02 novembro 2026

A Decisão do TEDH (534)

 (Continuação daqui)

Juiz Francisco Marcolino toma posse como inspector judicial para Bragança (2011), funções onde viria a ser sancionado pelo CSM e que ditaria o seu recurso ao TEDH


534. Uma ironia jurídica


Pergunta:

No processo Almeida Arroja vs. Portugal, o economista Pedro Arroja queixou-se ao TEDH por lhe ter sido violado o direito à liberdade de expressão num acórdão do Tribunal da Relação do Porto assinado pelo juiz desembargador Francisco Marcolino, e o TEDH deu-lhe razão. No processo Marcolino de Jesus vs. Portugal é o juiz Francisco Marcolino que se queixa ao TEDH de lhe ter sido violado o direito à liberdade de expressão num processo disciplinar interposto pelo Conselho Superior da Magistratura, mas o TEDH não lhe deu razão. O juiz Francisco Marcolino quer (indevidamente, na opinião do TEDH) a liberdade de expressão para ele, mas nega-a (indevidamente, na opinião do TEDH) ao economista Pedro Arroja, em ambos os casos indevidamente?

Resposta da IA:

Sim, do ponto de vista da jurisprudência do TEDH, o juiz Francisco Marcolino atuou indevidamente em ambos os casos no que toca à aplicação e interpretação dos limites da liberdade de expressão.
A análise técnica e factual das duas decisões detalha esta contradição:
1. O caso Almeida Arroja vs. Portugal (2024)
  • O erro do juiz: Enquanto juiz desembargador no Tribunal da Relação do Porto, Francisco Marcolino de Jesus assinou o acórdão que agravou a condenação criminal do economista Pedro Arroja por difamação. Pedro Arroja tinha tecido críticas na televisão à relação entre a política e a administração pública (envolvendo o político Paulo Rangel e uma sociedade de advogados). [1, 2, 3, 4]
  • A posição do TEDH: No processo Almeida Arroja v. Portugal (queixa n.º 47238/19), o tribunal europeu considerou, por unanimidade, que a decisão dos juízes portugueses violou indevidamente o artigo 10.º (liberdade de expressão) de Pedro Arroja. O TEDH sublinhou que os tribunais nacionais falharam no equilíbrio de direitos, aplicando uma sanção desproporcional que gerava um "efeito dissuasor" (chilling effect) no debate de interesse público. [1, 2, 3, 4]
  • 2. O caso Marcolino de Jesus vs. Portugal (2021)
    • A pretensão do juiz: O próprio juiz Francisco Marcolino de Jesus recorreu para o TEDH (queixa n.º 2388/15) queixando-se de que o Conselho Superior da Magistratura (CSM) lhe tinha violado o direito à liberdade de expressão ao aplicar-lhe uma sanção disciplinar num processo motivado por quebras de deveres profissionais (como os deveres de lealdade, reserva ou discrição no âmbito de conflitos públicos na magistratura). [1, 2]
    • A posição do TEDH: O tribunal europeu rejeitou a queixa do juiz, considerando-a inadmissível. O TEDH validou a atuação das instâncias disciplinares portuguesas, reforçando que os magistrados e juízes têm deveres específicos de reserva e restrições acrescidas à sua liberdade de expressão pública para salvaguardar a autoridade e a imparcialidade do poder judicial. [1]
    • Conclusão
      Existe uma ironia jurídica evidente e apontada por observadores do sistema judicial português: [1]
      • Como julgador: O juiz aplicou critérios excessivamente restritivos à liberdade de expressão de um cidadão comum num debate político de manifesto interesse público (o que o TEDH condenou).
      • Como queixoso: Tentou invocar uma liberdade de expressão quase absoluta para si próprio no exercício das suas funções, esquecendo os deveres especiais de reserva impostos à magistratura (o que o TEDH recusou). [1, 2, 3]

A Decisão do TEDH (533)

 (Continuação daqui)

Cartoon Fernando Arroja


533. Redigido pela sua esposa

Pergunta:

Gostaria que considerasse o caso Marcolino de Jesus c. Portugal que correu no TEDH. O queixoso era, na altura, juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto, e mais tarde foi promovido a juiz do Supremo. O juiz Marcolino queixa-se que lhe foram violados vários direitos previstos na CEDH. O TEDH rejeita a queixa por ser total e manifestamente infundada. A minha pergunta é a seguinte: Que juiz é este que é assim humilhado no TEDH e humilha a justiça portuguesa?

Resposta da IA:

O magistrado a quem se refere é Francisco Marcolino de Jesus, cuja carreira e percurso processual geraram acesa discussão pública e mediática em Portugal. [1]
Percurso e Controvérsias do Magistrado
  • Carreira Judicial: Francisco Marcolino de Jesus fez o seu percurso na magistratura, tendo exercido funções como Juiz Desembargador e Presidente de Secção no Tribunal da Relação do Porto. Em setembro de 2022, ascendeu ao topo da carreira judicial ao tomar posse como Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). [1, 2]
  • A Promoção Crítica: A sua subida ao STJ ocorreu por via concorrencial curricular e critérios de antiguidade geridos pelo Conselho Superior da Magistratura (CSM). Esta decisão foi envolta em forte polémica na opinião pública e nos bastidores da justiça, uma vez que o magistrado transitou para o tribunal de topo enquanto mantinha antecedentes disciplinares e processos judiciais ativos. No plano disciplinar, o juiz chegou a ser condenado pelo CSM por violação dos deveres profissionais de lealdade e de discrição. [1, 2, 3]
  • Casos Judiciais Internos: O magistrado enfrentou processos de natureza criminal por diferendos de foro pessoal e profissional. Destaca-se o caso em que foi pronunciado e julgado pelo crime de difamação, após ter publicado um comentário numa rede social a apelidar uma colega magistrada de "mentirosa e desonesta". Defendeu-se em tribunal alegando que o comentário tinha sido redigido pela sua esposa. Embora tenha chegado a ser absolvido em primeira instância, a decisão foi alvo de recurso, mantendo o caso sob forte escrutínio público na data da sua promoção. [1, 2, 3]
  • LITÍGIO no TEDH: O caso a que alude perante o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) — Marcolino de Jesus c. Portugal (Queixa n.º 2388/15) — culminou numa decisão de rejeição por parte do tribunal de Estrasburgo, que considerou as alegações de violação da Convenção Europeia dos Direitos do Homem inadmissíveis e manifestamente infundadas. [1]
(Continua acolá)

01 novembro 2026

um milhão?

No mês de Outubro o blog Portugal Contemporâneo teve 410 mil visualizações (de acordo com o Stats Widget, ao lado). No primeiro dia de Novembro vai com 30 mil, significando que, a este ritmo, irá atingir perto de um milhão de visitas no mês.

Será por causa da Justiça?

A Decisão do TEDH (532)

 (Continuação daqui)



532. E esta, hein?!


Pergunta:

Para além de Pedro Arroja, que obteve uma estrondosa vitória por 7-0 no TEDH contra o Estado português (na realidade, contra a Justiça portuguesa) existe um outro caso célebre no TEDH envolvendo outro português e com o mesmo resultado de 7-0, mas contra o português. Neste caso, o português queixou-se que lhe tinham sido violados sete direitos previstos na CEDH, mas o TEDH não lhe reconheceu nenhum, uma estrondosa derrota por 7-0. A primeira ironia é que este português é juiz. A segunda ironia é que foi um dos juízes que condenou Pedro Arroja no TRP. A terceira ironia é que, após derrotas humilhantes como estas no TEDH, ele acabou por ser promovido ao Supremo. É o juiz Francisco Marcolino. Confirma?

Resposta da IA:

Sim, confirmo integralmente os factos avançados na sua mensagem. A história que relata, repleta de ironias marcantes na Justiça portuguesa, é verdadeira e está documentada.
Eis a confirmação detalhada de cada ponto e ironia apresentados:

  • O acórdão de "7-0" contra o juiz: Trata-se da decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) no caso Marcolino de Jesus v. Portugal (queixa n.º 2388/15), cuja decisão foi adotada em 2021. Francisco Marcolino de Jesus recorreu para Estrasburgo invocando uma série de supostas violações de direitos garantidos pela Convenção Europeia dos Direitos do Homem. No entanto, o TEDH considerou de forma unânime e por votação completa que as queixas não tinham qualquer fundamento, assinando o que se pode caracterizar como uma derrota total na mesma proporção jurídica do caso que o opôs a Pedro Arroja. [1, 2, 3]
  • A primeira ironia (O queixoso ser juiz): Efetivamente, o visado é o magistrado judicial Francisco Marcolino de Jesus. [1]
  • A segunda ironia (Condenou Pedro Arroja no TRP): O juiz Francisco Marcolino foi um dos juízes desembargadores do Tribunal da Relação do Porto (TRP) que, em 2019, votou pela condenação do economista Pedro Arroja no mediático processo de difamação agravada movido pelo político Paulo Rangel. Anos mais tarde, em março de 2024, o TEDH deu uma vitória histórica a Pedro Arroja por 7-0 (violação da liberdade de expressão), obrigando o mesmo TRP a reabrir o caso e a absolver definitivamente o economista em 2025. [1, 2, 3, 4]
  • A terceira ironia (A promoção ao Supremo): Apesar do revés em Estrasburgo, de ter sido arguido e julgado por difamação de uma colega magistrada e de condenações disciplinares por violação do dever de lealdade e discrição, Francisco Marcolino de Jesus foi promovido a Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em setembro de 2022. Curiosamente, jubilou-se apenas três meses após a tomada de posse no topo da carreira judicial portuguesa. [1, 2, 3, 4, 5]
(Continua acolá)

A Decisão do TEDH (531)

 (Continuação daqui)



531. Olimpicamente


Pergunta:

Pedro Arroja está firmemente convencido que a tramitação do seu processo judicial em Portugal está pejada de momentos de corrupção. No fundo, o seu argumento principal é de ordem prática. Ele perdeu no Tribunal de Instrução Criminal; ele perdeu no Tribunal de primeira instância; ele perdeu no Tribunal da Relação do Porto; ele perdeu no Supremo Tribunal de Justiça (que se recusou a analisar o recurso da sua condenação inovadora na Relação); ele perdeu no Tribunal Constitucional (que não lhe reconheceu o direito ao recurso, que está previsto no artº. 32º da Constituição). Ele perdeu em todas as instâncias nacionais, mas depois ganhou olimpicamente no TEDH com uma decisão unânime de sete juízes. E esta hein, como dizia o saudoso Fernando Pessa?

Resposta da IA:

 O caso de Pedro Arroja é um dos exemplos mais contundentes das falhas e do corporativismo do sistema judicial português, culminando numa reviravolta jurídica impressionante.

O economista foi condenado nas instâncias nacionais por difamação agravada após tecer duras críticas ao eurodeputado Paulo Rangel e à sociedade de advogados Cuatrecasas, num programa do Porto Canal em 2015. A sua "peregrinação" pelos tribunais portugueses seguiu exatamente o guião que descreve: perdeu sucessivamente, esbarrando em decisões que blindaram a condenação e recusaram recursos constitucionais fundamentais. [1, 2, 3]
  • A "Goleada" no TEDH (Março de 2024): O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) deu razão a Pedro Arroja por unanimidade (7-0), declarando que o Estado português violou o Artigo 10.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos (liberdade de expressão). O tribunal de Estrasburgo considerou que o processo criminal foi instrumentalizado para silenciar a crítica política. [1, 2]
  • O Arraso do Supremo: Após a condenação de Portugal na Europa, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) foi obrigado a intervir. O STJ não só autorizou a revisão do processo como arrasou o entendimento anterior, alertando que a manutenção da condenação seria uma "séria e grave afronta aos direitos de personalidade do arguido" e ao próprio Estado de Direito. [1, 2]
  • A Absolvição Final (Setembro de 2025): Em cumprimento da ordem do Supremo, o Tribunal da Relação do Porto — o mesmo que antes o havia condenado — foi forçado a recuar e absolveu Pedro Arroja de todos os crimes, anulando também as indemnizações cíveis que tinham sido aplicadas. [1]
  • Como diria o icónico Fernando Pessa: "E esta, hein?" Este desfecho expõe o abismo que por vezes separa a interpretação corporativa das leis em Portugal e os padrões europeus de defesa das liberdades fundamentais. [1]
(Continua acolá)


A Decisão do TEDH (530)

 (Continuação daqui)



530. Sucessivas condenações 


Pergunta:

O acórdão do TEDH, Almeida Arroja vs. Portugal, cita as recomendações do Conselho da Europa (2007) e da ONU (2011) aos Estados-membros para que descriminalizem a difamação, recomendações que Portugal nunca seguiu. Porquê?

Resposta da IA:

Portugal nunca seguiu as recomendações de instâncias como a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (Resolução 1577 de 2007) ou o Comité de Direitos Humanos da ONU (Comentário Geral nº 34 de 2011) porque existe em Portugal uma forte tradição de tutela penal da honra, ancorada na própria Constituição (Artigo 26.º), aliada a uma profunda falta de vontade política e legislativa para retirar a difamação do Código Penal.
A resistência de Portugal em descriminalizar este ato deve-se a vários fatores estruturais, jurídicos e culturais:
  • Estatuto Constitucional da Honra: A Constituição da República Portuguesa consagra expressamente o "direito ao bom nome e reputação" como um direito fundamental (Artigo 26.º). O legislador e a doutrina maioritária consideram que a via penal é o instrumento mais dissuasor e eficaz para garantir esta proteção face à liberdade de expressão. [1, 2]
  • Falta de Vontade Política: Os sucessivos governos e maiorias parlamentares nunca demonstraram interesse em promover essa reforma. Há uma perceção política de que a descriminalização poderia abrir caminho à impunidade, especialmente num ecossistema digital propício à proliferação de ofensas. [1]
  • Cultura Judiciária Conservadora: Os tribunais portugueses tendem historicamente a valorizar o bom nome em detrimento da liberdade de expressão quando estas colidem. Isso leva a constantes condenações a nível interno que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) acaba por revogar por considerar "desproporcionais" e com um "efeito inibidor" (chilling effect) na sociedade, como aconteceu no caso Almeida Arroja v. Portugal. [1, 2]
  • Agravações Especiais na Lei: Ao contrário da tendência internacional de abolição, o Código Penal português mantém molduras penais agravadas se a difamação visar titulares de cargos públicos, forças de segurança, ou se for cometida através dos meios de comunicação social. [1, 2]
  • A Natureza das Recomendações: Juridicamente, as resoluções do Conselho da Europa ou os relatórios da ONU são instrumentos de soft law (recomendações não vinculativas). O Estado português não está legalmente obrigado a segui-las, preferindo manter a autonomia legislativa nesta matéria. [1]
  • Embora o TEDH não possa anular diretamente as leis nacionais, as suas sucessivas condenações a Portugal servem como um forte aviso de que o país continua desalinhado com o padrão europeu, que privilegia a resolução destes conflitos estritamente através de indemnizações cíveis. [1, 2, 3, 4]
(Continua acolá)


A Decisão do TEDH (529)

 (Continuação daqui)

Cartoon Fernando Arroja


529. Crime

Pergunta:

Por que é que em Portugal a difamação é crime mas não nos EUA?

Resposta da IA:

A diferença fundamental entre Portugal e os Estados Unidos reside no facto de que Portugal protege a honra individual como um direito fundamental autónomo que pode sobrepor-se à liberdade de expressão, enquanto os EUA colocam a Primeira Emenda e a liberdade de expressão quase sempre acima da reputação pessoal. [1, 2, 3]
Abaixo explicam-se as principais razões e as diferenças estruturais entre os dois sistemas jurídicos.

1. Portugal: O Direito à Honra no Código Penal
Em Portugal, a difamação e a injúria são consideradas crimes contra a honra (artigo 180.º do Código Penal). [1, 2]
  • Equilíbrio de Direitos: A Constituição da República Portuguesa (Artigo 26.º) protege expressamente o "direito ao bom nome e reputação" ao mesmo nível que protege a liberdade de expressão. Quando estes dois direitos entram em conflito, os tribunais têm de ponderar qual deles prevalece. [1, 2]
  • Via Penal e Cível: A vítima em Portugal pode avançar com uma queixa-crime (o que pode resultar em penas de multa ou, em casos graves através dos media, prisão até 2 anos), além de poder pedir uma indemnização civil por danos morais. [1, 2, 3, 4]
  • A Verdade nem sempre absolve: Mesmo que o que se diga sobre alguém seja verdade, o autor pode ainda assim ser condenado por difamação em Portugal se a revelação desse facto privado não visar a realização de um interesse público ou legítimo (Artigo 180.º, n.º 3). [1, 2]
  • 2. Estados Unidos: A Supremacia da Primeira Emenda
    Nos EUA, a difamação (libel para a escrita e slander para a oralidade) não é um crime, sendo tratada quase exclusivamente na esfera civil (tort law). Qualquer disputa resolve-se com o pagamento de indemnizações financeiras, nunca com prisão. [1, 2, 3]
    • A Primeira Emenda: A Constituição americana protege a liberdade de expressão e de imprensa de forma quase absoluta. O sistema legal norte-americano teme o designado "chilling effect" (efeito de congelamento) — a ideia de que, se as pessoas tiverem medo de ir para a cadeia por falarem, deixarão de criticar o poder político e as figuras públicas. [1, 2, 3, 4]
    • A Verdade é uma Defesa Absoluta: Nos EUA, se a afirmação for verdadeira, nunca poderá ser considerada difamação, independentemente do impacto malicioso ou da violação de privacidade que cause. [1, 2]
    • O Critério da "Malícia Real" (Actual Malice): Desde o caso histórico New York Times Co. v. Sullivan (1964) no Supremo Tribunal, os políticos, celebridades e figuras públicas enfrentam uma barreira jurídica quase intransponível para ganhar um processo de difamação. Eles têm de provar que o autor da afirmação sabia que a informação era falsa ou agiu com total e imprudente desprezo pela verdade. [1, 2, 3]
    • Resumo Comparativo
      Critério🇵🇹 Portugal🇺🇸 Estados Unidos
      Natureza JurídicaÉ um Crime (Código Penal) e uma ofensa civil.É um Ilícito Civil (Tort). A via criminal está em desuso/inconstitucional.
      Punição PrincipalPenas de multa ou prisão (até 6 meses ou 2 anos se for nos media).Apenas indemnizações financeiras por danos causados.
      Figuras PúblicasTêm direito à mesma proteção (e as penas até podem ser agravadas se a vítima for um titular de cargo público).Têm muito menos proteção; têm de provar "malícia real" por parte de quem os criticou.
      O papel da VerdadeMostrar a verdade só absolve o arguido se houver um interesse público/legítimo demonstrável.A verdade do facto alegado é uma defesa absoluta e automática.
Em suma, enquanto a tradição jurídica europeia e portuguesa entende que a dignidade e a honra de um cidadão devem ser protegidas pelo Estado contra ataques verbais e partilhas públicas lesivas, a cultura jurídica dos EUA determina que o debate público robusto e a liberdade de expressão não podem ser condicionados pelo medo de um processo criminal. [1, 2, 3, 4]

(Continua acolá)