30 Agosto 2014

Guerra por princípios

Moral, suponho, será um estado de guerra para impedir russos de serem russos. Porquê? Porque fronteiras decidas por Lenine envolvendo populações russas são para serem defendidas pela NATO.

Há 100 anos

Churchill no seu melhor jingoism crónico 

@roadtowar1914: Aug 30th 1914: "If Germany wins" "America will be next".

state of war

Russia’s invasion of east Ukraine is a 'point of no return' and risks a 'state of war' with Europe, European Union leaders warn

Russia invades Ukraine

Russia violates Finnish airspace three times in a week

Europeans have to take the lead in their own security

Don't mess with nuclear Russia

o enredo socialista

Cerca de 60% dos novos empregos criados em Portugal estão a ser pagos pelo Estado

 

Governo aumenta salário mínimo

Rethinking

"Everything US touches turns into Lybia or Iraq" Putin

Será necessário alguma coisa mais para não ficar sujeito a este tipo de acusações fragilizadoras.

29 Agosto 2014

Relações internacionais em fronteiras e soberanias instáveis

Fronteiras e soberanias instáveis, devia ser claro, resultam de estados, que por um motivo ou outro, contêm debilidades fortes na consistência etnica-religioso-cultural-nacionalística das suas populações e na potencial precária sustentação das funções de um Estado. 

É o caso do Iraque (criação desajeitada pelo Império que mais expandiu o território após a Grande Guerra), e por outras razões, é o caso da Ucrânia.

A única forma que a comunidade internacional tem de lidar com este tipo de status quos precários é:

-dar o exemplo (nada o caso pelo Ocidente, que tem actuado como entende).
- depois, não fazer asneiras, com intervencionismos externos vários, no sentido de exponenciar a probabilidade de se desencadear o sectarismo etnico-religioso-nacionalista (o que foi feito na Ucrânia) ou debilitar a estrutura do Estado (Iraque, Líbia).
- se a desordem começar, não se envolver com partes no conflito, numa acção que só vai motivar a(s) outras(s) partes. As guerras civis ou entre Estados a disputar territórios instáveis, são sempre palco dos piores actos, mas para todos efeitos e por desgaste levam algures a um status mais durável que o anterior.
- e, quando nada parece salvar-se, devia existir um mecanismo a ser proposto para realizar referendos de redefinição de soberanias e fronteiras.

O que não precisamos é de veleidades moralistas onde a moral é difícil ou impossível de definir, quanto mais envolver uma guerra não-defensiva a bem de uma teoria das alianças e segurança colectiva que demonstrou o seu pleno desastre-pacto-de-suicídio há 100 anos.

o pai-coruja


Não é que MVC seja racista, mas não que ver a filha casada com um tipo oriundo de países com poucas tradições democráticas, em que “o Estado anda sempre em colusão com a sociedade civil” e há “uma constante imprevisibilidade política”.
Por fim, MVC suspeita que um genro com esse pedigree só vem para cá para nos espoliar dos recursos que tanta falta nos fazem.
Li com alguma surpresa esta “confissão” do cronista que mais parece um pai-coruja do que um analista social e económico. Há quanto tempo é que MVC não olha para a sua menina?
Não reparou que a rapariga engordou, que tem um buço horrendo e que despreza os desodorizantes? E nunca ouviu dizer que há sempre um testo para uma panela?
Não é verdade que Portugal é um país “com poucas tradições democráticas, em que o Estado anda sempre em colusão com a sociedade civil e há uma constante imprevisibilidade política”?
É por isso que só aparecem pretendentes com essas características. Diz o testo com a panela. Se a menina emagrecer, se rapar o buço e se começar a usar desodorizante, é possível que apareça aí um boche que a faça feliz. E a si também.

Violaçöes de fronteiras e soberanias reconhecidas

Assim, de repente, pelo "Ocidente", nāo me lembro de nenhuma nova na última meia hora (isto é, para além daquelas que estāo a ocorrer neste momento mas começaram antes).

28 Agosto 2014

até o Vaticano

We Muslims believe that one day the whole world will be an Islamic state. Our goal is to make sure that even the Vatican will be Muslim. Maybe I will not be able to see it, but that time will come.

Guerra II (complemento)

Why the Ukraine Crisis Is the West’s Fault? The Liberal Delusions That Provoked Putin.

John J. Mearsheimer, September/October 2014

"Summary: Conventional wisdom in the West blames the Ukraine crisis on Russian aggression. But this account is wrong: Washington and its European allies actually share most of the responsibility, having spent decades pushing east into Russia’s natural sphere of interest"

Ler o restante aqui, onde se propõe realisticamente uma Ucrânia neutral que não seja nem pro-Rússia nem anti-NATO (estatuto semelhante à Áustria durante a guerra fria).

http://m.foreignaffairs.com/articles/141769/john-j-mearsheimer/why-the-ukraine-crisis-is-the-wests-fault

PS: de onde é que pode vir uma tal opinião diferenciada da máquina de Public Relations do intervencionismo, crónico reinante?

John J. Mearsheimer é professor de ciência política na Universidade de Chicago e o qual devido ao seu prestígio acumulado tem conseguido sobreviver a posiçōes nada alinhadas, e que se tornaram especialmente visíveis com a co-autoria de:

The Israel Lobby and U.S. Foreign Policy

Guerra II

Ricardo Arroja no Insurgente quer pôr a NATO a defender intransigentemente as fronteiras (re)desenhadas pela URSS. Não foi mesmo para isso que a NATO foi
constituída?

Ou será aquela ilusào de que um dado Status Quo de fronteiras, seja qual for o processo complexo e contraditório que as tenham originado, é agora sim "sagrado" no firmamento da história e deve permanecer agora imutável? Alguma vez o foi? No Kosovo foi?

A Rússia aceitou a secessão de 15 estados que nunca antes na história tinham sido independentes. Em troca, na altura foi formulado o princípio que a Rússia não seria objecto de "encirclement". Mas isso foi precisamente o que foi feito com o expansionismo da NATO e a estratégia de intervencionismo vários nos processos eleitorais (sempre os "institutos pela democracia", palavra de código para neoconservadores em acção), coisa explosiva quando falamos de um estado dividido etnicamente e assim sempre perto de um reavivar de sectarismo.

Nota: O Leste da Ucrânia, território Russo com população Russa, foi oferecido em 1921 por Lenine para cativar Ucranianos no pico (ou fim) da guerra civil, tal como a Crimeia, foi mais tarde oferecida por Kruschev.

são indústrias


A saúde, a educação e a segurança social, são grandes indústrias nos países capitalistas. Atingiram este estatuto com o desenvolvimento económico e com a transição da indústria para os serviços.
Em Portugal, procuramos também fazer essa transição, mas estamos bloqueados por olharmos para essas áreas como despesa pública, em vez de negócios.
Enquanto esta perspectiva se mantiver que saídas é que ficam para a população? Regressar à agricultura de subsistência? E é assim que se vai financiar o Estado Social?

menos livres

Sendo menos livres temos menos capacidade para competir no mercado global

produtividade


Esta manhã fui multado pela GNR por excesso de velocidade, ia a 82 Km/hora (... dizem que ia) numa zona de 50. Para quem conhece a Invicta, foi na Estrada da Circunvalação em Matosinhos.
Ia no trânsito , nem mais depressa nem mais devagar do que os outros, sem provocar qualquer perigo.
O agente da GNR, de resto muito cortês, fez o favor de me informar que era uma contraordenação muito grave que poderia levar à inibição de conduzir. Paguei 120,00 € de depósito e vou contestar.
Expliquei ao agente que era médico e que tinha doentes à minha espera, pelo que me trataram da multa de forma expedita. A GNR dispõe de computadores online e software próprio; na página aberta podia ler-se: “Folha de Produção”.
Não contesto a necessidade de controlar o trânsito e de aplicar multas aos prevaricadores, mas 25% do SMN não será um pouco excessivo? E porquê a inibição de conduzir a quem nenhum perigo provocou.
Cheguei com meia hora de atraso à clínica. O primeiro doente já tinha adiado a consulta porque tinha de ir trabalhar. Pensei: produtividade...
Quanto custará ao País a produtividade das forças de segurança? Não haverá ninguém no governo  que compreenda que operações stop, às 8 horas da manhã, com multas excessivas e coimas desproporcionadas, prejudicam mais do que beneficiam?

não podemos ser uma ilha

Vivemos numa economia de mercado, num mundo globalizado

Manuel Valls - primeiro-ministro de França

Comentário: É uma realidade incontornável. Neste contexto, o socialismo é maligno, não nos deixa competir.

coligação PSD/CDS deixou-nos menos livres


guerra

Mais ou menos no momento em que o ataque obviamente proporcional e defensivo por Israel ultrapassava as 2000 vitimas e a destruição sistemática de plataformas de lançamento de mísseis em Gaza (sensivelmente qualquer m2 que seja plano), nesse preciso momento dizer (Carlos Abreu Amorim repetindo diligentemente Netanyahu) que o Hamas é Igual ao ISIS, pode ser, vá lá, um pouco forçado. Não sei se o ISIS já tinha aí provocado 2000 mortes...


Há a tese brilhante do MEC. Se o Hamas não o faz, é porque não pode. Vaí daí, qualquer reacção constitui uma resposta antecipada ao que aconteceria se pudessem. O que, explorando a lógica, como numa guerra, um lado quererá no fundo, exterminar o outro, mais valerá exterminar de uma vez.


Mas... vamos ver se a seu tempo, Israel não precisará da ajuda, ainda que indirecta do Hamas... e de Assad...e do Irão.


PS: ISIS Declares War On Hamas And The Muslim Brotherhood

http://shoebat.com/2014/08/23/isis-declares-war-hamas-muslim-brotherhood/


PS2: mísseis do Hamas.



PS3: curiosidade, moeda da Palestina (sabem onde é?), 1927.



27 Agosto 2014

«J'aime l'entreprise, j'aime l'entreprise !»

«Quand les entreprises gagnent, c’est la France qui gagne»

«Cessons d'opposer Etat et entreprises, chef d'entreprises et salariés, syndicats et patronat», a d'abord lancé le Premier ministre avant d'enchaîner : «La France a besoin de ses entreprises de toutes ses entreprises (...) car ce sont les entreprises qui, en innovant, en risquant les capitaux de leurs actionnaires, en mobilisant leurs salariés, en répondant aux attentes de leurs clients créent de la valeur, génèrent de la richesse qui doit profiter à tous». 

Parce qu'elles «créent des emplois», parce qu'elles permettent «l'innovation», parce qu'elles structurent «l’organisation, la cohésion, l’identité de nos territoires», parce qu'elles «participent à la force et à l’image de la France dans le monde», les entreprises sont aux yeux du Premier ministre le premier levier du retour de la croissance. «Nous vivons dans une économie de marché, dans un monde globalisé… Si si, dans un monde globalisé. Certains le nient, mais c’est la réalité. Et la France n’a donc pas à faire exception ! Car quand les entreprises gagnent, c’est la France qui gagne», a asséné Manuel Valls, qui aura au total prononcé le mot «entreprise» près d'une cinquantaine de fois.

Le Parisien

PS: Tiro o chapéu ao Manuel Valls

liberdade

sobre a liberdade

A liberdade não consiste em fazer o que nos apetece mas em fazer o que devemos

Papa João Paulo II

A única liberdade digna desse nome é a de poder lutar pelo nosso próprio bem, à nossa maneira, sem limitar o bem dos outros ou os seus esforços para o atingir

John Stuart Mill

as ordem dos factores é arbitrária

Social-democracia = Socialismo democrático

a política é para ajudar os amigos

Por que é que os pânditas insistem em chamar de direita ao governo da coligação PSD/CDS? Penso que para dar um jeito aos amigos do PS.

26 Agosto 2014

os liberais devem ser claros


Description: nónimo mm disse...

voce acha mesmo que discutir os problemas do sns, educacao, seguranca social... nos termos que voce usa neste post traz algum benefício para uma discussao séria das questoes que estao realmente em cima da mesa? ou isto é só mesmo masturbacao intelectual para satisfazer a sua veia académica?

Gostaria de destacar este comentário ao meu último post por me parecer que transmite um optimismo que faz falta mas de que, infelizmente, não partilho.
Não conheço o autor, mas presumo que se trata de um homem, na casa dos 40, com filhos, com formação superior, culto e com alguma experiência política. É possível que seja professor universitário, talvez de sociologia ou de ciência política. Também pode ser advogado ou engenheiro, caso em que seria de destacar o seu interesse pelos problemas sociais.
Trata-se de uma pessoa que compreende perfeitamente as dificuldades do País e que sente a urgência de uma discussão séria “das questões que estão realmente em cima da mesa”. E quais são essas questões?
Estamos falidos, carregamos às costas com um Estado Social incomportável e os partidos políticos não têm nenhuma estratégia para descalçar esta bota. Porquê?
Porque a maioria da população é socialista e nenhum partido político tem coragem para dizer com todas as letras: “meus amigos, acabou-se o dinheiro dos outros”. Receiam ser decapitados na praça pública.
Neste contexto como é possível qualquer outra abordagem que não seja “chamar os bois pelos nomes”? Claro que os defensores do SNS, da educação pública e da SS, não são liberais – nem são amigos da liberdade. E claro que estas estruturas soviéticas não têm conserto. Estas minhas afirmações não estão em causa, por que são factuais.
O que me sugere o nosso comentador “mm” é que opte por circunlóquios e metáforas. Que não espante o peru enquanto se prepara a aguardente e o cutelo.
Não faz o meu estilo, nem é hábito dos liberais. Nem estamos a lidar com perus. Se não formos firmes e claros o cutelo vai virar-se contra nós.

liberal ou pateta


Acreditas no SNS?
Então não és liberal
Acreditas no sistema público de educação?
Então não és liberal
Acreditas na Segurança Social?
Então não és liberal
E acreditas que é possível melhorar o SNS, a educação pública e a segurança social, com melhor governação
Então não és liberal, és  pateta
 PS: Ser liberal é acima de tudo amar a liberdade. O socialismo despreza a liberdade

25 Agosto 2014

o objectivismo é imbecil

Se fosse necessário mais algum exemplo da imbecilidade do "objectivismo", este texto chegava e sobrava!

Carlos Duarte, nesta caixa de comentários

PS: Os portugueses têm ódio à liberdade - enquanto direito cívico, como eu mencionei neste texto. Apostava que o nosso leitor Carlos Duarte nunca leu um livro da Ayn Rand.

liberdade ou igualdade

...
Indivíduos igualmente livres vão poder agir diferentemente. Dessas diferentes acções, resultarão diferentes resultados. Logo, da liberdade igual perante a lei — um princípio crucial do Estado de direito — resulta a desigualdade de resultados.

Isto significa que uma presunção da liberdade implica uma presunção da desigualdade. Em alternativa, uma presunção da igualdade (como obviamente é a preferência de Thomas Piketty) implica uma negação da presunção da liberdade. É certamente possível negar a presunção da liberdade — mas é preciso dizê-lo abertamente, além de o justificar, o que não é o caso neste livro.

João Carlos Espada, no Público

Líbia

"Beneath the battle against “extremists,” he said, was an even deeper, ethnic struggle: the tribes of Arab descent, like the Zintanis, against those of Berber, Circassian or Turkish ancestry, like the Misuratis" Strife in Libya Could Presage Long Civil War http://nyti.ms/1p5qA9z

Apostio que os a-NATO-serve-para-levar-a-democracia-ao-mundo sabiam montes de coisas sobre isto.

24 Agosto 2014

Bardarbunga



Icelandic volcano could trigger Britain's coldest winter EVER this year

rational self-interest II

Selfishness is behavior that is directed at furthering one's own interests, without regard to, or even at the expense of, others'. A selfish person might, for example, eat all of his cookies rather than offering one to a friend, if he has no reason to believe that friend will reciprocate. Economists generally distinguish between selfishness and rational self-interest. A person can engage in unselfish behavior out of rational self-interest because he believes he can gain greater satisfaction from devoting a given resource to improving others' circumstances than to improving his own circumstances.

Mises, in Human Action

rational self-interest



Comentário: O egoísmo para os objectivistas (liberais incluídos) não permite a violação dos direitos dos outros para satisfação própria. Não é o egoísmo do bruto, do vigarista ou do pedinte.

Texto do livro Objectivism, do Leonard Peikoff