01 março 2015

só veem o Mal no Mundo


-       O que é uma pessoa má?
-       É uma pessoa que só vê Mal no Mundo
Quem só tem olhos para o Mal, necessariamente, acaba a praticar o Mal, a ser má. Porque sente necessidade de se defender e porque não conhece outras perspectivas.
Penso que é por isso que Jesus nos disse ‹‹amai os vossos inimigos›› - Mateus 5:44 . Para minorar o Mal é necessário demonstrar o Bem.
Não interpreto este preceito cristão como um imperativo absoluto, talvez porque não sou nenhum santo. Interpreto-o como uma ferramenta para interromper um padrão comportamental.
A caridade e a misericórdia são as melhores armas na luta contra o Mal.

ainda há quem não tenha fé na Criação


Nem todas as discriminações são iguais

Para uma pessoa que considere que um estabelecimento aberto ao público continua a ser um espaço privado igual a uma residência, onde os donos devem ser livres de discriminar quem entra sem qualquer problema, não há discussão possível. Sendo uma posição altamente defensável, na minha opinião, não é para esses que este post é escrito. Este post é para aqueles que consideram que um espaço aberto ao público, mesmo sendo propriedade privada, está sujeito a algumas regras de convívio público.

A sociedade respeita o valor da privacidade. Concluiu também que, na ausência da possibilidade  estarem sozinhas, as pessoas sentem a sua privacidade mais respeitada quando rodeadas de pessoas do mesmo sexo. Preferem, por exemplo, cuidar da sua higiene pessoal longe de pessoas do sexo oposto. Não é a possibilidade de pessoas de sexo diferente se verem nuas que faz com que haja casas de banho distintas para homens e mulheres (isso resolveria-se facilmente com cabines), mas sim o facto de que homens e mulheres (principalmente mulheres) preferem fazer certos actos de higiene pessoal sem terem pessoas do sexo oposto por perto.

No entanto, a sociedade não respeita o racismo. Por isso é que o argumento de que permitir a restrição da entrada a mulheres levaria eventualmente a que se permitisse a proibição a pretos ou a ciganos faz pouco sentido. A proibição da entrada a homens baseia-se num valor partilhado pela sociedade, a privacidade, enquanto que a proibição da entrada a pretos se basearia num valor que a sociedade não partilha: o racismo.

A histeria em torno da barbearia Figaro's deve-se mais ao facto de não estarmos habituados a ver os homens como um sexo que também aprecia a privacidade. Se um cabeleireiro feminino afixasse um cartaz onde se dissesse que só era permitida a entrada a mulheres e gatos, a situação passaria despercebida.

aquecimento global congela ondas do mar nos EUA

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4427679

28 fevereiro 2015

até que enfim

Até que enfim que nos atribuem qualquer importância a nível internacional. Tsipras e o Syriza temem Passos Coelho, o grande líder da direita neoliberal europeia.

Grécia, um Estado falhado

Começaram as manifestações contra o Syriza

os monólogos não são inclusivos

Meanwhile, the cultural left has disengaged from mainstream political arguments, preferring instead the comforts of identity-politics argy-bargy. You judge political movements not by their manifestos but by where they put their passion. And on the left these days, the only things that arouse passion are arguments about race and gender.
For instance, the feminist agitprop drama “The Vagina Monologues” is now under fire from the left because it is not inclusive of men who believe they are women. Patricia Arquette was criticized from the right for her Oscar acceptance rant about women’s wage equality, but the criticism paled in comparison to the bile from the left, which flayed her for leaving out the plight of the transgendered and other members of the Coalition of the Oppressed.

Jonah Goldberg

Comentário: É muito divertido ler que "Os Monólogos da Vagina" é uma peça reacionária por excluir os homens que acreditam ser mulheres.

27 fevereiro 2015

64 and very happy

sem estratégia

Bruxelas pede a Portugal aumento da despesa pública

Bruxelas pede a Portugal diminuição da despesa pública

Comentário: É evidente que a UE está a "varrer o lixo para debaixo do tapete". No fundo, a Comissão quer passar a responsabilidade pelas consequências da austeridade para os governos de cada Estado membro.
É um discurso um pouco esquizofrénico. Em Portugal, que é o que nos interessa, este discurso reforça a política do governo no que toca à austeridade e também as críticas da oposição, no que toca às consequências da austeridade.
É a vacuidade da política no século XXI.

26 fevereiro 2015

as vantagens da descentralização


Numa organização descentralizada o todo é mais do que a soma das partes. Pelo contrário, numa organização centralizada o todo é menos do que a soma das partes.
Passo a explicar:
Numa organização descentralizada cada unidade adquire uma experiência particular, já testada no terreno, que pode depois partilhar com as suas congéneres para benefício do todo. Em simultâneo, os erros não afectam todo o sistema.
Numa organização centralizada, os erros afectam todo o sistema prejudicando sempre certas unidades e determinando que o todo seja menos do que a soma das partes.
Na saúde, um SNS centralizado não faz jus ao esforço desenvolvido por cada unidade de saúde, prejudicando a eficácia do conjunto.

inovar na gestão da saúde

Hoje defendi no programa Sociedade Civil, da RTP2, a necessidade de inovar na gestão da saúde, especialmente através da descentralização. Os interessados podem ver o programa aqui: Sociedade Civil

tiro-lhe o chapéu

O fundador do Partido Socialista Alfredo Barroso decidiu pedir a desfiliação do partido por estar «envergonhado» com declarações do secretário-geral, António Costa, que acusa de ter prestado «vassalagem à China».

‹‹Sou um dos fundadores do PS e sou, hoje, o militante número 15 do partido (com as quotas em dia). Mas já chega! Nunca me passou pela cabeça que um secretário-geral do PS se atrevesse a prestar vassalagem à ditadura comunista e neoliberal da República Popular da China, e se atrevesse a declarar, sem o menor respeito por centenas de milhares de desempregados e cerca de dois milhões de portugueses no limiar da pobreza, que Portugal está hoje melhor do que há quatro anos.››

Comentário: Alfredo Barroso foi coerente com a sua visão do mundo e por isso "tiro-lhe o chapéu". Só fico sem saber como é que um país pode ser comunista e neoliberal ao mesmo tempo.

quem lucrou com a capitulação do Syriza?

Segundo a Bloomberg, em Portugal foi a coligação PSD/ CDS

Entretanto, na Grécia, Tsipras começa a ter problemas com os deputados do Syriza

podemo$

O partido da oposição venezuelana Primero Justicia apresentou nesta quarta-feira uma queixa junto do Ministério Público da Venezuela por suposto financiamento ilegal do partido espanhol Podemos, por parte do Governo de Caracas. De acordo com um comunicado do Primero Justicia, o deputado que apresentou a queixa, Julio Montoya, afirma que o executivo da Venezuela contratou, nos últimos anos, a fundação Centro de Estudos Políticos e Sociais do partido Podemos por 14 milhões de euros.
Observador

Comentário: O financiamento de um partido político por entidades pertencentes a países fora da UE deve ser, na minha opinião, criminalizado. Os casos mais problemáticos, na actualidade, são o financiamento do Podemos pela Venezuela e do Syriza pela Rússia.

25 fevereiro 2015

novos profetas

Entrevista com Varoufakis

no meio é que está o vício

Há uma rede que utiliza o aparelho de Estado e da administração pública para concretizar atos ilícitos, muitos na área da corrupção", diz Joana Marques Vidal, acrescentando que "há áreas em que há maior risco", como a "área da contratação pública", entre outras.

Ora sigam o meu raciocínio. Se vivêssemos num regime minarquista a corrupção pública seria próxima do zero. Ninguém poderia utilizar o aparelho do Estado para concretizar atos ilícitos porque a administração pública estaria fora da esfera económica.
Por outro lado, se vivêssemos num regime comunista utópico, daqueles com igualdade absoluta, a corrupção também seria mínima porque ninguém poderia auferir benefícios superiores a todos os outros.
Entre o primeiro cenário - minarquista, e o segundo - comunista, podemos esperar, em termos teóricos, que a corrupção vá aumentando à medida que o Estado "engorda". E que depois vá diminuindo, à medida em que ninguém possa "engordar".
Quando o Estado administra 50% do PIB, a corrupção, naturalmente, está lá no topo. Porque há muito "toucinho" para distribuir aos amigalhaços. A curva da corrupção - vamos-lhe chamar curva do Joaquim :-) - deve portanto aproximar-se da famosa curva de Laffer.
Quem quiser menos corrupção deve lutar por menos Estado ou por um Estado concentracionário e igualitário. Eu prefiro o primeiro cenário, porque o segundo leva à miséria.
Neste caso, caros amig@s, no meio é que está o vício.

filosofia de alcova

“Lo que hace que el orgasmo simultaneo sea tan cautivador, yo creo, es la necesidad de dejar atrás las barreras que tan a menudo utilizamos para defendernos, para mantener nuestro sentido de identidad, para separarnos de los otros. Se nos ha enseñado que nuestra tarea como adultos es mantenernos en nuestro centro emocional de gravedad y el orgasmo simultáneo tiene que ver con dejarse caer en el otro, en el punto de bifurcación entre el orden y el caos, en el eje entre control y abandono”.

El País

... o ponto de bifurcação entre a ordem e o caos, o eixo entre o controle e o abandono. O "muledo" vai ter dificuldade em perceber isto, digo eu.

veto

ECB e FMI têm veto sobre financiamento à Grécia e não libertarão mais fundos sem medidas adicionais.

24 fevereiro 2015

e até Camilo Castelo Branco era Miguelista

"Mais do que o “absolutismo”, com que António Sardinha se recusava a identificar o miguelismo, o que os seguidores de D. Miguel defendiam eram as instituições tradicionais portuguesas, entre as quais as cortes e os municípios.
Dizia Alexis de Tocqueville que:
“a revolução acabou por realizar, repentinamente, por um esforço convulsivo e doloroso, sem transição, sem precaução, sem respeitos, o que se teria acabado por realizar pouco a pouco por si ao longo do tempo. Tal foi a sua obra”
O tempo ter-se-ia encarregado de ir substituindo as antigas instituições pelas modernas, sem necessidade das convulsões que acabaram por se dar, se tivesse havido a capacidade de entendimento e de reforma progressiva que faltou.
El-Rei D. Miguel foi um rei amado pelo seu povo, que o assumiu e venerou. Luz Soriano, historiador maior da nossa Guerra Civil, não hesita em afirmar que a maioria da população era miguelista"

Comunicação do Prof. Doutor Manuel Braga da Cruz por ocasião da sessão solene comemorativa do 180º aniversário da passagem e pernoita de D. Miguel em Alvalade a caminho do exílio.
http://monarquia-lisboa.blogs.sapo.pt/rei-dom-miguel-71554

aquecimento

Aquecimento global relacionado com aquecimento sexual

um país marginal



A Grécia, infelizmente, comporta-se como um país marginal, um Estado falhado. Reparem agora nesta ameaça à UE. Ou nos pagam para suportar os custos da imigração ilegal ou concedemos documentos ilegais a 300.000 imigrantes que se irão dispersar pela Europa.

Estamos perante métodos de autênticos bandidos.

23 fevereiro 2015

Lei da Variedade Necessária

A estabilidade de um sistema depende da sua adaptação constante a condições variáveis

A Lei da Variedade Necessária foi proposta pelo meu colega William Ross Ashby, pioneiro no estudo da Cibernética e da Teoria dos Sistemas.
O noso principal problema, em Portugal, é a falta de flexibilidade para nos adaptarmos a um mundo em constante mudança.
Portugal não tem a "variedade necessária".


não há ricos para redistribuir

Esta afirmação de Maria Luís Albuquerque demonstra que o Estado Previdência, em Portugal, não é tão redistributivo como parece.
O Estado saca recursos à classe média para lhe devolver serviços que esta poderia adquirir no mercado por um valor muito inferior,
Entretanto financia o monstro que produz esses serviços e que apenas serve, politicamente, para alimentar a "boyada".

estatismo remediado

Maria Luís Albuquerque é, como já o havia sido o seu antecessor Vítor Gaspar, e como continuam a ser Paulo Macedo e Nuno Crato, um exemplo paradigmático do “falso reformismo” do Governo PSD/CDS: sob o manto retórico das “reformas”, a coligação manteve intacto o estatismo que herdou, apenas com menos dinheiro.

Bruno Alves, no Insurgente 

PS: Assino por baixo