(Continuação daqui)
509. O crime de micose da virilha
Pergunta:
Na novela judicial de Pedro Arroja, "O Juiz Pistoleiro" quem é acusado do crime de micose da virilha?
Resposta da IA:
Na novela judicial satírica O Juiz-Pistoleiro, escrita por Pedro Arroja, quem é confrontado com a acusação desse crime é o juiz Francis dos Coldres. [1, 2]
Pergunta:
Quem o acusa?
Resposta da IA:
Quem instaura esse processo e regista esse crime contra o juiz Francis dos Coldres é o magistrado Guimarães, em serviço no DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) de Littlebushes. [1, 2]
Na sátira: [1]
- O magistrado Guimarães aproveita o trabalho suplementar para registar os crimes que identificou e as denúncias recebidas.
- Quando o juiz Francis dos Coldres comparece no DIAP, é recebido pela Técnica de Justiça, Maria Teresa, que o notifica formalmente de que foi constituído arguido pelo crime de "micose da virilha". [1, 2, 3]
Pergunta:
O juiz tenta provar perante a funcionária Maria Teresa que está inocente?
Resposta da IA:
Sim, o juiz Francis dos Coldres tenta provar veementemente a sua inocência perante a funcionária Maria Teresa, recorrendo a uma "prova" caricata e perfeitamente sintonizada com o tom absurdo da sátira.
Para se defender da acusação do crime de "micose da virilha", o juiz adota as seguintes ações:
- Tenta baixar as calças: Num ato de desespero burocrático e literal, o juiz tenta despir-se no próprio balcão de atendimento do DIAP para mostrar visualmente a Maria Teresa que a sua virilha está sã e limpa.
- A reação de Maria Teresa: A técnica de justiça recusa categoricamente assistir àquela demonstração física. Ela mantém-se estritamente profissional dentro do absurdo da situação, explicando-lhe que ali apenas se processam as notificações e os papéis, não sendo o local adequado para "perícias visuais" ou exames médicos improvisados.
- O juiz vê-se assim de mãos atadas, obrigado a levar a sério uma acusação ridícula sem conseguir resolver o problema de forma direta e imediata.
Pergunta:
Como reage a esposa do juiz quando sabe que o marido foi constituído arguido no DIAP pelo crime de micose da virilha?
Resposta:
Quando sabe que o marido foi constituído arguido, a esposa do juiz, Maria Eufémia, reage com uma mistura de estupefação, resignação e pragmatismo, mantendo o tom perfeitamente absurdo da narrativa: [1]
- A reação inicial: Ao ouvir do marido a notícia de que ele é novamente arguido, Maria Eufémia lamenta-se ("Oh homem…") assumindo logo que se trata de mais um sarilho habitual, perguntando se o motivo teria sido ele bater novamente no irmão. [1]
- A incredulidade médica: Quando o juiz Francis dos Coldres lhe revela o verdadeiro crime — micose da virilha — ela reage prontamente com a verdade factual da biologia do marido: "Mas tu não tens micose na virilha…". [1]
- A aceitação do ridículo: O juiz explica-lhe, desanimado, que tentou provar isso mesmo e que não o deixaram mostrar a virilha no balcão do DIAP. Perante o beco sem saída da burocracia, a esposa acaba por aceitar a situação surreal em que o marido se encontra, restando-lhes lidar com o processo formal por uma patologia dermatológica que ele nem sequer tem.
Pergunta:
O magistrado Toni Guimarães guardou o caso em segredo de justiça, como é da lei. Ou não?
Não, o magistrado Toni Guimarães não guardou o caso em segredo de justiça, agindo exatamente ao contrário do que dita o rigor da lei. [1, 2]
Na verdade, a narrativa satírica d'O Juiz-Pistoleiro explora precisamente a quebra dessa regra para ridicularizar a atuação do magistrado: [1]
- A manobra de bastidores: Assim que o juiz Francis dos Coldres saiu do DIAP, convencido de que o absurdo processo contra si ficaria protegido pelo segredo de justiça, Toni Guimarães agiu pelas costas. [1]
- A fuga de informação: Sendo um "mestre em manobras por detrás do pano", o magistrado usou o caso para humilhar e minar a autoridade do juiz, garantindo que a caricata acusação de "micose da virilha" rapidamente deixasse de ser secreta. [1]
Essa violação serve para acentuar o tom de farsa jurídica da história, onde quem deveria zelar pela legalidade acaba por usar os processos como armas de arremesso pessoal e político. [1, 2]
Pergunta:
Diz-se que Toni Guimarães era um acusador implacável, já em pequenino acusava toda a gente, chegou a acusar a própria mãe. É verdade?
Sim, é absolutamente verdade. Na biografia satírica da personagem detalhada no Capítulo 3 de O Juiz-Pistoleiro, no blogue Portugal Contemporâneo, o perfil de Toni Guimarães é traçado precisamente dessa forma caricata: [1]
- Vocação de infância: Desde criança que se adivinhava o seu futuro na magistratura, pois passava o tempo a ver filmes policiais e a acusar toda a gente à sua volta, incluindo o pai, a mãe e os irmãos. [1]
- A acusação à própria mãe: A sua obsessão acusatória era tamanha que, certo dia, a mãe deu-lhe uma sopa que ainda estava demasiado quente. Foi o suficiente para o pequeno Toni Guimarães a acusar formalmente de tentativa de homicídio. [1]
Essa descrição serve para justificar o perfil implacável e absurdo que o magistrado assume mais tarde no DIAP, onde chega a contabilizar mais de mil crimes numa só sessão de tribunal. [1]
Pergunta:
Em quem se inspirou Pedro Arroja para criar a figura do magistrado Toni Guimarães?
Resposta da IA:
O economista e autor Pedro Arroja inspirou-se no procurador António Vasco Guimarães para criar o magistrado Toni Guimarães. [1]
António Vasco Guimarães exerceu funções reais de grande relevo no sistema judicial português, tendo sido diretor do DIAP do Porto entre 2012 e 2018 e, posteriormente, Procurador-Geral Adjunto no Tribunal da Relação do Porto. [1, 2, 3]
A transformação desta figura real na personagem satírica de "Toni Guimarães" prende-se com o seguinte contexto:
- O diferendo judicial real: Pedro Arroja foi alvo de processos-crime reais por difamação agravada (em casos que envolveram figuras públicas como Paulo Rangel). A acusação e a tramitação desses casos reais no Porto contaram com a participação direta do procurador António Vasco Guimarães. [1]
- A vingança literária: Como reação aos processos de que foi alvo, Pedro Arroja usou o seu blogue, o Portugal Contemporâneo, para canalizar a sua indignação através da ficção. Ele transformou o magistrado real no implacável e absurdo "Toni Guimarães" da novela O Juiz-Pistoleiro. [1, 2]
- A ironia do autor: De forma muito sarcástica, o próprio Pedro Arroja publicou notas no seu blogue afirmando que "qualquer relação entre o magistrado António Vasco Guimarães e o magistrado Toni Guimarães (...) é pura coincidência", usando o clássico aviso legal de forma puramente irónica para confirmar ao leitor exatamente o oposto. [1]
