No início de Outubro regressei feliz de uma viagem de dez dias à Escócia.
Juntamente com a mãe, eu tinha ido acompanhar a minha filha mais nova que ia iniciar a sua actividade profissional em Glasgow e prosseguir os seus estudos a nível graduado.
Os dois primeiros dias foram passados em Glasgow, enquanto mãe e filha compravam as coisas necessárias para equipar o apartamento onde ela iria viver durante os próximos quatro anos.
Depois, eu e a mãe fomos passear de carro pelo norte da Escócia.
Voltámos a Glasgow na véspera do regresso a Portugal para nos despedirmos da filha.
Escolhemos um bom restaurante e encomendei uma boa garrafa de vinho tinto (espanhol, não havia português) porque eu queria celebrar esse dia.
A minha filha mais nova tornava-se nesse dia independente de mim e da mãe.
Eu sentia-me leve e feliz. Era como se um peso - o último peso - tivesse saído de cima dos meus ombros.
Só dias depois, já em Portugal, compreendi perfeitamente o significado de tanta felicidade. Eu tinha acabado de pagar a dívida que tinha para com os meus país.
3 comentários:
http://www.rtp.pt/play/p36/e137010/bom-dia-portugal/329613
PA na RTP a partir do minuto 23.
Que engraçado como viu as coisas desse modo.
Concordo com este ponto de vista de todso devermos mutuamente a quem nos criou e aos outros.
A ideia inversa é a responsável por tanto abandono familiar.
O egoísmo é perigoso e pregá-lo ainda mais.
A felicidade não tem que ser racionalizada, ora.
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