26 março 2019

escangalhar a rir

Diz um leitor do PC numa caixa de comentários em baixo (cf. aqui):

"Ao ler o comunicado no jornal, quem não conhece a história fica abananado: então o Arlindo persistente no crime e para o castigar tiramos a queixa? Isto é de um tipo se escangalhar a rir. É não há um jornaleiro que pegue no tema? Que pergunte ?"

De facto, segundo a Cuatrecasas, o Arlindo Marques para além de difamar a Celtejo, ainda cometeu mais uma série de crimes e malfeitorias recentes (cf. aqui).

Mas, como retribuição, a Cuatrecasas, em lugar de lhe pôr mais uns quantos processos judiciais em cima, decide retirar-lhe o único que lhe tinha posto.

Ahahahahah!

Que trapalhões!... Que patifórios!... Que saloios!...

É para dizerem este tipo de baboseiras e fazerem esta figura de palermas que o Estado português atribui a eito à Cuatrecasas contratos por adjudicação directa que, no caso do Banco de Portugal, podem chegar ao milhão de euros (cf. aqui)?


A derrota total!...

Eu, se fosse à Celtejo - e ao grupo Cofina em geral - arranjava outros advogados, porque os da Cuatrecasas claramente não prestam.

Que vergonha!... Que falhanço!... Que humilhação!... A derrota total!...

já seria grave

De acordo com a mandatária da empresa [que é a Cuatrecasas], Arlindo Marques não se pronunciou nesta audiência mas "não se coibiu de trazer para o domínio público o documento de trabalho em discussão entre advogados, o que só por si já seria grave, mas mais grave se afigura porque o fez de forma absolutamente distorcida e descontextualizada", sustenta.(cf. aqui).

Quer dizer, o Arlindo Marques trouxe a público as palhaçadas jurídicas escritas pelos advogados da Cuatrecasas... eles ficaram muito tristes...e desistiram do processo...

Ahahahaha...coitadinhos...

(Nota: o comunicado que serve de base à notícia, embora em nome da Celtejo, é escrito pela Cuatrecasas).

o rabo entre as pernas

A Cuatrecasas, em nome da Celtejo, desistiu do processo contra o Arlindo Marques.

Ahahahah. Que valentões, os advogados da Cuatrecasas!

A notícia, veiculada pelo Jornal de Negócios (um jornal do grupo ao qual pertence a Celtejo) é de morrer a rir e o comunicado que lhe serve de base foi obviamente redigido pelos mauzões da Cuatrecasas (cf. aqui).

É do género, em relação ao Arlindo Marques: "Agarrem-nos senão ainda lhe batemos mais!"

No fim, o pior que se pode fazer aos advogados da Cuatrecasas num assunto destes é trazer o caso a público. Mostrar à saciedade aquilo que, na realidade, eles são - uma associação de malfeitores. Em seguida, eles metem o rabo entre as pernas, e desaparecem.

São uns cobardes, que é também aquilo que geralmente são os malfeitores.

Enfim, uns advogados de vão-de-escada, metem processos que depois retiram!...

Ahahahahahah... não sabem o que é que andam a fazer...

Pela minha parte, fico com muita pena de não ter conhecido o mauzão dos mauzões que eles lá têm, aquele de quem a própria ex-mulher diz que é um advogado do diabo...deve ser cá uma fera!...(cf. aqui).

22 março 2019

Ooops

Ooops, descobri agora que, sem o pretender, revelei no post anterior que na família também se salvam vidas.

É que eu estava convencido que na família era só homens a bater em mulheres.

21 março 2019

Só uma

Quando, num dia da semana passada, o médico cardiologista, após fazer-me um exame às artérias coronárias, estando eu ainda deitado na marquesa, me pegou no braço e disse, calma mas firmemente: "O senhor teve muita sorte. A sua vida tem estado em grande perigo. O senhor já não pode sair daqui. Vai ter de ser operado imediatamente", eu reagi com calma.

Era um caso muito interessante. Eu já poderia ter morrido de ataque cardíaco e teria ido para a cova muito convencido de que era uma pessoa perfeitamente saudável.

Excepto, talvez, por umas dores no peito que vinha a sentir nos últimos dias sempre que fazia exercício físico (nos dias mais recentes, bastava caminhar), às quais não atribuí grande importância, sempre convencido que era uma espécie de atleta olímpico.

Mas a minha mulher atribuiu. E falou a um dos filhos que é médico e ao Joaquim, que também é. Foram eles que me pressionaram para ser examinado imediatamente e foi o Joaquim que me indicou o cardiologista.

Por isso, quando o Dr. Vasco Gama, que é assim que ele se chama, me transmitiu aquela mensagem, acrescentou: "Pode agradecer ao Dr. Sá Couto e ao seu filho por estar vivo". E eu pensei: "E à minha mulher também..." porque estamos em tempo de não se poder discriminar contra as mulheres e as meninas do Bloco de Esquerda às vezes andam por aqui à procura de um homem que possam meter na prisão.

Nessa tarde, já deitado numa cama da Casa de Saúde da Boavista, eu continuava a meditar sobre a ironia da situação, que era a de que eu já poderia estar morto, tendo ido para o outro mundo convencido que era um homem perfeitamente saudável.

Ora, quem morre assim de surpresa, e aparentemente saudável, deixa certamente muitas coisas por dizer. E, no meu caso, deixaria eu muitas coisas por dizer?

Não, surpreendentemente, não. Só consegui encontrar uma. A seguinte.

"Eu tenho uma grande convicção - adquirida durante o meu julgamento do ano passado - que a Cuatrecasas mexe fortes influências no Ministério Público do Porto e que, portanto, e pelo menos neste aspecto, o nosso sistema de Justiça não é um sistema limpo".

Era isto que eu teria levado comigo e que gostaria de ter exprimido. Não era muito nem era importante. Quanto ao resto, teria dito em vida tudo aquilo que tinha para dizer.

20 março 2019

Traquinices do Joãozinho (X)

Oh Papá...espera aí, espera aí, espera aí!... Não vás já!... Telefonaram-me da Cuatrecasas a perguntar se lá no céu os sacos também são azuis... E o Dr. Juncker pergunta se há lá Cartaxeiro...

Traquinices do Joãozinho (IX)

Pois é, Papá...o juiz de Matosinhos não devia ter decidido que tu és o meu Papá... Já não tens idade para isto... Estiveste quase a quinar e os médicos dizem que foi por minha causa... Oh Papá... e diz-me lá outra coisa...esse hospital onde estiveste é de freiras ou do Estado?... deve ser de freiras... senão tinham-te metido num contentor...

Perguntas do Joãozinho (XIX)


Oh Papá ... como é que vais entregar o terreno ao Hospital de S. João... vais de carro, barco, avião, camião ou trotineta?...

as pessoas são de bem

Relativamente à tomada de posse da parcela de imóvel, José Artur Paiva disse que decorridos os três meses no início de março e não tendo havido entrega do terreno por parte da Associação Joãozinho, o hospital comunicou oficialmente na semana passada à associação Joãozinho que tem um prazo de 10 dias úteis em relação à emissão da carta para entregar o terreno.
“Estamos certos que o interesse de toda a gente, porque as pessoas são de bem, é a construção da ala pediátrica e estando assegurado o tripé [financiamento público, projeto de execução da obra e a posse da parcela de imóvel] não vemos razão para que o projeto não seja executado”, vincou (cf. aqui)

o produto acabado

O ponto mais importante que eu queria salientar da transcrição que fiz abaixo da Deliberação do Conselho de Administração do HSJ é uma referência à obra do teólogo Joseph Ratzinger.

Ratzinger afirma que aquilo que distingue um Estado de Direito de uma associação de malfeitores é precisamente a Justiça. E que, quando o Direito deixa de estar ancorado em Deus - representando Ele próprio o Bem, a Verdade e a Justiça - para passar a estar ancorado em interesses particulares - v.g., partidários, económicos - o Estado transforma-se interiormente numa associação de malfeitores e age como uma associação de malfeitores (cf. aqui).

Ora, é isto que a referida Deliberação ilustra. Assinada pelos administradores do HSJ, em representação do Estado, mas redigida, com toda a probabilidade, pelos advogados da Cuatrecasas, aquele documento é o produto acabado de uma associação de malfeitores.

Os pais das crianças

"Os pais das crianças estão ao lado da Associação Joãozinho..." (cf. aqui, min 0:56)

Deliberação

É o seguinte o texto da Deliberação que vem em anexo ao e-mail reproduzido em baixo:


Deliberação do Conselho de Administração

Tomada de Posse Administrativa de Parcela de um Imóvel

Considerando que:

A) O Centro Hospitalar Universitário de São João celebrou, a 17 de Junho de 2015, um Acordo de Cooperação com a Associação Humanitária "Um Lugar para  o Joãozinho", a Lúcio da Silva Azevedo e Filhos, SA  e a Somague Engenharia, SA;

B) Por força do referido Acordo o Centro Hospitalar cedeu a utilização de uma parcela de um imóvel ali devidamente identificada por um prazo de 3 anos a contar da data do início da vigência do Acordo;

C) Findo aquele prazo, não tendo a construção da obra registado nenhum progresso significativo e dispondo hoje o Centro Hospitalar das verbas necessárias para a construção da Ala Pediátrica, o Centro Hospitalar Universitário de São João notificou a Associação, no dia 6 de Dezembro de 2018, para, nos termos do nº 1 da Cláusula 7ª daquele Acordo proceder à devolução da parcela no prazo de 90 dias nos termos ali referidos (Cfr. Anexo 1);

D) Violando flagrantemente as suas obrigações (cfr. nºs. 1 e 2 da Cláusula 7ª do Acordo), a Associação Humanitária "Um Lugar para o Joãozinho" não entregou voluntariamente aquele espaço no prazo que tinha para o efeito, prazo esse que terminou no passado dia 5 de Março.

E) A devolução daquele espaço é imprescindível para a construção da nova Ala Pediátrica deste Centro Hospitalar;

F) Determina-se, nos termos do disposto no artº. 180º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei nº 442/91, de 15 de Novembro, a tomada de posse administrativa da parcela do imóvel cuja utilização foi cedida à Associação Humanitária "Um Lugar para o Joãozinho" pelo Acordo de Cooperação celebrado a 17 de Julho de 2015.

Notifique-se a Cessionária para, no prazo de 10 dias úteis, se pronunciar sobre o presente despacho.

Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de São João, EPE
Reunião de 14 de Março de 2019

Presidente do Conselho de Administração               Enfermeira Directora
Prof. Dr. José Artur Paiva                                         Enfermeira Filomena Cardoso

Vogal Executivo                                                       Vogal Executivo
Dr. Renato Garrido Matos                                         Dr. Luís Porto Gomes


19 março 2019

um presente

Eu devo começar por dar uma explicação aos meus leitores do PC pelo meu silêncio dos últimos dias.

É que na passada Quinta-feira, dia 14, fui operado de urgência às artérias coronárias (by pass coronário). A operação durou 3 horas seguindo-se um período de 24 horas na unidade de cuidados intensivos pelo que só voltei a mim Sexta-feira à tarde.

Quando abri o computador tinha lá, como se fosse um presente, um e-mail da administração do HSJ datado da véspera (Quinta-feira, dia 14), cerca das 15 horas, precisamente uma altura em que eu dormia um longo sono na Casa de Saúde da Boavista.

Agora que já estou em casa, publico o e-mail. Amanhã juntarei a "Deliberação" que vem em anexo.


Exmo. Senhor
Prof. Doutor Pedro Arroja
Ilmo. Presidente da Direção da Associação Humanitária “Um lugar para o Joãozinho”

Tendo por referência o assunto em epígrafe, serve a presente para notificar V. Exa. que é intenção deste Centro Hospitalar proceder à tomada de posse administrativa da parcela do imóvel cuja utilização foi cedida ao abrigo do Acordo de Cooperação celebrado a 17 de Julho de 2015, conforme deliberação cuja cópia se anexa.
Fica V. Exa. notificado, nos termos e para os efeitos do artigo 121.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7/1, de que dispõe de um prazo de 10 (dez) dias úteis para se pronunciar sobre a deliberação que ordenou a tomada de posse administrativa.
Com os melhores cumprimentos,

Conselho de Administração
Administration Board

M: +351
T: +351 225 512 100
F: +351 225 025 766

cid:3621431052_1661880

13 março 2019

Teve de ser

Teve de ser (cf. aqui e aqui).

Foi um último recurso, mas já não havia mais nenhum.

A Associação Joãozinho pôs o HSJ em tribunal para que cumpra aquilo que assinou e a obra possa prosseguir imediatamente.

A mentira, a maldade, o incumprimento das promessas, a safadeza, as promessas vãs, a crueldade - tudo isto tem que ter limites.

timeline politics

O que deve ser um programa político no “tempo da peste” que eu chamei “reality show politics”?

Na minha opinião deve ser algo que rompa com as propostas tradicionais. Os programas políticos não vão ser lidos, nem debatidos por ninguém e, portanto, terão apenas o caixote do lixo como destino certo.

Os políticos da velha guarda já preferem as selfies e as beijocas das peixeiras, o arroz de atum ou a receita de uma cataplana, às declarações de princípio ou aos manifestos políticos.

Como o Estado acompanha os cidadãos do berço até à cova, penso que é nessa “timeline” da vidaque se devem inserir propostas concretas. Tendo em conta os marcos fundamentais: o nascimento, a escolaridade, o casamento, a parentalidade, a saúde, o envelhecimento, etc. E também a compra de habitação, de um veículo automóvel ou no planeamento de poupança.

Nesta “timeline politics” os partidos apresentariam propostas exequíveis (no máximo umas 6) dirigidas a marcos concretos. Respeitando a ideologia, claro está, mas focadas na “criação de valor” para os eleitores.

Vou dar um exemplo: Nascimento

1.    “Propomos que o Estado entregue a todas as parturientes o montante que gastariam com o parto no SNS e as deixem escolher o médico e a instituição onde pretendem que o nascimento ocorra”.

Esta proposta cria valor porque permite que a futura mãe se reúna de privacidade, do acompanhamento da família, do médico que já conhece e em quem confia e usufrua em pleno e nas melhores condições possíveis da experiência única da maternidade. Sem onerar o orçamento de Estado porque a despesa iria acontecer de qualquer modo.

Muitos outros exemplos me ocorrem, mas creio que já passei a ideia. Substituir programas intrincados por propostas concretas inseridas nos marcos da “timeline” da vida.


Chamei-lhe “Timeline politics”.

12 março 2019

reality show politics

A política tornou-se num “reality show” por onde vão passando figurantes à procura de protagonismo e de votos, com as posturas mais escaganifobéticas que se possa imaginar.

A ideologia morreu, a coerência vaporizou-se e até a lógica foi lapidada na praça pública por atentado à histeria pacóvia da populaça. O emocionalismo substituiu a razão (Rand) e regredimos, a nível intelectual, a uma verdadeira idade das trevas.

Os jovens não leem um jornal e muito menos livros. E até a nível universitário é raro passarem dos Power Points. ‹‹Quem não lê não tem qualquer vantagem competitiva sobre um analfabeto›› – e, portanto, é natural que nos sintamos arrastados por um tsunami de ignorância.

Como ‹‹em terra de cegos quem tem um olho é rei›› não é de espantar o aparecimento de celebridades na arena política. O tipo com mais desfaçatez, mais troca-tintas e mais jogo de cintura, ascende aos mais altos cargos e derrota, com facilidade, os políticos profissionais.

Quando o presidente dos EUA perguntou ao nosso Presidente da República sobre uma possível candidatura do CR7 à presidência não andava muito longe da realidade, ele próprio deve considerar-se uma espécie de CR7 da construção civil que teve sucesso na política.

Até há bem pouco tempo eu desconhecia a Sra. D. Cristina Ferreira, mas depois do célebre telefonema do PR e da cataplana do AC, a dama adquiriu um protagonismo político que a pode colocar na rampa para Belém. Por que não?

Ora é neste contexto, gostemos ou não, que está o “debate político” e é para este registo que os partidos devem preparar os seus programas e propostas.

No próximo post prometo deixar umas dicas que possam ser úteis aos novos partidos, isto porque os velhos já têm a ronha toda.