27 agosto 2015

a dignidade suprema


Cheguei à quarta carta de António Costa depois de ler este post do rui a.. Não vou tecer comentários sobre o seu conteúdo porque o tema das próximas eleições não me interessa por aí além. Espreitei a missiva por puro voyeurismo. E por de voyeurismo se tratar, deixem-me apenas comparar o estilo de António Costa a uma daquelas posições do Kama Sutra que exigem um físico de contorcionista.
Reparem no primeiro parágrafo:
DEFENDER OS SERVIÇOS PÚBLICOS, CONTRA A SUA PRIVATIZAÇÃO

De par com a opção entre a inovação e o empobrecimento como modelos de desenvolvimento, a segunda opção de fundo que se coloca nestas eleições centra-se na defesa da segurança social, do Serviço Nacional de Saúde e da escola pública, garantias de uma sociedade decente assente no valor supremo da dignidade da pessoa humana.
Com alguns anos de experiência no Portugal Contemporâneo, sugiro a seguinte reformulação:
SOMOS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS 
Vamos defender a segurança social, o Serviço Nacional de Saúde e a escola pública, para garantir uma sociedade decente alicerçada no valor supremo que é a dignidade da pessoa humana. O empobrecimento nunca é motor do progresso económico.
____
Frases curtas, escritas num português coloquial, são sempre preferíveis a circunlóquios ininteligíveis. Também são de evitar as rimas: empobrecimento com desenvolvimento e decente com assente, por exemplo.
Suspeito que estas cartas serão mesmo escritas por António Costa, um vício que este deve abandonar para não ofender a “dignidade suprema da pessoa humana”.

por que é que os socialista são contra o porte de arma?

- Por cortesia profissional, só pode.

mental

... matei os gatos, num bosque perto de casa, por culpa do canal de televisão.

se querem pagar com amendoins, contratem macacos

"Em Portugal, se uma pessoa for muito boa, o mercado não tem capacidade financeira para lhe pagar. Tendencialmente, perdemos sempre os melhores"
José Paiva, fundador da Landing.jobs diz que Portugal tem essencialmente um problema de dimensão.
Observador

Comentário: Não concordo com esta análise. O problema reside na criação de valor, as empresas que não criam valor não podem pagar bem aos colaboradores, é tudo. Nada disto tem a ver com a dimensão do País, apenas com a dimensão do cérebro dos gestores.

23 agosto 2015

a austeridade não diminui custos


Pode a austeridade diminuir os custos com a saúde?


Li com alguma surpresa este artigo do AJGP no Público de hoje. Surpresa porque foi como se tivesse efectuado uma viagem ao passado, para um debate em termos que julgava desatualizados. Nomeadamente no que diz respeito à dicotomia público/ privado, tão ao gosto dos anos 80, e ainda pela utilização descontextualizada de dados referentes ao sistema de saúde norte-americano.
Ainda, pela afirmação de que ‹‹os EUA não têm Estado Social››. Quando os EUA inventaram o Estado Social e foram dos primeiros países a adoptar políticas de proteção social.
Enfim, devem ser peculiaridades do pensamento económico norueguês.
A pergunta que o Armando Pires coloca no título do seu artigo é interessante e pedia uma resposta clara. Infelizmente, o autor não a dá, concluindo apenas que o problema dos custos da saúde só tem resposta com crescimento económico.
Ora bem, isto é o mesmo que dizer que ‹‹é preferível ser rico e saudável do que pobre e doente››. Não é pensamento económico, é conversa de café.
Voltemos à pergunta inicial: ‹‹Pode a austeridade diminuir os custos com a saúde?››.
Austeridade significa menos recursos disponíveis, menos dinheiro, orçamentos menores. Reformulemos: Menos dinheiro pode diminuir os custos com a saúde? A resposta é intuitivamente NÃO. Mas menos dinheiro pode e deve diminuir a despesa com a saúde. Em vez de dar tudo a todos (ex. do SNS), podemos gastar apenas no essencial.
Infelizmente, o Armando Pires confunde CUSTOS  com DESPESA, dois conceitos diferentes. Um custo só se torna numa despesa no momento da aquisição de um bem, até lá é apenas um sinal para o consumidor.
Por fim, a questão do crescimento económico, a tal solução à norueguesa. O crescimento depende do investimento. Ora se o capital for desviado para fins sociais, não está disponível para investimento e portanto não haverá crescimento. Daí ser tão importante controlar a despesa pública, para sobrarem meios para investimento.
Em conclusão: a austeridade não pode diminuir os custos da saúde, como é óbvio. Mas pode forçar a cortes na despesa para libertar recursos para outros sectores.
Joaquim Sá Couto – Austrian School of Economics

deem outra morada

Mas se as pessoas quiserem recorrer a determinado hospital não podem, têm que ir ao seu hospital de referência.
Defendem-se, dão outra morada.
Isso é um estratagema…
Usem e dêem outra morada.

Entrevista de ex-ministro do PS ao Público

22 agosto 2015

todos

... (os portugueses) são um povo analfabeto, aldrabão e parolo - Maria Filomena Mónica, hoje no Expresso.

Comentário: Todos os povos são analfabetos, aldrabões e parolos. As elites são a exceção à regra, quando as há.

a política transformada em "reality show"




21 agosto 2015

googlation

Emigration - 13,800,000 results

Immigration - 189,000,000 results

Migration - 141,000,000 results

...

Emigração - 588,000 resultados

Imigração - 5,790,000 resultados

Migração - 5,300,000 resultados

...

Comentário: Os termos emigração e imigração estão a passar de moda, o que está a dar é migração.