08 dezembro 2013

a dívida

No início de Outubro regressei feliz de uma viagem de dez dias à Escócia.

Juntamente com a mãe, eu tinha ido acompanhar a minha filha mais nova que ia iniciar a sua actividade profissional em Glasgow e prosseguir os seus estudos a nível graduado.

Os dois primeiros dias foram passados em Glasgow, enquanto mãe e filha compravam as coisas necessárias para equipar o apartamento onde ela iria viver durante os próximos quatro anos.

Depois, eu e a mãe fomos passear de carro pelo norte da Escócia.

Voltámos a Glasgow na véspera do regresso a Portugal para nos despedirmos da filha.

Escolhemos um bom restaurante e encomendei uma boa garrafa de vinho tinto (espanhol, não havia português) porque eu queria celebrar esse dia.

A minha filha mais nova tornava-se nesse dia independente de mim e da mãe.

Eu sentia-me leve e feliz. Era como se um peso - o último peso - tivesse saído de cima dos meus ombros.

Só dias depois, já em Portugal,  compreendi perfeitamente o significado de tanta felicidade. Eu tinha acabado de pagar a dívida que tinha para com os meus país.

3 comentários:

Vivendi disse...

http://www.rtp.pt/play/p36/e137010/bom-dia-portugal/329613

PA na RTP a partir do minuto 23.

zazie disse...

Que engraçado como viu as coisas desse modo.

Concordo com este ponto de vista de todso devermos mutuamente a quem nos criou e aos outros.

A ideia inversa é a responsável por tanto abandono familiar.

O egoísmo é perigoso e pregá-lo ainda mais.

Pedro Sá disse...

A felicidade não tem que ser racionalizada, ora.