As pessoas que vieram a público falar de pressões sobre o MP, não estarão elas próprias a exercer uma pressão sobre o andamento do processo Freeport? O que tem o Procurador a dizer sobre isto?
Ler Mais...31 Março 2009
Lebensunwertes Leben
A Asociación de Clínicas Acreditadas para la Interrupción del Embarazo (ACAI), que é uma espécie de Associação Comercial de Abortistas, pretende legalizar o "aborto", nos casos de malformações fetais, durante toda a gravidez. A ACAI, tal como os nazis, sabe quais são as vidas que não vale a pena serem vividas: "Lebensunwertes Leben".
Via El País.
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Joaquim
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07:26
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21 semanas

Os seres humanos tornam-se viáveis entre as 20 e as 24 semanas. O projecto do governo espanhol de legalizar o aborto, a pedido, até às 21 semanas de gestação, na minha opinião, é um crime contra a humanidade.
Um crime que se tornou num grande negócio.
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Joaquim
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07:12
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30 Março 2009
+ 1
O Dr. Marinho Pinto é um extraterrestre. O Dr. Marinho Pinto não compreende os portugueses e os portugueses não o compreendem. Suponho que se vai dar mal com a sua tentativa de modernizar a justiça em Portugal. Como PA aqui tem afirmado, os portugueses não têm qualquer sentido de justiça e portanto...
O artigo que escreveu sobre a carta “anónima” que denunciou Sócrates é uma grande pedrada no charco, mas não vai passar de uma “cuspidela para o ar”.
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Joaquim
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16:59
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spreading the truth
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Pedro Arroja
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16:07
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Everywhere
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Pedro Arroja
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15:59
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frase do ano
Deixem o capitalismo para a China e para a Índia!
Via Spectator
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Joaquim
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07:15
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Tesco Bank
Não há nada como uma boa recessão. Esta notícia assinala o fim de uma época.
The branches, which are likely to be called Tesco Bank, come as the retailer gears up to launch a current account, which it hopes will attract customers who are disillusioned and distrustful of existing high street banks and their high fees.
"Some banks have grown up using practices that are the opposite of Tesco – we encourage customer loyalty but many banks punish loyalty, they get people in with low rates and then make money. Ours is a different philosophy," he says. Customers will be able to gain Clubcard loyalty points through using the bank.
"The markets have now become far more rational. Some banking businesses have got into trouble for growing too fast and doing daft things," said Mr Higginson.
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Joaquim
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06:46
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por dá cá aquela palha
Mas como conciliar isto com a falta de sentido de justiça dos povos católicos? A resposta é que são precisas grandes e prolongadas injustiças para que os povos de cultura católica finalmente se revoltem. Eles não se revoltam por dá cá aquela palha.
Por exemplo, as cunhas, o favorecimento dos amigos, as reformas múltiplas dos políticos, a não aplicação da justiça aos ricos e poderosos seriam motivos num país protestante para que a população se levantasse em armas contra tais injustiças. Num país católico, o sentimento de justiça é muito mais fraco, por isso as pessoas aceitam estas e outras injustiças como factos normais da vida. Vão ser necessárias muitas injustiças como estas, praticadas durante muito tempo, para que a população se revolte. Mas que ela se vai revoltar, vai. É necessário tempo, mas tempo é tudo o que é necessário.
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Pedro Arroja
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05:30
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gera revolta
E a tradição protestante? Não tem praticamente mecanismos nenhuns de defesa contra o erro e pode permanecer eternamente no erro. No post anterior, a verdade para esta tradição foi definida como V=20%A + 80%B, amanhã um novo veredicto do júri pode afastar ainda mais esta tradição da verdade, por exemplo, V= 5%A + 95%B. Enquanto o júri fôr percebido como imparcial, esta tradição não gera revolta e não corrige o erro. Nesta tradição, o erro pode assumir dimensões catastróficas (as duas guerras mundiais tiveram origem na Alemanha, a pátria do protestantismo).
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O facto de os países protestantes serem os mais inovadores na economia, na ciência, nas relações sociais, etc., é uma defesa que possuem contra o erro. Um país católico não permanece no erro porque gera revolta. Um país protestante só se assegura que não permanece no erro mudando constantemente e chamando para junto de si outras tradições que lhe apontem os erros. Daí que os países protestantes sejam abertos à imigração e ao multiculturalismo. Entregues a si próprios corriam o risco de cometer erros fatais.
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Pedro Arroja
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04:55
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mais popular
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Pedro Arroja
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03:52
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29 Março 2009
Encontrei
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Pedro Arroja
em
18:05
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o edificio

Contemplando o edificio onde esta encerrada a verdade ...
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Pedro Arroja
em
16:52
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como e' que a coisa se faz
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Pedro Arroja
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16:47
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camponio
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Pedro Arroja
em
16:33
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o paladino da verdade
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Pedro Arroja
em
16:15
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não lembra ao diabo

Portugal deve ser o País com a administração pública mais personalizada do mundo. A justiça já julga caso a caso. Demos um contributo global para a educação, com o conceito dos contentores para ciganos. E agora, por iniciativa do CDS, temos o Cartão de Doença Rara. Aprovado na AR, por unanimidade!
Fónix, é obra.
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Joaquim
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08:53
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tu também?

U2 deslocaliza-se para a Holanda para fugir aos impostos.
K Bono!
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Joaquim
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07:51
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preservativos aumentam a SIDA
O que vemos, de facto, é um paralelismo entre o maior uso de preservativos e maiores taxas de infecção por HIV. Não conhecemos todas as causas deste fenómeno, mas esta relação, em parte, deve-se à chamada compensação de risco. Um indivíduo que use preservativos acaba por pensar que estes são mais eficazes do que são na realidade e assume mais comportamentos de risco. Outro facto, menosprezado, é que as pessoas costumam usar preservativos para o sexo casual e comercial. Não se usam preservativos com os cônjuges. Portanto, quando o consumo de preservativos aumenta é porque aumentou o sexo casual.
Afirmações do Dr. Edward Green, Director do AIDS Prevention Research Project of the Harvard School of Public Health and Center for Population and Development Studies.
PS: Por outras palavras, foi isto que Bento XVI afirmou, mas parece-me que conceitos como “compensação de risco” serão incompreensíveis para os empis.
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Joaquim
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07:31
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decente
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Pedro Arroja
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05:18
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Richard Posner sobre regulação bancária
Re-Regulating the Banking IndustryLer Mais...
[...]
But the most important point I would make is that there should be no new regulatory measures until the depression reaches bottom and recovery begins (not that there can be certainty about when that point has been reached--there were several false bottoms in the 1930s depression). Any regulatory initiatives at this time will simply increase the already great uncertainty in which the financial industry is operating; and as Keynes pointed out, anything that increases uncertainty in a depression causes hoarding, which can in turn precipitate a deflation likely to deepen and protract an economic downturn.
[...]
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JoaoMiranda
em
00:59
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Gary Becker sobre a regulação dos mercados financeiros
Financial RegulationsLer Mais...
[...]
The claim that the crisis was due to an insufficient level of regulation is not convincing. For example, commercial banks have been more regulated than most other financial institutions, yet commercial banks performed no better than other classes of financial institutions. At the other extreme, hedge funds have been the least regulated, and on the whole they did better than most others in the financial sector. One major problem with regulations is the regulators themselves. They get caught up in the same bubble mentality as private investors and consumers. For this and other reasons, they fail to use the regulatory authority available to them. This implies that as much as possible, new regulations should more or less operate automatically rather than requiring discretionary decisions by regulators.
[...]
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JoaoMiranda
em
00:34
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28 Março 2009
Ottawa

Cheguei. Aqui é que eu vou encontrar a verdade. Esqueci-me cá dela há uns anos.
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Pedro Arroja
em
22:21
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Garganta funda
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Ricardo Arroja
em
21:08
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Decência
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Ricardo Arroja
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20:56
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da secessão
Ele é, no caso concreto, a questão da secessão. O Corcunda vê-a como uma negação do rule of law que os liberais tanto costumam prezar, e como uma via directa para o socialismo. Não é nem uma coisa nem a outra, mas apenas um corolário lógico da natureza contratual da comunidade política e provavelmente um dos mais eficazes mecanismos constitucionais para assegurar a sua unidade e coesão. Desde logo, porque não existem contratos eternos e a possibilidade da sua rescisão, mesmo em política, não deve ser nunca desconsiderada. Mas também porque só se mantém unido quem quer e não quem é obrigado. De um caso e de outro é testemunha a História do nosso tempo. Em inúmeros estados, muitos deles traçados a régua e esquadro pelos vencedores de 1918, outros absorvidos pelo imperialismo soviético, ter-se-iam poupado inúmeras e infindáveis tragédias se o exercício da secessão tivesse sido admitido. Basta pensarmos no que sucedeu, às nossas portas, na extinta Jugoslávia. Em contrapartida, nos países onde esse direito pode ser exercido, ele acabou por ser um factor de estabilização e pacificação. Veja-se o caso da relação do Quebec com o Canadá, e avalie-se a importância dos plebiscitos de 1981 e 1994 para atenuar os sentimentos nacionalistas e independentistas de parte da sua população.
A secessão é, pois, uma técnica constitucional de vinculação política de uma comunidade a uma forma de organização política. É provavelmente a melhor maneira de promover a integração política de comunidades dentro de um mesmo estado. Nada tem que ver com a reinvenção construtivista das normas e dos valores sociais vigentes. Trata-se, apenas, de um modo de declaração da vontade contratual política de uma comunidade, que certamente deve ser exercido com parcimónia, com regras de verificação exigentes e até reiteradas durante um período generoso de tempo. Mas que lhe não deve ser negada.
Infelizmente, a direita chega habitualmente muito tarde a este género de evidências. Se as tivesse percebido um pouco mais cedo teria, quem sabe, podido evitar as tragédias que ocorreram no Ultramar português. Quando começou a perceber as virtudes da autonomia, do federalismo e até mesmo do confederalismo como factores de unidade nacional, já lá tinha ido o 25 de Abril. O Movimento Federalista Português piou tarde e a más horas. Apesar do seu fundador, Fernando Pacheco de Amorim, com quem tive o grato prazer de conviver e de ser amigo, propor uma via federal para o Ultramar muito antes do 25 de Abril, ninguém na direita lhe ligava nenhuma nessa época. Ligaram depois, mas já não havia nada a fazer.
P.S.: O patusco do Manuel Azinhal, que eu conheço há muitos, muitos anos, volta e meia mete-se comigo. Desta vez, nos comentários ao post do Corcunda, resolveu utilizar um nome pelo qual não costumo ser conhecido. Achei bem e até alguma graça. Não nos devemos envergonhar dos nomes que os nossos pais nos deram. Um dia destes faço-lhe o mesmo.
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rui a.
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20:53
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prescindível
1. Existe uma profissão ligada à justiça que, embora essencial na tradição protestante para fazer justiça, é totalmente prescindível na tradição católica, como em Portugal. De que profissão se trata e porquê?
2. Existe o equivalente desta situação no sector da educação, mas ao contrário: Existe uma profissão ou actividade ligada à educação que, embora importante na tradição católica para o processo educativo, é totalmente prescindível na tradição protestante, como em Inglaterra. De que actividade ou profissão se trata e porquê?
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Pedro Arroja
em
14:23
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Quem com ferros mata, com ferros morre
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Ricardo Arroja
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12:32
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não estamos preparados
É legítimo que a polícia sugira a um fulano que escreva uma carta anónima a denunciar um crime? Para o presidente da ASFIC, não só é legítimo como é um procedimento habitual.
Para apurar a verdade todos os meios são válidos. Os formalismos de um Estado de direito não valem nada.
É evidente, por estas e por outras, que não estamos preparados par viver em democracia. É inútil argumentar o contrário.
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Joaquim
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08:51
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27 Março 2009
Parvonia
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Pedro Arroja
em
23:08
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Nenhum
Qual é o juiz que quer julgar este processo? Nenhum.
O juiz faz parte de uma população de maus julgadores, e ele não é excepção. Como a população julga mal, metade da opinião pública é a favor da condenação do reu e a outra metade é contra. O juiz sabe que qualquer decisão que tome porá metade da opinião pública contra si. Para além do trabalho de ler 27 476 páginas, o juiz sabe que, podendo-se mentir em tribunal, qualquer facto invocado por uma das partes será imediatamente contestado pela outra. O julgamento será uma farsa.
A soluçâo ideal será encontrar alguma deficiência no processo que inviabilize o julgamento (como aqui). Se o processo fôr mesmo a julgamento, o juiz sabe que no final não estará em condições de produzir uma decisão, não apenas porque leu o processo à vol d'oiseau, como porque é impossível apurar a verdade entre tantas mentiras que o processo contém e os advogados reiteram segundo lhes convém. Não é possível fazer justiça, mas o juiz tem de produzir uma decisão.
Dois erros são possíveis: inocentar um culpado ou condenar um inocente. Este segundo erro é mais grave que o primeiro e é cometido quando o juiz pronuncia uma decisão de condenação. Para evitar cometer este erro, então, ele não condena. Tal significa, porém, que este sistema já não faz mais justiça, ou porque não leva os arguidos a julgamento ou porque, levando-os, não os condena.
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Pedro Arroja
em
22:37
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à procura da verdade
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Pedro Arroja
em
22:32
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para permitir a mentira
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Pedro Arroja
em
14:18
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maus julgadores
.
A primeira esfera de acção - embora não a única nem sequer a principal - onde a ausência de hábitos de litigação, e a consequente falta de julgamento, se faz notar, é no debate das ideias. Uma ideia nova que pretenda litigar com uma ideia já estabelecida e aceite como verdade não pode senão ser recebida com a máxima desconfiança. A ideia e o seu autor são geralmente tratados como ofensores à verdade. O desprezo e o escárnio pela ideia e uns insultos ao autor começam por ser o tratamento racional e adequado para quem ousa meter-se com a verdade. Porém, esta reacção às novas ideias não é senão uma manifestação de um julgamento viciado, em que a ideia nova, antes de ser condenada, não tem sequer a possibilidade de merecer uma audição justa.
Porém, é no domínio jurídico onde a ausência de hábitos de litigação e a incapacidade para julgar produz consequências desastrosas. Esta é uma sociedade assente na verdade e a verdade está na tradição, porque é a tradição que mostra como as coisas sempre foram feitas ou concebidas. Daí que esta sociedade não precise de um corpo autónomo de legisladores. As leis desta sociedade derivam directamente da tradição e não é necessário nenhum corpo de juristas para interpretar a tradição. Qualquer pessoa o pode fazer.
Na aplicação das leis, já referi noutras ocasiões o papel que é reservado ao juiz. Em matéria de direito penal, o tribunal num país de tradição católica pode funcionar como um departamento anexo ao departamento da polícia. Comete um crime quem falta à verdade, violando a tradição. A polícia apanha o criminoso e o juiz está logo atrás com a tabela das penas na mão para aplicar ao criminoso. Não há litigação posssível porque não se litiga com a verdade. E também não se dá qualquer margem de julgamento ao juiz porque ele vem de uma população que não possuindo hábitos de litigação também não possui hábitos de julgamento. O juiz nesta tradição é um funcionário público que diligentemente aplica as penas que o código penal lhe manda aplicar e os tribunais penais serão em geral departamentos do Estado.
E quanto às matérias cíveis que estão sujeitas a litigação (divórcios, partilhas, contratos, etc.) devem também os tribunais ser do Estado e os juizes funcionários públicos? Podem ser, mas convém não esquecer que esta população não possui hábitos de litigação nem capacidade de julgamento. Esta é uma população de maus julgadores. E o juiz que ganha o mesmo e é promovido por antiguidade, quer as seus julgamentos sejam bons ou sejam maus, não vai ter nenhum incentivo a educar a sua capacidade de julgamento neste ambiente de função pública.
.
A existência de tribunais arbitrais privados e em concorrência uns com os outros, em que os preços servissem de indicação da qualidade do serviço (julgamento) seria um incentivo poderoso a educar juizes razoáveis, senão mesmo bons juizes, numa população que, por virtude da sua tradição cultural, é uma população caracteristicamente de maus julgadores. O apelo ao sector privado para corrigir a má qualidade do julgamento nos países de tradição católica tem o seu correspondente nos países de tradição protestante no apelo ao sector privado para corrigir a má qualidade da educação.
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Pedro Arroja
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13:00
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partido
António Arnaut refere ainda uma situação que considera caricata: «Um senhor tinha um seguro que lhe abrangia apenas um membro, caiu e partiu os dois braços, quando chegou à clínica privada perguntou que braço queria que lhe curassem».
Caro Dr. Arnaut,
O caso que refere é de facto intrigante, mas lá por Hollywood passa-se de tudo. É por isso, como sabe, que os states são conhecidos como o grande Satã. Vª Exª afirma que o doente em causa tinha apenas um membro no seguro. Seria um caso “sui generis”. O espírito científico que nos anima, obriga-nos, contudo, a explorar todas as hipóteses possíveis, mesmo as mais esotéricas. No caso vertente, não se reportaria o seguro a um membro que a anatomia humana, por desígnio Divino, exibe apenas de forma singular? Consideremos a hipótese do segurado, em causa, ser um garanhão de filmes porno. Não é verosímil que tal sujeito tenha seguro, exclusivamente, o seu instrumento de trabalho?
Já ouvimos falar de casos de actrizes célebres que seguraram as pernas, de pianistas que seguraram as mãos, etc. Ora, se fosse o caso de estar seguro apenas um instrumento de trabalho, Vª Exª conviria que não teria havido, da parte da seguradora, qualquer falta.
Alerto para esta possibilidade, no sentido de não denegrirmos, ainda mais, o sistema de saúde de um país aliado. Talvez Vª Exª possa conceder o benefício da dúvida a este caso e reconhecer que a sua crítica pode ter sido, digamos, um pouco precipitada.
Via TSF.
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Joaquim
em
12:59
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fraudes
Vamos comparar dois produtos, o seguro público SNS e um seguro de saúde privado chamado Xcare.
O SNS oferece uma cobertura geral, universal e gratuita. Na prática, é de facto geral mas não é universal nem gratuito. Muitos grupos sociais têm o seu próprio sistema de saúde, como os funcionários públicos e os militares. Já foi gratuito, mas o PS introduziu taxas, mesmo para internamentos e cirurgias. Quando os cidadãos necessitam dos serviços do SNS, nem sempre os conseguem obter. Nalgumas especialidades, as listas de espera são de vários anos.
Conclusão: o SNS é uma fraude.
O Xcare oferece uma cobertura contratual limitada. Comparticipa os custos de consultas, exames complementares de diagnóstico, internamentos e cirurgias, até ao montante contratualizado. Quando as despesas ultrapassam esse montante o Xcare deixa de se responsabilizar pela saúde do beneficiário da apólice, nos termos contratuais.
Conclusão: o Xcare é uma entidade honesta e cumpridora.
PS: Comentário a António Arnaut.
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Joaquim
em
12:53
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saco o ouro do homem
Um conjunto de artigos e de insinuações públicas está a colocar a Goldman Sachs no centro do turbilhão financeiro norte-americano. O Congresso dos EUA já manifestou descontentamento com a influência exagerada da Goldman no governo e prossegue as investigações.
PS:
Henry Paulson – ExCEO da Goldman Sachs.
Edward Liddy (actual CEO da AIG) – ExCADM da Goldman Sachs
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Joaquim
em
06:41
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insustentável
O BE acaba de propor a nacionalização da Galp (1999-?), da EDP (1997-?) e da PT (1996-?)*. É necessário analisarmos o contexto destas propostas, para as qualificarmos.
Todas estas empresa já foram públicas, há cerca de 12 anos. A sua privatização prometia economias significativas para todos os portugueses. Através de uma melhor gestão e da concorrência. Decorridos alguns anos, porém, constatamos, que nada disto se passou.
Portugal continua a pagar os combustíveis, a electricidade e as telecomunicações, aos preços mais elevados da UE, mais coisa menos coisa. Estas empresas internacionalizaram-se, mas esqueceram-se do País. A Galp, por exemplo, retardou a descida da gasolina, no último trimestre de 2008, para maximizar os seus lucros.
Este panorama resulta de falta de concorrência, já se sabe, mas também não me parece que essa concorrência vá surgir de um dia para o outro. Assim sendo, faz sentido a proposta do BE?
A minha opinião, muito sincera, é que, sem concorrência, faz todo o sentido.
Os líderes destas empresas não compreendem a situação delicada que estão a criar. Tal como os gestores da AIG não perceberam o impacto político dos seus bónus, estes gestores não atingem que o enriquecimento das suas empresas, em face do empobrecimento do País, é politicamente insustentável, pelo menos na situação de quase monopólio em que funcionam.
Quando perceberem será tarde demais. A procissão ainda vai no adro.
* Privatizações dos XIII e XIV governos, de António Guterres.
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Joaquim
em
06:12
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26 Março 2009
um patife
A boa natureza dos portugueses não se compadece com fitas e falsos sentimentalismos. Que o digam os McCann, esse casal de tratantes que não sabe cuidar dos filhos, que provocaram uma mais do que legítima reacção de indignação dos honrados moradores da Vila da Luz, no Algarve, por estarem a lançar mais uma infame campanha de sensibilização das populações para o desaparecimento da sua filha. «Acho que isto não tem pés nem cabeça, é escandaloso até», disse um dos moradores. «Discordo totalmente do cartaz. Acho que já não tem significado nenhum. As pessoas estão saturadas», vociferou outro. «Eu penso que já não faz sentido. Se calhar há-de haver outra coisa por trás disso», concluiu um terceiro, muito à portuguesa. Só um dos entrevistados pela estação televisiva disse coisa diferente. O seguinte: «concordo plenamente, porque se fosse minha filha eu ia querer que a encontrassem. Eles não devem deixar de a procurar». Chama-se Morris Watson, o patife.
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rui a.
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20:14
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da verdade e da justiça
Avelino Ferreira Torres (o cavalheiro, na foto, à direita), o polémico ex-futuro-presidente da Câmara do Marco, foi absolvido de todas as acusações que sobre ele impendiam, por um tribunal português. Absolvido por falta de prova, note-se bem, e não condenado a pena suspensa ou absolvido por prescrição dos crimes de que era acusado.Em face disto, de um longo processo, com uma exposição pública e mediática intensa e muito desfavorável ao agora inocentado ex-arguido, o que dizem os portugueses? Compadecem-se com os padecimentos que o inocente teve de suportar até ver a sua razão demonstrada? Congratulam-se por haver tribunais em Portugal que sejam imunes ao ruído da comunicação social? Felicitam a vítima? Huuuum, talvez não. Sugiro uma rápida leitura pelos comentários a esta notícia.
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rui a.
em
19:48
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da raça

É nisto que o génio e a criatividade lusitanas são inultrapassáveis. Estamos todos de parabéns, a começar pelo governo.
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rui a.
em
15:02
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é sempre provisoria
É preciso notar, em primeiro lugar, que os protestantes não vêm a público litigar as posições X e Y em nome da verdade. Eles vêm litigá-las em nome da justiça. O debate público para eles não é uma instituiçãos de verdade, é um instituição de justiça. Uma vez produzido o veredicto do júri, por exemplo 60% dos votos para X, 40% para Y, ninguém se sentirá em condições de dizer que X é verdadeira e Y é falsa, apenas que X é tendencialmente mais verdadeira que Y. Se lhes perguntassem onde está a verdade, eles defini-la-iam como W=60%X + 40%Y.
Está aqui a origem do relativismo cultural dos protestantes. Aquilo que é hoje verdade, amanhã pode não ser, dependendo do veredicto do júri a cada momento. Nos países protestantes a verdade é sempre provisória. Se amanhã uma terceira posição Z é admitida a litigação, recebendo 45% dos votos, enquanto X baixa para 25% e Y para 30%, a verdade passa a ser U=25%X + 30%Y + 45%Z. Na tradição protestante, a verdade é sempre uma consequência da justiça (a verdade está na justiça) e esta é atingida por litigação perante um júri imparcial. Esta tradição chega à verdade chegando primeiro à justiça. Pelo contrário, na tradição católica a verdade está em X ou em Y ou em W, com exclusão de todas as outras possibilidades. Assim, se a verdade está em X, ela não pode estar ao mesmo tempo em Y ou W.
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Pedro Arroja
em
14:14
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convencido que é doutor
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Pedro Arroja
em
14:01
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irresponsabilidade social
A PT anunciou, hoje, um desconto de 50% para todos os seus clientes desempregados, no âmbito da responsabilidade social da empresa. Eu pergunto, quem vai pagar essa generosidade?
1. Os administradores, através de uma redução dos vencimentos e dos bónus.
2. Os accionistas, através de uma redução dos dividendos.
3. Os outros clientes.
A resposta 1) demonstra responsabilidade social. A resposta 2), devido à mobilidade do capital, não demonstra responsabilidade. A resposta 3) demonstra irresponsabilidade social.
Se todas as “utilities” procedessem de igual modo, o aumento dos custos de contexto iriam determinar falências e desemprego. Desemprego que a PT se propõe combater, com esta medida.
Esperem que a resposta correcta seja 1), mas esperem sentados.
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Joaquim
em
13:55
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a osasião
A Dr.ª Manuela Ferreira Leite disse, ontem, em Leiria, que a corrupção é “um grande constrangimento” ao desenvolvimento do país, e tem toda a razão. Como pensa ela ultrapassar esse enorme “constrangimento”, quando e se alguma vez chegar à chefia do governo, é que ficou por esclarecer. Presume-se, pelo que se vai conhecendo da Senhora, que a solução passará pela criação de sistemas de controlo sofisticados no aparelho de estado e por uma nova elite de governantes virtuosos saída da nata do PSD.Como é óbvio, nada disso resolverá coisa nenhuma. Há um velho ditado indígena que explica melhor o fenômeno: “a ocasião faz o ladrão”. O problema não reside, portanto, na natureza perversa ou benévola dos governantes, menos ainda na existência ou inexistência de mecanismos de fiscalização e controlo sempre contornáveis. Ele está na própria dimensão do estado, nos seus poderes e competências, na imensidão dos seus poderes de ingerência na vida social, empresarial e económica, que facultam um poder praticamente discricionário aos pequenos, médios e grandes funcionários públicos.
Do que se trata, para desenvolver o país, combater a corrupção e por aí em diante, é de proceder a uma verdadeira e profunda reforma do estado. Ficarmo-nos por arranjos florais é agravar o problema.
Publicada por
rui a.
em
13:51
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veio aqui
A origem do país está largamente em Boston porque foi aí que ocorreu a célebre revolta do chá contra os ingleses. Mais impressionante foi a pressa que as diferentes seitas protestantes tiveram em ganhar a batalha pelos espíritos. Nesta zona do país, praticamente em cada pequena cidade existe uma universidade. Aqui também se encontram algumas das melhores universidades do país, como Harvard ou o MIT (*).
Depois da fundação de Harvard no arredores de Boston, uma seita protestante concorrente fundou Yale, duzentos quilómetros mais ao sul en New Haven, Connecticut. Foi esta concorrência pelos espíritos que produziu o gosto pelas ideias e forneceu padrões intelectuais aos americanos, que hoje estão espalhados um pouco por todo o mundo.
(*) Ainda recentemente o governo português veio aqui a Boston, ao MIT, comprar uma verdade qualquer para levar para Portugal.
Publicada por
Pedro Arroja
em
13:05
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uns atrasos de vida
Até 1974 havia censura em Portugal. Porém, logo que a censura foi levantada e os portugueses podiam agora falar livremente, o que é que eles decidiram fazer? Decidiram procurar calar-se uns aos outros. Nas Universidades, a liberdade de expressão existe para todos aqueles que estiverem dispostos a ser porta-vozes de algum partido e somente enquanto eles forem fieis intérpretes da voz-do-dono, caso contrário são excluidos. Na Assembleia da República não é diferente. Nos jornais, as colunas de opinião estão tomadas por gente de partidos que dá a opinião dos partidos, e só essa, caso contrário são despedidos. Na blogosfera, que seria um meio privilegiado para praticar a liberdade de expressão, que fazem os portugueses? Continuam ainda a tentar calar os outros pela exclusão, pela censura, pelo insulto, pela chacota, pelo argumemto sistematicamente destrutivo.
E, no entanto, quem, sem os conhecer, olhasse estes pacóvios na universidade, no parlamento, nos jornais, nos blogues, cada um tomando-se mais a sério que o seu vizinho, ficaria provavelmente a pensar que tem aqui uma nação de intelectuais que faria inveja ao Péricles, tal a certeza que eles atribuem às suas próprias ideias e a convicção que possuem em procurar silenciar as dos outros. Desengane-se. Estes estarolas nunca produziram uma ideia original que fosse. Não se conhece uma ideia original na civilização que tenha sido produzida por estes atrasos de vida. Nem uma. É o facto de estes parolos nunca terem produzido uma ideia sequer que os leva a não dar valor às ideias. Todas as ideias que eles têm metidas na cabeça foram produzidas pelos padres e foram-lhes lá metidas pelos padres.
Tudo o que eles sabem ou julgam saber foi-lhes dito pelos padres, sem que alguma vez tivessem de mexer uma palha. Os protestantes, quando se separaram da Igreja Católica, tiveram um trabalho árduo, tiveram de ir ao Livro ler por eles próprios, pensar e julgar, para começarem a vida de novo. Estes patifórios, não. Continuaram a ter quem fizesse o trabalho por eles. Como se poderia esperar entre eles o gosto pelo debate das ideias se eles nunca tiveram de debater ideias e sempre as receberam já prontas a ser servidas? Como se pode esperar neles a valorização das ideias se as ideias sempre lhes foram fornecidas de borla pelo padres?
Pois estes ingratos, de vez em quando revoltam-se até contra os padres. Julgam que podem viver sem os padres. Mas não podem. Porque foram os padres que sempre lhes forneceram as ideias e ninguem pode viver sem ideias. Assumem então a postura e o lugar dos padres nas escolas, nas universidades e noutros púlpitos mais mediáticos. Sem ideias próprias e sem ninguém que lhas forneça, a experiência normalmente não dura muito. Acabam a chamar os padres de volta outra vez. Que cambada de pacóvios.
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Pedro Arroja
em
12:34
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o mal
Como um bom estrangeirado que não compreende o país do qual se exilou longamente, e ao qual acabou por regressar por absurda nostalgia, o meu amigo Pedro Arroja foi sempre contestado e agredido quando pretendia apenas debater a sua verdade. É disso que ele se queixou e continua a queixar, com inteira razão, diga-se. A sociedade portuguesa não é tolerante, não procura a verdade, e não suporta homens livres que pensam livremente. A sociedade portuguesa limita-se a vegetar mentalmente para tentar sobreviver, e na selva a verdade é muito pouco conveniente.
Eu, por mim, continuo a pregar a virtude do racionalismo céptico.Acredito que a sociedade portuguesa se encontra submergida num lodaçal ético e moral, cujas origens históricas e os parâmetros temporais não sou capaz de determinar. Não me refiro, obviamente, à dita corrupção da classe política e à absoluta ausência de valores éticos de quem nos governa. Essa é a espuma dos dias, dos nossos dias, e interessa muito pouco ou mesmo nada. Por mim, como conservador racionalista e pessimista que me sinto cada vez mais, é o que vejo à minha volta que me preocupa e não tanto o que paira lá por cima. O que me apoquenta é a cultura social portuguesa, a mentalidade dominante que enferma cada vez mais o nosso código genético. E essa mentalidade é verdadeiramente assustadora. Vive do escândalo e do sobressalto. Carece do nojo para injectar adrenalina. Por exemplo: o escândalo da pobre miúda de doze anos, deficiente mental, sexualmente abusada por um bando de filhos-da-puta retardados mentais que, utilizando os modernos prodígios da tecnologia, filmaram e divulgaram a repelência. Numa sociedade comparativamente civilizada, por exemplo, no Irão, os ditos cavalheiros seriam certamente executados de modo exemplar e não se falava mais nisso. Em Portugal, a coisa é objecto de “exemplar” e reiterado tratamento noticioso, para saciar a gula alarve dos nossos concidadãos e vender jornais e aumentar audiências.
É disto, é destas “verdades” que vivem os portugueses. Verdadeiramente, os portugueses não vivem. Viver pressupõe um exercício de autonomia e de liberdade que os portugueses desconhecem por inteiro. Aqui rasteja-se no lodo e na escandaleira. Aqui nenhuma verdade existe.
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rui a.
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02:21
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25 Março 2009
Newport
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Pedro Arroja
em
23:09
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porque é que mandou?
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Pedro Arroja
em
22:42
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"Olha ... não m'alembra..."
A naturalidade com que Pilatos passou a outro assunto depois de fazer a pergunta "Que é a verdade?" deixa antever que ele não esperava uma resposta. De resto, no assunto que estava sob julgamento, o próprio Pilatos possuia a verdade e, por isso, absolveu Cristo. Não é certo que ele não lhe tenha piscado o olho quando lhe fez a pergunta.
Existem, porém, pelo menos duas outras lições a tirar da pergunta de Pilatos e da ausência de resposta por parte de Cristo. Primeiro, a verdade não se diz em público, quando muito aponta-se-lhe o caminho. Segundo, e mais importante, as pessoas que visam a destruição começam por definições. A verdade seria destruida se Cristo a tivesse definido. A definição é o alvo de que os destruidores necessitam para logo em seguida dispararem. Este blogue, mais uma vez, fornece evidência substancial a este propósito. Os comentadores cujo único propósito é destruir passam o tempo a pedir definições. Até a definição de verdade tem sido aqui frequentemente reclamada. A resposta só pode ser a de Cristo.
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Pedro Arroja
em
14:36
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não pode ser a verdade
Nos países de tradição protestante é diferente. Quando dois ingleses se encontram para debater em público, as posições que eles levam para o debate, X e Y, não são verdades, mas meras propostas de verdade, simples hipóteses ou teses sobre a verdade. De facto, se alguma das partes julgasse possuir a verdade, o debate não serviria para nada.
É precisamente essa a razão que torna os debates públicos em Portugal totalmente desinteressantes. Cada um dos intervenientes já leva a verdade para o debate, e só vai ao debate cimentar a sua versão da verdade. Como a verdade não pode ser simultaneamente A e B, segue-se que, pelo menos, uma das verdades é falsa. Na realidade, são as duas falsas porque se a outra fosse a verdade, não se apresentaria a debate.
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Pedro Arroja
em
14:20
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Mapa de valores
As características culturais de cada país podem ser condensadas num gráfico bidimensional. Estão representadas duas dimensões fundamentais: tradicionalismo/secularismo e sobrevivência/auto-expressão. Portugal está mais próximo dos países latino-americanos do que da Europa Católica.
(Via Pedro Magalhães)
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JoaoMiranda
em
12:13
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sarajevo
O artigo de Chris Patten, hoje no Público, - A Bósnia entre Dayton e a União Europeia – recorda-nos, de forma exemplar, a necessidade de uma superpotência que dite as regras do jogo do poder, a nível global. Sem a liderança dos EUA, a guerra civil na Bósnia teria sido muito mais prolongada e desumana.
No mundo, há, infelizmente, muitas dezenas de Bósnias, prontas a explodir. O enfraquecimento dos EUA não vai reduzir as tensões regionais. Nem as vai remeter para a ONU, vai levar a mais guerras e genocídios.
Numa escala diferente, assistimos a isto mesmo quando Portugal saiu do Ultramar. As facções locais não se sentaram à mesa a negociar, trataram logo de “fazer a guerra”.
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Joaquim
em
10:35
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a queda
O que é uma superpotência? É um Estado com capacidade para exercer influência a nível global e defender os seus interesses e os dos seus aliados. Neste momento, a única superpotência são os EUA.
E de que depende essa capacidade? Fundamentalmente de três factores interligados: do poderio militar, da economia e da cultura (aqui incluindo a ciência). Se qualquer um destes pilares fracassar, os outros caiem de seguida.
Ora, neste momento estamos a assistir em directo à queda vertiginosa dos EUA, deste estatuto único de que ainda desfruta. No plano militar, a América espraiou-se demasiado. No plano económico está a claudicar e no plano cultural também. Estará ainda a tempo de evitar a queda?
A eleição de Obama, o primeiro líder populista de uma superpotência, cria grandes dificuldades. Enfraquece o braço militar e o seu projecto socialista retira força ao crescimento económico. Os EUA, é bom não esquecer, têm crescido 4 a 5% ao ano, mas, se os planos de Obama forem avante, entrarão em linha com os 1 a 2% europeus. Por fim a cultura, os valores individualistas que caracterizam os EUA dificilmente sobreviverão, se Obama implementar a sua agenda.
Ao longo da história da humanidade, muitos impérios têm caído e, portanto, podemos prever as consequências da queda dos EUA. Até surgir uma nova potência dominante, que poderá vir a ser a China, por exemplo, cairemos na barbárie. Pensar o contrário não é ingenuidade, é estupidez.
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Joaquim
em
07:11
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