18 Abril 2014

+ 1 Gorada

That’s immoral, unethical and despicable - Al Gore

Em resumo, os cépticos do aquecimentismo são imorais, antiéticos e desprezíveis.

Comentário:

Al Gore considera que os cépticos estão ao serviço da indústria dos chamados combustíveis fósseis: ‹‹dirty energy that causes dirty weather››.
Infelizmente, muitos aquecimentistas estão ao serviço da indústria das energias verdes. Basta ver o escândalo do Bundy Ranch, que implica o Senador Harry Reid.

caceteiro

Os espíritos mais débeis são sempre melhores soldados no exército dos extremistas dogmáticos. Por muito que tente, Paulo Rangel será sempre uma longínqua imitação de um pobre scretário de Estado do presente Governo.

Francisco Assis

Ler também este post do JMF, no Blasfénias

Comentário: Este texto demonstra a notória falta de preparação política do líder do PS às eleições europeias. É um estilo caceteiro inaceitável.
Revela, na minha opinião, desespero. O PS deve ter na mão sondagens que lhe dão péssimo resultado, só pode.

17 Abril 2014

À deriva

"É nestas alturas que faz falta por aqui o PA.Este blogue sem o comandante Arroja fica à deriva."
Vivendi
"Estivesse aí o PA e o CGP era triturado e com requintes de malvadez (...)"
Pedro Sá

16 Abril 2014

La Palisse

«Nous ne pouvons pas vivre au-dessus de nos moyens»

A cultura contra-ataca

Comentários ao post "Ter filhos, a má ideia que prevalecerá" (negritos meus):

"Ao longo do seu texto, que basicamente fala da família, várias vezes refere o termo racional, na sua forma simples ou composta, a palavra amor, nunca lá aparece, nem uma única vez, a palavra Deus caiu lá por acidente"
Ljubljana

"Que disparate. Ter filhos é a maior alegria. Uma mulher que disser o contrário só pode ser uma desnaturada."
"Vida de casal sem família é que me soa a tédio até dizer chega."
"Por instinto, quem é saudável, quer ter filhos. Só não quer quem é avariado."
Zazie 

"Ou nao tem filhos e nao faz ideia ou ja se tornou prot..."
Elaites

"Eu não acredito na fiabilidade dos estudos que o CGD apontou.
Parece-me que se trata de um erro tecnico estatistico. Com perguntas mal efectuadas."
 Ricciardi

"Ora, estão com interpretações rebuscadas para quê? Este artigo só prova que o CGP é um materialista radical, nada mais que isso. "
Pedro Sá

"Pena que os pais do CGP não tenham sido acometidos de uma racionalidade extrema!"
Antonio

Sem a Zazie, Elaites, o Ricciardi, o Pedro Sá ou o António não haveria cultura. Estas reacções provam que teremos civilização para muitos anos e que esta continuará a ser assente em 4 pilares: Deus, amor, instinto e fé.

re: o libertarianismo é mais de esquerda do que de direita

Por outro, o libertarianismo pode e deve ser compatível, quando não exige, uma ordem socialmente conservadora, dados os mecanismos naturais de inclusão e ostracismo conferidos pelo direito de propriedade correctamente entendido ou formulado.

Por exemplo, sem estado social, a família deixaria de ser minada com a quebra de relações de cooperação intra-familiar-alargada baseadas na necessidade e numa hierarquia voluntariamente aceite (assente na preservação e acumulação de património, como segurança) que foi sempre o núcleo da ordem social, nunca o indivíduo em si mesmo.

Ainda por outro, o conservadorismo no seu pior, é um grande mal para o tradicionalismo. Não pensa nem reflecte porque quer conservar o que a cada momento a realidade social é. Apenas quer conservar. Por isso, acha por bem, hoje, conservar o estado social e assistir à desagregação social individualizante. O indivíduo e o Estado Moderno, e uma crescente religião secular progressista que acredita no primado da vontade Geral sobre o direito natural e que a direita tem vindo a absorver, é o que resta.

Claro que o calcanhar de aquiles é a taxa de natalidade (além de outros: a instabilidade económica natural da social-democracia, o sistema monetário socialista em que assenta, a crescente exigência de localismo que se manifesta nos movimentos de secessão). A seu tempo o tema será colectivizado.

o libertarianismo é mais de esquerda do que de direita


Frédéric Bastiat foi um pensador libertário que serviu como deputado à Assembleia Constituinte de 1848 (França). O seu lugar no parlamento era na extrema-esquerda do hemiciclo, curiosamente ao lado de Proudhon.
Vem esta reflexão a propósito de inquirir se o pensamento libertário é de esquerda ou de direita. Eu penso que nem uma coisa nem outra porque tanto a esquerda como a direita pretendem colocar o Estado ao serviço de ideologias e de interesses particulares enquanto o libertarianismo pretende libertar os cidadãos do Estado.
Para os que consideram o Estado um Bem supremo – esquerda e direita – os libertários são o demónio. Para os que consideram que o Estado é um Mal, embora necessário, os libertários são os filósofos da soberania popular e dos direitos cívicos. Eu enquadro-me neste último grupo.
Tomemos um assunto concreto, da agenda política actual, para analisarmos as diferentes perspectivas: o salário mínimo nacional – SMN. A esquerda é a favor, a direita mais ou menos e os libertários são claramente contra.
Para a esquerda o aumento administrativo do SMN é um  meio de redistribuir a riqueza e de aumentar a “justiça social”; não se importam que aumente o desemprego. Para a direita (representada por António Saraiva da CIP, por exemplo) é uma medida que até não é má; obviamente aumenta a procura agregada e favorece o comércio e alguma indústria.
Para os libertários o SMN não devia sequer existir porque é uma interferência do Estado na liberdade individual e em contratos do foro privado. Os libertários não andam a fazer fretes aos sindicatos, não andam a comprar votos, nem promovem pacotes de Twinkies e garrafas de Super-Bock.
Contudo, bem vistas as coisas, o libertarianismo é o que defende os mais desfavorecidos. Combate o desemprego, facilita os empregos temporários e os part-times e, de um modo geral, diminui a dependência do Estado Social, que o libertarianismo também rejeita.
Tudo somado, se tivesse portanto de qualificar o libertarianismo, entre esquerda e direita, diria que é mais de esquerda porque se preocupa com todos por igual e por essa razão nunca esquece os mais desfavorecidos. De direita é que não é, porque a direita é conservadora e os libertários não querem conservar nada.

uma ideia catita...

.... para ajudar a equilibrar o OE:

1. Aumentar o SMN em 15,00 €
2. Aumentar as taxas moderadoras do SNS em 15,00 €, para quem ganhe o SMN

o que é preciso é vender refrigerantes
















A CIP apoia o aumento do salário mínimo nacional (sempre se vendem mais uns refrigerantes...)

A CIP critica eventual nova taxa sobre refrigerantes (para não prejudicar as vendas...)

15 Abril 2014

Vale a pena ler

O blog do Filipe Faria, a começar por este texto que iniciou a minha epopeia, ainda em curso, pelos temas do naturalismo e evolucionismo aplicado à cultura.

Ter filhos, a má ideia que prevalecerá

A cultura é um conjunto de respostas e ideias preconcebidas que resistiram ao desgaste do tempo. As ideias que dominam uma cultura não necessitam de ser as melhores do ponto de vista racional, mas sim aquelas que têm em si o génese da sua própria reprodução. Se alguma dúvida existisse sobre a aplicação do evolucionismo ao campo das ideias, uma ideia sobressai como o exemplo acabado de resposta irracional com grande sucesso reprodutivo: ter filhos.
Ter filhos é uma obsessão de virtualmente todas as culturas e subculturas modernas. Uma gravidez é uma benção e, um pouco por todas as culturas, existem deuses, santos e profetas dedicados à fertilidade. Mesmo as subculturas modernas mais revolucionárias, como a LGBT, valorizam a ideia de família, ao ponto de centrarem a atenção da sua luta no direito à criação de uma família.  Campos políticos opostos concordam nesse ponto fundamental: é bom ter filhos (a política chinesa do filho único também tem a sua explicação evolucionista, mas deixemos isso para outro post).
Racionalmente, ter filhos é uma péssima ideia. É-o para a mulher em primeiro lugar, cujas exigências da gravidez e do aleitamento são um fardo na sua vida profissional e pessoal e, para uns assustadores 15%, geram complicações de saúde potencialmente fatais. Muitas mulheres queixam-se de solidão nos primeiros meses após o parto (depressão pós-parto é um problema bastante frequente). Nas sociedades modernas muitas perdem a autonomia financeira quando decidem ter filhos, ficando a depender do marido. O marido, por sua vez, fica com a obrigação legal de tomar conta dos filhos, apesar do seu instinto natural após nascimento ser o de procurar outra fêmea para acasalar, deixando a cria ao cuidado da mãe. Durante anos, os pais tornam-se absolutos responsáveis pelo bem-estar dos filhos. Perdem a sua liberdade, alteram o seu estilo de vida e abdicam de bens materias que não teriam que abdicar se não tivessem filhos.
Dirão alguns que o retorno é elevado: os filhos trazem alegria a uma casa. Estudos provam o contrário: as fases mais felizes da vida de um casal acontecem precisamente antesde ter filhos e depois destes saírem de casa. A fase mais infeliz corresponde aos período a seguir a ter o primeiro filho e durante a adolescência. Mas a cultura defende-se muito bem deste tipo de racionalidades: qualquer pai ou mãe que se queixe que a sua vida piorou depois de ter filhos ou, Deus nos livre, afirme que se arrependeu de ter tido filhos, é severamente punido socialmente pela sua posição.

E a cultura reproduz-se, à conta de uma ideia irracional. Mesmo se uma transformação cultural levasse a que certa cultura optasse pela visão racionalista de que ter filhos é um fardo pelo qual não vale a pena passar, não seria a ideia a morrer, mas a cultura que a rejeitaria. Por definição, as culturas vencedoras do processo de evolução serão sempre aquelas que privilegiem a fertilidade, independentemente da irracionalidade dessa ideia. 

14 Abril 2014

a tolerância católica

Socióloga da Universidade Católica, com o simpático apelido Policarpo, condena os preceitos sexuais da Igreja Católica.
Querem maior exemplo de tolerância?

o gene do igualitarismo


O livro do William Tucker que tenho vindo a citar, “Marriage and Civilization”, defende a tese de que a monogamia era a forma predominante de organização social e reprodutiva entre os caçadores recolectores.
Tratar-se-ia de uma “monogamia de recursos”, motivada pela impossibilidade de cada homem poder suportar mais do que uma mulher, por oposição à chamada monogamia normativa das sociedades afluentes.
Segundo William Tucker, a monogamia dos caçadores recolectores, libertando energias da competição sexual, teria permitido todo o desenvolvimento donde emergiu a civilização.
É uma hipótese interessante, suportada por alguns argumentos antropológicos que justificam a leitura do livro, e que, a ser verdadeira, transformaria as sociedades de caçadores recolectores nas mais igualitárias da existência do Homo Sapiens. Ganha assim credibilidade a hipótese do gene igualitarista a que se referiu o Carlos Guimarães Pinto, neste post.
Confesso que nunca imaginei os nossos “avós” aos pares, em famílias monogâmicas agrupadas em bandos. Olhando para os outros primatas, sempre pensei que imperasse a lei do mais forte e que daí resultasse uma desigualdade no acesso às fêmeas que fizesse toda a diferença.
William Tucker refere-se à organização reprodutiva dos outros primatas, fundamentalmente poligâmicos, mas argumenta que é por isso mesmo que nunca “passaram da cêpa torta”.
Julgo que o debate vai continuar.

13 Abril 2014

aspectos políticos da monogamia II

Decalcado de um libreto feminista, a "guerra às mulheres" afirma que estas são uma classe explorada se não tiverem:
  1. Acesso gratuito a métodos contraceptivos
  2. Acesso gratuito e ilimitado ao aborto
  3. Direito a salário igual para credenciais iguais, não para desempenho igual
  4. Direito a apoios estatais se tudo o resto falhar
Isto não é para redistribuir riqueza; é uma tentativa de estabelecer uma clientela política inteiramente isolada da sociedade monogâmica.

William Tucker

aspectos políticos da monogamia

A grande questão que se vai colocar em futuras eleições é provável que seja se vamos continuar como sociedade monogâmica organizada em células familiares tradicionais ou se nos vamos deixar subjugar por uma espécie de "poligamia de Estado" em que as mulheres se congregam em redor da maior fonte de riqueza - o governo - enquanto os homens se isolam na prossecução de uma cultura de guerra - desta vez em videojogos.

William Tucker

aspectos civilizacionais da monogamia

  1. O número de homens autónomos fica reduzido diminuindo a possibilidade de se organizarem em grupos disruptivos.
  2. O criminalidade é menor porque a maior parte dos crimes é cometida por machos solteiros.
  3. A instabilidade política é menor porque os grupos radicais têm mais dificuldade em recrutar membros.
  4. Aumenta a produtividade porque os casados trabalham mais.
  5. Melhoram as relações conjugais, por maior dedicação mútua dos cônjuges.
  6. Diminui a diferença de idades e de estatuto social no matrimónio.
  7. Os casamentos tornam-se de escolha e mais estáveis.

Do livro que destaquei neste post. O autor está a comparar a monogamia com a poligamia e portanto estas observações não podem ser analisadas em termos absolutos.

não pode, mas quer

... o Estado... não pode ter a pretensão de controlar aquilo que faz cada professor na sua sala de aulas

Durão Barroso

Comentário: Nem de controlar o que cada médico faz no seu consultório ou a educação que cada família dá aos filhos.