31 dezembro 2016

Não deixem para amanhã o que podem fazer hoje

... podia ter bebido mais champanhe - Keynes



2017

Votos de Bom Ano a todos os leitores do PC.

26 dezembro 2016

uma associação de malfeitores

O Dr. Mário Soares criou o SNS em 1979, era então Primeiro-Ministro, sendo Ministro da Saúde o Dr. António Arnault.

Hoje, o Dr. Mário Soares está prestes a expirar num hospital privado e de luxo.

Desde 2008 que as crianças internadas no Hospital de S. João do Porto - o segundo maior do país - estão instaladas num barracão feito de contentores metálicos.

O Estado não tem dinheiro para fazer uma ala pediátrica no Hospital.

A comunidade juntou-se - pessoas, empresas, outras instituições de todo o país - e reuniu os recursos necessários para tornar a obra possível.

A obra iniciou-se em 2 de Novembro de 2015. Porém, coincidente com a entrada em funções do novo Governo, o Estado obstaculizou a obra e ela acabou por ser suspensa em Março de 2016.

Parece aproximar-se o momento de o Dr. Mário Soares expirar. Fá-lo num hospital de luxo.

No mesmo dia ou noutros a seguir, hão-de expirar crianças no Hospital de S. João no Porto. Fá-lo-ão num barracão do SNS, de que o Dr. Mário Soares foi o criador.

E isto é assim  porque o Estado, governado por correligionários do Dr. Mário Soares, não tendo dinheiro para lhes oferecer coisa melhor, boicota a obra que a comunidade está empenhada em oferecer-lhes.

Não consigo encontrar explicação para tamanha crueldade senão recorrendo a uma passagem de um livro do Papa Bento XVI, então ainda Cardeal Joseph Ratzinger:

"(...) um Estado que por princípio se queira agnóstico em relação à religião e a Deus e que funde o Direito apenas sobre a opinião da maioria, tende a reduzir-se interiormente ao nível de uma associação de malfeitores. Neste ponto devemos dar razão à interpretação decidida da tradição platónica proposta por Santo Agostinho: onde Deus é excluído, surge a lei da organização de malfeitores, ou em forma despudorada ou atenuada."
(in Cardeal Ratzinger, A Igreja e a Nova Europa, Verbo, Lisboa: 1994, p. 90)


na hora da verdade


O SNS, aos olhos dos seus criadores é, de facto,  um sistema de saúde excelente. Para o povo, bem entendido.

Porque muitos deles, na hora da verdade,  escolhem um hospital privado.

Quanto aos miúdos  filhos do povo, esses, como não se podem defender, nem têm meios ou influência, podem bem morrer num barracão. Do SNS, escusado será dizer.

23 dezembro 2016

mais um Natal

Agradeço ao António Balbino Caldeira este post.

Agradeço a todos os que possam contribuir para esta obra. As contribuições não têm de ser em dinheiro, podem ser em palavras, como esta.

O autor, que aparentemente tem experiência nestas matérias, apanhou bem a verdade da situação.

Entretanto, transcrevo a seguir o penúltimo parágrafo de um e-mail que a semana passada enviei ao Presidente do Hospital de S. João, bem como ao Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Delgado, e ao seu Chefe de Gabinete, Dr. Poole da Costa:


12. Aproxima-se mais um Natal e as crianças continuam internadas num barracão. A Melissa vive mesmo no barracão de forma permanente. Um dia estas crianças vão-nos perguntar por que é que não fizemos esta obra, se a comunidade estendeu as mãos para reunir os recursos que a tornam possível. Como Presidente da Associação de Mecenas, e em representação de todos eles, eu não posso simplesmente dizer-lhes que a obra não foi feita porque umas quantas pessoas corrompidas pela vida se interpuseram no caminho. Elas vão-me responder: "E que homem é você que não as confrontou?"


Pedro Arroja
Presidente
Associação Humanitária "Um Lugar para o Joãozinho"

uma mentira colossal

A verdade na administração pública


(...) A falta de coincidência entre as instituições [públicas] e os seus fins, entre a aparência dos preceitos e a sua realidade profunda, entre as leis e a sua execução, faz da vida administrativa do país uma mentira colossal.

Se temos um vencimento e ao lado a acumulação ou o cofre dos emolumentos, temos a mentira dos ordenados.

Se temos um número de funcionários para um trabalho e parte deles desligados do serviço, porque aguardam uma aposentação que não chega mais, temos a mentira dos quadros.

Se o funcionário tem outra vida que não só a de funcionário, e não entra à hora que deve, e não trabalha com zelo durante o tempo de serviço, e as faltas não são nunca averiguadas, nem julgadas, nem rapidamente punidas, temos a mentira disciplinar.

Se temos fixado um período para pagamento das dívidas, e esse período é sucessivamente prorrogado, temos a mentira dos prazos.

Se temos um orçamento equilibrado, mas as receitas foram avaliadas em mais e as despesas foram artificialmente reduzidas abaixo do que hão-de ser, temos a mentira das previsões.

Se trazemos despesas públicas por fora do orçamento, e outras as iludimos e as pagamos por operações de tesouraria, arranjamos equilíbrios ou saldos, mas temos a mentira das contas.

Se nas indústrias do Estado não contabilizamos os vencimentos que saem das despesas gerais do Tesouro, nem os juros do capital que lhes foi cedido, nem os impostos que deviam pagar e não pagam, temos mentiras de contabilidade e sobre elas a mentira do Estado industrial.

Se o Exército não evita ou não castiga a desordem, se as escolas não ensinam, se os tribunais não fazem boa averiguação dos factos e recta aplicação da lei, temos a mentira da força pública, a mentira da instrução, a mentira da justiça.

E de todas estas mentiras, acumuladas, multiplicadas, enredadas umas nas outras, vêm todas as deficiências de que o País sofre e que há absoluta necessidade de suprir.

A política de verdade impõe-nos a modificação radical de tal estado de coisas.

(Autor não-citável, 1929) 

22 dezembro 2016

sweet lies

O Banco Monte del Paschi Siena, o mais antigo do mundo, e o terceiro maior de Itália, está falido e vai ser nacionalizado nos próximos dias. O Estado italiano deitou-lhe a mão.

O Monte del Paschi  tinha o seu equivalente em Portugal no BES, também o terceiro maior Banco do sistema. A diferença é que o Estado português não lhe deitou a mão, deixando-o falir.

Creio que este foi o maior erro de política económica da democracia portuguesa em 42 anos.

O Estado, com a sua entidade de supervisão, existe para garantir a confiança no sistema bancário. Não cumpriu a sua missão, numa total falta de sentido de Estado dos responsáveis da altura - Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças.

Esta semana, o actual Primeiro-Ministro anunciou uma decisão para alegadamente compensar os chamados lesados do BES. Vai custar perto de 300 milhões de euros, mas não tem custos para o contribuinte, assegura o PM.

Não?

Um Fundo vai ser criado que se vai endividar perante a banca em cerca de 300 milhões, com uma garantia do Estado. O dinheiro serve para indemnizar os lesados do BES, recebendo o Fundo em troca os títulos detidos por estes e que não valem nada.

Quando chegar a altura do Fundo pagar o empréstimo à banca, paga-o como?

Olha para trás, pisca o olho ao Estado, e faz accionar a garantia estatal.

21 dezembro 2016

a casta

Em Itália, Beppe Grillo chama-lhe a casta. É constituída sobretudo por políticos e administradores públicos que vivem acima das regras do cidadão comum e com privilégios que não são reconhecidos a mais ninguém.

Tem um exemplo no post imediatamente em baixo. Veja aqui outro. Um deputado que é (era) também director de uma grande sociedade de advogados - uma sociedade multinacional - numa altura em que o seu partido coligado com outro estava governo.

Como deputado compete-lhe promover o interesse público. Como director da sociedade de advogados compete-lhe promover interesses privados, incluindo o seu.

Na dupla posição que possui ele pode, entre outras coisas,

-influenciar o Governo e outras instituições públicas no sentido de estabelecerem contratos com a sua sociedade de advogados, viajando dinheiro de todos os contribuintes da bolsa do Estado para a bolsa da sua sociedade e para a sua própria bolsa - uma situação que é conhecida pelo nome de nepotismo.

-influenciar o processo legislativo de que ele, como deputado,  é parte, no sentido de o enviesar em favor dos interesses dos seus clientes (e em detrimento do interesse público), cobrando um preço por isso.

-estando por dentro do processo legislativo, passar informações - e cobrar-se por isso - aos seus clientes acerca da legislação que está para sair e os seus contornos, abrindo-lhes oportunidades de negócio e favorecendo-os em relação ao resto da população. Esta situação é conhecida por abuso de informação privilegiada (inside information).

Cheguei à televisão e desanquei-o só pela razão de que em virtude da situação de conflito de interesses em que se encontrava, se pôs e à sua sociedade de advogados no caminho de uma obra que  estou a fazer.

Convidei-o para ir lá rebater as minhas afirmações, mas como é um cobarde nem deu sinais. Pois este parolo, teve o desplante de me pôr um processo em tribunal  porque eu lhe ofendi a honra - que é uma coisa que eu só sou capaz de ofender a quem a tem - ao mesmo tempo que, com pezinhos de lã, se demitia de director da sociedade de advogados, reconhecendo a verdade das minhas afirmações.

Ele é a vítima, eu sou o algoz - as posições invertidas, o mundo às avessas. A mentira queixa-se da verdade.

Se, embora sejam poucas as probabilidades - porque o processo não tem pernas para andar, é mera intimidação - nos encontrarmos em tribunal, este pacóvio sem-vergonha vai receber a lição da sua vida.

Ele anda agora aí pelos jornais a avisar-nos sobre os perigos do populismo de que Beppe Grillo e, ainda mais Donald Trump, são as faces visíveis.

Na verdade, quando em Portugal se revelar um Trump - lembre-se que a cultura portuguesa imita tudo - os membros da casta, como ele,  serão imediatamente varridos. É disso que ele tem medo.

dá o exemplo

Muito lesto a impor regras e cumprimentos aos cidadãos, o Estado - interpretado pelos políticos e administradores públicos - dá o exemplo do seu não cumprimento.

Eles estão acima das regras. Aquilo que vale para os outros não vale para eles.

20 dezembro 2016

a pedido

A pedido do jornalista, e até que ele possa completar o seu trabalho, decidi temporariamente retirar o post que tinha aqui.

19 dezembro 2016

politiqueiro

O palerma do eurodeputado Paulo Rangel apresentou uma queixa-crime por ofensas contra mim, por eu lhe ter chamado "politiqueiro" neste comentário televisivo.

O processo ainda está em fase de instrução, não se sabendo ainda se é produzida acusação - e se vou a julgamento - ou não.

O  Paulo Rangel é um político do nosso sistema democrático que, como todos os políticos, usa os meios de comunicação social para se apresentar ao público  e incentivar o público a votar nele ou no seu partido político, tornando-se, por essa via,  uma figura pública. Fica exposto às avaliações, positivas ou negativas,  que cada um queira fazer dele e do projecto político que representa.

Chegada a altura decisiva, que é a do voto, há aqueles que votam nele e no seu partido, há aqueles que votam noutros candidatos e em outros partidos, e  há até aqueles que não votam em ninguém, como é o meu caso. Ninguém tem de justificar por que é que vota, ou não vota, no Paulo Rangel.

Muitos achá-lo-ão, como eu, um politiqueiro, ou coisa pior, e não votam nele. Ponto final parágrafo. Não têm de justificar nada. A democracia é o governo por opinião - e uma opinião que não tem de ser justificada.

A que propósito é que eu - no caso de ser deduzida acusação - tenho de ir a tribunal justificar a minha opinião de que o Paulo Rangel é um politiqueiro e, já agora, também um palerma? É uma discriminação inaceitável contra a minha pessoa. Na realidade, é a utilização do sistema de justiça, não para fazer justiça, mas para fazer perseguição pessoal ou política.

Suponhamos que eu vou a tribunal e sou condenado. Ora, da próxima vez que eu tiver de me pronunciar em público sobre o Paulo Rangel - e eu sou frequentemente chamado a comentar em público - terei obrigatoriamente de dizer que ele é um bom político. Porque se disser que ele é um político de terceira categoria, um politiqueiro, ainda por cima palerma - que é aquilo que eu penso -, volto a ser condenado, e agora de forma agravada, porque reincidente.

Em conclusão, aquilo que o Paulo Rangel quer é tirar-me a liberdade de expressão e guardá-la só para ele. Dele, só posso dizer bem - dizer mal é crime. Infelizmente, a nossa democracia faz-se de muitos democratas-palerma como ele.


PS. Pouco tempo depois do meu comentário televisivo, o Paulo Rangel abandonou o lugar de director da sociedade de advogados Cuatrecasas no Porto. A verdade tocou-lhe. Ainda assim teve a lata de se ir queixar à justiça. Um deputado, que representa os interesses do povo, não pode, ao mesmo tempo andar a promover interesses privados.

É por estas e por outras que os ventos que sopram da América deixam o establishment a tremer.

17 dezembro 2016

É uma vergonha

A primeira escola pública aparece em 42º lugar no ranking, mas o destaque, pela positiva, é dado às escolas públicas e, pela negativa, às privadas.

Estes tipos não são jornalistas. São sequazes de um regime político que arruinou o país.

Num regime democrático, a função do jornalismo é a de servir de filtro entre os políticos e a população, distinguindo a verdade da mentira, a boa acção governativa da má, o uso legítimo do poder do seu abuso.

Nada disto está presente nesta espécie de jornalismo - apenas o seu contrário.

A escola de jornalismo inaugurada pelo Expresso, continuada pelo Público, e imitada por muitos outros órgãos de comunicação social está resumida no livro do José António Saraiva - "Eu e os Políticos" - que foi durante 25 anos director do Expresso. É a escola da promiscuidade entre jornalistas e políticos.

O Estado Novo, com a sua Censura, produziu um jornalismo que se aproximava imensamente mais do ideal democrático do que este, que é a sua negação. A própria Censura encorajava a desconfiança,  o afastamento e a independência dos jornalistas em relação aos políticos.

Existiam jornalistas afectos ao regime, mas mesmo nesses era possível encontrar um módico de independência e, por vezes, bastante qualidade intelectual e profissional. António Ferro é o paradigma.

Porém, a esmagadora maioria dos jornalistas no Estado Novo eram homens ferozmente independentes do poder político e, muitos deles, seus críticos radicais. Um deles acabou mesmo a ganhar o Prémio Nobel da Literatura.

O jornalismo actual, pelo contrário, faz a propaganda do poder político,  desvirtua a verdade, omite-a com frequência, e nalguns casos substitui-a pelo seu oposto - a mentira. Está ao serviço do poder, não dos cidadãos. É uma vergonha.

Qual é a verdade no caso do ranking das escolas?

Que as escolas privadas deram um tremendo banho às escolas públicas.


16 dezembro 2016

Ninguém

Hoje perguntaram-me por e-mail que interpretação fazia eu desta notícia.

Respondi assim:

O Parceiro público não cumpre e corta no financiamento.
O Parceiro privado paga as favas, em dinheiro e em má-imagem.
Uns safados!


Depois fui ver quem era a jornalista: "Aos 12 anos decidi que queria ser jornalista. Ninguém me levou a sério (...) Afinal, a família tinha parcialmente razão".

É uma miúda.



07 dezembro 2016

truth

For reminding America that demagoguery feeds on despair and that truth is only as powerful as the trust in those who speak it, for empowering a hidden electorate by mainstreaming its furies and live-streaming its fears, and for framing tomorrow’s political culture by demolishing yesterday’s, Donald Trump is TIME’s 2016 Person of the Year. (aqui)

05 dezembro 2016

Bep Cricket

Transcript of the conversation between President-elect Donald Trump and Peter Throw, Part XXXII


Donald Trump (DT) - Peter...what's the meaning of  ...vaffanculo...?

Peter Throw (PT) - Oh well, Don ... Take it up in the ass ... fuck off...

DT - Does that Italian fellow who says vaffanculo left and right  also extend the middle-finger?

PT - Sure, he does...to party-politicians and journalists...His name is Bep Cricket...

DT - Oh... I like that... I also do that ...in private, I mean...

PT - He is a comedian ... he can do it in public...

DT - Peter...What is the Five-Star-Mouvement which has been so influential lately in Italian elections and in yesterday referendum...?

PT - It is a non-partisan, non-ideological mouvement that aims at establishing a kind of direct, internet-based democracy... It has many similarities with you...

DT - Does it?

PT - It is made up of outsiders, like you ... it fights the political establishment and the press, like you ... it aims at giving a voice to the Italian people, like you ... Its adversaries call it populist, like you...It has been a tremendous success, like you...

DT - How can that be ... a mouvement which is not a political party?

PT - Well ...we are talking about Italy... which is at the center of Catholic culture...Catholic culture is communitarian ... it does not like political parties ... neither religious sects, from which they derive...

DT - Do you mean that Italians do not like political parties?

PT - Yes, Don... they don't ... it is not part of  their tradition...Even if they say that they like them...actually they don't ... Period!...  Tradition speaks higher than rationality...

DT - Why not?

PT - Because parties divide people ...they put people agains each other ... political parties, like Protestant sects in religion, destroy the community...

DT - Oh... I never thought about that...

PT - Don ... if you want to reunite America ... to make America great again as a community ... you should learn more about Catholicism ... and leave Presbyterianism which is sectarian...

DT - ...

PT - ... The opposite of Catholic... which from the Greek katholicos means universal... is  sectarian, partisan...Modern political parties derive from the Protestant sects...

DT - ...

PT -The first political party in Britain was the Whig Party, later called Liberal Party, which descends from Scottish Presbyterianism...Actually, Don, your mother was from Scotland, wasn't she?...

DT - Yes Peter, my mother was from Scotland and was she who instilled in me religious sentiments...

PT - Political parties can survive in America ... which was founded by presbyterians and other Calvinista sects ... but in Catholic countries like Italy or Portugal which have never been exposed to Protestantism ... they have no future ...they ruin the nation...

DT -  ...

PT - Political parties are a cancer in Catholic culture ... a cancer which produces methastases in the social organism ... of which a partisan  press is a deadly one...

DT - There are many Catholics now in the United States ... At the time of our Foundation there were virtually none ... Catholicism was prohibited in British territories at that time ...Only one of our founding fathers was a Catholic...

PT - And as recently as the 1960's we know what happened to the only Catholic President of the United States so far...

DT - It's changing rapidly; Peter ...Now about 25% of the US population is Catholic...

PT - Yes... that's true... that's probably why resentment against political parties in the US is also on the rise... Don't forget that Catholics were the top voters for you... Actually you may go down in US history ... as the precursor of the American Bep Cricket...

DT - Do you antecipate some kind of a Five-Star-Mouvement in Portugal, Peter?

PT - For sure, Don ...sooner rather than later...

DT - I'll be all for it...

Vaffanculo!

A forma como os políticos, com a cumplicidade da Imprensa, têm tratado António Domingues é absolutamente miserável. É a mentira ostensiva e permanente e a desvalorização pessoal constante.

Não basta que o Governo tenha faltado à palavra que se comprometeu com ele. É a inversão da verdade que é chocante - afinal, quem não tem palavra é António Domingues.

A desvalorização do homem não termina aqui. Afinal António Domingues era uma segunda escolha, a primeira era Paulo Macedo. Outra mentira.

O pior é que este chorrilho de mentiras e de patifarias é feito com o exemplo do Presidente da República e tem como um dos jornais cúmplices O Expresso que é um jornal onde o Presidente da República mexe agulhas e o irmão do Primeiro-Ministro também.

É talvez por estas e por outras que o Movimento 5 Estrelas tem tido o sucesso que se vê em Itália - não fala com os partidos nem com a imprensa, a ambos atirando o slogan Vaffanculo. Em relação à imprensa, Donald Trump fez o mesmo nos EUA e com sucesso ainda maior.

A propósito de António Domingues, é caso para dizer ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro e ao Expresso: Vaffanculo!

Quanto à tradução do estrangeiro já houve aqui no PC uma grande discussão acerca do verbo a utilizar: os portugueses utilizam "levar", mas um comentador brasileiro  de Minas Gerais insistia que o verbo apropriado é "tomar". O Acordo Ortográfico não esclarece.

02 dezembro 2016

under one God

Transcript of the conversation between President-elect Donald Trump and Peter Throw, Part XXXI


Peter Throw (PT) - Don ... one of the most controversial of your statements during the Presidential campaign was this: "Imagine what our country could accomplish if we started working together as one people, under one God, saluting one flag," ... What did you mean?

Donald Trump (DT) - I want to restore that old tradition of America as a profoundly religious nation... Don't forget, Peter...God is named in the first paragraph of our Declaration of Independence...

PT - You mean people going to the mass every Sunday?...

DT - No, Peter ... I mean that religious tradition which was noted by Tocqueville in his classic  Democracy in America...a tradition that unites people...

PT - As opposed to party politics which divides them...Actually, the word religion itself comes the the latin religare... re-uniting ...uniting again...

DT - ...religion as a business of everyday life ... as a way of people relating to each other .. as a code of social conduct...and God as the supreme standard of all human action both in private and public life...

PT - You have different religions in America, Don...

DT - Yes, Peter ...different religions... different traditions of relating to God ...but God is one and the same for all religions... There is only one God, Peter!...

PT - Can't you imagine a nation... a community without God, Don?...

DT - No, Peter, I can't ...There is not, and there never was, in human history a nation without God......Without God society will end up in chaos, anarchy and violence...Look at Nazi Germany and the Soviet Union...

PT - It was a big mistake of Hillary ignoring God and religion... Actually, criticizing religion...and the Catholic religion in the first place...

DT- Yes, it was... most religious Americans voted for me... and above them all, white Catholics...A big mistake of Hillary and of her self-proclaimed intellectual elite...

PT -  Yes ...  you seem to be right ...You know, intellectuals exclude God from public life ...it all started with Kant ... the most influential modern philosopher among intellectuals and left-wing liberals...

DT - Peter ... Without God you cannot distinguish the true from the false... the rational from the irrational...the beautiful from the ugly ... the good from the evil... the just from the unjust...no way!...God is the common, supreme standard for all of mankind...

PT - ...And thus the figure of unity...

DT - Yes, Peter.... that's what I meant by "...under one God..."... God as the symbol of unity among Americans... The supremacy of religion over politics...

PT - You know, Don ...I think that Pope Francis would agree with you about the role of religion in society...

DT - Would he, Peter...?

01 dezembro 2016

Trumpamerica

Transcript of the conversation between President-elect Donald Trump and Peter Throw, Part XXX


Peter Throw (PT) - Don...I am very much impressed by the first vídeo released by the American Public featuring Dave Denis and his Assistant-Director...

Donald Trump (DT) - Are you, Peter...? ... I told them what they should say...

PT - Did you? ... It's a vídeo about Trump's America, Don...

DT - Do you have any questions, Peter...?

PT - Well...Don... From the vídeo it is not very clear what your America is going to be... May I ask you a few questions...just to clear up my mind...?

DT- Sure, Peter...

PT - What is Trump's America?

DT- Trump.

PT - And what is America's Trump?

DT - America.

PT - If you were to describe in just one word what Trump's America will be ... how would you go about it?

DT - Trumpian.

PT - And  America's Trump?

DT - American.

PT - In Trump's America what is  Trumpian?

DT - Trump.

PT - And in America's Trump what is  American?...

DT - America.

PT - Are you going to take America out of Yemen?

DT- I'll put Yemen in America.

PT - What about American isolationism?

DT - I'll make isolationism American.

PT - At a given moment in the conversation Dave asks a very important question... Who is going to control Trump?

DT - America.

PT - And who is going to control America?

DT -Trump.

PT - If Trump is America and America is Trump what, in the end,  is Trump's America?

DT - Trumpamerica.