30 julho 2015

a aposta na educação


Dados da Pordata

No tempo do Estado Novo só 9% dos alunos frequentavam o ensino privado, hoje são 14% (de um universo de alunos ligeiramente menor).

Por favor não nos deem tanta educação

o conselho da revolução

“Estamos hoje a lutar mais por Abril e pela liberdade do que tantos outros”.
“Nestes 4 anos fomos nós a defender o estado social do socialismo”, reivindicou Passos Coelho.
“Se conseguimos em 4 anos defender o Estado Social, imaginem como não poderemos nos próximos 4 levar mais longe a aposta na educação, na valorização das pessoas, no conhecimento, na saúde, no social”.

Comentário: Na minha opinião, este discurso cheira a mofo, cinismo e hipocrisia. Por favor, não me eduquem, não me valorizem, não me deem conhecimentos, não me tratem da saúde, não me deem apoios sociais. Não me saquem dinheiro para me fornecer serviços que eu posso comprar no mercado, mais baratos e melhores. Deixem-me viver a minha vida e ser livre.

29 julho 2015

como é que não pensamos nisto?

Grécia impõe limites de preços para contornar subida do IVA

todos os homens estão subordinados às mulheres

...
What I’m saying is that male sexuality is extremely complicated, and the formation of male identity is very tentative and sensitive–but feminist rhetoric doesn’t allow for it. This is why women are having so much trouble dealing with men in the feminist era.  They don’t understand men, and they demonize men. They accord to men far more power than men actually have in sex.  Women control the sexual world in ways that most feminists simply don’t understand.
My explanation is that second-wave feminism dispensed with motherhood. The ideal woman was the career woman–and I do support that. To me, the mission of feminism is to remove all barriers to women’s advancement in the social and political realm–to give women equal opportunities with men. However, what I kept saying in “Sexual Personae” is that equality in the workplace is not going to solve the problems between men and women which are occurring in the private, emotional realm, where every man is subordinate to women, because he emerged as a tiny helpless thing from a woman’s body. Professional women today don’t want to think about this or deal with it.
The erasure of motherhood from feminist rhetoric has led us to this current politicization of sex talk, which doesn’t allow women to recognize their immense power vis-à-vis men. When motherhood was more at the center of culture, you had mothers who understood the fragility of boys and the boy’s need for nurturance and for confidence to overcome his weaknesses. The old-style country women–the Italian matriarchs and Jewish mothers–they all understood the fragility of men. The mothers ruled their own world and didn’t take men that seriously.  They understood how to nurture men and encourage them to be strong–whereas current feminism simply doesn’t perceive the power of women vis-a-vis men.  But when you talk like this with most men, it really resonates with them, and they say “Yes, yes! That’s it!”
PS: Todos os homens estão subordinados às mulheres, porque nascem como uma coisa minúscula e indefesa do corpo de uma mulher.

é necessário

... é necessário um sentido de ambivalência da existência humana. A realidade não é só preta ou branca.

Camille Paglia

28 julho 2015

preso político ou político preso - vai ser difícil decidir

Supremo pede levantamento da imunidade parlamentar

13

“This is big”, digitou o presidente dos EUA, no Facebook, rede social que escolheu para partilhar a notícia que gostou de ler: várias empresas norte-americanas vão, em conjunto, investir mais de 126 mil milhões de euros em medidas para reduzir a sua pegada de carbono no planeta. E entre elas há gigantes como a Apple, a Google e a Microsoft.
... a notícia dá conta das 13 empresas que, esta segunda-feira, vão à Casa Branca, em Washington, para anunciarem o investimento. Além das três já mencionadas, as outras nove entidades são: Bank of America, General Motors, Cargill, Alcoa, Wal-Mart, United Parcel Service, Coca-Cola e PepsiCo.
Comentário: Nada é o que parece. Todas estas empresas dependem, em grande medida, das políticas do Sr. Obama e, portanto, poderão vir a beneficiar de contrapartidas significativas por este gesto que vai ao encontro da política oficial da Casa Branca. Ver também esta notícia.

26 julho 2015

efetivo genocídio*

Não se pode comparar o roubo de cêntimos com o desvio de milhares de milhões que tem a consequência de um efetivo genocídio (suicídios de insolventes da classe média, morte de doentes por cirurgias adiadas e falta de dinheiro para comprar fármacos e ir a consultas médicas, abortos por falta de condições financeiras), além de famílias destroçadas, fome, abandono de instrução, pobreza, perda de bem-estar, emigração.

Do Portugal Profundo

*Genocídio - geralmente é definido como o assassinato deliberado de pessoas motivado por diferençasétnicas, nacionais, raciais, religiosas e, por vezes, sócio-políticas (ver: engenharia social). O objetivo final do genocídio é o extermínio de todos os indivíduos integrantes de um mesmo grupo humano específico. Existe controvérsia entre vários estudiosos, quanto ao fato de se designar ou não, como genocídio os assassinatos em massa por motivos políticos. O genocídio é um tipo de limpeza étnica.

analfabetismo motor

Prof. da FMH (Faculdade de Motricidade Humana) descobre nova doença que tem carácter epidémico entre os 3 os 12 anos. Felizmente o Prof. tem remédio para esta enfermidade: saltar ao pé coxinho e à corda.

25 julho 2015

vem aí um novo Maio de 68?
























Telegraph

Caminha hoje



prisão preventiva domiciliária

RICARDO SALGADO

Comentário: Tinha apostado que o DDT iria de cana até ao final de Setembro. Ganhei! Já está preso preventivamente, se bem que em prisão domiciliária.

24 julho 2015

a influência nefasta do comunismo

How communism has influenced Greece’s history
Communism and radical leftism have a long historic narrative in Greece. When the Soviet Union suddenly collapsed after failing to deliver its promised “Communist dreamland,” it surprised almost everyone. But Greece never fully realized this fall’s significance. Nostalgia about a communist utopia persisted in the minds of some citizens, and this underlying narrative has cultivated an attachment with Russia over the years. NATO, the European Union and the United States, on the other hand, were often demonized.
The Greek people are now suffering because the government has continued to implement Communist-like policies. A huge leviathan state with strong trade unions, nationalized industries, barriers to business freedoms and a massive corrupt bureaucracy have all diminished wealth creation in the country.
Comentário: O mesmo em Portugal, os portugueses não compreenderam o significado do colapso da União Soviética. E não tiraram as respetivas ilações.

a good deal

...
But the conventional wisdom is likely to be proved wrong. The deal between Greece and the European authorities is actually a good one for both sides. Rather than marking the beginning of a new phase of the euro crisis, the agreement may be remembered as the culmination of a long series of political compromises that, by correcting some of the euro’s worst design flaws, created the conditions for a European economic recovery.

Anatole Kaletsy

a tragédia grega

Perdoem-me o título um pouco estafado mas é o que melhor se encaixa nesta breve história da Grécia contada pelo Taki.
Um excerto:
...
Two men dominate the post-colonel period: Constantine Karamanlis and Andreas Papandreou. Both men started their own political parties, New Democracy for the former, PASOK for the latter. Karamanlis was center-right, Papandreou center-left. Both got very rich in office, and both corrupted the patronage system to the maximum. Then Karamanlis, a man I knew very well, and one who had benefited from my father’s largesse only to turn against him once he was no longer needed, had a brilliant idea. He proposed to the powers of the EEC, as it was then called, to allow Greece to join the then six nations, thus ensuring no ambitious colonel would try to grab power by force of arms. The EEC welcomed us with open arms. European money began to flow into a poor country whose main exports were olives and fruit and whose economy was based on tourism and shipping.

In 1981, the established EU Greek nation decided to swing left. Andreas Papandreou came into office and a real Greek upheaval took place. Papandreou established a core constituency of voters by enriching them for life. The trick was an easy one. Tony Blair tried it years later. Close to 25 percent of Greeks were employed by the state, with pensions worthy of far, far richer nations, and leaders of civil unions enjoying double or triple pensions for retiring at age 50. With 25 percent of the electorate in his pocket for life, Papandreou then proceeded to nationalize industries, milk the EU treasury, and flirt with Middle Eastern dictators. He personally became very rich, and even divorced his American wife for a very generously endowed airline hostess he met while flying to an EU meeting who went by the nickname Mimi Big Tits. He married Mimi, survived all sorts of riots against his corrupt policies, and finally expired, his face buried in Mimi’s bosom. After his demise she became a nonperson, as in Stalinist societies. Both Karamanlis and Papandreou were succeeded by their nephew and son, respectively, becoming prime ministers—which illustrates a certain lack of imagination on the part of a battered electorate. Then came the 2004 Athens Olympics and the crowning of Greece as a rich, modern European nation covered in glory. The Greek state spent like there was no tomorrow. And, as it turned out, there was not.

Taki

os maiores empregadores

De acordo com um estudo do World Economic Forum, divulgado pela "Forbes", o maior número de empregados do mundo trabalha para Departamento de Defesa norte-americano: qualquer coisa como 3,2 milhões de pessoas.
Só em 2º lugar surge o Exército de Libertação do Povo, da China, que dá emprego a 2,3 milhões de pessoas.
A Walmart e a McDonald's (incluindo os franchises) vêm na 3ª e 4ª posições, com 2,1 e 1,9 milhões de empregados, respectivamente.
Surpreendentemente, o Serviço Nacional de Saúde (NHS) britânico surge no 5º lugar, com 1,7 milhões de empregados - mais do que os caminhos-de-ferro indianos e as forças armadas indianas.
Em 6º lugar aparece a China National Petroleum Corporation, com 1,5 milhões, em 7º a State Grid Corporation of China, também com 1,5 milhões, em 8º a Indian Railways, com 1,4 milhões, em 9º as Forças Armadas Indianas, com 1,3 milhões, e em 10º a Hon Hair Precision Factory (Foxconn), de Taiwan, com 1,2 milhões.

23 julho 2015

um desafio

Gostaria de desafiar o Mário Amorim Lopes, um ilustre Insurgente, a explicar-nos o que é a economia da saúde.
O Mário tem talento e formação para esta tarefa e, pelo contributos cívicos que vai dando, julgo que também não lhe faltará a predisposição para responder a desafios construtivos.

1. O que é a economia da saúde, Mário?
2. Se o Estado se arredar da saúde, como qualquer bom liberal desejará, continuará a justificar-se esta disciplina?
3. Nessa medida, a formação em economia da saúde não será apenas um meio de perpetuar o status quo?
4. Será desejável que o Estado continue na saúde?

Eu deixo já aqui as minhas respostas:

1. É uma invenção do socialismo.
2. Se o Estado sair da saúde, acaba-se a a Economia da Saúde.
3. Sim, os economistas da saúde são instrumentos de perpetuação do Estado na saúde, agindo em interesse pessoal.
4. Como libertário, penso que a minha resposta é evidente, fica apenas subentendida para evitar comentários obscenos.

:-)

PS: Peter Zwiifel, um "economista da saúde", põe o dedo na ferida neste excelente artigo de 2012: ‹‹a economia da saúde tem cada vez menos relação com a teoria económica geral››.

uma lição de economia para a saúde

a economia da saúde é uma invenção do socialismo

Gostaria de demonstrar esta minha afirmação recorrendo à própria definição que os auto-proclamados economistas da saúde dão da sua "disciplina". Para isso nada mais simples do que ir à Wiki:

A economia da saúde é um ramo da economia que se preocupa com os assuntos relacionados à eficiência, efetividade, valor e comportamento na produção e consumo da saúde e assistência médica. Em sentido amplo, os economistas da saúde estudam o funcionamento dos sistemas de assistência médica bem como os comportamentos que afetam a saúde, tais como o fumo.
Um artigo seminal de 1963 escrito por Kenneth Arrow, creditado por muitos por elevar a economia da saúde como uma disciplina, definiu distinções conceituais entre a saúde e outros objetivos. Os fatores que distinguem a economia da saúde de outras áreas incluem a intervenção do governo, a incerteza insolúvel em várias dimensões,informação assimétrica, barreiras à entrada, externalidades e a presença de um terceiro agente. Na assistência médica, o agente de terceiros é o médico, que realiza decisões de compra (e.g., pedir um teste de laboratório, prescrever um remédio, realizar uma cirurgia etc.), apesar de não ter conhecimento dos preços dos produtos ou serviços.

Ora vejamos:

1. Intervenção do governo - LOL, não há nenhum sector em que o governo não intervenha atualmente.
2. Incerteza - LOL, idem para todas as actividades económicas.
3. Informação assimétrica - LOL.
4. Barreiras à entrada - Quando o Estado está metido há sempre barreiras, naturais ou artificiais.
5. Externalidades - Um conceito económico generalista.
6. A presença de um terceiro agente - É o que se passa em muitas outras atividades e que só adquire relevância quando o Estado mete o bedelho.

Cada uma destas características, portanto, não chega para inventar uma disciplina. E o conjunto? Criará uma espécie de singularidade que justifique a ECONOMIA DA SAÚDE.
Na minha opinião, NÃO!
Mas é uma opinião. No tempo da URSS também se inventou a economia socialista, a matemática marxista, a física do proletariado, etc. Mas nenhuma destas discioplinas sobreviveu à queda do comunismo.
No dia em que o Estado arredar da saúde, estou convencido que a economia da saúde também irá para o balde do lixo da história.

o Iraque europeu

A aventura grega parece-me o Iraque europeu

21 julho 2015

0,0001 %

Imaginemos que o Varoufakis vai lucrar com o seu livro 1 M€ e que nos próximos anos, a pregar aos convertidos, vai conseguir sacar mais 2 M€. Se assim for, e se olharmos para o prejuízo de cerca de 30 MM€ que ele causou à economia grega, enquanto MF, como um "investimento", podemos calcular que a rentabilidade foi de 0,0001% do capital.

É uma taxa fraquinha mas é preciso considerar que o tal "investimento" foi feito pelo povo grego e que o lucro é do Sr. Varoufakis. É o socialismo no seu melhor, os mandarins cada vez mais ricos e os pobre cada vez mais pobres.

Ser socialista assim não custa, é preciso é ter um estômago de aço inoxidável.

o custo da indecisão

30 MM€


The indecision and delays have cost Greece about 30 billion euros in the last three weeks alone, according to one senior European Union (EU) official. Tsipras' inability to cut a deal in early July, which forced Greek banks to close their doors and sent the economy plunging, has pushed up the cost of the latest bailout to 86 billion euros, from the 53 billion euros Greece was requesting only a few weeks ago.

20 julho 2015

enganei-me

“Talvez tenha sobrestimado a competência do Governo grego”, indicou (Paul Krugman) durante uma entrevista à cadeia televisa CNN. 
“Nem calculei que pudessem tomar uma posição sem ter um plano de urgência”, caso não obtivessem a ajuda financeira que solicitavam, explicou. 
“Acreditaram que podiam simplesmente exigir melhores condições sem ter um plano alternativo”, prosseguiu, ao referir-se a um “choque”.
Comentário: Paul Krugman confessa que se enganou e pronto. Os "pânditas" não sofrem consequências quando se enganam, as consequências são para a populaça.

19 julho 2015

The 'Yes' to sex app

Agradeço às meninas que tenham fantasias sexuais comigo que se declarem aqui na caixa de comentários do PC, antes de qualquer contacto pessoal :-)

Ler aqui

ataque de riso com a estupidez dos turistas

Fazer pouco de quem nos põe pão na mesa

é triste


Excelente artigo sobre as farmácias no suplemento económico do Expresso. É muito triste que os farmacêuticos não compreendam que o antigo modelo de negócios acabou.
É urgente remodelar o sector.

18 julho 2015

a aliança fatal

Donald Tusk, the president of the European Council, yesterday warned that the surge of the radical left and right was creating the conditions for “revolution” in Europe.
“It was always the same game before the biggest tragedies in our European history, this tactical alliance between radicals from all sides," he told the Financial Times.
Meanwhile, his predecessor, Hermann Van Rompuy, will enter the ranks of the aristocracy. King Philippe of Belgium is to make him a Count, according to local media.

17 julho 2015

a estupidez não tem limites

How could I have been so wrong and so blind...

Aqui

Comentário: A estupidez não tem limites; como é que um tipo que admite que se enganou redondamente não se interroga sobre tudo o resto que dá por certo. Por exemplo, a Grécia não perdeu a sua soberania no dia em que Tsipras assinou o memorando, a Grécia perdeu a sua soberania no dia em que aderiu à UE e ainda mais quando aderiu ao Euro.

"How can you be so blind?"

para otários


16 julho 2015

charlatães




Da janela do seu quarto em Dean St, Karl Marx (1818 – 1885)  deve ter assistido a algumas manifestações contra a vacina da varíola. A populaça estava revoltada contra a Lei de 1840 que obrigava à vacinação de todas as crianças e vinha para a rua protestar.
O movimento anti-vacinação a que se assiste atualmente tem, portanto, uma longa tradição, que remonta à época Vitoriana. A grande diferença é que em pleno século XXI, este movimento é também contra a ciência e toda a experiência que entretanto se acumulou em saúde pública.
Ironicamente, passa-se quase o mesmo com o ressurgimento da propaganda marxista. Depois das tragédias do comunismo, com mais de 100 milhões de mortos à sua conta, assistimos, hoje em dia, à emergência de um discurso marxista/populista sem vergonha na cara. Um discurso que também se faz contra a ciência económica e contra a experiência política.
Quer os protagonistas do movimento anti-vacinação quer os neo-marxistas (ou marxistas erráticos – como Varoufakis) são charlatães. Vendedores de banha da cobra que põem o interesse próprio acima do Bem Comum.
É necessário desmascará-los e chamar os bois pelos nomes. Estamos a lidar com charlatães (Le Point), com vigaristas perigosos que não têm vergonha de indrominar os seus concidadãos.

o esquerdismo como populismo

Com a vitória do Syriza na Grécia e a ascensão eleitoral do Podemos em Espanha, ambos oriundos de movimentos anti-capitalistas radicais e absolutamente hostis à tradição social-democrata, criou-se uma vaga de adesão emocional, e como tal muito sectária e dogmática, a uma certa representação da esquerda que se julgava historicamente invalidada pelo insucesso das experiências comunistas reais. É irrelevante ajuizar das motivações concorrentes para tão estranha adesão; elas são, de resto, mais ou menos evidentes. Chegamos agora, porém, a um momento em que é possível aquilatar objectivamente o mérito político deste caminho.

Francisco Assis

gregos dão um triste espectáculo


15 julho 2015

o espartilho grego

Too often, the debate over Greek economic policy is oversimplified into a classic macroeconomic tussle between “austerity” and “stimulus.”
Prudent fiscal policies are, of course, central to a well-functioning economy. What has gotten less attention — but is equally important — is the need for structural reforms in Greece’s inefficient, overregulated economy.
Take, as one small example, medications. Greece is one of the few European countries that sets prices for over-the-counter drugs, which can be sold only in licensed pharmacies, the Organization for Economic Cooperation and Development reported. Pharmacies must be owned by licensed pharmacists and they can each own only one. Other rules dictate where new pharmacies may open, as well as their operating hours. As a result, prices for consumers are higher, as are retail margins for the pharmacies.
Meanwhile, entry is restricted in a flotilla of fields including taxi and truck drivers, engineers, notaries, actuaries and bailiffs. Most shops are required to close on Sundays. Greece is the only country in Europe that, by law, limits the shelf life of milk to five days, leading to higher prices and restricted choice for consumers. Bakeries can sell breads to consumers only in a few specified weights. And on and on.
NYT

Vaticano apoia Tsipras

A postura de Alex Tsipras é “justa”

Francisco

Comentário: Francisco, Pontífice dos pobres ou dos charlatães

14 julho 2015

a fantomização em massa do povo português

...
O português foi expulso do seu próprio espaço continuando, paradoxalmente, a ocupá-lo. Como um zombie: deixei de ter substância, vida, estou no limite das minhas forças - em vias de me transformar num ser espectral. Sou dois: o que cumpre as ordens automaticamente e o que busca ainda uma réstia de vida para os seus, para os filhos, para si.
Sem presente, os portugueses estão a tornar-se os fantasmas de si mesmos, à procura de reaver a pura vida biológica ameaçada, de que se ausentou toda a dimensão espiritual. É a maior humilhação, a fantomatização em massa do povo português.
Este Governo transforma-nos em espantalhos, humilha-nos, paralisa-nos, desapropria-nos do nosso poder de acção. É este que devemos, antes de tudo, recuperar, se queremos conquistar a nossa potência própria e o nosso país.

José Gil, 20 de Fevereiro de 2013

PS: Desde então, o roubo do presente intensificou-se.

a receita de uma longa decadência

... o aperto fiscal sem reformas estruturais, que é aquilo que temos tido no sul da Europa, é de facto uma armadilha. Beneficia aforradores e (apesar dos cortes) também os pensionistas, mas à custa de todos aqueles a quem os impostos e as regulamentações tiram recursos e oportunidades. Nestes termos, é a receita de uma longa decadência.

Rui Ramos, no Observador

13 julho 2015

já se pode falar de arrefecimento global sem chocar

Vêm aí décadas de frio

PS: Agora que o Vaticano aceitou o dogma do aquecimento... é só mudar a narrativa e dizer que os pobrezinhos não têm cobertores.

Grécia dá uma lição de democracia à Europa

É assim:

... os deputados que não concordam com o acordo podem demitir-se de imediato.

PS: Será que o Varoufakis vai voltar a meter baixa?

os gregos não confiam em si próprios para governar a Grécia

... The tragedy of modern Greece is that they don’t really trust themselves – any more than Schäuble does – to run their own affairs. There are still large public majorities for staying with the euro, for sticking with nurse – in spite of the toxic medicine she dispenses. I expect that the agony will go on, with endless deadlines and fudges and semi-disguised bailouts.
But the lessons from the Schäuble paper are clear. They apply to Britain as much as to Greece. The first lesson is that this is what happens when a nation gives up economic sovereignty, in the hope – accurate or deluded – of somehow becoming richer. The Greeks thought they were being smart to sacrifice their monetary independence; they thought they could free-ride. They didn’t appreciate that this autonomy might be something valuable in itself – something they would one day yearn for again.
The second lesson is that whatever they say in Brussels, there is nothing inevitable about any of this process of “integration”. It is all up for grabs. This is no time to moderate UK proposals for reform; quite the reverse, and David Cameron is dead right to open a new front on employment law.
No one can read that German paper, and conclude that the EU is still meant to be an association of sovereign nation-states. These Schäuble proposals are tyrannical. They should be bitterly resisted.

12 julho 2015

carta aos Tsipras e Varoufakis europeus


O que é que os gregos querem?
Os gregos querem ser livres, como quaisquer outros povos ou apenas pessoas. Querem que os deixem governar as suas vidas, querem liberdade para buscar a sua felicidade.
Mas a liberdade, como canta Janis Joplin, em “Me & Bobby McGee”, é apenas outra palavra para quem não tem nada a perder. E no mundo Ocidental, todos temos tanto a perder que a liberdade míngua a um ponto desesperante. Tão desesperante que por vezes apetece voltar as costas a tudo e começar de novo.
Se o fizéssemos, contudo, os que mais sofreriam seriam os que menos podem desfrutar dessa mesma liberdade: as crianças, os velhos e, de um modo geral, os menos-válidos.
Voltar as costas a tudo e começar de novo seria um acto bárbaro de violência social, que equivaleria a sobrepor a liberdade a todos os outros valores que também nos são queridos.
Temos portanto de fazer concessões e de sofrer com essas concessões, por um valor mais alto que é o Bem Comum.
O que nos sobra porém de liberdade deve ser de cada um para usufruir como lhe aprouver. E nenhum governo tem legitimidade para extorquir esse resto de liberdade.
Hayek afirmou que ‹‹quanto mais o Estado planeia menos os cidadãos podem planear as suas vidas››. Isto hoje é tão claro que parece profético. Os governos devem focar-se em devolver a iniciativa aos cidadãos em tudo o que seja possível, sob pena de extinguirem o sonho de um futuro melhor.
Os povos Europeus cederam parte da sua soberania ao projecto comum que é a UE. Nesse processo perderam liberdade por troca com novos horizontes e economias de escala. É muito importante que a soberania e a liberdade que sobra não sejam usurpadas pelos governos nacionais. Se tal acontecer, não haverá democracia que resista na Europa.
Um governo revolucionário, na UE, é um governo de devolve ao povo o máximo de liberdade possível. O contrário é ilegítimo e, em última análise, destrói o próprio projecto europeu.

Um governo revolucionário é um governo de liberdade ao serviço do Bem Comum.