25 maio 2015

as eleições têm consequências

Syriza perde as eleições em Espanha

PS: O aperto do PP, que continua o partido mais votado mas por margem pequena, vai condicionar uma posição mais dura da Espanha, contra o Syriza, no Eurogrupo.

24 maio 2015

lobbying

Há uma parte significativa dos crimes de corrupção em Portugal que teriam enquadramento legal como lobbying. Uma actividade perfeitamente legal em Bruxelas, mas ilegal em Portugal.
Ver também este artigo de 2014 no Observador.

o teste do Corte Inglês

How Labour failed the John Lewis test

“Historically they are meant to represent the people who have it the worse, and no one aspires to that,” she said. “Even if you are better off under Labour, you want to be the sort of person who is better off under the Tories.”

Historicamente  os socialistas é suposto representarem os mais desfavorecidos, e ninguém aspira a esse estatuto. "Mesmo as pessoas que mais beneficiariam com os socialistas, querem ser o tipo de pessoas que mais beneficiam com os conservadores".

minarquismo

As propostas do PS vão agradar aos minarquistas*, Costa quer um Estado forte mas simplificado e descentralizado, que valorize as funções centrais de soberania: a administração interna, a defesa e a justiça.

* Just a joke

23 maio 2015

é mais fácil

É mais fácil proibir a burka e o niqab do que acabar com o socialismo.

cum on

O risco de SIDA na população portuguesa não pode ser radicalmente diferente do risco noutros países pelo que se olharmos para os EUA, país que analisa tudo e mais alguma coisa, podemos extrapolar algumas conclusões para o que se passa aqui no jardim.

Nos EUA o número de pessoas com HIV é cerca de 0,0033% da população* (cerca de 1 milhão de pessoas). Mas entre os gays esta cifra sobe para 20% e metade nem o sabe.

Os comportamentos mudam, é verdade, mas também é verdade que o risco de contrair SIDA numa relação heterossexual é extremamente baixo (1:3000), muito alto numa relação homossexual (1:100) e quase certo numa transfusão com sangue contaminado.

É por isto que as autoridades sanitárias em Portugal não aceitam dádivas de sangue de homossexuais. E só uma nota final para a Rita Carreira: o número de casos de SIDA, nos gays dos EUA, não está a diminuir, está a aumentar. Em Portugal podem estar a diminuir, se as estatísticas forem fiáveis, mas também podem estar a aumentar, ou vir a aumentar, se seguirmos a tendência norte-americana.

É verdade, as estísticas são f#$%&/s!

* Em Portugal é 0,0014%

não saímos da cêpa torta

‹‹Mas é empresário, vive de e para o dinheiro, para o reproduzir, multiplicar e ter lucros›› - Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa

Comentário: Os empresários vivem para criar valor para a população, os lucros são o resultado dessa criação de valor. Quando não criam valor os empresários não realizam lucros e vão à falência.
Pensarmos que os empresários "vivem de e para o dinheiro" é uma das razões porque não saímos da cêpa torta.

22 maio 2015

é o que eu digo

"PS tem medidas tão liberais que não as subscrevo" - PPC

Comentário: É o que eu digo, a coligação tem governado à esquerda. A começar pelo gajo do enorme aumento de impostos.
Os liberais que apoiam a coligação e cultivam os tiros ao Costa andam a fazer figura de parvos.

ciência política

Há uma regra empírica, em política, que é a seguinte:

‹‹Os governos de direita governam à esquerda e os governos de esquerda governam à direita››

A causa deste fenómeno é a necessidade de ocupar o centro político. Se o governo da coligação anunciasse que ia abrir a ADSE a todos os portugueses, por exemplo, seria imediatamente acusado de neoliberalismo, "fássismo", e até os pilotos da TAP entrariam em greve contra o fim do SNS. A mesma proposta feita pelo PS, porém, não vai suscitar quaisquer críticas de ninguém. Não vamos ver indignados, nem insurgentes, a reclamar o fim da ADSE.

Porquê? Qual a causa deste fenómeno?
Porque quando um governo de esquerda toma medidas de liberalização, a populaça acredita que o faz por boas intenções e com cuidados cirúrgicos para não doer mais do que é preciso. Quando as mesmas medidas são tomadas por um governo de direita, a populaça acredita que o faz por obssessão ideológica e para servir interesses instalados.

Continuando a falar de saúde, talvez seja por este fenómeno que o atual governo é dos mais coletivistas e centralistas nesta área.

obrigado Joaquim

Há anos que defendo que se abra a ADSE a todos os portugueses. De forma pública e clara, nos jornais, na rádio, na televisão e aqui no Portugal contemporâneo, em dezenas de posts.
Em 2009 escrevi uma série de posts com medidas para reformar o sistema de saúde - chamei-lhe SNS XXI (11 de Março de 2009). A oitava medida era precisamente a generalização da ADSE.

Mais ou menos pela mesma altura (Setembro de 2009), Mendes Ribeiro publicou o livro "Saúde - A Liberdade de Escolher" a defender a mesma tese, demonstrando que tal solução facilitaria a gestão do sistema de saúde e seria mais económica. Este contributo, bem articulado e defendido, foi largamente ignorado.

Escusado será dizer que as críticas, e insultos, foram mais do que muitas. Mas não interessa. O que é verdadeiramente engraçado é que venha agora António Costa defender publicamente a minha proposta para reformar o sistema de saúde:

O líder do PS quer abrir a o subsistema de saúde dos funcionários públicos (ADSE) a todos os portugueses, ou seja, quer que este subsistema deixe de ser exclusivo dos trabalhadores do Estado. O projecto de programa eleitoral dos socialistas, apresentado na quarta-feira, propõe a "mutualização progressiva da ADSE, abrindo a sua gestão a representantes legitimamente designados pelos seus beneficiários, pensionistas e familiares". A frase tem subjacente a ideia de transformar a ADSE numa associação de direito privado mutualista, isto é, em que sejam os próprios associados os responsáveis pela gestão através da eleição dos órgãos sociais, apurou o Diário Económico junto de fonte socialista. Mais: o subsistema de saúde deixaria assim de ser exclusivo para funcionários públicos, admite a mesma fonte.
DE

Como podem depreender, já devo estar na "short list" para uma comenda no 10 de Junho de 2016, com António Costa como primeiro-ministro e Rui Rio como Presidente da República.
Mas se a República não tiver amadurecido ainda o suficiente para dar uma comenda a um bloguer libertário, pelo menos, um postalzinho de agradecimento não ficava mal.

- Ó Costa, até um SMS já me deixava contente. ‹‹Obrigado Birgolino, deste-nos uma ideia fantástica››.


uma ideia excelente, com 15 anos de atraso


o quê ou quem?

Porque por cá, o cinismo político manda-nos, não ouvir o que é dito, mas considerar quem o diz: e no caso do PS, tudo se reduz a António Costa. 
Rui Ramos, no Observador

Comentário: Não é o cinismo político, é a nossa cultura católica. O mesmo se aplica, em Portugal, a qualquer outra actividade. Não se discutem as ideias mas as pessoas.
É também por isso que os artigos dos pânditas que exigiam que António Costa apresentasse o seu programa (vários no Observador) não faziam qualquer sentido.
O programa não interessa porque não é para cumprir.

21 maio 2015

o Estado e o Zé Povo


O E. gastou durante anos acima das suas possibilidades e há 5 anos foi à falência. Nenhum banco lhe emprestava “guito” e o nosso E., por sugestão deste gajo, recorreu à família. Ameaçou o pai Z., e este, amedrontado, aumentou-lhe a mesada, à custa dos cartões de crédito e de empréstimos pessoais.
Com as suas contas reequilibradas, o E. anda por aí a gabar-se de que já tem crédito no mercado e a juros negativos. É uma pessoa esforçada e séria.
Por outro lado, o Sr. Z. anda num sufoco, a pagar juros usurários para suportar o aumento da mesada do E.
Como a maior parte dos portugueses não percebe patavina de economia, deixo aqui esta historieta, em que se substituírem E. por Estado e Z. por Zé Povo, ficam com uma ideia muito clara do que se está a passar.

aVisa


Esta notícia não parece verdadeira, mas mesmo que tenha apenas um fundo de verdade, ou seja uma meia-verdade, revela algo de sinistro sobre a economia portuguesa.
O enorme aumento de impostos (deste gajo) equilibrou mais as contas públicas, ao ponto de nos estarmos a financiar nos mercados a juros negativos, mas desequilibrou as contas particulares, obrigando os portugueses a recorrer a créditos pessoais, com juros que, em média, nunca serão inferiores a 15% (ver aqui).
Ou seja, é possível que, em termos agregados, os juros da dívida tenham afinal subido, na medida em que os portugueses a estão a amortizar com o cartão de crédito.
Era engraçado que os senhores economistas, em vez de andarem por aí a fazer figura... , se dedicassem a computar estes números.

só há uma entidade

As famílias portuguesas usam todos os meses mais de três mil milhões de euros de plafond de crédito - cartões de crédito, contas-ordenado e linhas de crédito autorizadas (crédito revolving). Um valor que reflecte gastos sistemáticos que ficam três mil milhões de euros acima do seu rendimento disponível. 
DE

Comentário: Aqui está uma notícia que não corresponde à realidade. Ninguém pode gastar sistemáticamente (como refere o DE) acima das suas possibilidades sem que os credores lhes cortem o crédito.
Só há uma entidade que o pode fazer: o Estado.

a televisão - homenagem a José Vilhena


20 maio 2015

a desigualdade boa e a desigualdade má

Eu sou a favor da desigualdade, mas da desigualdade boa. A desigualdade boa é a que emerge espontaneamente numa sociedade com igualdade de oportunidades. A desigualdade má é a que decorre de uma desigualdade de oportunidades.

A desigualdade em Portugal é da má e é esta que tem vindo a aumentar nos últimos anos.

o gajo

O governo da coligação PSD/CDS esmagou a classe média e contribuiu para aumentar o fosso entre os mais pobres e os mais ricos.

O enorme aumento fiscal foi a causa deste fenómeno. Não deixa por isso de ser curioso que o gajo que promoveu esse aumento se venha agora manifestar contra a desigualdade.

a desiguladade é má

Em termos gerais, penso que o tema da desigualdade é importante por, pelo menos, três ordens de razões. Em primeiro lugar, a desigualdade na distribuição de rendimento, riqueza, oportunidades e capacidades é relevante para a avaliação da justiça social. É, assim, importante em si mesma.
Em segundo lugar, a desigualdade é importante para o funcionamento da própria sociedade. Numa sociedade aberta a desigualdade não pode exceder os limites a partir dos quais a elite ganha capacidade para impedir uma efetiva participação por parte da maioria da população. Em sociedades caraterizadas por tais fenómenos de exclusão são violadas não só condições mínimas para o exercício de participação política mas também condições necessárias de progresso e prosperidade. Finalmente, sociedades desiguais tendem a ser sociedades fragilizadas por conflitos sociais abertos ou latentes. A justiça distributiva aparece como condição para a coesão social.
V. Gaspar, no Observador

a desigualdade é boa



"High payoffs for lucky innovators motivate others to duplicate their success and avoid loss of status from failing to do so. Rather than lamenting the disparity of U.S. wages, we should cherish our good fortune." More equal societies work less, invest less, grow more slowly and ultimately leave everyone less well-off. In recent years, the U.S. "ran the table on Internet innovations, creating companies like Google, Facebook, Microsoft, Intel, Apple, Cisco, Twitter, Amazon, eBay, YouTube and others," while "Europe and Japan," with higher marginal tax rates, lower work-force participation and fewer hours worked per employee, "scarcely contributed."
Edward Conard, em Unintended Consequences

As sociedades mais igualitárias trabalham menos, investem menos, crescem menos e, em última instância, deixam todos mais pobres.

19 maio 2015

brincar com o fogo

A Fitch anunciou um corte de "rating" para quatro bancos portugueses: BCP, BPI, Montepio e Banif, sendo este último o mais penalizado com um corte de quatro níveis de "BB" para "B-", de acordo com uma nota publicada esta terça-feira, 19 de Maio.

são burros

António Costa sobre o FMI: São burros.

Pires de Lima sobre o FMI: Pode ser que tenham de colocar orelhas de burro.

Comentário: Como tenho vindo a sublinhar, não há diferenças significativas entre o PS e a coligação.

onde estão?

No final do primeiro mandato do ex-primeiro-ministro que está de cana comecei a interrogar-me sobre o que estariam a pensar os ricos, as pessoas que tinham mais a perder com uma bancarrota do País.
Ainda não sei a resposta a esta interrogação, não sei o que estavam a pensar. Mas sei que atualmente os muito ricos estão menos ricos e que alguns até  estão na choça ou com termo de identidade e residência, e com os bens arrestados, como o ex-DDT.
Decorridos cerca de 5 anos continuo a colocar-me a mesma pergunta. O que estão a pensar as pessoas que resistiram à troika e que ainda têm algum património a defender.
O que pensam, por exemplo, destas declarações do Ministro da Economia? Ou aprendemos com o passado recente ou tornamo-nos num Estado falhado.

going greek

Pires de Lima espera que FMI não tenha de «colocar orelhas de burro»

Não tive oportunidade [de ler o relatório] e confesso que não está nas minhas prioridades ler os relatórios do FMI

empurrar a burra

No curto prazo, o programa da troika foi “um sucesso”, mas no que diz respeito às perspectivas de médio prazo muito pouco mudou. Esta análise é feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), uma das instituições da troika que, em 2011, chegou a Portugal para conceder um empréstimo, que vinha acompanhado por um programa de consolidação orçamental e de reformas estruturais.

Os objectivos da troika em 2011 eram claros: enfrentar a emergência da falta de financiamento do país e, ao mesmo tempo, acabar com as debilidades estruturais da economia, colocando-a outra vez a crescer rápido. Para o FMI, apenas a primeira meta foi atingida para já. No relatório de análise a Portugal publicado esta segunda-feira pelo Fundo, são feitos elogios à forma como Portugal conseguiu reduzir os seus défices e voltou a conseguir obter financiamento do mercado. Mas depois, quando se analisam as cinco prioridades para o médio prazo - garantir um equilíbrio interno (que significa por exemplo não ter uma taxa de desemprego demasiado alta), conseguir um equilíbrio externo (não ter défices externos excessivos), aumentar o crescimento potencial, reduzir o endividamento dos privados e assegurar a sustentabilidade orçamental – os sucessos observados pelo FMI são muito reduzidos.

Dessas cinco prioridades, quatro não eram cumpridas antes da crise. E agora, o saldo é o mesmo, ainda com quatro prioridades por cumprir. Houve apenas uma troca, antes apenas o equilíbrio interno estava assegurado e agora passou a ser o equilíbrio externo que está a ser cumprido.

PÚBLICO

Comentário: A coligação focou-se no curto prazo, nos 4 anos do ciclo eleitoral. E quem vier a seguir vai fazer o mesmo.

insatisfeitos

53% dos portugueses insatisfeitos com o sistema de saúde

Para 15% é necessária uma reestruturação completa e para 38% são necessárias grandes mudanças.

Comentário: É curioso o título do Público: "Utentes satisfeitos com SNS mas 53% defendem necessidade de grandes mudanças". Se a maior parte dos portugueses sente a necessidade de grandes mudanças, como é que se pode concluir que estão satisfeitos?