugueses sobre os seus gastos de férias, como se fossemos uns inconscientes e até uns anormais. À primeira vista assim parece, mas se aprofundarmos a análise verificamos o contrário.
Imaginemos um casal com dois filhos. Homem e mulher trabalham e a prole está a estudar. Imaginemos que cada um aufere 1.000,00 € /mês (mileuristas). A este valor temos de acrescentar os pagamentos em espécie - a educação, a saúde, a segurança social e os múltiplos subsídios que os portugueses recebem. Em números redondos, esta família vive com cerca de 4.000,00 € /mês.
Ora uma família que dispõe de 4.000,00 /mês não tem 500,00 € para passar um fim-de-semana no Algarve? Por favor! Acresce que no rendimento pago em espécie não é possível qualquer poupança porque o pilim não lhes chega a passar pelas mãos e aí é que está o despesismo.
Os portugueses comportam-se portanto de forma racional. Irracionais são os decisores políticos que endividaram o País para os tais pagamentos em espécie. Nos países socialistas é assim.
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| 1. | antiquado mulher que era paga para ir chorar os defuntos durante os funerais |
| 2. | figurado mulher que anda sempre a lastimar-se |
| 3. | figurado lamúria; choradeira |
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Se os números fossem uma ciência exacta, nós portugueses estaríamos em ponto de rebuçado para fazer uma revolução nas ruas. Só 14% da população portuguesa está convencida de que vive num país próspero, segundo o estudo do instituto Gallup sobre "Bem-estar Global", que coloca o pessimismo dos portugueses ao nível dos habitantes da Tunísia ou da Líbia.
Neuroticismo Tudo isso tem um nome e chama-se "neuroticismo". O palavrão, segundo Villaverde Cabral, significa a tendência que um povo tem para a neurose colectiva e que acaba por explicar essa "bizarria" de ter uma população que se sente tão infeliz quanto os outros povos que enfrentam maiores índices de pobreza ou até guerras civis.
Ionline
A afirmação de que os portugueses sofrem de neuroticismo é do mais hilariante que já tenho visto. Esta nem do Otelo.
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Não adianta tentar ridicularizar o Otelo, como fez jmf1957. O verdadeiro desafio intelectual é explicar como é que 37 anos depois do 25/4 a populaça suspira por um Salazar. Talvez a leitura de alguns posts do PA, aqui no PC, ajude a elucidar esta questão.
O Otelo, meus caros, é a vox populi.
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