29 junho 2016

20 Peregrinas 20

Tenho 20 exemplares d'A PEREGRINA, acabados de imprimir (virgens...) para oferecer aos amigos aqui do Portugal Contemporâneo, basta que o solicitem e terei todo o gosto em enviar um exemplar devidamente autografado.
Convém que os solicitantes tenham mais de 18 anos e uma forte estrutura moral, para que não sintam vertigens durante a leitura.
Podem pedir o vosso exemplar à Daniela daniela.skincult@gmail.com
Enviem nome e endereço postal :-)


24 junho 2016

Portugalexit

Quando alguém assume o comando de um navio, não chega definir regras e passar ordens de serviço. É necessário controlar a execução: é o chamado comando e controle. Sem controle, o naufrágio é quase certo.

Ora o que se passou na Europa foi que a UE assumiu o comando da economia, mas nunca controlou de forma adequada a execução das suas políticas. O clube do Euro, por exemplo, delegou no BCE as competências dos seus bancos centrais, mas a Comissão e o próprio BCE não controlaram as finanças dos países membros e permitiram o descalabro que levou à bancarrota dos PIGS.

Não que os PIGS não sejam os principais responsáveis pela sua situação, apenas que ficaram sem meios para resolver os problemas em que se meteram e as entidades que passaram a controlar esses meios foram grosseiramente negligentes.

E é assim que chegamos à situação actual. Para sairmos desta embrulhada temos pela frente mais 20 anos de estagnação e de divergência económica.

Que fazer?

O ideal seria adotar internamente todas as políticas necessárias e compatíveis com uma moeda forte. Já vimos, porém, nos últimos meses, que pela via democrática não iremos por aí.

A segunda via é a saída do Euro. Um choque brutal, mas cada vez mais a única saída que resta.

As políticas da geringonça, e o Brexit, levam-me a pensar que já não há alternativa a esta segunda via. Vamos ver.

luz

Brexit: a cultura britânica da democracia-liberal rejeita a cultura germânica da democracia-socialista ou social-democracia.

Uma luz ao fundo do túnel para Portugal: uma das próximas instituições europeias a cair pode ser o Euro.

salvos pelo RU

17 junho 2016

direitos...

15 junho 2016

quer livrar-se da canalha?

14 junho 2016

impossível

No Campeonato do Mundo de Futebol, o domínio dos países de cultura católica é avassalador.

Na Europa, na principal  competição internacional por clubes, a Liga dos Campeões, o domínio dos clubes oriundos de países católicos é igualmente avassalador.

No Campeonato da Europa por nações, como aquele que agora decorre em França, o domínio dos países católicos é menos nítido. Por isso, e em vista da supremacia exibida nas outras competições, eu inclino-me para que seja um país católico a ganhar a presente edição: Espanha ou Itália, mais remotamente Portugal.

Em termos de clubes e de países, a cultura católica é a melhor do mundo no futebol. E, em termos individuais, também. Os melhores jogadores de sempre são predominantemente oriundos de países de cultura católica. Os dois melhores de sempre - Maradona e Pelé - cumprem a regra. E os dois melhores da actualidade - Messi e Ronaldo - também.

Mas é também a cultura católica que produz os jogadores mais batoteiros. Pepe é um caso que levou recentemente o seleccionador da Islândia a compará-lo a um actor de Hollywood, depois da fita que protagonizou na final da Liga dos Campeões, ao serviço do Real Madrid.

Esta semana, o Perú eliminou o Brasil da Copa América com um golo ostensivamente marcado com a mão.

Mas o caso mais paradigmático é o golo da "Mão de Deus" marcado por Maradona à Inglaterra. O guarda-redes inglês, Peter Shilton, ficou indignado para sempre, e, anos mais tarde, não convidou Maradona para a sua festa de homenagem, considerando-o um batoteiro (cheater).

A cultura católica é uma cultura de grandes futebolistas e também uma cultura de grandes batoteiros.

E não só no futebol. É esta tendência para a batota, para transgredir as regras, que, a prazo,  torna a Democracia ou o Estado de Direito Democrático, que é um governo de regras,  impossível num país de tradição católica.

pelo caminho

Enquanto em Portugal se encontra um bom jogador de futebol, daqueles que podem aceder à selecção, em Espanha, que tem uma população quatro a cinco vezes maior, encontram-se quatro ou cinco. E na Alemanha, oito. O tamanho de um  país é um factor decisivo do seu favoritismo numa competição internacional entre selecções.

Assim, em vinte edições do Campeonato do Mundo de Futebol,  dezoito (90%) foram ganhas por países grandes, com o Brasil (5), a Itália (4) e a Alemanha (4) à cabeça. Apenas duas (10%) foram ganhas por pequenos países, na realidade, por um só - o Uruguai - que ganhou duas vezes.

No Campeonato da Europa, nas catorze edições já realizadas, dez (70%) foram ganhas por grandes países, tendo à frente a Espanha (3) e a Alemanha (3), e somente quatro (30%) por pequenos países - a Checoslováquia, a Holanda, a Dinamarca e a Grécia.

Para além do tamanho, a tradição ou cultura futebolística do país é o outro factor mais importante do seu favoritismo. O futebol é hoje um tradição universal (católica) praticada em todos os países do mundo. Ele foi trazido  para a modernidade pela cultura católica, a partir da Grécia Antiga e da Roma antiga  onde se praticavam jogos que constituem os antecedentes mais remotos do moderno futebol.

Na sua versão moderna, o futebol tem origem no calcio italiano, embora muitas das regras por que hoje se governa tenham sido contribuição dos ingleses, e daí o predomínio de expressões inglesas no futebol moderno, como penalty ou off-side.

A partir da Europa Ocidental o futebol expandiu-se pelos outros continentes do mundo, com maior intensidade na América Latina - hoje em dia, o continente católico por excelência - e menos noutros, como a América do Norte, a África ou a Ásia.

Dos vinte Campeonatos do Mundo já realizados todos foram ganhos por países da Europa Ocidental ou da América do Sul, com ligeiro predomínio dos países europeus. E dos catorze Campeonatos da Europa, doze (85% foram ganhos por países da Europa Ocidental, e apenas dois (15%) por países do Leste - União Soviética e Checoslováquia.

Portugal inicia hoje a sua participação no Euro 2016. É favorito?

Não. A tradição beneficia-o, mas o tamanho penaliza-o. Os favoritos são os grandes países da Europa Ocidental. Estão cinco na prova - Alemanha, Espanha, Itália, França e Inglaterra - e todos eles já ganharam a competição, com excepção da Inglaterra.

Quanto à fase de grupos é diferente. Aí Portugal está em competição com pequenos países (Islândia, Áustria e Hungria) e países que possuem uma tradição menos intensa no futebol. Portugal é o grande favorito do seu grupo. 

As probabilidades sugerem, portanto, que Portugal passará a fase de grupos, mas depois morrerá pelo caminho.


09 junho 2016

a tempestade perfeita

Vivemos hoje em Portugal uma das situações mais terríveis e perturbadoras da humanidade: a lenta gestação de uma catástrofe. No futuro, quando olharem para o nosso tempo, as pessoas terão muita dificuldade em entender a apatia nacional que conduziu ao colapso de 2017-2018. Nessa altura muitos perguntarão como foi possível tal cegueira, ignorando os verdadeiros problemas, até se cair na ruína? Nós temos a resposta a este terrível enigma em directo e ao vivo.

César das Neves, no DN

PS: A lenta gestação da catástrofe tem um nome, chama-se democracia