15 maio 2018

O magistrado

Foi no ambiente que descrevi em baixo que, no passado dia 4, quando me sentei no banco dos réus, deparei com uma surpresa.

O magistrado do Ministério Público que desde o início acompanhou o meu julgamento (cf. aqui) não estava presente, e tinha sido substituído por um colega (*).

Inicialmente, não dei grande importância ao assunto. Talvez o impedimento fosse temporário, se calhar até tinha metido férias porque essa semana tinha um feriado pelo meio (1º de Maio). Hoje, não estou tão certo.

Aquele magistrado é que assistiu à parte substancial do julgamento e aos depoimentos das testemunhas cruciais, na realidade foi ele que colocou as questões mais embaraçantes à Acusação no sentido de apurar a verdade dos factos que precederam e justificaram o meu comentário televisivo.

Eu espero que ele esteja de volta na próxima sessão, que será provavelmente a última, e onde serão produzidas as alegações finais - a fase final do julgamento onde as diferentes partes (acusação particular, MP e defesa) pedem a condenação ou a absolvição do réu.

E se não estiver?

Se não estiver, eu vou ter de comentar.

E não será bom.


(*) Não os menciono pelo nome porque não sei os nomes nem de um nem de outro nem, por enquanto, quero saber. Nenhum deles é o magistrado que produziu a acusação. Este último chama-se António Prado e Castro.

Sem comentários: