25 Outubro 2014

um orfanato

O Papa afirmou hoje que "a Igreja sem Maria torna-se um orfanato".

E o que é um orfanato? É uma instituição que acolhe crianças privadas de mãe e pai e outra família chegada e que passam a viver sob a tutela do Estado.

O Papa também afirmou que ninguém pode ser tão moderno para prescindir de Maria.

O Papa é um jesuíta, a ordem religiosa do catolicismo que mais aproxima o luteranismo. Foi o luteranismo que primeiro contribuiu para criar a  modernidade (juntar-se-lhe-ia, mais tarde, em conflito, o calvinismo) . Em termos laicos, o luteranismo deu lugar ao socialismo.

O luteranismo rejeitou Maria. E uma igreja sem Maria torna-se um orfanato. É esse o ambiente de vida  nos países nórdicos, onde a cultura luterana está representada em estado mais puro: crianças adultas a viver sob a tutela do Estado - o chamado Estado Social ou Estado-Providência.

os pobres destroem a democracia

É um argumento muito interessante, agora repescado em Hong Kong:

In an interview Monday with The New York Times and other foreign newspapers, Leung explained that Beijing cannot permit the direct election of Hong Kong’s leaders because doing so would empower “the people in Hong Kong who earn less than $1,800 a month.” Leung instead defended the current plan to have a committee of roughly 1,200 eminent citizens vet potential contenders because doing so, in the Times’ words, “would insulate candidates from popular pressure to create a welfare state, and would allow the city government to follow more business-friendly policies.”

Atlantic

Comentário: Os pobres escolhem os candidatos que lhes prometem mais, favorecendo as políticas sociais e prejudicando o investimento. A solução seria limitar o voto aos proprietários e, de um modo geral, a quem paga impostos.

a verdade

Então, e se a Igreja que se reuniu para decidir sobre os temas da Família fosse, não a Igreja Católica, mas uma igreja protestante, qual seria a decisão final?

Seria a decisão democrática dos bispos. Os protestantes excluem o Papa. Na realidade, a rejeição do Papa é o único elemento comum a todo o protestantismo.

Está aqui a origem da democracia moderna - no protestantismo, e esta democracia não tem nada que ver com a democracia da Grécia antiga, ao contrário do que, por vezes, se pretende fazer crer.

A democracia moderna também é partidária. E onde é que estão os partidos (ou seitas)?

Estão mesmo debaixo dos olhos. Tratando-se de uma igreja protestante, quando se levantassem dali, os 188 bispos que estiveram reunidos iriam dividir-se em dois partidos - um, conservador, e que muito provavelmente seria liderado pelo bispo americano Raymond Burk; outro, progressista, e que provavelmente seria liderado pelo bispo alemão Walter Kasper.

Acabou-se a Igreja, acabou-se a comunidade. Agora há seitas ou partidos em conflito uns com os outros.

Uma última questão: quem mais provavelmente chega à verdade, a decisão católica, em que é um homem (Papa) a tomar a decisão, ou a decisão protestante, em que é uma assembleia a fazê-lo? Por outras palavras, a Verdade está num homem ou numa assembleia?

Está num homem: "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida"

quando é que matar é legítimo?

23 Outubro 2014

Decide só

O Sínodo sobre a Família, cuja primeira fase terminou no Domingo no Vaticano - e que se prolongará até Outubro de 2015 - ilustra o regime de governação da tradição católica, e as diferenças que ele mantém com o regime de governação da tradição protestante (que é aquele que vigora em Portugal actualmente).

A Igreja pretende actualizar a sua doutrina sobre a Família. Há cerca de um ano, o Papa enviou a todas as dioceses um questionário sobre as questões da família, para que fosse distribuído em cada paróquia.

Na semana passada reuniram-se no Vaticano 188 bispos vindos de todas as partes do mundo para discutir cerca de 60 tópicos sobre a Família. No final da sessão entenderam-se e aprovaram todos, excepto dois - o acesso dos divorciados e dos recasados à comunhão e o reconhecimento dos casais homossexuais.

O documento saído desta reunião será ainda refinado antes de ser entregue ao Papa.

No fim, será o Papa a decidir quais as actualizações e inovações - se algumas - a introduzir na doutrina católica da Família.

Este processo de decisão tem, entre outros,  os seguintes elementos.

1) Participação popular.
As opiniões sobre a Família que os bispos levaram para o Vaticano foram formadas no contacto directo do bispo com a população da sua diocese e, portanto, reflectem, em boa medida, a opinião popular sobre tais questões. O inquérito sobre a família distribuído há um ano não tinha outro fim, senão esse mesmo - equipar os bispos com a opinião popular acerca dos temas da Família.

Este processo de decisão tem participação popular. Mas, no fim,  não é o povo que decide. Porquê? Porque a Igreja não é do povo.

2) Democracia.
Os bispos reunidos no Vaticano votaram democraticamente sobre as diferentes questões. Ao contrário do que muitos dizem, de que não existe democracia na Igreja Católica, a democracia está lá. Mas está só na justa medida. A Igreja não chamou jovens de 18 anos para votar sobre estas questões. Chamou apenas homens que pelo seu percurso de vida são os mais competentes para se pronunciarem sobre estas questões.

Os bispos são, por assim dizer, os "deputados" do povo neste processo. Mas convém salientar que estes "deputados" não são eleitos pelo povo, mas designados pela hierarquia, embora possuam em geral assentimento popular.

Ainda assim, a decisão democrática dos bispos acerca de cada um dos pontos em debate não é vinculativa. Por outras palavras,  não é a democracia  dos bispos que decide. Porquê? Porque a Igreja não é dos bispos.

3) Autoridade
Quem decide é o Papa. Decide só. A sua autoridade, nesta como em outras matérias, é plena, suprema, absoluta e que ele pode sempre livremente exercer. Ele pode aceitar as decisões dos bispos acerca de cada um dos pontos em debate, pode rejeitá-las a todas, pode simplesmente não decidir nada, pode até decidir que se ponham em vigor aqueles dois pontos que os bispos reprovaram e que deixem de vigorar todos aqueles que os bispos aprovaram. Ele pode tudo.

4) Responsabilidade
E com que critério decide o Papa - o do seu livre arbítrio? Não, ele até pode achar que os divorciados deveriam poder comungar e adoptar essa medida. Mas o critério não pode ser esse (como ele expressa muito bem aqui). Porquê? Porque a Igreja não é do Papa.

Então, afinal, de quem é a Igreja?

É de Cristo (v.g., "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja").

Portanto, o critério utilizado pelo Papa é o critério de Cristo, que é o critério de Deus. Ao decidir sobre cada um dos pontos em questão, o Papa procura escrutinar qual seria a vontade de Cristo a esse propósito e decide em conformidade.

Deus é a Verdade e o Bem. O Papa decide portanto segundo critérios da Verdade e do Bem para  toda a comunidade católica - isto, é segundo critérios do Bem-Comum.

É uma decisão que envolve algum drama. Nós podemos imaginar o Papa sozinho, antes de tomar a  decisão, confrontado perante Deus e a procurar inferir a vontade de Deus. Se a decisão sair mal, só ele é responsável, porque foi ele a tomar a  decisão, e responde perante Deus.

Eu não consigo imaginar um processo de decisão mais perfeito do que este. 

Comparemos este processo de decisão católico com aquele que vigora no nosso país e que é copiado da tradição protestante. Suponhamos que o primeiro-ministro quer reformar o Estado e considera várias medidas para o fazer. Em quem é que ele está a pensar, antes de tomar as medidas - em Deus, na Verdade e no Bem-Comum?

Não. Está a pensar nas suas bases partidárias (será que eles aprovam isto?), nos parceiros de coligação (será que eles alinham nisto?), no Parlamento (será que eles votam isto?) no Presidente da República (será que ele promulga isto?), no Tribunal Constitucional (será que eles declaram isto inconstitucional?), enfim, está a pensar, numa clique de políticos partidários como ele, que inclui jovens até de 18 anos.

Será que daqui pode resultar o Bem-Comum?

Não pode, não.

quem quer ser violento


Quem quer ser violento encontra sempre motivos. O Sr. Michael Zehaf-Bibeau, canadiano do Quebec, que ontem desencadeou um tiroteio no Parlamento do Canadá é um exemplo. Eu penso que se este fulano fosse uns anos mais novo teria aderido à FLQ – Front de Libération do Québec. No presente optou pelo Islão.
As motivações podem parecer diferentes mas o que estes indivíduos pretendem é matar outros seres humanos. As razões que invocam são apenas narrativas em que nem eles próprios acreditam.

22 Outubro 2014

Declínio e queda do Homo Hedonicus

O Homo Hedonicus dominou política e militarmente a Terra durante quase um milénio. A sua capacidade e engenho superiores às restantes sub-sub-espécies humanas com quem partilhou a terra permitiu-lhe dominar boa parte do território e dos seus recursos durante esse período. No auge da sua liderança, o Homo Hedonicus era implacável com os seus inimigos, exterminado algumas sub-sub-espécies e escravizando outras que ameaçassem as suas pretensões territoriais.

As alterações que levaram ao declínio do Homo Hedonicus tiveram o seu epicentro no território da actual Argélia do Norte (na altura conhecida por França). A certa altura, a transformação do homem hedonicus levou a que colocasse a obtenção do prazer físico e intelectual acima de qualquer outro valor. O homem hedonicus privilegiava o prazer à reprodução, o que fez com que num espaço curto de tempo as suas taxas de fertilidade caissem abruptamente. Práticas contrárias ao sucesso reprodutivo como a introdução da mulher no mercado de trabalho, os métodos contraceptivos, a homossexualidade e o aborto passaram a ser aceites e até encorajadas.

Ao mesmo tempo, o homo hedonicus abandonou lentamente as suas práticas militares que o tinham levado a dominar o mundo. Apesar da superiorioridade da sua tecnologia militar, o homo hedonicus abandonou voluntariamente os territórios conquistados, devolvendo-os à população anteriormente dominada. Não só abdicou dos territórios conquistados como permitiu a lenta invasão dos seus territórios originais. A migração dos povos anteriormente dominados para o território do Homo Hedonicus foi feita quase sem resistência.

Nos finais do século XXIV, a última comunidade de Homo Hedonicus, situada em Belgrado na actual Albânia, desapareceu. Ainda hoje historiadores e antropólogos se questionam sobre a razão para esta mudança repentina no século XX que levou ao desaparecimento da sub-sub-espécie que dominou a terra durante perto de um milénio.

Alguns psicólogos contemporâneos afirmam que os indivíduos pertencentes à sub-sub-espécie desaparecida poderão ter sido os mais felizes e livres da história da humanidade. A doutrina divide-se neste ponto.

Prashant Gupta, Universidade de Harvard, Nova Déli,
23 de Maio de 2546




(post dedicado ao comentador Ricciardi que me recomendou uma das melhores leituras que fiz nos últimos tempos)

A Ordem Social e a Família

Só para apontar que Mises, na sua monumental obra de análise crítica do Socialismo em todas as suas diferentes formas, contém um capítulo surpreendentemente interessante sobre o tema da família, o homem, a mulher, as relações de amor, sexo, a sua evolução desde a antiguidade, etc. Aqui disponível (pág. 87 a 104): "Socialism, an Economic and Sociological analysis", publicado em alemão em 1922, edição inglesa na Yale University Press, em 1951. https://mises.org/books/socialism.pdf Talvez merecedor de uma visita e comentário do Joaquim.

os falsos Messias

Mas é claro que a riqueza produzida em Portugal e em todos os outros países desenvolvidos é amplamente suficiente para erradicar a pobreza entre os seus habitantes.
João Cardoso Rosas

Pobres sempre os tereis convosco
Jesus

Comentário: Ilegalizar a pobreza, princípio que o Prof. João Cardoso Rosas subscreve, é sobretudo uma violência para com os que assumem a pobreza como um modo de vida. Pessoas que levam uma vida ascética por opção (pelas escolhas conscientes que fizeram). Os "homeless" que recusam qualquer ajuda, por exemplo.
Em última análise, ilegalizar a pobreza implica usar o poder coercivo do Estado para impor estilos de vida. Arrasar alojamentos de ciganos, tirar as crianças aos pais biológicos e dá-las para adoção, internar compulsivamente os tais "homeless", etc.
Há sempre um momento em que os humanistas armam a guilhotina.

pobres, sempre os tendes convosco

João 12:1-8Almeida Revista e Corrigida 2009 (ARC)

Maria unge com unguento os pés de Jesus

12 Foi, pois, Jesus seis dias antes da Páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera e a quem ressuscitara dos mortos. Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então, Maria, tomando uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: Por que não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros, e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isso não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto. Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.

Comentário: A caridade (amor) não pode ser um valor absoluto. O único valor absoluto é realizar o propósito da existência humana (realizar a obra do Criador).

21 Outubro 2014

com Amor, não por Amor


Qual é o propósito da existência humana? Para que é que nos levantamos de manhã e labutamos todo o santo dia?
Sem responder a esta pergunta não é sequer possível ter uma ideia sobre qualquer outro assunto. Da religião à política, tudo, mas tudo, depende desta resposta.
Resposta que só conseguimos articular se abrirmos os olhos à obra do Criador e vermos o que se passa à nossa volta.
Não somos os únicos animais à face da Terra. De facto, partilhamos este cantinho do Universo com milhares de outras espécies e tudo indica que somos o resultado e o expoente de um processo evolutivo. O nosso desígnio, portanto, tem de estar espelhado no comportamento das outras espécies.
Todas labutam para sobreviver, para quê? Para eternizar os seus genes. Se crescerem e se reproduzirem, os seus genes passam à geração seguinte e dessa à próxima e daí por diante.
Nem todas as espécies têm sucesso, mas todas se focam no mesmo propósito: a eternidade.
A Eternidade, a sobrevivência dos nossos genes, o sucesso da espécie. Eis a resposta à pergunta inicial. É para conquistar essa eternidade que nos levantamos de manhã e esforçamos todo o dia.
Como somos mortais, cada um de nós necessita de se reproduzir para passar metade dos seus genes à geração seguinte. A Eternidade está ao alcance dos genes, não de cada indivíduo que os transporta.
O que conta “é a vida eterna, não é esta passagem pela Terra”. Em termos biológicos: o que conta é o contributo que damos para a sobrevivência da espécie, não o desfrute dos pequenos prazeres mundanos.
O sexo, o cruzamento de um homem com uma mulher, é a via mais direta para a eternidade. Daí ter um toque mágico, quase divino.
O amor não é um fim em si, apenas um meio, entre outros, de assegurar a sobrevivência da espécie. Um meio que pode ser pervertido por relações contranatura que em vez de nos aproximarem de Deus (Eternidade) nos afastam Dele.
Ao ler esta carta de casais católicos e ao acompanhar os trabalhos do Sínodo dos Bispos, parece-me que o amor é demasiado valorizado no contexto do verdadeiro propósito da existência humana. Qualquer um pode alegar que age por amor. Muitas mulheres, por exemplo, têm perecido vítimas de tanto amor e ciúme que os parceiros lhes dedicam.
Na minha opinião, portanto, é sempre preferível concentrarmo-nos no propósito último da existência humana e fazê-lo com Amor, em vez de “por Amor”.

20 Outubro 2014

Fábia





-       Qual é o teu território? (sic)
Perguntou-me uma bela vintanera. Não respondi logo, fiquei a olhá-la. O cabelo castanho, a pele morena, os olhos cor de azeitona, um corpo franzino num vestido outonal.
Aproximei-me e encostei o meu corpo ao dela. Fixei-a no olhar e antes que pudesse falar disse-me: - Dá-me o teu número de telefone.
-       Como te chamas?
-       Fábia
Acordei com o som do nome dela. Fábia...
Como sou um especialista em interpretação de sonhos, a primeira coisa que fiz foi perguntar à Fábia, agora em modo consciente, a que se devia a graça da sua presença.
-       Eu sou a musa que concede o engenho. Para me conquistares tens de criar, engendrar, fabricar, algo que me seduza.
Parti-me a rir, o que é sempre uma bela forma de acordar. Reparem na sonoridade de Fábia (de fava?) e de fabricar ou fábrica.
Nos últimos dias tenho-me lembrado da douta sentença que confere pouco valor ao sexo depois dos 55. Pois a Fábia veio explicar-me, e a vocês seus voyers, que sem sexo nada se pode “criar”. Nem bebés, nem ideias.
Os eunucos devem sentir-se perdidos no mar oceano, sem "o brilho da Fábia". Eu sugiro, a quem não atribua grande valor ao sexo, que se interne num lar da terceira idade e que deixe de fazer tristes figuras.

19 Outubro 2014

com a faca ao pescoço

Entrevista com Jean Tirole
Pregunta. Europa no encuentra la vía para superar la crisis.
Respuesta. Algunos países, como los del sur, necesitan reformas que les den credibilidad. Del mercado de trabajo, de pensiones, de organización del Estado... Alemania las hizo, los escandinavos también. Como Canadá o Australia. En el sur de Europa hicieron poco. Se han hecho en Grecia o en España, pero ya con el cuchillo en el cuello. Y eso ha tenido costes. En Alemania no esperaron al último momento. Las hicieron en 2002 y 2003.
Comentário: Nos países do Sul as reformas só se fazem com a faca ao pescoço

18 Outubro 2014

O discurso do Papa

O discurso do Papa:

http://www.news.va/pt/news/papa-no-encerramento-do-sinodo-esta-e-a-igreja-nos

seria um tolo

Um político, candidato a primeiro-ministro, que aceitasse o desafio que o cidadão António Carrapatoso, em nome de todos os portugueses, lança neste artigo, nunca chegaria a primeiro-ministro. Seria um eterno candidato, um tolo.

Os políticos são eleitos com base em ideias gerais que podem congregar o maio número de eleitores possível. Quando começam a governar, e descem às medidas concretas, vão perdendo apoios. Gastam, por assim dizer, o capital político que conquistaram com a vitória. Quando terminam os mandatos já não têm qualquer poder - são "lame ducks".

A ascensão de António Costa demonstra este fenómeno, "quanto menos explica mais popular fica". Ele sabe, nós sabemos e só o cidadão António Carrapatoso é que parece não saber.