Segundo o advogado José de Freitas assegurou em tribunal, eu passeio-me na cidade do Porto
a) de Lamborghini
b) a cavalo
c) de Porsche
d) com uma loira
e) de Mercedes
31 maio 2018
defender os cidadãos
Antes deste julgamento, eu pensava que uma democracia não tinha necessidade de nenhuma instituição para defender o Estado. Como em regime democrático o Estado pertence a todos, e está à guarda da maioria, a maioria não permitirá nunca que alguma minoria se aproprie dele e o utilize contra os interesses da maioria.
Por outras palavras, um Estado democrático não precisa de um Ministério Público para o defender.
Num estado democrático, pelo contrário, o Ministério Público está lá para defender a maioria dos cidadãos, idealmente toda a sociedade, contra os crimes que sobre ela possam ser cometidos seja por particulares seja por agentes do próprio Estado.
Por isso, o Ministério Público, em lugar de estar a acusar o Arlindo Marques devia estar a acusar
a) quem polui o Tejo
b) quem defende o Tejo
c) os pescadores do Tejo
d) os peixes do Tejo
e) as aves do Tejo
e, em lugar de me estar a acusar a mim, devia estar a acusar:
f) os pais das crianças internadas no HSJ
g) os médicos do HSJ
h) os jornalistas que divulgam as notícias sobre o HSJ
i) os administradores do HSJ e o Ministro da Saúde
j) todas as respostas acima
Por outras palavras, um Estado democrático não precisa de um Ministério Público para o defender.
Num estado democrático, pelo contrário, o Ministério Público está lá para defender a maioria dos cidadãos, idealmente toda a sociedade, contra os crimes que sobre ela possam ser cometidos seja por particulares seja por agentes do próprio Estado.
Por isso, o Ministério Público, em lugar de estar a acusar o Arlindo Marques devia estar a acusar
a) quem polui o Tejo
b) quem defende o Tejo
c) os pescadores do Tejo
d) os peixes do Tejo
e) as aves do Tejo
e, em lugar de me estar a acusar a mim, devia estar a acusar:
f) os pais das crianças internadas no HSJ
g) os médicos do HSJ
h) os jornalistas que divulgam as notícias sobre o HSJ
i) os administradores do HSJ e o Ministro da Saúde
j) todas as respostas acima
defender o Estado
Nas alegações finais, a acusação particular, protagonizada pelo advogado Adriano Encarnação, e a acusação pública, protagonizada pelo magistrado X do Ministério Público, convergem nas suas conclusões - o réu deve ser condenado.
Porém, a linha de argumentação é diferente. A acusação particular enfatiza os danos que os crimes cometidos pelo réu produziram sobre as vítimas particulares - o Professor Paulo Rangel e a sociedade de advogados Cuatrecasas -, em termos de reputação, honra, bom nome, etc.
A acusação pública, pelo contrário, enfatiza os danos que esses mesmos crimes, embora cometidos sobre particulares, produziram sobre o público em geral. A acusação pública está ali para defender a sociedade, a ordem social estabelecida, ou nas palavras do próprio magistrado X, o "Estado de Direito".
Ora, no tempo em que eu nasci também existia uma instituição destinada a defender o Estado.
Sobre o Ministério Público tinha pelo menos uma vantagem - o seu nome era muito mais genuíno e verdadeiro.
Chamava-se:
a) Mocidade Portuguesa
b) Ministério das Corporações
c) Direcção Geral de Segurança
d) Exame Prévio
e) Polícia Internacional e de Defesa do Estado
Porém, a linha de argumentação é diferente. A acusação particular enfatiza os danos que os crimes cometidos pelo réu produziram sobre as vítimas particulares - o Professor Paulo Rangel e a sociedade de advogados Cuatrecasas -, em termos de reputação, honra, bom nome, etc.
A acusação pública, pelo contrário, enfatiza os danos que esses mesmos crimes, embora cometidos sobre particulares, produziram sobre o público em geral. A acusação pública está ali para defender a sociedade, a ordem social estabelecida, ou nas palavras do próprio magistrado X, o "Estado de Direito".
Ora, no tempo em que eu nasci também existia uma instituição destinada a defender o Estado.
Sobre o Ministério Público tinha pelo menos uma vantagem - o seu nome era muito mais genuíno e verdadeiro.
Chamava-se:
a) Mocidade Portuguesa
b) Ministério das Corporações
c) Direcção Geral de Segurança
d) Exame Prévio
e) Polícia Internacional e de Defesa do Estado
a voz
Enquanto o Dr. José de Freitas depunha em tribunal, eu, que estava sentado no banco dos réus, ligeiramente atrás e à direita, notei que ele tinha a voz um bocado
a) alta
b) baixa
c) entaramelada
d) estridente
e) esganiçada
a) alta
b) baixa
c) entaramelada
d) estridente
e) esganiçada
Contrato
O documento que refiro no meu comentário televisivo (cf. aqui), elaborado pela centenária sociedade de advogados Cuatrecasas, é um Protocolo ou Acordo de Cooperação (cf. aqui e segs.). Nas várias vezes que se refere a ele no depoimento que prestou em tribunal, o advogado mais senior da Cuatrecasas, Dr. José de Freitas (cf. aqui), que tinha visto o meu comentário na véspera na internet, chama-lhe reiteradamente:
a) Protocolo
b) Acordo de cooperação
c) Contrato de trabalho
d) Contrato de arrendamento
e) Contrato de empreitada
a) Protocolo
b) Acordo de cooperação
c) Contrato de trabalho
d) Contrato de arrendamento
e) Contrato de empreitada
merece respeito
Para além dos políticos, o magistrado X também acha que
a) os blogues é uma vergonha
b) a actividade de advogado merece respeito
c) a actividade de mecenato merece respeito
d) a actividade de comentador televisivo merece respeito
e) a actividade de limpa-chaminés merece respeito
a) os blogues é uma vergonha
b) a actividade de advogado merece respeito
c) a actividade de mecenato merece respeito
d) a actividade de comentador televisivo merece respeito
e) a actividade de limpa-chaminés merece respeito
sem fundamento
Uma das razões invocadas pelo magistrado X para pedir a minha condenação foi a de eu criticar sem fundamento:
a) padres
b) as condições em que estão internadas as crianças no HSJ
c) políticos
d) magistrados do MP
e) polícias
a) padres
b) as condições em que estão internadas as crianças no HSJ
c) políticos
d) magistrados do MP
e) polícias
estudante de Direito
Entre 1991 e 1996 eu escrevi uma crónica semanal ao Sábado no JN, de que veio a resultar um livro ("Abcissas", que era o nome da crónica). Soube ontem em Tribunal que já nessa altura eu tinha como um leitor fiel no JN, o então estudante de Direito:
a) Papá Encarnação
b) Magistrado X
c) Paulo Mota Pinto
d) António Ferreira
e) José de Freitas
a) Papá Encarnação
b) Magistrado X
c) Paulo Mota Pinto
d) António Ferreira
e) José de Freitas
mais fiel
Na minha própria avaliação, quem acha que foi o leitor mais fiel do Portugal Contemporâneo já desde muito antes do início do julgamento?
a) Papá Encarnação
b) Paulo Rangel
c) Avides Moreira
d) Magistrado X
e) Quequé
a) Papá Encarnação
b) Paulo Rangel
c) Avides Moreira
d) Magistrado X
e) Quequé
perigoso
Foram dois dias intensos no Tribunal de Matosinhos. Na Terça-feira foram ouvidas as duas testemunhas que faltavam ouvir - o advogado José de Freitas (14ª testemunha pelo lado da acusação) e a única testemunha pelo lado da defesa.
Ontem, foi o dia das alegações finais - aquele em que o advogado de acusação, o Ministério Público e a advogada de defesa pedem ao juiz a condenação ou a absolvição do réu.O próprio réu é chamado a depôr em sua defesa.
Terminou o julgamento. Teve sete sessões e demorou quatro meses, sobretudo devido ao número de testemunhas de acusação (cf. aqui). O caso era grave e o réu era perigoso.
A sentença é proferida no próximo dia 12.
O magistrado X esteve de volta e no final pediu ao juiz
a) a condenação do réu
b) a absolvição do réu
c) nem uma coisa nem outra.
Ontem, foi o dia das alegações finais - aquele em que o advogado de acusação, o Ministério Público e a advogada de defesa pedem ao juiz a condenação ou a absolvição do réu.O próprio réu é chamado a depôr em sua defesa.
Terminou o julgamento. Teve sete sessões e demorou quatro meses, sobretudo devido ao número de testemunhas de acusação (cf. aqui). O caso era grave e o réu era perigoso.
A sentença é proferida no próximo dia 12.
O magistrado X esteve de volta e no final pediu ao juiz
a) a condenação do réu
b) a absolvição do réu
c) nem uma coisa nem outra.
30 maio 2018
28 maio 2018
um piparote
No tempo da Inquisição, o inquisidor correspondia à actual figura do magistrado do MP, e o juiz (do chamado Tribunal do Santo Ofício) correspondia à actual figura do juiz-de-instrução (que é um acusador, na realidade o chefe da acusação, e não um verdadeiro juiz, cuja característica principal é a imparcialidade). A Inquisição era também quem conduzia o processo criminal.
Segue-se que quem caísse dentro do sistema de justiça na altura era:
a) de certeza absolvido
b) de certeza condenado
c) podia ser absolvido ou condenado.
Hoje não é exactamente assim, mas a diferença é pequena. O nosso sistema de justiça criminal está à distância de um piparote do sistema de justiça criminal dos tempos da Inquisição.
O MP possui todos os poderes que possuía a Inquisição (monopólio da acusação, titularidade do processo criminal; pode mesmo aplicar penas, embora não as definitivas). A única diferença é que hoje o juiz é independente da acusação.
Mas o MP tem conquistado tantos poderes em Portugal - como os que referi anteriormente -, os seus agentes já se chamam magistrados e mesmo juízes (de instrução); eles próprios até já se sentam à direita do verdadeiro juiz no tribunal que, para voltarmos à Inquisição, só falta mesmo que o magistrado do MP se vire para o lado, dê um piparote
d) no réu e tome o seu lugar
e) no advogado de defesa e tome o seu lugar
f) no escrivão e tome o seu lugar
g) no juiz e tome o seu lugar
h) nenhuma das respostas acima
Segue-se que quem caísse dentro do sistema de justiça na altura era:
a) de certeza absolvido
b) de certeza condenado
c) podia ser absolvido ou condenado.
Hoje não é exactamente assim, mas a diferença é pequena. O nosso sistema de justiça criminal está à distância de um piparote do sistema de justiça criminal dos tempos da Inquisição.
O MP possui todos os poderes que possuía a Inquisição (monopólio da acusação, titularidade do processo criminal; pode mesmo aplicar penas, embora não as definitivas). A única diferença é que hoje o juiz é independente da acusação.
Mas o MP tem conquistado tantos poderes em Portugal - como os que referi anteriormente -, os seus agentes já se chamam magistrados e mesmo juízes (de instrução); eles próprios até já se sentam à direita do verdadeiro juiz no tribunal que, para voltarmos à Inquisição, só falta mesmo que o magistrado do MP se vire para o lado, dê um piparote
d) no réu e tome o seu lugar
e) no advogado de defesa e tome o seu lugar
f) no escrivão e tome o seu lugar
g) no juiz e tome o seu lugar
h) nenhuma das respostas acima
poder judicial
Chegamos então ao terceiro poder - que é o mais importante - que tem de ser retirado ao Ministério Público para que possamos ter em Portugal um sistema de justiça democrático e verdadeiramente justo, e que seja o espelho de um sociedade verdadeiramente livre.
Trata-se do poder judicial propriamente dito, o poder para aplicar penas ou sanções criminais (prisão, embora preventiva; arrestos de bens; pulseira electrónica; termo de identidade e residência; etc.)
E isto é assim porque numa sociedade verdadeiramente livre e democrática, e também justa, o poder judicial referido acima pertence exclusivamente
a) aos advogados
b) aos agentes do MP
c) aos juízes
d) aos generais
e) ao povo
Trata-se do poder judicial propriamente dito, o poder para aplicar penas ou sanções criminais (prisão, embora preventiva; arrestos de bens; pulseira electrónica; termo de identidade e residência; etc.)
E isto é assim porque numa sociedade verdadeiramente livre e democrática, e também justa, o poder judicial referido acima pertence exclusivamente
a) aos advogados
b) aos agentes do MP
c) aos juízes
d) aos generais
e) ao povo
títulos
Antes de tratar do último poder - porque é o mais importante - que tem de ser retirado ao Ministério Público para que tenhamos em Portugal um dia um sistema de justiça democrático e verdadeiramente justo, preciso tratar de uma questão prévia.
É uma questão de nomes, mas é uma questão importante.
É a seguinte. Na sua função própria, os agentes do MP são advogados do Estado. Eles são os advogados de acusação nos chamados crimes públicos, aqueles em que a vítima é toda a sociedade (v.g., incêndios de Pedrogão, poluição do Tejo, terrorismo, etc.) e também naqueles em que, embora a vítima seja particular, não aparece ninguém a queixar-se, caso em que o Estado age subsidiariamente como acusador (v.g., uma criança aparece na rua com evidentes sinais de violação, mas não aparece nenhum familiar a queixar-se; neste caso, é o Estado que apresenta a queixa).
Embora sejam advogados, os agentes do MP têm vindo a reinvidicar em Portugal nos últimos anos, e têm conseguido, ser reconhecidos pela designação de magistrados do Ministério Público.
Ora, dentro do sistema judicial a designação de magistrados é uma designação tradicionalmente reservada a outros agentes da justiça.
Têm ido mesmo mais longe e àquele dos agentes do MP que chefia a investigação insistem em chamar-lhe juiz (juiz de instrução), quando na realidade ele é apenas um advogado do Estado numa posição de chefia (é ele que autoriza certas diligências, como escutas telefónicas e decide as medidas de coação).
Ora, parece evidente que neste jogo de nomes e de títulos, os agentes do MP se querem fazer passar, aos olhos da opinião pública, por aquilo que não são, a saber:
a) generais
b) juízes
c) professores
d) cardeais
e) médicos
É uma questão de nomes, mas é uma questão importante.
É a seguinte. Na sua função própria, os agentes do MP são advogados do Estado. Eles são os advogados de acusação nos chamados crimes públicos, aqueles em que a vítima é toda a sociedade (v.g., incêndios de Pedrogão, poluição do Tejo, terrorismo, etc.) e também naqueles em que, embora a vítima seja particular, não aparece ninguém a queixar-se, caso em que o Estado age subsidiariamente como acusador (v.g., uma criança aparece na rua com evidentes sinais de violação, mas não aparece nenhum familiar a queixar-se; neste caso, é o Estado que apresenta a queixa).
Embora sejam advogados, os agentes do MP têm vindo a reinvidicar em Portugal nos últimos anos, e têm conseguido, ser reconhecidos pela designação de magistrados do Ministério Público.
Ora, dentro do sistema judicial a designação de magistrados é uma designação tradicionalmente reservada a outros agentes da justiça.
Têm ido mesmo mais longe e àquele dos agentes do MP que chefia a investigação insistem em chamar-lhe juiz (juiz de instrução), quando na realidade ele é apenas um advogado do Estado numa posição de chefia (é ele que autoriza certas diligências, como escutas telefónicas e decide as medidas de coação).
Ora, parece evidente que neste jogo de nomes e de títulos, os agentes do MP se querem fazer passar, aos olhos da opinião pública, por aquilo que não são, a saber:
a) generais
b) juízes
c) professores
d) cardeais
e) médicos
titularidade do processo criminal
Um outro poder que é preciso retirar ao Ministério Público para que possamos ter um sistema de justiça democrático e verdadeiramente justo é o da titularidade do processo-crime.
Quem acusa não pode ser ao mesmo tempo aquele que investiga o crime e certifica as provas ou a ausência delas. Existe aqui uma situação de conflito de interesses.
Aconteceu assim no julgamento de Cristo que passou por cima de todas as regras do processo criminal e também desta. Os acusadores foram ao mesmo tempo aqueles que produziram as "provas". É penoso estar a relembrar isto vinte séculos depois e que o MP em Portugal enferme deste conflito de interesses.
A questão é a seguinte. Suponha que o MP o acusa de corrupção, seja porque você é, de facto, um corrupto seja por qualquer outra razão (porque, como sabe, possuindo o monopólio da acusação criminal, o MP pode acusar uma pessoa por qualquer razão, ou na ausência dela - veja o que sucedeu ao Arlindo Marques, já para não acrescentar o meu caso).
Se é o próprio MP que investiga o crime à procura das provas e as certifica pode dar-se o caso de, no final da investigação, não encontre provas nenhumas. Neste caso é a credibilidade do MP que fica em risco. Então, para salvar a face, não tendo encontrado provas contra si, aquilo que o MP vai fazer é:
a) ir à pesca
b) ir aos gambuzinos
c) inventá-las
d) dizer publicamente que se enganou ao acusá-lo
e) todas as respostas acima.
Quem acusa e quem produz e certifica as provas do crime (ou a ausência delas) não pode ser a mesma entidade. Têm de ser entidades diferentes e independentes.
Ora, para investigar crimes, encontrar provas (caso existam) e certificá-las nós já temos há muito em Portugal uma instituição que se encarrega disso e que é especializada nisso, e não precisamos doutra.
Essa instituição é:
f) o Ministério da Administração Interna
g) o Ministério do Ambiente
h) a PSP
i) a GNR
j) a Polícia Judiciária
Quem acusa não pode ser ao mesmo tempo aquele que investiga o crime e certifica as provas ou a ausência delas. Existe aqui uma situação de conflito de interesses.
Aconteceu assim no julgamento de Cristo que passou por cima de todas as regras do processo criminal e também desta. Os acusadores foram ao mesmo tempo aqueles que produziram as "provas". É penoso estar a relembrar isto vinte séculos depois e que o MP em Portugal enferme deste conflito de interesses.
A questão é a seguinte. Suponha que o MP o acusa de corrupção, seja porque você é, de facto, um corrupto seja por qualquer outra razão (porque, como sabe, possuindo o monopólio da acusação criminal, o MP pode acusar uma pessoa por qualquer razão, ou na ausência dela - veja o que sucedeu ao Arlindo Marques, já para não acrescentar o meu caso).
Se é o próprio MP que investiga o crime à procura das provas e as certifica pode dar-se o caso de, no final da investigação, não encontre provas nenhumas. Neste caso é a credibilidade do MP que fica em risco. Então, para salvar a face, não tendo encontrado provas contra si, aquilo que o MP vai fazer é:
a) ir à pesca
b) ir aos gambuzinos
c) inventá-las
d) dizer publicamente que se enganou ao acusá-lo
e) todas as respostas acima.
Quem acusa e quem produz e certifica as provas do crime (ou a ausência delas) não pode ser a mesma entidade. Têm de ser entidades diferentes e independentes.
Ora, para investigar crimes, encontrar provas (caso existam) e certificá-las nós já temos há muito em Portugal uma instituição que se encarrega disso e que é especializada nisso, e não precisamos doutra.
Essa instituição é:
f) o Ministério da Administração Interna
g) o Ministério do Ambiente
h) a PSP
i) a GNR
j) a Polícia Judiciária
27 maio 2018
monopólio da acusação
Se nós queremos ter em Portugal um sistema de justiça criminal que seja, não apenas democrático, mas justo, há três poderes que o Ministério Público presentemente tem e que precisam de lhe ser tirados.
Um deles é o monopólio da acusação criminal.
Significa o seguinte: se me roubarem a carteira e eu apresentar queixa, o ladrão só vai a julgamento se o MP der seguimento à queixa, produzindo a acusação.
Ora, pode muito bem acontecer que, por qualquer razão - por exemplo, porque eu tenho uma moradia na Foz - o MP considere que eu não necessito da carteira, a qual, pelo contrário dá muito jeito ao ladrão, que tem seis filhos para sustentar. E nada aconteça.
Mas pode acontecer algo de muito mais insólito. Como só o MP tem poder para decidir aquilo que é crime e o que não é crime e, portanto, aquilo que vai a julgamento e aquilo que não vai, pode acontecer que seja eu a sair do MP como acusado por
a) ter difamado o ladrão
b) ter apresentado a queixa fora do prazo
c) ter uma moradia na Foz
d) não me ter queixado primeiro na PJ
e) a minha carteira não ser de marca.
No fim de contas, com as devidas adaptações no que respeita ao crime, foi isto - proteger o criminoso e acusar a vítima - que o MP fez:
f) à Cuatrecasas
g) à administração do HSJ
h) à Celtejo
i) ao Arlindo Marques
j) ao Arlindo Marques e a mim
Um deles é o monopólio da acusação criminal.
Significa o seguinte: se me roubarem a carteira e eu apresentar queixa, o ladrão só vai a julgamento se o MP der seguimento à queixa, produzindo a acusação.
Ora, pode muito bem acontecer que, por qualquer razão - por exemplo, porque eu tenho uma moradia na Foz - o MP considere que eu não necessito da carteira, a qual, pelo contrário dá muito jeito ao ladrão, que tem seis filhos para sustentar. E nada aconteça.
Mas pode acontecer algo de muito mais insólito. Como só o MP tem poder para decidir aquilo que é crime e o que não é crime e, portanto, aquilo que vai a julgamento e aquilo que não vai, pode acontecer que seja eu a sair do MP como acusado por
a) ter difamado o ladrão
b) ter apresentado a queixa fora do prazo
c) ter uma moradia na Foz
d) não me ter queixado primeiro na PJ
e) a minha carteira não ser de marca.
No fim de contas, com as devidas adaptações no que respeita ao crime, foi isto - proteger o criminoso e acusar a vítima - que o MP fez:
f) à Cuatrecasas
g) à administração do HSJ
h) à Celtejo
i) ao Arlindo Marques
j) ao Arlindo Marques e a mim
a Fé
Creio que já sei qual foi o segredo íntimo com que Cristo enfrentou os fariseus e quais seriam os conselhos que ele daria ao Arlindo Marques para enfrentar a Cuatrecasas.
Seriam os seguintes:
a) Nunca lhes mostrar medo.
É o pior erro que se pode cometer quando se têm fariseus pela frente. Eles agem em grupo, estão habituados a combater outros grupos e ficam desconcertados quando encontram um homem só pela frente. Não sabem como lidar com ele.
b) Não lhes dar descanso.
Faça-lhes sentir continuamente a sua existência e a sua presença, incluindo aos Sábados, Domingos e Feriados. Isto significa também uma grande capacidade para os provocar continuamente, para os fazer sair da toca.
c) Expô-los publicamente.
É o pior que se lhes pode fazer. Eles agem em segredo, discretamente, por detrás das cortinas e detestam vir a público porque nesse dia vão ter de mostrar perante todos aquilo que na realidade são. Daqui a importância de b) acima.
d) uma Fé inabalável de que o Bem, a Verdade, a Justiça, a Razão existem e acabarão por prevalecer.
É a Fé que chama Deus ao homem e o faz mover montanhas. A Fé é a condição sine qua non da presença de Deus no homem.
e) todos acima
Ah.. já me esquecia... e fale-lhes de Deus, de Deus verdadeiro que é Verdade, Justiça, Bem.. vai desconcentrá-los, pô-los em alvoroço, desorientá-los...porque eles só sabem falar de leis, regras, normas, regulamentos, confundindo Deus com tudo isso.
Seriam os seguintes:
a) Nunca lhes mostrar medo.
É o pior erro que se pode cometer quando se têm fariseus pela frente. Eles agem em grupo, estão habituados a combater outros grupos e ficam desconcertados quando encontram um homem só pela frente. Não sabem como lidar com ele.
b) Não lhes dar descanso.
Faça-lhes sentir continuamente a sua existência e a sua presença, incluindo aos Sábados, Domingos e Feriados. Isto significa também uma grande capacidade para os provocar continuamente, para os fazer sair da toca.
c) Expô-los publicamente.
É o pior que se lhes pode fazer. Eles agem em segredo, discretamente, por detrás das cortinas e detestam vir a público porque nesse dia vão ter de mostrar perante todos aquilo que na realidade são. Daqui a importância de b) acima.
d) uma Fé inabalável de que o Bem, a Verdade, a Justiça, a Razão existem e acabarão por prevalecer.
É a Fé que chama Deus ao homem e o faz mover montanhas. A Fé é a condição sine qua non da presença de Deus no homem.
e) todos acima
Ah.. já me esquecia... e fale-lhes de Deus, de Deus verdadeiro que é Verdade, Justiça, Bem.. vai desconcentrá-los, pô-los em alvoroço, desorientá-los...porque eles só sabem falar de leis, regras, normas, regulamentos, confundindo Deus com tudo isso.
em directo
Embora nenhum dos advogados da Cuatrecasas tenha visto o meu comentário televisivo (cf. aqui; quanto à Quequé, soube dele por um telefonema nessa mesma noite do Professor Paulo Rangel, a quem o Professor António Ferreira tinha telefonado; quanto ao Vasco Moura Ramos, soube dele "por amigos"), eles sugerem que quem o viu foi o Professor António Ferreira - e só o pode ter visto em directo porque, mesmo na manhã do dia seguinte, o comentário não estava ainda disponível na internet.
Ora, por que é que o Professor António Ferreira teria visto em directo o meu comentário?
Porque:
a) não tinha mais nada que fazer nessa noite
b) é adepto do FCP
c) estava à espera dele
d) o Porto Canal é o seu Canal de televisão preferido
e) nenhum das respostas acima
e, portanto, segundo os advogados da Cuatrecasas, o boicote à obra do Joãozinho de que eu falo no comentário, só pode ter por autor:
f) a Cuatrecasas
g) o Ministério Público
h) o Professor António Ferreira
i) o Avides Moreira
j) o Paulo Rangel
Ora, por que é que o Professor António Ferreira teria visto em directo o meu comentário?
Porque:
a) não tinha mais nada que fazer nessa noite
b) é adepto do FCP
c) estava à espera dele
d) o Porto Canal é o seu Canal de televisão preferido
e) nenhum das respostas acima
e, portanto, segundo os advogados da Cuatrecasas, o boicote à obra do Joãozinho de que eu falo no comentário, só pode ter por autor:
f) a Cuatrecasas
g) o Ministério Público
h) o Professor António Ferreira
i) o Avides Moreira
j) o Paulo Rangel
ateu
Eu tenho estado a utilizar o meu julgamento para compreender melhor a pessoa de Cristo.
É uma oportunidade de ouro porque ele também lidou com fariseus.
Já estou agora em condições de voltar ao comentário do leitor Francisco a este meu post (cf. aqui).
Basicamente, eu dizia que uma das mensagens centrais do Cristianismo é que Deus está, em primeiro lugar, no homem. E o Francisco apressou-se a esclarecer: "Sim, mas não de forma imanente" (inerente, permanente).
E tem razão, caso contrário cada homem passa a julgar-se Deus.
Até em Cristo, Deus, por vezes, não estava lá. São várias as circunstâncias descritas no Evangelho em que isso acontece. A mais representativa de todas é esta (cf. aqui).
É aquela em que, por um momento, até Cristo foi ateu.
É uma oportunidade de ouro porque ele também lidou com fariseus.
Já estou agora em condições de voltar ao comentário do leitor Francisco a este meu post (cf. aqui).
Basicamente, eu dizia que uma das mensagens centrais do Cristianismo é que Deus está, em primeiro lugar, no homem. E o Francisco apressou-se a esclarecer: "Sim, mas não de forma imanente" (inerente, permanente).
E tem razão, caso contrário cada homem passa a julgar-se Deus.
Até em Cristo, Deus, por vezes, não estava lá. São várias as circunstâncias descritas no Evangelho em que isso acontece. A mais representativa de todas é esta (cf. aqui).
É aquela em que, por um momento, até Cristo foi ateu.
a batata quente
Antes de voltar ao tema do cristianismo e ao comentário de um leitor (Francisco) num post que escrevi em baixo (cf. aqui), gostaria de voltar a um tema do meu julgamento.
Já afirmei que, se tivesse de escolher uma palavra para descrever os depoimentos da acusação, escolheria a palavra impostura.
A impostura tem-se revelado de várias maneiras, mas há uma que é central, e que é a seguinte: o meu julgamento centra-se nas declarações que eu proferi num comentário televisivo.
Ora, a impostura central é a de que nenhuma das testemunhas de acusação (já foram ouvidas 13, falta apenas uma) admitiu em tribunal ter visto o meu comentário televisivo, se bem que ele tenha ficado disponível na internet um ou dois dias depois.
Os queixosos - advogados da Cuatrecasas -, tomaram conhecimento dele através de telefonemas de outras testemunhas, uma das quais, que é a origem de toda essa cadeia de telefonemas, admitiu explicitamente em tribunal que nunca viu o comentário.
As outras testemunhas tomaram conhecimento do meu comentário ou por amigos, ou porque ouviram falar, e uma até por um artigo de jornal, embora já não se lembre em que jornal foi.
À parte a testemunha que declarou nunca ter visto o comentário, a mensagem comum que decorre dos depoimentos de todas as outras é a seguinte: "Eu não vi, mas disseram-me".
Trata-se aqui de um verdadeiro "jogo do empurra", parece que existe uma "batata quente" da qual todas as testemunhas se procuram livrar: "Eu não vi... quem viu foi aquele...", e aquele: "Eu também não vi... quem viu foi aqueloutro..."
Que "batata quente" é esta?
a) o Joãozinho
b) o crime
c) o réu
d) a pena
e) nenhum das respostas acima
Já afirmei que, se tivesse de escolher uma palavra para descrever os depoimentos da acusação, escolheria a palavra impostura.
A impostura tem-se revelado de várias maneiras, mas há uma que é central, e que é a seguinte: o meu julgamento centra-se nas declarações que eu proferi num comentário televisivo.
Ora, a impostura central é a de que nenhuma das testemunhas de acusação (já foram ouvidas 13, falta apenas uma) admitiu em tribunal ter visto o meu comentário televisivo, se bem que ele tenha ficado disponível na internet um ou dois dias depois.
Os queixosos - advogados da Cuatrecasas -, tomaram conhecimento dele através de telefonemas de outras testemunhas, uma das quais, que é a origem de toda essa cadeia de telefonemas, admitiu explicitamente em tribunal que nunca viu o comentário.
As outras testemunhas tomaram conhecimento do meu comentário ou por amigos, ou porque ouviram falar, e uma até por um artigo de jornal, embora já não se lembre em que jornal foi.
À parte a testemunha que declarou nunca ter visto o comentário, a mensagem comum que decorre dos depoimentos de todas as outras é a seguinte: "Eu não vi, mas disseram-me".
Trata-se aqui de um verdadeiro "jogo do empurra", parece que existe uma "batata quente" da qual todas as testemunhas se procuram livrar: "Eu não vi... quem viu foi aquele...", e aquele: "Eu também não vi... quem viu foi aqueloutro..."
Que "batata quente" é esta?
a) o Joãozinho
b) o crime
c) o réu
d) a pena
e) nenhum das respostas acima
26 maio 2018
um anti-herói
Da mesma forma que já tenho um herói no meu processo judicial, também já tenho um anti-herói.
É:
a) Paulo Rangel
b) Filipe Avides Moreira
c) Magistrado António Prado e Castro
d) Papá Encarnação
e) Public prosecutor Tony Meadow
É:
a) Paulo Rangel
b) Filipe Avides Moreira
c) Magistrado António Prado e Castro
d) Papá Encarnação
e) Public prosecutor Tony Meadow
25 maio 2018
um herói
Pronto, já compreendi tudo, com a ajuda do Arlindo Marques e dos leitores do PC.
As grandes sociedades de advogados, com as suas ligações partidárias e corporativas, representam um grande risco para a integridade do nosso sistema judicial.
Também já compreendi qual é o órgão do nosso poder judicial onde se encontra a maior vulnerabilidade - curiosamente é um órgão que, num sistema judicial verdadeiramente democrático e justo, não faz parte dele.
Posto isto, e em parte por causa disto, e sem prejuízo de virem a existir outros, eu já elegi um herói no meu processo judicial.
É:
a) o Papá Encarnação
b) o director da Cuatrecasas
c) o magistrado António Prado e Castro
d) a juiz de instrução Catarina Ribeiro de Almeida
e) o magistrado X
As grandes sociedades de advogados, com as suas ligações partidárias e corporativas, representam um grande risco para a integridade do nosso sistema judicial.
Também já compreendi qual é o órgão do nosso poder judicial onde se encontra a maior vulnerabilidade - curiosamente é um órgão que, num sistema judicial verdadeiramente democrático e justo, não faz parte dele.
Posto isto, e em parte por causa disto, e sem prejuízo de virem a existir outros, eu já elegi um herói no meu processo judicial.
É:
a) o Papá Encarnação
b) o director da Cuatrecasas
c) o magistrado António Prado e Castro
d) a juiz de instrução Catarina Ribeiro de Almeida
e) o magistrado X
os peixes
Nestas minhas especulações de quem eu tenho pena verdadeiramente é do Arlindo Marques.
Coitado.
O MP tem indícios de que o Arlindo fala falso quando acusa a Celtejo da poluição do rio, e por isso subscreve o processo por difamação elaborado pela Cuatrecasas.
O MP também tem os resultados das análises feitas às águas do rio.
Mas, em lugar de os divulgar, para acrescentar aos indícios de que o Arlindo Marques fala falso, e mostrar verdadeiras provas, guarda-os em segredo de justiça.
De um lado o Arlindo Marques e os peixes: "Acusem a Celtejo!". Do outro lado, a Cuatrecasas com os seus cento e tal advogados, alguns colegas dos magistrados e, quem sabe, do mesmo partido: "Acusem o Arlindo Marques!". E o Ministério Público ao meio sem saber o que fazer.
Coitado do Arlindo Marques. E dos peixes.
Coitado.
O MP tem indícios de que o Arlindo fala falso quando acusa a Celtejo da poluição do rio, e por isso subscreve o processo por difamação elaborado pela Cuatrecasas.
O MP também tem os resultados das análises feitas às águas do rio.
Mas, em lugar de os divulgar, para acrescentar aos indícios de que o Arlindo Marques fala falso, e mostrar verdadeiras provas, guarda-os em segredo de justiça.
De um lado o Arlindo Marques e os peixes: "Acusem a Celtejo!". Do outro lado, a Cuatrecasas com os seus cento e tal advogados, alguns colegas dos magistrados e, quem sabe, do mesmo partido: "Acusem o Arlindo Marques!". E o Ministério Público ao meio sem saber o que fazer.
Coitado do Arlindo Marques. E dos peixes.
deambulações
Nestas minhas deambulações especulativas fui ver o caso do magistrado Orlando Figueira que está a ser julgado por corrupção (Operação Fizz). E constatei que estava certo: no caso de ser condenado e ter de abandonar a magistratura, vai voltar à advocacia (cf. aqui).
Mas depois também verifiquei que o magistrado Figueira tem uma relação muito difícil com as sociedades de advogados. A Cuatrecasas, à última da hora, decidiu abandonar a sua defesa (cf aqui). E um conhecido advogado, líder de uma outra grande sociedade de advogados, parece que nem o conhece a tal ponto que o magistrado propõe-se pôr-lhe um processo judicial (cf. aqui).
Por que será que os advogados fogem dele a sete pés?
Provavelmente porque:
a) foram todos colegas dele na Faculdade
b) são todos advogados como ele
c) fazem parte da mesma corporação como ele
d) foram advogados que o meteram naqueles sarilhos
e) nenhuma das respostas acima
Mas depois também verifiquei que o magistrado Figueira tem uma relação muito difícil com as sociedades de advogados. A Cuatrecasas, à última da hora, decidiu abandonar a sua defesa (cf aqui). E um conhecido advogado, líder de uma outra grande sociedade de advogados, parece que nem o conhece a tal ponto que o magistrado propõe-se pôr-lhe um processo judicial (cf. aqui).
Por que será que os advogados fogem dele a sete pés?
Provavelmente porque:
a) foram todos colegas dele na Faculdade
b) são todos advogados como ele
c) fazem parte da mesma corporação como ele
d) foram advogados que o meteram naqueles sarilhos
e) nenhuma das respostas acima
a corporação
A magistratura do MP constitui hoje uma corporação em si mesma. Mas ela interpenetra-se fortemente com outra corporação, a tal ponto que muitos magistrados do MP hão-se ser ao mesmo tempo membros (embora não-activos) dessa outra corporação.
Estou a falar:
a) da Ordem dos Engenheiros
b) da Ordem dos Economistas
c) da Ordem dos Advogados
d) do Sindicato dos Juízes
e) da Confraria das Almas
Estou a falar:
a) da Ordem dos Engenheiros
b) da Ordem dos Economistas
c) da Ordem dos Advogados
d) do Sindicato dos Juízes
e) da Confraria das Almas
a profissão
Na sua verão moderna, democrática e pura, os magistrados do MP são advogados do Estado (na versão anterior, em Portugal, eram inquisidores).
De maneira que pus-me a adivinhar donde é que provêm e, no caso de um dia decidirem abandonar a magistratura, a que profissão é que voltam.
A minha resposta foi:
a) médicos
b) advogados
c) juízes
d) financeiros
e) economistas
De maneira que pus-me a adivinhar donde é que provêm e, no caso de um dia decidirem abandonar a magistratura, a que profissão é que voltam.
A minha resposta foi:
a) médicos
b) advogados
c) juízes
d) financeiros
e) economistas
o partido
Depois de há uns dias ter concluído que o Ministério Público é uma instituição fortemente partidarizada (se é que, antes, tinha dúvidas) deitei-me a adivinhar o partido em que votaria o magistrado António Prado e Castro que produziu a acusação contra mim.
E cheguei à seguinte conclusão:
a) não tem partido
b) CDS/PP
c) PAN
d) PSD
e) PS
f) PCP
g) BE
E cheguei à seguinte conclusão:
a) não tem partido
b) CDS/PP
c) PAN
d) PSD
e) PS
f) PCP
g) BE
a imagem
A imagem que eu faço do MP - que é muito diferente da aparência que ele projecta - em relação ao Estado e aos interesses estabelecidos no Estado é a de um:
a) juiz
b) aliado
c) rotweiller
d) auditor
e) crítico
a) juiz
b) aliado
c) rotweiller
d) auditor
e) crítico
a lógica
Neste processo judicial - que é um processo simples de ofensas - já conheci três magistrados do Ministério Público.
Qual é a lógica de funcionamento interno do MP?
a) economia
b) eficácia
c) credibilidade
d) irresponsabilidade
e) eficiência
Qual é a lógica de funcionamento interno do MP?
a) economia
b) eficácia
c) credibilidade
d) irresponsabilidade
e) eficiência
indicado
Sempre estive convencido que o magistrado do Ministério Público que produziu a acusação contra mim em Junho passado, que se chama António Prado e Castro, e que seria o magistrado naturalmente indicado para estar no julgamento a prosseguir a acusação que tinha feito, não estaria lá.
Porquê?
Porque:
a) não teria lata
b) estaria de férias
c) estaria doente
d) tinha mais que fazer
e) nenhuma das respostas acima
Porquê?
Porque:
a) não teria lata
b) estaria de férias
c) estaria doente
d) tinha mais que fazer
e) nenhuma das respostas acima
O magistrado X
Entrou para lá como acusador porque é essa a sua função.
Mas, em breve, reparei que queria saber a verdade, que é o passo anterior a fazer justiça.
Haveria ali alguma tramoia?
Muitíssimo bem preparado sobre o processo, um certo ar desconfiado, o olhar arguto, as perguntas iam directas ao alvo, as testemunhas eram apanhadas em contradição, algumas até tremiam, e a verdade ia emergindo.
Claro que tinha havido tramoia. O acusador público desmontara a acusação. E isto sem ouvir uma única testemunha de defesa.
Cheguei a alimentar uma fundada esperança de que ele iria proceder contra a Cuatrecasas e a administração do HSJ, tão cristalina era a verdade que tinha conseguido trazer ao de cima.
A Cuatrecasas e o Papá Encarnação não devem gostar nada dele.
Hoje, não estou nada certo de que o voltarei a ver.
Por isso, queria dar-lhe os parabéns pelo trabalho que fez. Esteve a fazer justiça.
Conclusão: Nem tudo é mau no Ministério Público.
Como não sei o nome dele, chamo-lhe o magistrado X.
Mas, em breve, reparei que queria saber a verdade, que é o passo anterior a fazer justiça.
Haveria ali alguma tramoia?
Muitíssimo bem preparado sobre o processo, um certo ar desconfiado, o olhar arguto, as perguntas iam directas ao alvo, as testemunhas eram apanhadas em contradição, algumas até tremiam, e a verdade ia emergindo.
Claro que tinha havido tramoia. O acusador público desmontara a acusação. E isto sem ouvir uma única testemunha de defesa.
Cheguei a alimentar uma fundada esperança de que ele iria proceder contra a Cuatrecasas e a administração do HSJ, tão cristalina era a verdade que tinha conseguido trazer ao de cima.
A Cuatrecasas e o Papá Encarnação não devem gostar nada dele.
Hoje, não estou nada certo de que o voltarei a ver.
Por isso, queria dar-lhe os parabéns pelo trabalho que fez. Esteve a fazer justiça.
Conclusão: Nem tudo é mau no Ministério Público.
Como não sei o nome dele, chamo-lhe o magistrado X.
pais das crianças
Os pais das crianças internadas no HSJ põem Estado em tribunal (cf. aqui), tudo porque o Estado não faz nem deixa fazer.
Não estou certo que resolva alguma coisa, excepto dar mais negócio à Cuatrecasas que, com elevada probabilidade, vai estar do outro lado.
.
Não estou certo que resolva alguma coisa, excepto dar mais negócio à Cuatrecasas que, com elevada probabilidade, vai estar do outro lado.
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palavras
A política oficial do Ministério Público sobre os blogues, segundo a qual "os blogues é uma vergonha" (cf. aqui), pode exprimir-se:
a) em três palavras: é uma vergonha
b) em duas palavras: é uma vergonha
c) numa palavra só: é uma vergonha
d) em quatro palavras: é uma vergonha
e) sem palavras: é uma vergonha
a) em três palavras: é uma vergonha
b) em duas palavras: é uma vergonha
c) numa palavra só: é uma vergonha
d) em quatro palavras: é uma vergonha
e) sem palavras: é uma vergonha
24 maio 2018
contundente
Durante os dois anos e meio que comentei no Porto Canal, só uma vez me referi ao Paulo Rangel e à Cuatrecasas, no episódio que deu origem a este processo judicial (cf. aqui).
Quem eu critiquei mais frequentemente e de forma mais contundente foi:
a) o F.C.P.
b) o Benfica
c) o Ministro das Finanças
d) o Ministério Público
e) a administração do HSJ
Quem eu critiquei mais frequentemente e de forma mais contundente foi:
a) o F.C.P.
b) o Benfica
c) o Ministro das Finanças
d) o Ministério Público
e) a administração do HSJ
A Verdade
Essa questão do cristianismo (referida aqui), segundo a qual Deus está no homem (em primeiro lugar), foi uma questão muito chata para os intelectuais e os filósofos, sobretudo no que respeita à questão da Verdade.
Depois de Cristo, passou a haver quem pudesse afirmar com razão e toda a convicção:
a) Eu tenho a verdade
b) Nós temos a Verdade
c) Ninguém tem a Verdade
d) A Verdade não existe
e) É a Verdade que me tem a mim
Depois de Cristo, passou a haver quem pudesse afirmar com razão e toda a convicção:
a) Eu tenho a verdade
b) Nós temos a Verdade
c) Ninguém tem a Verdade
d) A Verdade não existe
e) É a Verdade que me tem a mim
Academia do Sporting
Existe quem afirme que a institucionalização do Ministério Público a seguir à revolução de 25 de Abril, e que ainda hoje se mantém, foi largamente influenciada pelo
a) Marcello Caetano
b) Partido Comunista
c) exemplo americano
d) exemplo sueco
e) exemplo de Churchill,
mas de que todos os outros se viriam depois a aproveitar.
Ela teria, então, em vista:
f) maximizar a liberdade de expressão no país
g) controlar os dissidentes
h) apanhar os criminosos
i) diferenciar-se do regime Salazarista
j) garantir o espírito de comunidade,
os quais, como o Arlindo Marques em baixo, seriam considerados
k) heróis nacionais
l) loucos
m) génios
n) campeões
o) escritores
e encerrados
p) na Academia do Sporting
q) num hospital psiquiátrico
r) na ala pediátrica do HSJ
s) num quarto escuro
t) na garagem da vizinha
a) Marcello Caetano
b) Partido Comunista
c) exemplo americano
d) exemplo sueco
e) exemplo de Churchill,
mas de que todos os outros se viriam depois a aproveitar.
Ela teria, então, em vista:
f) maximizar a liberdade de expressão no país
g) controlar os dissidentes
h) apanhar os criminosos
i) diferenciar-se do regime Salazarista
j) garantir o espírito de comunidade,
os quais, como o Arlindo Marques em baixo, seriam considerados
k) heróis nacionais
l) loucos
m) génios
n) campeões
o) escritores
e encerrados
p) na Academia do Sporting
q) num hospital psiquiátrico
r) na ala pediátrica do HSJ
s) num quarto escuro
t) na garagem da vizinha
poder judicial
Num país verdadeiramente democrático, o Ministério Público
a) é parte do poder judicial
b) é parte do poder executivo
c) pode aplicar sanções penais (v.g., prisão, ainda que preventiva)
d) o poder judicial pertence exclusivamente aos juízes
e) respostas b) e d) acima
a) é parte do poder judicial
b) é parte do poder executivo
c) pode aplicar sanções penais (v.g., prisão, ainda que preventiva)
d) o poder judicial pertence exclusivamente aos juízes
e) respostas b) e d) acima
em tribunal
Quando o Arlindo Marques for julgado, a Cuatrecasas vai procurar fazê-lo passar em tribunal como sendo
a) um amante da natureza
b) um guarda prisional
c) um louco
d) um pescador
e) um banhista
e fazer passar a poluição do Tejo como tendo por autor:
f) a Celtejo
g) o Arlindo Marques
h) ninguém
i) os concorrentes da Celtejo
j) os peixes
a) um amante da natureza
b) um guarda prisional
c) um louco
d) um pescador
e) um banhista
e fazer passar a poluição do Tejo como tendo por autor:
f) a Celtejo
g) o Arlindo Marques
h) ninguém
i) os concorrentes da Celtejo
j) os peixes
às avessas
Os agentes do Ministério Público são então, na sua função própria, os advogados de acusação nos crimes públicos, aqueles em que é vítima é a sociedade, sendo a sociedade representada pelo Estado. Por isso, tradicionalmente, eles são chamados "advogados do Estado", uma designação que ainda conservam em Espanha (abogados del Estado).
Mas, sendo assim, o Ministério Público
a) não devia estar a acusar o Arlindo Marques porque ele não fez mal nenhum à sociedade
b) não devia ter poder para aplicar medidas de coacção (prisão preventiva, termo de identidade e residência como terá feito ao Arlindo Marques, pulseira electrónica, etc.) porque isso não é matéria para advogados mas somente para juízes
c) devia estar a acusar a Celtejo porque ela fez mal à sociedade
d) está a desempenhar o seu papel às avessas no caso envolvendo a Celtejo, a Cuatrecasas e o Arlindo Marques
e) todas as respostas acima
Mas, sendo assim, o Ministério Público
a) não devia estar a acusar o Arlindo Marques porque ele não fez mal nenhum à sociedade
b) não devia ter poder para aplicar medidas de coacção (prisão preventiva, termo de identidade e residência como terá feito ao Arlindo Marques, pulseira electrónica, etc.) porque isso não é matéria para advogados mas somente para juízes
c) devia estar a acusar a Celtejo porque ela fez mal à sociedade
d) está a desempenhar o seu papel às avessas no caso envolvendo a Celtejo, a Cuatrecasas e o Arlindo Marques
e) todas as respostas acima
semelhanças
Ao admitir que me inspiro em Cristo para passar sobre o processo judicial em que sou réu, um jovem leitor, por intermédio de outro jovem leitor, perguntava-me recentemente, em estilo de desafio, se eu julgava ser Deus.
Não, claro que não.
A questão está mal posta. Nenhum de nós é Deus. Aquilo que é verdade é que Deus existe em cada um de nós. Foi essa, de resto, uma das grandes mensagens do Cristianismo - Deus está em toda a realidade, mas em primeiro lugar, no homem (de que Cristo é a figura paradigmática).
Dito isto, aqui vai outra semelhança. Eu estou a ser acusado do crime de difamação, que é o mesmo crime de que Cristo foi acusado (blasfémia é a difamação de Deus).
Mas basta de semelhanças. Também existem diferenças. É que enquanto Cristo foi acusado de difamar Deus, eu sou acusado de difamar:
a) a Cuatrecasas
b) o diabo
c) uns safadões
d) uns impostores
e) todas as respostas acima
Não, claro que não.
A questão está mal posta. Nenhum de nós é Deus. Aquilo que é verdade é que Deus existe em cada um de nós. Foi essa, de resto, uma das grandes mensagens do Cristianismo - Deus está em toda a realidade, mas em primeiro lugar, no homem (de que Cristo é a figura paradigmática).
Dito isto, aqui vai outra semelhança. Eu estou a ser acusado do crime de difamação, que é o mesmo crime de que Cristo foi acusado (blasfémia é a difamação de Deus).
Mas basta de semelhanças. Também existem diferenças. É que enquanto Cristo foi acusado de difamar Deus, eu sou acusado de difamar:
a) a Cuatrecasas
b) o diabo
c) uns safadões
d) uns impostores
e) todas as respostas acima
crimes públicos
A função própria do Ministério Público, como o nome indica, é a de servir de acusador em nome do Estado, que representa toda a sociedade, naqueles crimes em que a vítima é o público em geral, ou uma parte dele - os chamados crimes públicos. (e não, como sucede em Portugal, a de ser acusador em todos os crimes, particulares ou públicos)
Assim sendo, o Ministério Público tem lugar (sim/não) como acusador nos seguintes crimes:
1. Roubaram-me a carteira
1a. sim
1b. não
2. O marido bateu na mulher
2a. sim
2b. não
3. Uma empresa poluiu o Tejo
3a. sim
3b. não
4. Roubaram a caixa de um banco
4a. sim
4b. não
5. Atentado terrorista em Lisboa
5a. sim
5b. não
6. Desapareceram 20 milhões de euros do Ministério das Finanças
6a. sim
6b. não
7. No processo de difamação da Celtejo ao Arlindo Marques
7a. sim
7b. não
(só publicarei o conjunto de respostas acertadas)
Assim sendo, o Ministério Público tem lugar (sim/não) como acusador nos seguintes crimes:
1. Roubaram-me a carteira
1a. sim
1b. não
2. O marido bateu na mulher
2a. sim
2b. não
3. Uma empresa poluiu o Tejo
3a. sim
3b. não
4. Roubaram a caixa de um banco
4a. sim
4b. não
5. Atentado terrorista em Lisboa
5a. sim
5b. não
6. Desapareceram 20 milhões de euros do Ministério das Finanças
6a. sim
6b. não
7. No processo de difamação da Celtejo ao Arlindo Marques
7a. sim
7b. não
(só publicarei o conjunto de respostas acertadas)
como hipótese
Se se admitir como hipótese que o Ministério Público está capturado, no todo ou em parte, pela Cuatrecasas, então passa a fazer sentido
a) o processo crime contra o Arlindo Marques
b) que o MP não divulgue os resultados das análises ao Tejo
c) o processo crime contra mim
d) que a substituição do magistrado no meu julgamento venha a revelar-e definitiva
e) todas as respostas acima
a) o processo crime contra o Arlindo Marques
b) que o MP não divulgue os resultados das análises ao Tejo
c) o processo crime contra mim
d) que a substituição do magistrado no meu julgamento venha a revelar-e definitiva
e) todas as respostas acima
não será bom
Depois do que escrevi recentemente acerca do processo envolvendo o Arlindo Marques, que é muito semelhante ao meu, vá de volta a este meu post (aqui) e à frase com que termino: "E não será bom".
O que é eu teria no espírito quando escrevi esse post (possuindo já na altura vários sinais convergentes, cf. aqui, ao qual se veio juntar agora o do caso Arlindo Marques) e que não será bom no meu comentário?
a) Que o julgamento demorou muito tempo
b) Que o MP está feito com a Cuatrecasas
c) Que foi excessivo o número de testemunhas de acusação
d) Que as testemunhas mentiram muito em tribunal
e) Que o Papá Encarnação foi para lá sem saber ao que ia.
O que é eu teria no espírito quando escrevi esse post (possuindo já na altura vários sinais convergentes, cf. aqui, ao qual se veio juntar agora o do caso Arlindo Marques) e que não será bom no meu comentário?
a) Que o julgamento demorou muito tempo
b) Que o MP está feito com a Cuatrecasas
c) Que foi excessivo o número de testemunhas de acusação
d) Que as testemunhas mentiram muito em tribunal
e) Que o Papá Encarnação foi para lá sem saber ao que ia.
política oficial
A política oficial do Ministério Público em relação aos blogues foi anunciada há onze anos pelo seu chefe de então, o ex-PGR Pinto Monteiro (cf. aqui).
É a seguinte:
"Os blogues...
a) ...são lidos pelo Papá Encarnação".
b) ...são o sonho da reforma do Dr. Vítor Constâncio".
c) ...caíram de importância por causa do facebook"
d) ...é uma vergonha"
e) ...são apreciados no Ministério Público"
É a seguinte:
"Os blogues...
a) ...são lidos pelo Papá Encarnação".
b) ...são o sonho da reforma do Dr. Vítor Constâncio".
c) ...caíram de importância por causa do facebook"
d) ...é uma vergonha"
e) ...são apreciados no Ministério Público"
toda a gente
No meu julgamento, aquilo que põe os cabelos em pé ao Papá Encarnação (ele já nem consegue olhar para mim...) e aos advogados da Cuatrecasas é
a) o mau tempo
b) o blogue
c) o número de testemunhas de defesa
d) o clima de Matosinhos
e) o filho estar sempre calado,
porque toda a gente sabe (e ele só agora está a aprender) que:
f) o calor dilata os corpos
g) os blogues é uma vergonha
h) a aceleração da gravidade é 4,5m/s2
i) O Papá Encarnação não se prepara para os julgamentos
j) O filho Encarnação está mais bem preparado que o Papá
(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)
a) o mau tempo
b) o blogue
c) o número de testemunhas de defesa
d) o clima de Matosinhos
e) o filho estar sempre calado,
porque toda a gente sabe (e ele só agora está a aprender) que:
f) o calor dilata os corpos
g) os blogues é uma vergonha
h) a aceleração da gravidade é 4,5m/s2
i) O Papá Encarnação não se prepara para os julgamentos
j) O filho Encarnação está mais bem preparado que o Papá
(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)
segredo de justiça
O Ministério Público subscreveu uma queixa-crime por difamação apresentada pela Cuatrecasas (em nome da Celtejo) contra o Arlindo Marques por este afirmar que a Celtejo polui o Tejo, reclamando uma indemnização de 250 mil euros.
O Ministério Público não pode agora deixar que sejam conhecidos publicamente os resultados das análises feitas no Tejo (cf. aqui) sob pena de
a) perder a face
b) as pessoas suspeitarem de estar feito com a Cuatrecasas/Celtejo contra o Arlindo Marques
c) o processo por difamação passar a ser uma farsa
d) todas as respostas acima
e) nenhuma das respostas acima
O Ministério Público não pode agora deixar que sejam conhecidos publicamente os resultados das análises feitas no Tejo (cf. aqui) sob pena de
a) perder a face
b) as pessoas suspeitarem de estar feito com a Cuatrecasas/Celtejo contra o Arlindo Marques
c) o processo por difamação passar a ser uma farsa
d) todas as respostas acima
e) nenhuma das respostas acima
teme
No caso do Arlindo Marques, como no meu, o que é que a Cuatrecasas mais teme?
a) os réus serem absolvidos
b) a publicidade aos casos
c) não receber as indemnizações
d) que o MP não dê seguimento às queixas
e) todas as respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) os réus serem absolvidos
b) a publicidade aos casos
c) não receber as indemnizações
d) que o MP não dê seguimento às queixas
e) todas as respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
23 maio 2018
Scream beach
The Throw Brothers land at Scream beach late this morning (see here) for a little swim.
Recall they are on a mission to save brother Peter from the 6th attack of the Fourhouses armada (see here) to be held in Littlebushes on Tuesday, May 29th.
The armada was last seen at the Tagus river west of Rodao Old Village fighting national hero Airpretty Marques.
Recall they are on a mission to save brother Peter from the 6th attack of the Fourhouses armada (see here) to be held in Littlebushes on Tuesday, May 29th.
The armada was last seen at the Tagus river west of Rodao Old Village fighting national hero Airpretty Marques.
22 maio 2018
um pandemónio
Aquilo que pretendo concluír dos meus posts anteriores e das respostas dos leitores é o seguinte: Já imaginou no que se tornaria o país se aparecessem muitos cidadãos como o Arlindo Marques a proteger os bens ambientais, ou a fazer hospitais de crianças - tarefas que competem ao Estado fazer e, portanto, aos partidos que são quem controla o Estado (mas que não fazem) -, e, ainda por cima, cidadãos a fazer tudo isso de borla?
Seria um pandemónio.
Espero que agora já tenha compreendido aquilo que, à primeira vista, lhe poderá ter parecido incompreensível - o Ministério Público a intrometer-se numa queixa contra o Arlindo Marques apresentada pela Cuatrecasas em nome do seu cliente Celtejo.
Seria um pandemónio.
Espero que agora já tenha compreendido aquilo que, à primeira vista, lhe poderá ter parecido incompreensível - o Ministério Público a intrometer-se numa queixa contra o Arlindo Marques apresentada pela Cuatrecasas em nome do seu cliente Celtejo.
conotações partidárias
Nem a mim nem a si passaria pela cabeça patrocinar um processo por difamação contra o Arlindo Marques, que está a defender um bem público. E ainda que o fizéssemos, é pouco provável que o Ministério Público lhe desse seguimento.
Mas a Cuatrecasas, que é uma sociedade de advogados com conotações partidárias (*) fá-lo - e fá-lo com sucesso -, porque encontra no Ministério Público
a) uma instituição irmã
b) um adversário feroz
c) um observador imparcial
d) uma instituição de justiça
e) Nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
(*) Por "conotações partidárias" não se entenda a ligação a um só partido, mas sobretudo aos dois ou três que constituem o sistema. No Porto, a Cuatrecasas está conotada com um partido, mas em Lisboa a conotação parece ser muito mais com outro, a julgar pelos contratos que ultimamente tem obtido do Estado por adjudicação directa (cf. aqui). E que contratos...
Mas a Cuatrecasas, que é uma sociedade de advogados com conotações partidárias (*) fá-lo - e fá-lo com sucesso -, porque encontra no Ministério Público
a) uma instituição irmã
b) um adversário feroz
c) um observador imparcial
d) uma instituição de justiça
e) Nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
(*) Por "conotações partidárias" não se entenda a ligação a um só partido, mas sobretudo aos dois ou três que constituem o sistema. No Porto, a Cuatrecasas está conotada com um partido, mas em Lisboa a conotação parece ser muito mais com outro, a julgar pelos contratos que ultimamente tem obtido do Estado por adjudicação directa (cf. aqui). E que contratos...
o sistema
A Inquisição estava lá para defender o "sistema", que era um sistema de ortodoxia católica e num período da história em que o catolicismo estava sob intenso ataque da ofensiva protestante. O Ministério Público, seu herdeiro directo, está lá também para defender o "sistema", mas agora de democracia partidária (bastante mais partidária do que democracia).
Mas. sendo assim, o Ministério Público é uma instituição:
a) partidarizada
b) imparcial
c) comunitária
d) católica
e) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Mas. sendo assim, o Ministério Público é uma instituição:
a) partidarizada
b) imparcial
c) comunitária
d) católica
e) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a resposta é
Mas se o Ministério Público não devia estar no seu julgamento, mas está (através do monopólio da acusação criminal que lhe é conferido), a pergunta que ocorrerá ao espírito do Arlindo Marques, sentado do banco dos réus, é a seguinte:
-O que é que o Ministério Público estará aqui a fazer num mero "crime de palavras" em que a Celtejo, representada pela Cuatrecasas, se sente difamada por eu dizer que é ela que polui o Tejo? O que é que o Estado, representado pelo Ministério Público, tem a ver com isto?
-O que é que o Ministério Público estará aqui a fazer num mero "crime de palavras" em que a Celtejo, representada pela Cuatrecasas, se sente difamada por eu dizer que é ela que polui o Tejo? O que é que o Estado, representado pelo Ministério Público, tem a ver com isto?
E a resposta é:
-O Ministério Público está lá (através do monopólio da acusação criminal que lhe é conferido) para:
a) fazer justiça
b) defender o Arlindo Marques
c) ajudar o juiz a escrever a sentença
d) para escrutinar quem, como o Arlindo Marques, pode representar um risco para o "sistema"
e) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
(Publicarei a primeira resposta acertada)
estar lá
O Arlindo Marques, entregue aos seus botões no banco dos réus, durante o seu julgamento, vai então concluir que desde os tempos da Inquisição houve um certo progresso no sistema de justiça criminal em Portugal porque o juiz hoje é independente das partes.
Mas não um progresso suficiente para ser considerado um sistema democrático porque:
a) a Cuatrecasas não devia estar lá
b) o Ministério Público não devia estar lá
c) O advogado de defesa não devia estar lá
d) o juiz não devia estar lá
e) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Mas não um progresso suficiente para ser considerado um sistema democrático porque:
a) a Cuatrecasas não devia estar lá
b) o Ministério Público não devia estar lá
c) O advogado de defesa não devia estar lá
d) o juiz não devia estar lá
e) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
independente
O Arlindo Marques, quando fôr julgado, vai pensar que tem muita sorte em estar a ser julgado no Portugal democrático do século XXI. Porque, se fosse no tempo da Inquisição,
a) o juiz era independente das partes
b) o juiz era, ele próprio, um acusador
c) o juiz era, ele próprio, um defensor
d) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) o juiz era independente das partes
b) o juiz era, ele próprio, um acusador
c) o juiz era, ele próprio, um defensor
d) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a defendê-lo
Quando o Arlindo Marques for julgado, vai encontrar as seguintes pessoas na sala de audiências: na tribuna, ao centro, estará o juiz; à direita do juiz, também na tribuna, estará o magistrado do ministério público; em secretárias laterais, à direita da tribuna, estará um advogado de acusação (Cuatrecasas) e, à esquerda, o seu advogado de defesa; ele próprio, Arlindo Marques, estará no banco dos réus, em frente ao juiz a quatro ou cinco metros de distância
O Arlindo Marques terá:
a) duas pessoas a acusá-lo e duas a defendê-lo
b) duas a acusá-lo e uma a defendê-lo
c) duas a defendê-lo e uma a acusá-lo
d) uma a acusá-lo e uma a defendê-lo
e) nenhuma a defendê-lo
(Publicarei a primeira resposta acertada)
O Arlindo Marques terá:
a) duas pessoas a acusá-lo e duas a defendê-lo
b) duas a acusá-lo e uma a defendê-lo
c) duas a defendê-lo e uma a acusá-lo
d) uma a acusá-lo e uma a defendê-lo
e) nenhuma a defendê-lo
(Publicarei a primeira resposta acertada)
lugar
Num sistema de justiça verdadeiramente democrático, o Ministério Público:
a) não tem lugar num processo de difamação opondo a Celtejo ao Arlindo Marques
b) tem lugar num processo de crime ambiental visando a Celtejo
c) não tem lugar num processo de difamação da Cuatrecasas contra mim
d) não tem o monopólio da acusação criminal
e) todas as respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) não tem lugar num processo de difamação opondo a Celtejo ao Arlindo Marques
b) tem lugar num processo de crime ambiental visando a Celtejo
c) não tem lugar num processo de difamação da Cuatrecasas contra mim
d) não tem o monopólio da acusação criminal
e) todas as respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
probabilidade
Depois de conhecer este detalhe (cf. aqui) acerca do processo judicial envolvendo o Arlindo Marques, a probabilidade que eu agora atribuo a que a substituição do magistrado (referida aqui) seja definitiva,- é uma probabilidade que era de 50%, e que agora estimo em:
a) 25%
b) 40%
c) manteve-se em 50%
d) 60%
e) 75%
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) 25%
b) 40%
c) manteve-se em 50%
d) 60%
e) 75%
(Publicarei a primeira resposta acertada)
surpreende
O caso do Arlindo Marques citado em baixo é um caso extraordinário e semelhante ao meu.
Sabe o que é que me surpreende mais nestes dois casos extraordinários?
a) o montante das indemnizações
b) o facto de se saber à partida que os réus serão absolvidos numa instância ou noutra.
c) a consonância de posições entre o Ministério Público e a Cuatrecasas
d) o facto de num caso estar envolvido o Tejo e no outro um hospital pediátrico
e) o facto de eu ser economista e o Arlindo Marques guarda prisional
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Sabe o que é que me surpreende mais nestes dois casos extraordinários?
a) o montante das indemnizações
b) o facto de se saber à partida que os réus serão absolvidos numa instância ou noutra.
c) a consonância de posições entre o Ministério Público e a Cuatrecasas
d) o facto de num caso estar envolvido o Tejo e no outro um hospital pediátrico
e) o facto de eu ser economista e o Arlindo Marques guarda prisional
(Publicarei a primeira resposta acertada)
21 maio 2018
os mauzões do costume
Na altura em que escrevi este post sobre o Arlindo Marques (cf. aqui) não sabia quem eram os advogados da Celtejo.
Agora já sei:
São os mauzões do costume.
Agora já sei:
A pesar de las evidencias, Celtejo sigue volcado en defender su imagen, tanto de fabricante de pasta de papel como de gestora forestal. Y en esta campaña se encuadra su desmedido proceso contra Arlindo Marques, en la que no ha escatimado en gastos. El funcionario de prisiones tiene enfrente al prestigioso bufete de abogados Cuatrecasas. Beneficiario de varios contratos, algunos sin licitación, con el Banco de Portugal por más de 2,5 millones de euros, y con otras entidades públicas del país por valor de unos 5 millones, Cuatrecasas, Gonçalves Pereira S.L.P. ha puesto al frente del caso a abogados como João Regadas, que ya ha participado en operaciones multimillonarias con empresas privadas como Sonae o Alantra, y con instituciones públicas como la Câmara Municipal de Oporto, y José de Freitas, vice-presidente del Consejo de las Órdenes de Abogados Europeas (CCBE).
Cañones contra pajaritos. Arlindo Marques asegura que “proTEJO me está dando todo el apoyo, y todos los ayuntamientos (a la vera del Tajo), Mação, Gavião, Nisa, Vila Franca de Xira, Abrantes…, todos han emitido votos de solidaridad conmigo. Ahora, soy yo el que tiene que poner el dinero para el abogado. Ahora estamos haciendo un crowfunding para ayudarme a costear el proceso. Cuando los abogados de Celtejo me pusieron la denuncia, yo tenía un plazo para contestar de un mes, y sólo esa contestación legal, sin la cual hubiera tenido que pagar 250.000 euros, me costó 1.500 euros”. (cf. aqui)
São os mauzões do costume.
20 maio 2018
os burocratas de Deus
Eu gostaria agora de voltar a um tema que aflorei em baixo, o da relação entre Cristo e os fariseus, porque ele é útil para explicar a história do Joãozinho e muitas outras histórias - na realidade, é uma espécie de regresso às origens civilizacionais.
Porquê a tensão entre Cristo e os fariseus?
Porque os fariseus escondiam Deus do povo, colocavam uma muralha entre o povo e Deus, de tal maneira que o povo não tinha acesso a Deus. Deus - o Bem - era só para eles.
O fariseu era como o miúdo que só quer a bola para ele e a esconde atrás das costas de maneira que os outros não lhe possam tocar, nem sequer ver.
O judaísmo é uma religião de regras - a Lei Mosaica - e as pessoas chegam a Deus observando 613 regras ou leis. Os fariseus desenvolveram uma forte tradição de interpretação destas leis. Porém, esta interpretação tornou-se de tal modo complexa, minuciosa e rebuscada que as pessoas ficavam presas nas regras e descuravam Deus, o seu espírito ficava concentrado na legislação, e não no legislador.
Os fariseus e as suas leis tornaram-se um muro que impedia as pessoas de chegarem a Deus. Deus era só para eles, já que os outros se viam impedidos de lá chegar por uma muralha de leis. Com uma agravante: eles não cumpriam as regras tal como exigiam aos outros e aproveitavam-se frequentemente da interpretação das leis para benefício próprio.
Eles impunham um mundo complexo e difícil aos simples e reservavam outro, muito mais simples e melhor, para si próprios. Daí a indignação de Cristo: "Hipócritas!".
Os fariseus eram, por assim dizer, os burocratas de Deus, de tal maneira que quem quisesse chegar a Deus tinha de passar primeiro por eles e por um emaranhado de procedimentos ou regras de que eles eram os guardiões. Como acontece com muitos burocratas, cobravam-se pelo meio. Havia que pagar os emolumentos: eles criavam dificuldades para depois vender facilidades.
A batalha de Cristo consistiu em tirar os fariseus e as suas leis do caminho e permitir a qualquer um o acesso directo a Deus. As 613 regras do judaísmo foram substituídas por uma só - amar a Deus e aos outros como a si mesmo. Era uma regra que não carecia de especialistas ou profissionais para a sua interpretação, qualquer um a podia compreender e aplicar. Cristo desburocratizou Deus.
E aquele que era um Deus distante e inacessível à maioria, tornou-se um Deus próximo e acessível a todos. Um Deus que era exclusivo de uns quantos tornou-se um Deus universal. Esta foi uma das grandes, talvez a maior, das revoluções do Cristianismo, que foi a de tornar Deus popular, a de democratizar Deus.
São estes mesmos fariseus que hoje se põem no caminho da obra do Joãozinho, que é uma obra de bem e portanto uma obra de Deus, com a imposição das suas regras, dos seus protocolos, dos seus pareceres, dos seus legalismos, dos seus processos judiciais. E tudo aconteceu quando compreenderam que o Joãozinho não iria pagar emolumentos a ninguém.
Uma obra pública e de bem hoje não se pode fazer no nosso país sem passar pelos fariseus - a casta, como lhe chamei noutra altura, que se encontra sobretudo nos partidos políticos que controlam o Estado, nos administradores públicos e nas sociedades de advogados que os assessoram - e sem que eles cobrem os respectivos emolumentos.
É preciso voltar a Cristo e aprender com Ele como os tirar do caminho.
Porquê a tensão entre Cristo e os fariseus?
Porque os fariseus escondiam Deus do povo, colocavam uma muralha entre o povo e Deus, de tal maneira que o povo não tinha acesso a Deus. Deus - o Bem - era só para eles.
O fariseu era como o miúdo que só quer a bola para ele e a esconde atrás das costas de maneira que os outros não lhe possam tocar, nem sequer ver.
O judaísmo é uma religião de regras - a Lei Mosaica - e as pessoas chegam a Deus observando 613 regras ou leis. Os fariseus desenvolveram uma forte tradição de interpretação destas leis. Porém, esta interpretação tornou-se de tal modo complexa, minuciosa e rebuscada que as pessoas ficavam presas nas regras e descuravam Deus, o seu espírito ficava concentrado na legislação, e não no legislador.
Os fariseus e as suas leis tornaram-se um muro que impedia as pessoas de chegarem a Deus. Deus era só para eles, já que os outros se viam impedidos de lá chegar por uma muralha de leis. Com uma agravante: eles não cumpriam as regras tal como exigiam aos outros e aproveitavam-se frequentemente da interpretação das leis para benefício próprio.
Eles impunham um mundo complexo e difícil aos simples e reservavam outro, muito mais simples e melhor, para si próprios. Daí a indignação de Cristo: "Hipócritas!".
Os fariseus eram, por assim dizer, os burocratas de Deus, de tal maneira que quem quisesse chegar a Deus tinha de passar primeiro por eles e por um emaranhado de procedimentos ou regras de que eles eram os guardiões. Como acontece com muitos burocratas, cobravam-se pelo meio. Havia que pagar os emolumentos: eles criavam dificuldades para depois vender facilidades.
A batalha de Cristo consistiu em tirar os fariseus e as suas leis do caminho e permitir a qualquer um o acesso directo a Deus. As 613 regras do judaísmo foram substituídas por uma só - amar a Deus e aos outros como a si mesmo. Era uma regra que não carecia de especialistas ou profissionais para a sua interpretação, qualquer um a podia compreender e aplicar. Cristo desburocratizou Deus.
E aquele que era um Deus distante e inacessível à maioria, tornou-se um Deus próximo e acessível a todos. Um Deus que era exclusivo de uns quantos tornou-se um Deus universal. Esta foi uma das grandes, talvez a maior, das revoluções do Cristianismo, que foi a de tornar Deus popular, a de democratizar Deus.
São estes mesmos fariseus que hoje se põem no caminho da obra do Joãozinho, que é uma obra de bem e portanto uma obra de Deus, com a imposição das suas regras, dos seus protocolos, dos seus pareceres, dos seus legalismos, dos seus processos judiciais. E tudo aconteceu quando compreenderam que o Joãozinho não iria pagar emolumentos a ninguém.
Uma obra pública e de bem hoje não se pode fazer no nosso país sem passar pelos fariseus - a casta, como lhe chamei noutra altura, que se encontra sobretudo nos partidos políticos que controlam o Estado, nos administradores públicos e nas sociedades de advogados que os assessoram - e sem que eles cobrem os respectivos emolumentos.
É preciso voltar a Cristo e aprender com Ele como os tirar do caminho.
this morning
The Throw Brothers left Lisbon this morning (here) heading to Oporto.
Mission: to rescue brother Peter from the Fourhouses Armada 6th attack scheduled for May 29th.
Mission: to rescue brother Peter from the Fourhouses Armada 6th attack scheduled for May 29th.
rabi
Os fariseus gostavam muito que lhes chamassem rabi, uma palavra que significa professor (cf. aqui).
Neste artigo da Margarida Gomes no Público (cf. aqui), publicado no ano passado, logo no primeiro parágrafo é referido um Professor em Direito Administrativo que é especialista em contratos públicos (pode passar por cima do resto do artigo porque é uma calúnia pegada em que eu apareço a traficar terrenos do HSJ sem conhecimento deste).
Quem é o "Professor"?
a) Paulo Rangel
b) Filipe Avides Moreira
c) Vasco Moura Ramos
d) Raquel Freitas
e) José de Freitas
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Neste artigo da Margarida Gomes no Público (cf. aqui), publicado no ano passado, logo no primeiro parágrafo é referido um Professor em Direito Administrativo que é especialista em contratos públicos (pode passar por cima do resto do artigo porque é uma calúnia pegada em que eu apareço a traficar terrenos do HSJ sem conhecimento deste).
Quem é o "Professor"?
a) Paulo Rangel
b) Filipe Avides Moreira
c) Vasco Moura Ramos
d) Raquel Freitas
e) José de Freitas
(Publicarei a primeira resposta acertada)
numa só frase
Eu gosto de pensar Cristo mais como homem do que como Deus, embora ele fosse as duas coisas ao mesmo tempo. É que isso me permite pensar "Se ele foi capaz, eu também serei", e me mantém sempre animado na prossecução da obra do Joãozinho, a despeito dos revezes dos últimos dois anos.
É claro que isto de imitar Cristo não é nenhuma novidade minha. É a função dos padres católicos desde há dois mil anos, e dos pastores protestantes nos últimos cinco séculos.
O julgamento a que estou a ser sujeito não é uma das semelhanças menores que eu encontro com Cristo. Ele também foi julgado e o processo penal que conduziu ao julgamento deixou muito a desejar, tanto no caso dele como no meu. A calma e a tranquilidade que tenho demonstrado no banco dos réus não deve ser muito diferente da que ele exibiu:
-Mas que mal fiz eu?,
é a pergunta que faço e não encontro resposta. Ele também não a deveria ter.
E quando reconheço que "chamei uns nomes desagradáveis a uns juristas e a uns políticos", não consigo deixar de acrescentar logo a seguir: "Ele também o fez e. como eu, tinha mais do que razão". E isso leva-me de volta aos fariseus, onde as semelhanças são enormes.
Tal como ele, eu também travo um combate com fariseus. E, em ambos os casos, esse combate pode resumir-se numa só frase:
a) Um por todos e todos por um
b) Saiam da frente
c) Deus é um só
d) Quem manda sou eu
e) Deixai vir a mim as criancinhas
Ele acabou por triunfar. No meu caso ainda não é certo. Mas, no fim, depois de estabelecer todas estas analogias e semelhanças com Cristo, o que é que Cristo me dá?
Esperança.
É claro que isto de imitar Cristo não é nenhuma novidade minha. É a função dos padres católicos desde há dois mil anos, e dos pastores protestantes nos últimos cinco séculos.
O julgamento a que estou a ser sujeito não é uma das semelhanças menores que eu encontro com Cristo. Ele também foi julgado e o processo penal que conduziu ao julgamento deixou muito a desejar, tanto no caso dele como no meu. A calma e a tranquilidade que tenho demonstrado no banco dos réus não deve ser muito diferente da que ele exibiu:
-Mas que mal fiz eu?,
é a pergunta que faço e não encontro resposta. Ele também não a deveria ter.
E quando reconheço que "chamei uns nomes desagradáveis a uns juristas e a uns políticos", não consigo deixar de acrescentar logo a seguir: "Ele também o fez e. como eu, tinha mais do que razão". E isso leva-me de volta aos fariseus, onde as semelhanças são enormes.
Tal como ele, eu também travo um combate com fariseus. E, em ambos os casos, esse combate pode resumir-se numa só frase:
a) Um por todos e todos por um
b) Saiam da frente
c) Deus é um só
d) Quem manda sou eu
e) Deixai vir a mim as criancinhas
Ele acabou por triunfar. No meu caso ainda não é certo. Mas, no fim, depois de estabelecer todas estas analogias e semelhanças com Cristo, o que é que Cristo me dá?
Esperança.
A Inspiração
Ingratidão?
Incompreensão?
Calúnia?
Negação?
Réu?
Impopularidade?
Adversidade do poder político?
Fariseus?
Doutores de Leis?
Ora!... Se Ele aguentou tudo isso...
a) ... eu também vou aguentar
b) ... toda a gente aguenta
c) ... só um santo aguenta
d)... não sei se vou aguentar
e) ... eu não vou aguentar
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Incompreensão?
Calúnia?
Negação?
Réu?
Impopularidade?
Adversidade do poder político?
Fariseus?
Doutores de Leis?
Ora!... Se Ele aguentou tudo isso...
a) ... eu também vou aguentar
b) ... toda a gente aguenta
c) ... só um santo aguenta
d)... não sei se vou aguentar
e) ... eu não vou aguentar
(Publicarei a primeira resposta acertada)
19 maio 2018
um zelo religioso
Em Janeiro de 2014, quando tomei posse como Presidente da Associação Joãozinho, eu declarei num pequeno discurso escrito, durante uma cerimónia simples realizada no átrio do HSJ, que iria fazer esta obra com "um zelo religioso".
Qual era a figura religiosa que eu tinha (e tenho) no espírito para me servir de inspiração e exemplo?
a) Jesus Cristo
b) S.Paulo
c) Papa Bento XVI
d) Papa João Paulo II
e) S. João
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Qual era a figura religiosa que eu tinha (e tenho) no espírito para me servir de inspiração e exemplo?
a) Jesus Cristo
b) S.Paulo
c) Papa Bento XVI
d) Papa João Paulo II
e) S. João
(Publicarei a primeira resposta acertada)
O Roque e a amiga
Neste lote de testemunhas de acusação (cf. aqui), há duas que fazem a figura de "O Roque e a amiga", onde está uma, está a outra.
Identifique o par.
(Publicarei a primeira respostas acertada)
PS. Hoje é o Zé do Pipo que está em forma. Manolo debe estar bebiendo mucha cerveza.
Identifique o par.
(Publicarei a primeira respostas acertada)
PS. Hoje é o Zé do Pipo que está em forma. Manolo debe estar bebiendo mucha cerveza.
esconder
A principal característica dos impostores é a de ocultarem a realidade cobrindo-a com uma capa de aparências. Passam a existir, por assim dizer, duas realidades, uma que é a verdadeira, outra que é falsa, a segunda servindo para esconder a primeira.
Por que é que eles farão isto?
Porque
a) querem o Bem só para eles
b) são artistas de teatro
c) são democratas
d) são verdadeiros cristãos
e) gostam da fantasia
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Por que é que eles farão isto?
Porque
a) querem o Bem só para eles
b) são artistas de teatro
c) são democratas
d) são verdadeiros cristãos
e) gostam da fantasia
(Publicarei a primeira resposta acertada)
crítico
Cristo era um grande crítico dos fariseus porque eles:
a) não eram judeus
b) eram maus intérpretes da Lei
c) ocultavam Deus ao povo
d) eram judeus
e) tinham um Deus diferente do dele
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) não eram judeus
b) eram maus intérpretes da Lei
c) ocultavam Deus ao povo
d) eram judeus
e) tinham um Deus diferente do dele
(Publicarei a primeira resposta acertada)
na Bíblia
Existe na Bíblia um grupo populacional de impostores por excelência,
1a) macabeus
1b) filisteus
1c) fariseus
1d) essénios
1e) moabitas,
que era um grupo onde sobressaíam os
2a) camponeses
2b) agricultores
2c) médicos
2d) juristas
2e) pescadores
(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)
1a) macabeus
1b) filisteus
1c) fariseus
1d) essénios
1e) moabitas,
que era um grupo onde sobressaíam os
2a) camponeses
2b) agricultores
2c) médicos
2d) juristas
2e) pescadores
(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)
impostores
Impostura (cf. aqui) é a palavra que eu utilizaria para descrever aquilo que de principal existe nos depoimentos das testemunhas de acusação deste processo judicial (cf aqui).
Agora, procure adivinhar qual foi para mim o maior impostor até ao momento:
1a) Paulo Rangel
1b) António Ferreira
1c) João Oliveira
1d) Filipe Avides Moreira
1e) Nuno Botelho,
e o impostor mais incompetente:
2a) Paulo Rangel
2b) António Ferreira
2c) João Oliveira
2d) Filipe Avides Moreira
2e) Nuno Botelho
(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)
Agora, procure adivinhar qual foi para mim o maior impostor até ao momento:
1a) Paulo Rangel
1b) António Ferreira
1c) João Oliveira
1d) Filipe Avides Moreira
1e) Nuno Botelho,
e o impostor mais incompetente:
2a) Paulo Rangel
2b) António Ferreira
2c) João Oliveira
2d) Filipe Avides Moreira
2e) Nuno Botelho
(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)
18 maio 2018
Portugal Binte-Binte (VIII)
(Continuação daqui)
-Cuatrecasas, boa ...
-Olá Leninha...é o Silba... o Silba dos Leitons...
-Olá senhor Silva... ao tempo...
-Pois...menina...
-Então, em que tenho o prazer...
-Queria falar com o Dr. Encarnaçon, menina...
-O Dr. Encarnação!?... Não temos cá nenhum Dr. Encarnação...
-Eu sei, menina... mas bocês são amigos dele...
-Como é que o senhor sabe?...
-Dos blogues, menina ... quero falar co pai...num é co filho...é co pai!...co filho fala muito bem calado...
-E para que quer o senhor falar com o Dr. Encarnação...?
-É por causa do carnabal lá em Canelas... já estamos a organizar a festa do próximo ano, menina...
-E que festa é, senhor Silva ?...
-É a Palhaçada, menina... todos os anos organizamos lá a Palhaçada no Clube Recreatibo...o assunto é que muda, menina...
-E qual é o tema deste ano?
-Cunflitos de interesses...
-Conflitos de interesses?... o senhor também sabe de conflitos de interesses?...
-Sim, menina... aprendi nos blogues...com um senhor que tem um nome em estrangeiro...deixe cá ber se eu me lembro, menina... Píter ...agora esta parte é que é mais difícil...Troueeee...
-Peter Throw?
-A menina conhece?...
-Sim, sim...Peter Throw ...Throw...o senhor tem de meter a língua entre os dentes...Th...Th...
-Tenho de meter a língua onde, menina...?
-Entre os dentes...Throw...Throw...
-Ai... a menina é ton safadona, carago...Troueeee...Troueeee... e onde é que eu tenho de meter a língua, Leninha...?
-Bom...senhor Silva... fale-me da situação de conflito de interesses...o senhor está numa situação de conflito de interesses?...
-Sim, menina...aprendi essa coisa dos cunflitos de interesses numa acçon de formaçon da Associaçon Comercial...
-Ah sim!?...
-Sim, menina... os professores eram o Paulinho e o Dr. Abides...o Dr. Encarnaçon estaba na assistência...
-E então?
-Aprendi nas aulas práticas, menina...é assim... o Paulinho e o Dr. Abides son directores da Quatro Casas...e também son directores da Associaçon... e a Quatro Casas bende serviços jurídicos à Associaçon...e o Paulinho arranja uns subsidiozitos para a Associaçon lá em Bruxelas...
-E depois?
-A menina lembra-se daquele subsidiozito de 3 milhons que bocês aí arranjaram para a Junta de Canelas mandar o pessoal almoçar e jantar todos os dias ao Silba dos Leitons... non se lembra?
-Sim, lembro-me...
-O problema é que no contrato, o Basquinho... esse safadon é muito distraído... pôs um preço de 15 euros por refeiçon, menina ... e isso não dá nem para a batata frita, menina...
-E o que é que o senhor Silva fez...?
-Ofereci um dia de leiton grátis a toda a populaçon de Canelas ... son meia dúzia de gatos pingados...e eles elegeram-me para Presidente da Junta...a minha Sãozinha é a Bice...
-E depois?
-Depois, menina?... mudei o contrato da Junta com o Silba dos Leitons... passou a ser 500 euros cada refeiçon...actualizado em cada ano pela taxa de inflaçon mais un ceprede de 25%...
-O senhor também já percebe de spreads...?
-Sim, sim, menina... aprendi nos blogues...com aquele senhor Píter...Te...Te...Te ...onde é que meto a língua, Leninha?... ai que safadona que a menina me saiu...
-E a população de Canelas?...
-Anda tudo a dizer mal de mim...e é por isso que eu quero o Dr. Encarnaçon para a Palhaçada do Carnabal lá no Clube Recreatibo, menina...
-Para fazer o quê?
-Para a encenaçon, menina... ele traz o Paulinho, o Basquinho e o Dr. Abides...mas para o papel principal eu quero o Dr. Abides...
-Oh senhor Silva, mas isso vai-lhe ficar muito caro...são todos juristas altamente conceituados...
-Non se preocupe, menina... a bender o leiton a 500 euros o prato dá para tudo, menina...eu pago tudo, menina!...
-O que é que o Dr. Encarnação deve fazer?
-É assim, menina...O Dr. Encarnaçon... perante toda a assistência do Clube Recreatibo de Canelas ... toda!...debe perguntar ao Dr. Abides:
-Dr Abides, distinto adebogado e director da sociedade Quatro Casas... que tem mais de cem anos de existência...beja lá menina, cem anos...e também distinto director da Associaçon Comercial que já existe há mais de cento e cinquenta anos... beja lá Leninha, tanto tempo... Dr. Abides... diga-me uma coisinha, por fabor... e prometa-me que jura pela alma da sua abozinha... da sua abozinha!... o Silba dos Leitons...ilustre cidadon desta nobre bila de Canelas ... terra do Macaco que dá cabeçadas nos árbitros...concelho de Bila Noba de Gaia... porque há muitas Canelas espalhadas por esse país fora, menina... o Silba dos Leitons ... esse homem honrado e nosso distinto Presidente da Junta ...o Silba do Leitons é homem para se meter em situaçons de cunflito de interesses, carago!?
-E o que deve o Dr. Avides responder, senhor Silva?
-Debe responder assim, menina: Dr. Encarnaçon, ilustre colega adebogado e Mestre da Encenaçon... o Silba dos Leitons sabe fazer muitas coisas ao mesmo tempo, carago... tem uma capacidade de trabalho inbulgar... é o homem mais inteligente que conheço, carago...pode ser dono do Silba dos Leitons e Presidente da Junta de Freguesia de Canelas ao mesmo tempo e ainda lhe sobra tempo... e também sabe muito bem separar as águas... ele que non se esqueça desta coisa das águas, menina, para sair tudo muito lavadinho.... e até empresta dinheiro aos nobe irmãos da Sãozinha e aos seus binte e quatro sobrinhos... e é Professor da Confraria do Leiton... ah... espere aí, menina ...já me esquecia...diga ao Dr. Encarnaçon que só há uma coisinha que o Dr. Abides não debe dizer no Clube Recreatibo...
-E o que é, senhor Silva?...
-Que além da minha esposa em Canelas, a Sãozinha... também tenho uma amiguinha em Baladares, a Banessazinha... que isso é que é berdadeiro cunflito de interesses, carago...
VIII. O Dr. Encarnaçon
-Cuatrecasas, boa ...
-Olá Leninha...é o Silba... o Silba dos Leitons...
-Olá senhor Silva... ao tempo...
-Pois...menina...
-Então, em que tenho o prazer...
-Queria falar com o Dr. Encarnaçon, menina...
-O Dr. Encarnação!?... Não temos cá nenhum Dr. Encarnação...
-Eu sei, menina... mas bocês são amigos dele...
-Como é que o senhor sabe?...
-Dos blogues, menina ... quero falar co pai...num é co filho...é co pai!...co filho fala muito bem calado...
-E para que quer o senhor falar com o Dr. Encarnação...?
-É por causa do carnabal lá em Canelas... já estamos a organizar a festa do próximo ano, menina...
-E que festa é, senhor Silva ?...
-É a Palhaçada, menina... todos os anos organizamos lá a Palhaçada no Clube Recreatibo...o assunto é que muda, menina...
-E qual é o tema deste ano?
-Cunflitos de interesses...
-Conflitos de interesses?... o senhor também sabe de conflitos de interesses?...
-Sim, menina... aprendi nos blogues...com um senhor que tem um nome em estrangeiro...deixe cá ber se eu me lembro, menina... Píter ...agora esta parte é que é mais difícil...Troueeee...
-Peter Throw?
-A menina conhece?...
-Sim, sim...Peter Throw ...Throw...o senhor tem de meter a língua entre os dentes...Th...Th...
-Tenho de meter a língua onde, menina...?
-Entre os dentes...Throw...Throw...
-Ai... a menina é ton safadona, carago...Troueeee...Troueeee... e onde é que eu tenho de meter a língua, Leninha...?
-Bom...senhor Silva... fale-me da situação de conflito de interesses...o senhor está numa situação de conflito de interesses?...
-Sim, menina...aprendi essa coisa dos cunflitos de interesses numa acçon de formaçon da Associaçon Comercial...
-Ah sim!?...
-Sim, menina... os professores eram o Paulinho e o Dr. Abides...o Dr. Encarnaçon estaba na assistência...
-E então?
-Aprendi nas aulas práticas, menina...é assim... o Paulinho e o Dr. Abides son directores da Quatro Casas...e também son directores da Associaçon... e a Quatro Casas bende serviços jurídicos à Associaçon...e o Paulinho arranja uns subsidiozitos para a Associaçon lá em Bruxelas...
-E depois?
-A menina lembra-se daquele subsidiozito de 3 milhons que bocês aí arranjaram para a Junta de Canelas mandar o pessoal almoçar e jantar todos os dias ao Silba dos Leitons... non se lembra?
-Sim, lembro-me...
-O problema é que no contrato, o Basquinho... esse safadon é muito distraído... pôs um preço de 15 euros por refeiçon, menina ... e isso não dá nem para a batata frita, menina...
-E o que é que o senhor Silva fez...?
-Ofereci um dia de leiton grátis a toda a populaçon de Canelas ... son meia dúzia de gatos pingados...e eles elegeram-me para Presidente da Junta...a minha Sãozinha é a Bice...
-E depois?
-Depois, menina?... mudei o contrato da Junta com o Silba dos Leitons... passou a ser 500 euros cada refeiçon...actualizado em cada ano pela taxa de inflaçon mais un ceprede de 25%...
-O senhor também já percebe de spreads...?
-Sim, sim, menina... aprendi nos blogues...com aquele senhor Píter...Te...Te...Te ...onde é que meto a língua, Leninha?... ai que safadona que a menina me saiu...
-E a população de Canelas?...
-Anda tudo a dizer mal de mim...e é por isso que eu quero o Dr. Encarnaçon para a Palhaçada do Carnabal lá no Clube Recreatibo, menina...
-Para fazer o quê?
-Para a encenaçon, menina... ele traz o Paulinho, o Basquinho e o Dr. Abides...mas para o papel principal eu quero o Dr. Abides...
-Oh senhor Silva, mas isso vai-lhe ficar muito caro...são todos juristas altamente conceituados...
-Non se preocupe, menina... a bender o leiton a 500 euros o prato dá para tudo, menina...eu pago tudo, menina!...
-O que é que o Dr. Encarnação deve fazer?
-É assim, menina...O Dr. Encarnaçon... perante toda a assistência do Clube Recreatibo de Canelas ... toda!...debe perguntar ao Dr. Abides:
-Dr Abides, distinto adebogado e director da sociedade Quatro Casas... que tem mais de cem anos de existência...beja lá menina, cem anos...e também distinto director da Associaçon Comercial que já existe há mais de cento e cinquenta anos... beja lá Leninha, tanto tempo... Dr. Abides... diga-me uma coisinha, por fabor... e prometa-me que jura pela alma da sua abozinha... da sua abozinha!... o Silba dos Leitons...ilustre cidadon desta nobre bila de Canelas ... terra do Macaco que dá cabeçadas nos árbitros...concelho de Bila Noba de Gaia... porque há muitas Canelas espalhadas por esse país fora, menina... o Silba dos Leitons ... esse homem honrado e nosso distinto Presidente da Junta ...o Silba do Leitons é homem para se meter em situaçons de cunflito de interesses, carago!?
-E o que deve o Dr. Avides responder, senhor Silva?
-Debe responder assim, menina: Dr. Encarnaçon, ilustre colega adebogado e Mestre da Encenaçon... o Silba dos Leitons sabe fazer muitas coisas ao mesmo tempo, carago... tem uma capacidade de trabalho inbulgar... é o homem mais inteligente que conheço, carago...pode ser dono do Silba dos Leitons e Presidente da Junta de Freguesia de Canelas ao mesmo tempo e ainda lhe sobra tempo... e também sabe muito bem separar as águas... ele que non se esqueça desta coisa das águas, menina, para sair tudo muito lavadinho.... e até empresta dinheiro aos nobe irmãos da Sãozinha e aos seus binte e quatro sobrinhos... e é Professor da Confraria do Leiton... ah... espere aí, menina ...já me esquecia...diga ao Dr. Encarnaçon que só há uma coisinha que o Dr. Abides não debe dizer no Clube Recreatibo...
-E o que é, senhor Silva?...
-Que além da minha esposa em Canelas, a Sãozinha... também tenho uma amiguinha em Baladares, a Banessazinha... que isso é que é berdadeiro cunflito de interesses, carago...
17 maio 2018
jantar
Foi há três ou quatro semanas, as notícias sobre a situação das crianças internadas no HSJ estavam ainda no auge, que um amigo me convidou para jantar em sua casa.
Trata-se de um senhor de muita idade, perfeitamente saudável e activo e com uma vasta experiência de vida. Queria saber sobre o Joãozinho porque ele próprio é mecenas do Joãozinho.
De pé, em privado, junto aos nossos respectivos lugares na mesa, estive a contar-lhe, enquanto os outros convidados ainda conversavam na sala e os primeiros indícios do cozido à portuguesa começavam a ser colocados na mesa.
Ouviu-me em silêncio durante uns minutos. Até que eu cheguei ao final descrevendo a situação actual do Joãozinho: "Tenho a obra parada há dois anos; e agora sou réu em Tribunal".
Ele olhou para mim com um ar incrédulo, pareceu reflectir por uns momentos e comentou:
"Pois...o Pedro Arroja...
a)... nunca os convidou para a sua moradia na Foz..."
b)... não lhes pagou as comissões..."
c)... anda para aí a privatizar os rios..."
d)... nunca lhes serviu um cozido como este..."
e)...nunca lhes deu a beber este vinho da Bairrada...".
O cozido já estava todo sobre a mesa e os convidados sentavam-se. E assim fizemos nós.
Foi um excelente jantar.
(Publicarei a primeira resposta acertada. O espanhol hoje está em forma, só falhou uma, que foi para o José Lopes da Silva. Deve ser um independentista catalão)
Trata-se de um senhor de muita idade, perfeitamente saudável e activo e com uma vasta experiência de vida. Queria saber sobre o Joãozinho porque ele próprio é mecenas do Joãozinho.
De pé, em privado, junto aos nossos respectivos lugares na mesa, estive a contar-lhe, enquanto os outros convidados ainda conversavam na sala e os primeiros indícios do cozido à portuguesa começavam a ser colocados na mesa.
Ouviu-me em silêncio durante uns minutos. Até que eu cheguei ao final descrevendo a situação actual do Joãozinho: "Tenho a obra parada há dois anos; e agora sou réu em Tribunal".
Ele olhou para mim com um ar incrédulo, pareceu reflectir por uns momentos e comentou:
"Pois...o Pedro Arroja...
a)... nunca os convidou para a sua moradia na Foz..."
b)... não lhes pagou as comissões..."
c)... anda para aí a privatizar os rios..."
d)... nunca lhes serviu um cozido como este..."
e)...nunca lhes deu a beber este vinho da Bairrada...".
O cozido já estava todo sobre a mesa e os convidados sentavam-se. E assim fizemos nós.
Foi um excelente jantar.
(Publicarei a primeira resposta acertada. O espanhol hoje está em forma, só falhou uma, que foi para o José Lopes da Silva. Deve ser um independentista catalão)
personagens
Eu vejo todas estas testemunhas de acusação (cf. aqui), mais os advogados de acusação, como personagens:
a) de um filme de terror
b) de uma peça de teatro
c) da claque Juve Leo
d) do circo Mariano
e) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) de um filme de terror
b) de uma peça de teatro
c) da claque Juve Leo
d) do circo Mariano
e) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
representa
De todos as testemunhas de acusação neste processo judicial (cf. aqui), incluindo os advogados de acusação, adivinhe qual a figura a que eu acho mais graça e, de longe, a mais interessante pelo papel que representa.
Ofereço-lhe cinco nomes à escolha:
a) Nuno Cáceres
b) Raquel Freitas
c) Adriano Encarnação
d) Paulo Rangel
e) Avides Moreira
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Ofereço-lhe cinco nomes à escolha:
a) Nuno Cáceres
b) Raquel Freitas
c) Adriano Encarnação
d) Paulo Rangel
e) Avides Moreira
(Publicarei a primeira resposta acertada)
outsmarting
Como já referi noutros lugares, a Dra. Raquel Freitas e o Dr. Filipe Avides Moreira tomaram conhecimento do meu comentário televisivo no próprio dia por telefonemas do Professor Paulo Rangel. O Professor Paulo Rangel tomou conhecimento dele no dia seguinte por um telefonema do Professor António Ferreira. O Professor António Ferreira nunca viu o comentário nem nunca telefonou a ninguém para falar sobre ele.
Trata-se de um caso em que um médico conseguiu outsmarting três advogados de uma só vez, porque:
a) nunca vê televisão
b) nunca telefona a advogados
c) não comenta comentários
d) não entra em polémicas
e) não sabia o que é que estava ali a fazer em Tribunal.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Trata-se de um caso em que um médico conseguiu outsmarting três advogados de uma só vez, porque:
a) nunca vê televisão
b) nunca telefona a advogados
c) não comenta comentários
d) não entra em polémicas
e) não sabia o que é que estava ali a fazer em Tribunal.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
morreu solteira
-Professor Paulo Rangel não teve qualquer intervenção no Protocolo
-Ela, Dr. Vasco Moura Ramos e Dr. Filipe Avides Moreira trabalharam no Protocolo
-Não sabe quem fez o Protocolo de raiz.
-Não se lembra se foi ela que o fez de raiz.
Tomei estas notas quando depunha a advogada Raquel Freitas, no momento em que era interrogada pelo advogado Adriano Encarnação acerca da autoria do Protocolo que deu origem a este processo judicial (cf. aqui)
A conclusão é a de que o autor do Protocolo e, portanto, a culpa de toda esta sarilhada (paragem da obra, meu comentário, processo judicial) é de:
a) Raquel Freitas
b) Vasco Moura Ramos
c) Filipe Avides Moreira
d) Papá Encarnação
e) ninguém.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
-Ela, Dr. Vasco Moura Ramos e Dr. Filipe Avides Moreira trabalharam no Protocolo
-Não sabe quem fez o Protocolo de raiz.
-Não se lembra se foi ela que o fez de raiz.
Tomei estas notas quando depunha a advogada Raquel Freitas, no momento em que era interrogada pelo advogado Adriano Encarnação acerca da autoria do Protocolo que deu origem a este processo judicial (cf. aqui)
A conclusão é a de que o autor do Protocolo e, portanto, a culpa de toda esta sarilhada (paragem da obra, meu comentário, processo judicial) é de:
a) Raquel Freitas
b) Vasco Moura Ramos
c) Filipe Avides Moreira
d) Papá Encarnação
e) ninguém.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a maneira
Estas são as notas que tomei quando o advogado Miguel Cerqueira Gomes testemunhava em Tribunal (cf. aqui) sobre a maneira como tomou conhecimento do meu comentário televisivo.
-Não viu o programa.
-Viu artigo no jornal, mas não se lembra qual.
-Ouviu falar do comentário
-ficou espantado
-coisa que não pode ser verdade.
Veja agora se consegue responder à questão seguinte.
O advogado Miguel Cerqueira Gomes tomou conhecimento do meu comentário porque:
a) viu
b) leu
c) ouviu
d) não se sabe como
e) sonhou
(Publicarei a primeira resposta acertada)
-Não viu o programa.
-Viu artigo no jornal, mas não se lembra qual.
-Ouviu falar do comentário
-ficou espantado
-coisa que não pode ser verdade.
Veja agora se consegue responder à questão seguinte.
O advogado Miguel Cerqueira Gomes tomou conhecimento do meu comentário porque:
a) viu
b) leu
c) ouviu
d) não se sabe como
e) sonhou
(Publicarei a primeira resposta acertada)
o chão estremece
O intelectual é uma figura do protestantismo e a figura mais corrosiva da cultura católica tradicional..
Portugal e a Espanha, que dominavam o mundo em finais do século XV, perderam progressivamente importância, ao ponto de se reduzirem quase à insignificância, porque a ofensiva protestantes tinha consigo os intelectuais. A derrota do catolicismo na batalha das ideias foi total.
O intelectual olha a vida sob o prisma da razão, ao passo que o catolicismo tradicional olha-a como matéria do coração. Penso num Voltaire. Ele foi demolidor para a nossa cultura e para os países da nossa cultura. E do lado de cá não havia ninguém que se lhe opusesse. Não havia intelectuais.
E não é de estranhar porque o alvo da Inquisição eram precisamente os intelectuais.
É claro que, sendo o catolicismo uma cultura universal, ele imita tudo aquilo que há no mundo, e na cultura católica os intelectuais lá se vão impondo e, nalguns casos, são eles agora que desafiam a Inquisição.
O intelectual é uma figura extremamente corrosiva e demolidora da cultura católica tradicional, mas a sua emergência é um sinal de que a cultura católica se está a adaptar aos tempos modernos. Na minha opinião, o maior intelectual católico do último século é o Papa Emérito Bento XVI - não surpreendentemente o Papa menos popular das últimas décadas.
Para ilustrar como ele pode ser uma figura corrosiva da cultura tradicional, imagine um intelectual a ver desfilar em tribunal um grande número de testemunhas, a maior parte advogados, com o seu estatuto de agentes da justiça, a sua corporação, com os seus tiques e salamaleques corporativos, o seu estatuto de profissão maioritária no Parlamento, que lhes confere a importância e os privilégios de serem os guardadores por excelência do Estado de Direito Democrático.
E depois de os observar horas a fio e os ouvir, e de submeter tudo aquilo a escrutínio racional, levanta-se, sorri e declara candidamente ao mundo, para que todos o possam ouvir:
"Eles são ...
a) ... pessoas muito sérias".
b) ... muito simpáticos".
c) ... os grandes promotores do bem-comum".
d) ... os guardadores do Estado de Direito Democrático".
e) ... uns impostores".
É uma bomba. Até o chão estremece. Certamente na sede da corporação e talvez também no Parlamento.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Portugal e a Espanha, que dominavam o mundo em finais do século XV, perderam progressivamente importância, ao ponto de se reduzirem quase à insignificância, porque a ofensiva protestantes tinha consigo os intelectuais. A derrota do catolicismo na batalha das ideias foi total.
O intelectual olha a vida sob o prisma da razão, ao passo que o catolicismo tradicional olha-a como matéria do coração. Penso num Voltaire. Ele foi demolidor para a nossa cultura e para os países da nossa cultura. E do lado de cá não havia ninguém que se lhe opusesse. Não havia intelectuais.
E não é de estranhar porque o alvo da Inquisição eram precisamente os intelectuais.
É claro que, sendo o catolicismo uma cultura universal, ele imita tudo aquilo que há no mundo, e na cultura católica os intelectuais lá se vão impondo e, nalguns casos, são eles agora que desafiam a Inquisição.
O intelectual é uma figura extremamente corrosiva e demolidora da cultura católica tradicional, mas a sua emergência é um sinal de que a cultura católica se está a adaptar aos tempos modernos. Na minha opinião, o maior intelectual católico do último século é o Papa Emérito Bento XVI - não surpreendentemente o Papa menos popular das últimas décadas.
Para ilustrar como ele pode ser uma figura corrosiva da cultura tradicional, imagine um intelectual a ver desfilar em tribunal um grande número de testemunhas, a maior parte advogados, com o seu estatuto de agentes da justiça, a sua corporação, com os seus tiques e salamaleques corporativos, o seu estatuto de profissão maioritária no Parlamento, que lhes confere a importância e os privilégios de serem os guardadores por excelência do Estado de Direito Democrático.
E depois de os observar horas a fio e os ouvir, e de submeter tudo aquilo a escrutínio racional, levanta-se, sorri e declara candidamente ao mundo, para que todos o possam ouvir:
"Eles são ...
a) ... pessoas muito sérias".
b) ... muito simpáticos".
c) ... os grandes promotores do bem-comum".
d) ... os guardadores do Estado de Direito Democrático".
e) ... uns impostores".
É uma bomba. Até o chão estremece. Certamente na sede da corporação e talvez também no Parlamento.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
blogger e intelectual
Que engraçado, o sonho do Vítor Constâncio (cf. aqui).
Eu dar-lhe-ia um conselho.
Cuidado. Olhe que em Portugal e Espanha esses tipos correm o risco de "ir dentro".
Veja lá no que é que se vai meter. E nunca se esqueça daquilo que caracteriza um verdadeiro intelectual: o gosto e a coragem para ser impopular (cf. aqui).
Duvido que seja capaz. Foram muitos anos de institucionalização e de formatação.
Mas tente. Boa sorte.
Eu dar-lhe-ia um conselho.
Cuidado. Olhe que em Portugal e Espanha esses tipos correm o risco de "ir dentro".
Veja lá no que é que se vai meter. E nunca se esqueça daquilo que caracteriza um verdadeiro intelectual: o gosto e a coragem para ser impopular (cf. aqui).
Duvido que seja capaz. Foram muitos anos de institucionalização e de formatação.
Mas tente. Boa sorte.
16 maio 2018
A ilação
O Professor Paulo Rangel é eurodeputado em Bruxelas, onde se decidem os fundos comunitários.
O Professor Paulo Rangel também é vice-presidente do Partido Popular Europeu.
O Professor Paulo Rangel era, à altura dos factos que ditaram este processo judicial (cf. aqui), director da Cuatrecasas, sendo seu sub-director o Dr. Filipe Avides Moreira (o qual é o seu actual director).
O Professor Paulo Rangel e o Dr. Filipe Avides Moreira são ambos directores da Associação Comercial do Porto (cf. aqui).
O Dr. Nuno Botelho, que foi aluno do Professor Paulo Rangel, é o presidente da Associação Comercial do Porto (cf. aqui).
Segundo o Dr. Nuno Botelho, a ACP é um lóbi (cf. aqui) que se financia sobretudo por fundos comunitários.
A ACP é cliente da Cuatrecasas (cf. aqui).
A ilação a tirar é que os fundos comunitários, em parte, acabam:
a) Na ACP
b) Na Cuatrecasas
c) No Professor Paulo Rangel
d) No Dr. Avides Moreira
e) Todas as respostas acima.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
PS: Pode ser que este quizz ajude a resolver o anterior que até o espanhol considera muito difícil.
O Professor Paulo Rangel também é vice-presidente do Partido Popular Europeu.
O Professor Paulo Rangel era, à altura dos factos que ditaram este processo judicial (cf. aqui), director da Cuatrecasas, sendo seu sub-director o Dr. Filipe Avides Moreira (o qual é o seu actual director).
O Professor Paulo Rangel e o Dr. Filipe Avides Moreira são ambos directores da Associação Comercial do Porto (cf. aqui).
O Dr. Nuno Botelho, que foi aluno do Professor Paulo Rangel, é o presidente da Associação Comercial do Porto (cf. aqui).
Segundo o Dr. Nuno Botelho, a ACP é um lóbi (cf. aqui) que se financia sobretudo por fundos comunitários.
A ACP é cliente da Cuatrecasas (cf. aqui).
A ilação a tirar é que os fundos comunitários, em parte, acabam:
a) Na ACP
b) Na Cuatrecasas
c) No Professor Paulo Rangel
d) No Dr. Avides Moreira
e) Todas as respostas acima.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
PS: Pode ser que este quizz ajude a resolver o anterior que até o espanhol considera muito difícil.
as águas
-Tem uma capacidade de trabalho absolutamente invulgar.
-Tem uma capacidade invulgar de fazer várias coisas ao mesmo tempo.
-Foi líder parlamentar do PSD.
-É eurodeputado e trabalha ao mesmo tempo.
-Característica pessoais:
a) amigo do seu amigo;
b) solidário: partilha aquilo que ganha;
c) ajuda financeiramente os seus amigos e familiares;
d) faz empréstimos (e doações) a tios e a primos;
-É de uma honestidade que está acima de qualquer suspeita.
-Incapaz de fazer uso da sua posição para alcançar benefícios para a sociedade de advogados.
-Separa sempre as águas jurídicas das políticas.
-Consequências do comentário televisivo:
a) sentiu-se atingido na sua honestidade, probidade, generosidade;
b) sentiu-se devastado, revoltado, injustiçado, ofendido.
Estas são algumas das notas que tomei das declarações de uma testemunha (cf. aqui) sobre o Professor Paulo Rangel, proferidas no passado dia 4 de Maio no Tribunal de Matosinhos:
Adivinhe quem as proferiu:
1a) Filipe Avides Moreira
1b) Raquel Freitas
1c) Nuno Botelho
1d) Nuno Cáceres
1e) Pedro Magalhães,
e o que é que a testemunha teria em vista transmitir ao Tribunal acerca do Professor Paulo Rangel.
Que ele é incapaz:
2a) de se sentir magoado
2b) de assumir posições de conflito-de-interesses
2c) de votar no PS
2d) de emprestar dinheiro aos tios
2e) de trabalhar pouco
(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)
-Tem uma capacidade invulgar de fazer várias coisas ao mesmo tempo.
-Foi líder parlamentar do PSD.
-É eurodeputado e trabalha ao mesmo tempo.
-Característica pessoais:
a) amigo do seu amigo;
b) solidário: partilha aquilo que ganha;
c) ajuda financeiramente os seus amigos e familiares;
d) faz empréstimos (e doações) a tios e a primos;
-É de uma honestidade que está acima de qualquer suspeita.
-Incapaz de fazer uso da sua posição para alcançar benefícios para a sociedade de advogados.
-Separa sempre as águas jurídicas das políticas.
-Consequências do comentário televisivo:
a) sentiu-se atingido na sua honestidade, probidade, generosidade;
b) sentiu-se devastado, revoltado, injustiçado, ofendido.
Estas são algumas das notas que tomei das declarações de uma testemunha (cf. aqui) sobre o Professor Paulo Rangel, proferidas no passado dia 4 de Maio no Tribunal de Matosinhos:
Adivinhe quem as proferiu:
1a) Filipe Avides Moreira
1b) Raquel Freitas
1c) Nuno Botelho
1d) Nuno Cáceres
1e) Pedro Magalhães,
e o que é que a testemunha teria em vista transmitir ao Tribunal acerca do Professor Paulo Rangel.
Que ele é incapaz:
2a) de se sentir magoado
2b) de assumir posições de conflito-de-interesses
2c) de votar no PS
2d) de emprestar dinheiro aos tios
2e) de trabalhar pouco
(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)
uma só palavra
Se me pedissem para caracterizar com uma só palavra aquilo que existe nas declarações em tribunal das testemunhas de acusação neste processo judicial (cf. aqui), eu utilizaria a palavra:
a) franqueza
b) maldade
c) acrimónia
d) despeito
e) impostura
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) franqueza
b) maldade
c) acrimónia
d) despeito
e) impostura
(Publicarei a primeira resposta acertada)
da Foz
A avaliar pelo número de citações em tribunal, o advogado da Cuatrecasas que mais gosta da minha moradia na Foz, porque ele/a próprio/a é um/a menino/a da Foz, é:
a) Professor Paulo Rangel
b) Filipe Avides Moreira
c) Vasco Moura Ramos
d) Raquel Freitas
e) José de Freitas
a) Professor Paulo Rangel
b) Filipe Avides Moreira
c) Vasco Moura Ramos
d) Raquel Freitas
e) José de Freitas
segredo
Era um segredo muito bem guardado há quase 20 anos. Mas agora, que já foi revelado por mais do que uma dúzia de vezes no Tribunal de Matosinhos, eu sinto-me na obrigação de o anunciar ao mundo.
É o seguinte:
Eu tenho uma moradia:
a) No Restelo
b) em Cascais
c) em Vilamoura
d) Na Foz
e) No Bairro do Aleixo
(Publicarei a primeira resposta acertada)
É o seguinte:
Eu tenho uma moradia:
a) No Restelo
b) em Cascais
c) em Vilamoura
d) Na Foz
e) No Bairro do Aleixo
(Publicarei a primeira resposta acertada)
uma relação
Sendo o Professor Paulo Rangel e o Dr. Avides Moreira directores da Cuatrecasas e ao mesmo tempo directores da ACP, e sendo a ACP cliente da Cuatrecasas, então eles engendraram uma relação de:
a) chicharro
b) polvo
c) pescadinha de rabo na boca
d) sável
e) pargo
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) chicharro
b) polvo
c) pescadinha de rabo na boca
d) sável
e) pargo
(Publicarei a primeira resposta acertada)
cliente
Segundo Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto (cf. aqui) e testemunha neste processo judicial (cf. aqui), a Associação Comercial do Porto é:
a) cliente da Cuatrecasas
b) não é cliente da Cuatrecasas
c) é cliente da LPMJ - Sociedade de Advogados
d) é cliente da Garrigues
e) Telles de Abreu Advogados
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) cliente da Cuatrecasas
b) não é cliente da Cuatrecasas
c) é cliente da LPMJ - Sociedade de Advogados
d) é cliente da Garrigues
e) Telles de Abreu Advogados
(Publicarei a primeira resposta acertada)
15 maio 2018
O magistrado
Foi no ambiente que descrevi em baixo que, no passado dia 4, quando me sentei no banco dos réus, deparei com uma surpresa.
O magistrado do Ministério Público que desde o início acompanhou o meu julgamento (cf. aqui) não estava presente, e tinha sido substituído por um colega.
Inicialmente, não dei grande importância ao assunto. Talvez o impedimento fosse temporário, se calhar até tinha metido férias porque essa semana tinha um feriado pelo meio (1º de Maio). Hoje, não estou tão certo.
Aquele magistrado é que assistiu à parte substancial do julgamento e aos depoimentos das testemunhas cruciais, na realidade foi ele que colocou as questões mais embaraçantes à Acusação no sentido de apurar a verdade dos factos que precederam e justificaram o meu comentário televisivo.
Eu espero que ele esteja de volta na próxima sessão, que será provavelmente a última, e onde serão produzidas as alegações finais - a fase final do julgamento onde as diferentes partes (acusação particular, MP e defesa) pedem a condenação ou a absolvição do réu.
E se não estiver?
Se não estiver, eu vou ter de comentar.
E não será bom.
O magistrado do Ministério Público que desde o início acompanhou o meu julgamento (cf. aqui) não estava presente, e tinha sido substituído por um colega.
Inicialmente, não dei grande importância ao assunto. Talvez o impedimento fosse temporário, se calhar até tinha metido férias porque essa semana tinha um feriado pelo meio (1º de Maio). Hoje, não estou tão certo.
Aquele magistrado é que assistiu à parte substancial do julgamento e aos depoimentos das testemunhas cruciais, na realidade foi ele que colocou as questões mais embaraçantes à Acusação no sentido de apurar a verdade dos factos que precederam e justificaram o meu comentário televisivo.
Eu espero que ele esteja de volta na próxima sessão, que será provavelmente a última, e onde serão produzidas as alegações finais - a fase final do julgamento onde as diferentes partes (acusação particular, MP e defesa) pedem a condenação ou a absolvição do réu.
E se não estiver?
Se não estiver, eu vou ter de comentar.
E não será bom.
Embaraçante
Eu pretendo agora voltar, que a poeira já assentou, a um post que escrevi (este) logo depois da última sessão do meu julgamento - a quinta - que teve lugar no passado dia 4.
Nesse post eu descrevi o ambiente que prevalecia nas hostes da Acusação como sendo de alvoroço. Baseava-me, para isso, nos sinais que me tinham chegado nos dias anteriores à sessão, por mais do que uma via, e na própria sessão do julgamento.
No post eu apontava três factores para esse ambiente, e aqui pretendo concentrar-me no terceiro - o artigo do JN (aqui).
Este artigo, aos olhos de qualquer jurista, é devastador para a Acusação. E são dois os aspectos principais.
Primeiro, as indemnizações: Então a Cuatrecasas/Paulo Rangel exigem-me 100 mil euros de indemnização e depois já aceitam ficar-se pelos 5 mil? Não é sério.
Segundo, as licenças: Então, segundo a Cuatrecasas, as licenças são tão necessárias, e no documento final que vem a ser assinado (com a Cuatrecasas entretanto afastada do processo), já não são necessárias de todo e a obra recomeça sem elas? Que estranho.
Conclusão: Aquele documento visava impedir o avanço da obra e boicotá-la. E o processo judicial em curso (cf. aqui) serviria para abafar a situação, arruinando a credibilidade da Associação Joãozinho e do seu presidente.
O artigo do JN - o primeiro relato do processo judicial na comunicação social - é devastador para a Cuatrecasas/Paulo Rangel. E o que dizer do Ministério Público que subscreveu uma queixa-crime fútil e a transformou em acusação criminal?
Embaraçante.
Só resta uma saída para que a Cuatrecasas/Paulo Rangel e o Ministério Público possam salvar a face.
Que eu seja condenado, custe o que custar. Nem que seja numa indemnização de 50 euros ao Paulo Rangel e outro tanto à Cuatrecasas.
É isso que explica o alvoroço.
Nesse post eu descrevi o ambiente que prevalecia nas hostes da Acusação como sendo de alvoroço. Baseava-me, para isso, nos sinais que me tinham chegado nos dias anteriores à sessão, por mais do que uma via, e na própria sessão do julgamento.
No post eu apontava três factores para esse ambiente, e aqui pretendo concentrar-me no terceiro - o artigo do JN (aqui).
Este artigo, aos olhos de qualquer jurista, é devastador para a Acusação. E são dois os aspectos principais.
Primeiro, as indemnizações: Então a Cuatrecasas/Paulo Rangel exigem-me 100 mil euros de indemnização e depois já aceitam ficar-se pelos 5 mil? Não é sério.
Segundo, as licenças: Então, segundo a Cuatrecasas, as licenças são tão necessárias, e no documento final que vem a ser assinado (com a Cuatrecasas entretanto afastada do processo), já não são necessárias de todo e a obra recomeça sem elas? Que estranho.
Conclusão: Aquele documento visava impedir o avanço da obra e boicotá-la. E o processo judicial em curso (cf. aqui) serviria para abafar a situação, arruinando a credibilidade da Associação Joãozinho e do seu presidente.
O artigo do JN - o primeiro relato do processo judicial na comunicação social - é devastador para a Cuatrecasas/Paulo Rangel. E o que dizer do Ministério Público que subscreveu uma queixa-crime fútil e a transformou em acusação criminal?
Embaraçante.
Só resta uma saída para que a Cuatrecasas/Paulo Rangel e o Ministério Público possam salvar a face.
Que eu seja condenado, custe o que custar. Nem que seja numa indemnização de 50 euros ao Paulo Rangel e outro tanto à Cuatrecasas.
É isso que explica o alvoroço.
14 maio 2018
Hino à Cuatrecasas
Eu gostaria de encontrar no youtube uma canção que me servisse de Hino à Cuatrecasas (no mesmo sentido em que no post em baixo um leitor sugeriu uma canção que pode servir de hino à mon chalet).
Agradecia a colaboração dos leitores do Portugal Contemporâneo via caixa de comentários.
Não publicarei para já as sugestões recebidas.
(Quando o processo judicial estiver encerrado, escreverei ao presidente da Cuatrecasas em Barcelona - ou irei lá pessoalmente, se ele me receber - e juntarei um CD com a canção que escolher)
PS. Vários leitores do PC colocaram sugestões na caixa de comentários mas eu, por lapso, em lugar de as publicar, apaguei-as. Peço o favor de voltarem a enviar.
Agradecia a colaboração dos leitores do Portugal Contemporâneo via caixa de comentários.
Não publicarei para já as sugestões recebidas.
(Quando o processo judicial estiver encerrado, escreverei ao presidente da Cuatrecasas em Barcelona - ou irei lá pessoalmente, se ele me receber - e juntarei um CD com a canção que escolher)
PS. Vários leitores do PC colocaram sugestões na caixa de comentários mas eu, por lapso, em lugar de as publicar, apaguei-as. Peço o favor de voltarem a enviar.
mon chalet
Les avocats de Quatremaisons aiment beaucoup mon chalet situé à la bouche de la rivière Douro parce qu'il est:
a) noir
b) rose
c) bleu
d) jaune
e) blanc
a) noir
b) rose
c) bleu
d) jaune
e) blanc
19 anos
Quando se identificou em tribunal (cf. aqui) como "advogado" e "Assistente convidado da Universidade de Coimbra há 19 anos", eu, sentado no banco dos réus, concluí: "Nunca chegará a Professor".
Falo de:
a) Filipe Avides Moreira
b) Pedro Magalhães
c) Nuno Botelho
d) Vasco Moura Ramos
e) Nuno Cáceres
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Falo de:
a) Filipe Avides Moreira
b) Pedro Magalhães
c) Nuno Botelho
d) Vasco Moura Ramos
e) Nuno Cáceres
(Publicarei a primeira resposta acertada)
o tempo
É um jurista "tão profundo que não conseguiu o tempo suficiente para seguir o percurso académico".
Foi assim, que um seu antigo colega de Faculdade, testemunha neste processo (cf. aqui), se referiu ao Professor Paulo Rangel.
Adivinhe quem:
a) Nuno Cáceres
b) Pedro Magalhães
c) Nuno Botelho
d) José de Freitas
e) Paulo Mota Pinto
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Foi assim, que um seu antigo colega de Faculdade, testemunha neste processo (cf. aqui), se referiu ao Professor Paulo Rangel.
Adivinhe quem:
a) Nuno Cáceres
b) Pedro Magalhães
c) Nuno Botelho
d) José de Freitas
e) Paulo Mota Pinto
(Publicarei a primeira resposta acertada)
O Paradoxo Cuatrecasas
Num post anterior, afirmei que a cultura portuguesa é uma cultura de paradoxos (cf. aqui). E assim é também a cultura espanhola, irmã da portuguesa.
Na realidade, alguns dos mais famosos paradoxos desta cultura vieram de Espanha. Um dos mais conhecidos é "O Paradoxo Cuatrecasas", assim chamado devido ao patrão da muito conhecida sociedade de advogados com o mesmo nome.
Emílio Cuatrecasas fica para a história da civilização ocidental por, além de ter sido condenado a prisão por fraude fiscal enquanto presidia à sua sociedade de advogados que especializa em fiscalidad, ter também formulado este Paradoxo num momento de grande criatividade fiscal.
O Paradoxo Cuatrecasas enuncia-se assim (cf. aqui):
"Quando uma coisa está no seu quintal, para efeitos fiscais presume-se que:
a) é sua"
b) é do seu vizinho"
c) pertence a Deus"
d) não é de ninguém"
e) todas as respostas acima excepto a)
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Na realidade, alguns dos mais famosos paradoxos desta cultura vieram de Espanha. Um dos mais conhecidos é "O Paradoxo Cuatrecasas", assim chamado devido ao patrão da muito conhecida sociedade de advogados com o mesmo nome.
Emílio Cuatrecasas fica para a história da civilização ocidental por, além de ter sido condenado a prisão por fraude fiscal enquanto presidia à sua sociedade de advogados que especializa em fiscalidad, ter também formulado este Paradoxo num momento de grande criatividade fiscal.
O Paradoxo Cuatrecasas enuncia-se assim (cf. aqui):
"Quando uma coisa está no seu quintal, para efeitos fiscais presume-se que:
a) é sua"
b) é do seu vizinho"
c) pertence a Deus"
d) não é de ninguém"
e) todas as respostas acima excepto a)
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a conclusão
Como o Professor Paulo Rangel e a Cuatrecasas me propuseram um desconto de 95%, reduzindo de 100 mil para 5 mil euros a indemnização que reclamam de mim (cf. aqui), a conclusão é a de que, para lhes pagar,
a) tenho de ir pedir um empréstimo ao banco
b) tenho de fazer um peditório
c) já não tenho de vender a moradia que tenho na Foz
d) tenho de pedir emprestado a um amigo
e) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) tenho de ir pedir um empréstimo ao banco
b) tenho de fazer um peditório
c) já não tenho de vender a moradia que tenho na Foz
d) tenho de pedir emprestado a um amigo
e) nenhuma das respostas acima
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a sede
O advogado Avides Moreira, director da Cuatrecasas-Porto, no seu depoimento em tribunal (cf. aqui) declarou que a sede da Associação Joãozinho está situada:
a) no HSJ
b) na sede da Cuatrecasas em Barcelona
c) na minha moradia da Foz
d) na sede da Cuatrecasas-Porto (Avenida da Boavista)
e) no Pavilhão do Estádio do Dragão
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) no HSJ
b) na sede da Cuatrecasas em Barcelona
c) na minha moradia da Foz
d) na sede da Cuatrecasas-Porto (Avenida da Boavista)
e) no Pavilhão do Estádio do Dragão
(Publicarei a primeira resposta acertada)
tenho
No seu depoimento logo na segunda sessão do julgamento (cf. aqui), o Professor Paulo Rangel referiu que eu
a) tenho uma moradia na Foz
b) tenho 2,10 metros de altura
c) sou estrábico
d) sou adepto do Sporting
e) fui seu assistente na Católica
(Publicarei a primeira resposta acertada
a) tenho uma moradia na Foz
b) tenho 2,10 metros de altura
c) sou estrábico
d) sou adepto do Sporting
e) fui seu assistente na Católica
(Publicarei a primeira resposta acertada
na Foz
Segundo o advogado Filipe Avides Moreira, director da Cuatrecasas-Porto, e testemunha neste processo (cf. aqui) eu tenho uma moradia na Foz que vai desde:
a) o Castelo do Queijo até à Ribeira
b) Caxinas até à Póvoa
c) o Estádio do Dragão até ao Bolhão
d) o Terreiro do Paço até Alcântara
e) a Avenida de Montevideu até à Rua de Gondarém.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
a) o Castelo do Queijo até à Ribeira
b) Caxinas até à Póvoa
c) o Estádio do Dragão até ao Bolhão
d) o Terreiro do Paço até Alcântara
e) a Avenida de Montevideu até à Rua de Gondarém.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
identificar
Depois de ouvir tantas testemunhas em tribunal (cf. aqui), sobretudo advogados, eu já sei identificar o mentiroso.
São duas as chaves.
A primeira é que ele diz muitas vezes:
1a) É um prazer estar aqui.
1b) É um grande transtorno estar aqui
1c) Estou com uma crise de sinosite
1d) Não me lembro
1e) Ai, esta memória...
A segunda é que ele diz também muitas vezes:
2a) Eu estava lá...
2b) Eu vi...
2c) Eu testemunhei...
2d) Eu presenciei...
2e) Disseram-me...
(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)
São duas as chaves.
A primeira é que ele diz muitas vezes:
1a) É um prazer estar aqui.
1b) É um grande transtorno estar aqui
1c) Estou com uma crise de sinosite
1d) Não me lembro
1e) Ai, esta memória...
A segunda é que ele diz também muitas vezes:
2a) Eu estava lá...
2b) Eu vi...
2c) Eu testemunhei...
2d) Eu presenciei...
2e) Disseram-me...
(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)
leu no jornal
O advogado Miguel Cerqueira Gomes, que é testemunha neste processo judicial (cf. aqui) não viu o meu comentário televisivo. Mas leu no jornal, tendo ficado "espantado", "uma coisa que não pode ser verdade".
Adivinhe em que jornal ele leu:
(i) JN
(ii) Financial Times
(iii) Jornal das Caldas
(iv) Wall Street Journal
(v) Não se lembra.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Adivinhe em que jornal ele leu:
(i) JN
(ii) Financial Times
(iii) Jornal das Caldas
(iv) Wall Street Journal
(v) Não se lembra.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
de 11
Compare estas duas histórias (aqui e aqui).
Existe igualdade entre os seus protagonistas. Em ambos os casos deram o golpe e foram apanhados.
Mas existe também diferença.
E a diferença é que num caso se trata de ... e no outro de...:
(i) um homem de 50 anos e uma mulher de 55
(ii) um homem de 45 anos e uma adolescente de 18.
(iii) um homem de 60 anos e uma criança de 11.
(iv) Um jovem de 22 anos e uma mulher de 37.
(v) um homem de 65 anos e uma idosa de 87.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Existe igualdade entre os seus protagonistas. Em ambos os casos deram o golpe e foram apanhados.
Mas existe também diferença.
E a diferença é que num caso se trata de ... e no outro de...:
(i) um homem de 50 anos e uma mulher de 55
(ii) um homem de 45 anos e uma adolescente de 18.
(iii) um homem de 60 anos e uma criança de 11.
(iv) Um jovem de 22 anos e uma mulher de 37.
(v) um homem de 65 anos e uma idosa de 87.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
13 maio 2018
Ofereço-me
Gostaria de reiterar uma oferta que já fiz neste blogue há uns meses atrás.
Ofereço-me para presidente do Conselho de Administração do HSJ.
As condições são as seguintes:
a) Só exercerei um mandato (3 anos).
b) Prometo a construção da nova ala pediátrica dentro desse prazo.
c) A ala pediátrica será contruída por via mecenática pela Associação Joãozinho.
d) Para esse efeito, cooperarei com a nova direcção da Associação Joãozinho que vier a ser eleita.
e) Tudo o que receber a título de ordenados ou subsídios será doado à Associação Joãozinho.
f) Aceito servir sob qualquer Governo independentemente da sua orientação partidária ou ideológica.
g) Evidentemente, a sociedade de advogados Cuatrecasas será prontamente despedida de assessora jurídica do Hospital.
Ofereço-me para presidente do Conselho de Administração do HSJ.
As condições são as seguintes:
a) Só exercerei um mandato (3 anos).
b) Prometo a construção da nova ala pediátrica dentro desse prazo.
c) A ala pediátrica será contruída por via mecenática pela Associação Joãozinho.
d) Para esse efeito, cooperarei com a nova direcção da Associação Joãozinho que vier a ser eleita.
e) Tudo o que receber a título de ordenados ou subsídios será doado à Associação Joãozinho.
f) Aceito servir sob qualquer Governo independentemente da sua orientação partidária ou ideológica.
g) Evidentemente, a sociedade de advogados Cuatrecasas será prontamente despedida de assessora jurídica do Hospital.
o cavalo errado
As decisões que se preparam no Ministério das Finanças e que configuram o cenário que descrevi em baixo hão-de estar a cair que nem uma bomba no HSJ que entre os seus 5700 funcionários possui uma importante comunidade médica e universitária, e também de enfermagem.
A ideia de ficarem sem serviços de Pediatria e, ainda por cima, de eles serem centralizados no seu grande rival - o Hospital de Santo António (CMIN) - é uma ideia intolerável.
A decepção com a administração do Hospital há-de ser total. E ainda hoje o JN, que é o jornal do Porto e da região Norte por excelência, perguntava em jeito de conclusão: "Mais importante: vai ou não o Hospital de São João ficar sem o serviço de pediatria" (p. 19)?
A resposta, infelizmente, é sim - vai. Nos próximos anos, pelo menos. E vai porque a sua administração apostou no cavalo errado.
Tinha a comunidade - protagonizada pela Associação Joãozinho - a fazer-lhe a obra. Voltou-lhe as costas, boicotou-lhe a obra, desrespeitou compromissos, hostilizou quem lhe queria bem, tentou aniquilá-la (tudo com a ajuda dos seus assessores jurídicos) e acreditou que seria o Estado a fazê-la, protagonizado pelo Ministério da Saúde.
Enganou-se.
A ideia de ficarem sem serviços de Pediatria e, ainda por cima, de eles serem centralizados no seu grande rival - o Hospital de Santo António (CMIN) - é uma ideia intolerável.
A decepção com a administração do Hospital há-de ser total. E ainda hoje o JN, que é o jornal do Porto e da região Norte por excelência, perguntava em jeito de conclusão: "Mais importante: vai ou não o Hospital de São João ficar sem o serviço de pediatria" (p. 19)?
A resposta, infelizmente, é sim - vai. Nos próximos anos, pelo menos. E vai porque a sua administração apostou no cavalo errado.
Tinha a comunidade - protagonizada pela Associação Joãozinho - a fazer-lhe a obra. Voltou-lhe as costas, boicotou-lhe a obra, desrespeitou compromissos, hostilizou quem lhe queria bem, tentou aniquilá-la (tudo com a ajuda dos seus assessores jurídicos) e acreditou que seria o Estado a fazê-la, protagonizado pelo Ministério da Saúde.
Enganou-se.
a única maneira
A questão que coloquei no post anterior deve ter sido muito difícil porque até o espanhol a falhou (o Manolo apontou a opção (iv)).
Vou explicar agora por que é que (v) é a resposta certa.
O HSJ não pode deixar de ter Serviços de Pediatria, porque é o Hospital central da região Norte, e alberga a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
Em vista da intervenção recente do Ministério das Finanças no assunto, o cenário que se desenha é o seguinte:
1. As crianças internadas nos contentores do HSJ passam imediatamente para o CMIN e para o IPO.
2. Com este problema resolvido, o Ministério das Finanças não disponibiliza para já dinheiro público para fazer uma nova ala pediátrica do HSJ (deixou de ser um problema urgente, cf. aqui).
3. Segue-se que a única maneira de o HSJ passar a ter uma nova ala pediátrica é pela via da Associação Joãozinho.
Vou explicar agora por que é que (v) é a resposta certa.
O HSJ não pode deixar de ter Serviços de Pediatria, porque é o Hospital central da região Norte, e alberga a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
Em vista da intervenção recente do Ministério das Finanças no assunto, o cenário que se desenha é o seguinte:
1. As crianças internadas nos contentores do HSJ passam imediatamente para o CMIN e para o IPO.
2. Com este problema resolvido, o Ministério das Finanças não disponibiliza para já dinheiro público para fazer uma nova ala pediátrica do HSJ (deixou de ser um problema urgente, cf. aqui).
3. Segue-se que a única maneira de o HSJ passar a ter uma nova ala pediátrica é pela via da Associação Joãozinho.
12 maio 2018
fonte das Finanças
"A polémica vem na sequência de uma notícia publicada na edição de ontem do JN que dá conta de reuniões entre as Finanças e os administradores de três hospitais do Porto - Centro Hospitalar do Porto que integra o Centro Materno-Infanril do Norte (CMIN), do IPO do Porto e do HSJ para avaliar a capacidade da resposta pediátrica de cada um.
Em cima da mesa estará a possibilidade de transferir valências do S. João para o IPO e para o CMIN e redimensionar as novas instalações da pediatria, cuja obra está pronta a ser lançada. Segundo a RTP, fonte das Finanças admitiu já não ser necessário criar uma nova estrutura física. O Hospital de S. João não quis comentar".
(JN de hoje, pág. 10)
O desfecho mais provável é então:
(i) Os 22 milhões das Finanças já chegaram
(ii) A autorização vem a caminho
(iii) Os 22 milhões serão inscritos no próximo OE
(iv) O HSJ nunca terá uma nova Pediatria
(v) A Associação Joãozinho vai continuar a sua obra.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Em cima da mesa estará a possibilidade de transferir valências do S. João para o IPO e para o CMIN e redimensionar as novas instalações da pediatria, cuja obra está pronta a ser lançada. Segundo a RTP, fonte das Finanças admitiu já não ser necessário criar uma nova estrutura física. O Hospital de S. João não quis comentar".
(JN de hoje, pág. 10)
O desfecho mais provável é então:
(i) Os 22 milhões das Finanças já chegaram
(ii) A autorização vem a caminho
(iii) Os 22 milhões serão inscritos no próximo OE
(iv) O HSJ nunca terá uma nova Pediatria
(v) A Associação Joãozinho vai continuar a sua obra.
(Publicarei a primeira resposta acertada)
o Partido
Olho para a sociedade de advogados que me acusa (cf. aqui) - a Cuatrecasas - e salta-me de lá o Partido.
Olho para a sociedade de advogados que a representa em Tribunal - a Miguel Veiga, Neiva Santos & Associados - e salta-me de lá o Partido.
Olho para a administração do Hospital de São João e salta-me de lá o Partido.
Olho para a proveniência institucional de certas testemunhas no processo - como a Associação Comercial do Porto - e salta-me de lá o Partido.
Puxa! Para onde quer que eu me volte, salta-me de lá o Partido. Estou cercado pelo Partido. O Partido está por todo o lado, num hospital, em duas sociedades de advogados, numa associação empresarial.
Acabarei por enlouquecer. Já vejo o Partido por tudo quanto é sítio.
A tal ponto que, se em lugar do "Joãozinho" no Hospital de S. João, eu me envolvesse a fazer a "Mariazinha" no Hospital de Santa Maria em Lisboa, ou o "Toninho" no Hospital de Santo António no Porto, eu estou certo que me saltaria de lá:
(i) O Partido (o mesmo)
(ii) O Partido (outro)
(iii) Nenhum Partido
(iv) O Inteiro
(Publicarei a primeira resposta acertada)
Olho para a sociedade de advogados que a representa em Tribunal - a Miguel Veiga, Neiva Santos & Associados - e salta-me de lá o Partido.
Olho para a administração do Hospital de São João e salta-me de lá o Partido.
Olho para a proveniência institucional de certas testemunhas no processo - como a Associação Comercial do Porto - e salta-me de lá o Partido.
Puxa! Para onde quer que eu me volte, salta-me de lá o Partido. Estou cercado pelo Partido. O Partido está por todo o lado, num hospital, em duas sociedades de advogados, numa associação empresarial.
Acabarei por enlouquecer. Já vejo o Partido por tudo quanto é sítio.
A tal ponto que, se em lugar do "Joãozinho" no Hospital de S. João, eu me envolvesse a fazer a "Mariazinha" no Hospital de Santa Maria em Lisboa, ou o "Toninho" no Hospital de Santo António no Porto, eu estou certo que me saltaria de lá:
(i) O Partido (o mesmo)
(ii) O Partido (outro)
(iii) Nenhum Partido
(iv) O Inteiro
(Publicarei a primeira resposta acertada)
politiquice
"Não é politique", diz o director do JN neste editorial (cf. aqui).
Claro que não. Porque, se fosse, os seus autores teriam de ser chamados politiqueiros e isso é crime e dá direito a pedidos de indemnização cível de 100 mil euros (cf. aqui).
Claro que não. Porque, se fosse, os seus autores teriam de ser chamados politiqueiros e isso é crime e dá direito a pedidos de indemnização cível de 100 mil euros (cf. aqui).
Quinze
O Nuno Botelho foi aluno do Professor Paulo Rangel na Universidade Católica do Porto em 1991. Ele estava no 1º Ano de Direito e o Professor Paulo Rangel estava no primeiro degrau da sua carreira académica, era então um jovem Assistente de Ciência Política e Direito Constitucional.
O mundo mudou muito nos últimos 27 anos e assim aconteceu com o estatuto académico do Nuno Botelho e do Professor Paulo Rangel - o Nuno Botelho é hoje licenciado em Direito e o Professor Paulo Rangel continua Assistente de Ciência Política e Direito Constitucional.
O Dr. Nuno Botelho é actualmente o Presidente da Associação Comercial do Porto, uma veneranda instituição da cidade com sede num dos seus mais emblemáticos edifícios - o Palácio da Bolsa. Apresentou-se no Tribunal de Matosinhos há uma semana como sendo empresário e, para um liberal como eu, faz todo o sentido que na presidência da ACP esteja um empresário, de preferência um comerciante.
Eu só estremeci no banco dos réus foi quando o Dr. Nuno Botelho disse que a ACP tinha quinze directores e que o Professor Paulo Rangel aportava credibilidade à presidência:
-Quinze!?
e fiquei a sonhar com a internet, porque eu quando estou sentado no banco dos réus, para matar o tempo, sonho com a internet e com o Portugal Contemporâneo.
Mais tarde nesse dia, ainda antes de aceder à internet, eu comentei com um amigo:
-Sabes que a ACP tem quinze directores?... Não é possível governar uma instituição com quinze pessoas sentadas à volta da mesa a tomar decisões... não é possível formar consensos...
Mas, o meu amigo que é mais sagaz do que eu, atalhou:
-A menos que eles, antes de entrarem para as reuniões, já tenham os consensos formados...
Fiquei a pensar na observação enigmática do meu amigo e logo que cheguei a casa fui à internet ver a página da ACP (cf. aqui). E tive uma pequena surpresa. Quatro dos directores da ACP testemunham contra mim neste processo judicial (cf. aqui), sempre é 30% da direcção. Para além do Dr. Nuno Botelho, também o Professor Paulo Rangel, o Dr. Avides Moreira e a Dra. Maria José Barros.
Ora, eu acho perfeitamente natural que um empresário seja director, e até presidente da Associação Comercial do Porto, especialmente se fôr comerciante. Mas já é mais difícil de compreender que na direcção de uma Associação de comerciantes estejam também dois advogados e uma administradora hospitalar mais todos os outros até perfazer dezena e meia.
O que é que unirá toda esta gente?
Foi então que me coloquei as seguintes hipóteses:
(i) O Futebol Clube do Porto
(ii) A profissão de comerciante
(iii) O Partido
(iv) Foram todos alunos do Professor Paulo Rangel
(v) Nasceram todos no mesmo dia
(Se fôr o primeiro a acertar na resposta, eu publico)
O mundo mudou muito nos últimos 27 anos e assim aconteceu com o estatuto académico do Nuno Botelho e do Professor Paulo Rangel - o Nuno Botelho é hoje licenciado em Direito e o Professor Paulo Rangel continua Assistente de Ciência Política e Direito Constitucional.
O Dr. Nuno Botelho é actualmente o Presidente da Associação Comercial do Porto, uma veneranda instituição da cidade com sede num dos seus mais emblemáticos edifícios - o Palácio da Bolsa. Apresentou-se no Tribunal de Matosinhos há uma semana como sendo empresário e, para um liberal como eu, faz todo o sentido que na presidência da ACP esteja um empresário, de preferência um comerciante.
Eu só estremeci no banco dos réus foi quando o Dr. Nuno Botelho disse que a ACP tinha quinze directores e que o Professor Paulo Rangel aportava credibilidade à presidência:
-Quinze!?
e fiquei a sonhar com a internet, porque eu quando estou sentado no banco dos réus, para matar o tempo, sonho com a internet e com o Portugal Contemporâneo.
Mais tarde nesse dia, ainda antes de aceder à internet, eu comentei com um amigo:
-Sabes que a ACP tem quinze directores?... Não é possível governar uma instituição com quinze pessoas sentadas à volta da mesa a tomar decisões... não é possível formar consensos...
Mas, o meu amigo que é mais sagaz do que eu, atalhou:
-A menos que eles, antes de entrarem para as reuniões, já tenham os consensos formados...
Fiquei a pensar na observação enigmática do meu amigo e logo que cheguei a casa fui à internet ver a página da ACP (cf. aqui). E tive uma pequena surpresa. Quatro dos directores da ACP testemunham contra mim neste processo judicial (cf. aqui), sempre é 30% da direcção. Para além do Dr. Nuno Botelho, também o Professor Paulo Rangel, o Dr. Avides Moreira e a Dra. Maria José Barros.
Ora, eu acho perfeitamente natural que um empresário seja director, e até presidente da Associação Comercial do Porto, especialmente se fôr comerciante. Mas já é mais difícil de compreender que na direcção de uma Associação de comerciantes estejam também dois advogados e uma administradora hospitalar mais todos os outros até perfazer dezena e meia.
O que é que unirá toda esta gente?
Foi então que me coloquei as seguintes hipóteses:
(i) O Futebol Clube do Porto
(ii) A profissão de comerciante
(iii) O Partido
(iv) Foram todos alunos do Professor Paulo Rangel
(v) Nasceram todos no mesmo dia
(Se fôr o primeiro a acertar na resposta, eu publico)
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