24 abril 2012

confusionismo

En verdad, los males que padece ese gran país que fue la Argentina (...) se deben al peronismo, que, con su confusa ideología donde se mezclan las más contradictorias aportaciones, el nacionalismo, el marxismo, el fascismo, el populismo, el caudillismo, y prácticamente todos los ismos que han hecho de América latina el continente pobre y atrasado que es. Hay un misterio, para mí indescifrable, en la lealtad de una porción considerable del pueblo argentino hacia una fuerza política que, a lo largo de todas las veces que ha ocupado el poder, ha ido empobreciendo al país, malgastando sus enormes riquezas con políticas demagógicas, azuzando sus divisiones y enconos, destruyendo los altísimos logros que había alcanzado en los campos de la educación y la cultura, y retrocediéndolo a unos niveles de subdesarrollo que había dejado atrás antes que ningún otro país latinoamericano.

Mario Vargas Llosa

PS: Reparem que se passa o mesmo em Portugal. Os partidos políticos não têm uma ideologia clara e tanto adoptam medidas marxistas como fascistas ou populistas.

4 comentários:

Harry Lime disse...

Há uns tempos li uma crónica (no Expresso!) em que o escriba defendia que nós eramos como a Argentina mas numa aspecto diferente.

segundo ele, o nosso problema (e o dos argentinas) era que estavamos sempre a fazer reformas sem dar tempo ás reformas anteriores para mostrarem resultados.

O resultado era uma sociedade num estado de revolução permanente em que não era possivel fazer projectos a longo prazo e em que os unicos que se safavam eram os burocratas que de uma forma ou doutra conseguissem surfar as ondas de reforma permanente.

É o excesso de reformas (não a sua falta!) que nos trama.

Rui Silva

Eduardo Freitas disse...

«É o excesso de reformas (não a sua falta!) que nos trama.»

Há muito de verdade aqui. E mais precisão haverá se se substituir "reformas" por "intervenções" sublinhando o tacticismo oportunista da regra de ouro dos políticos no poder: "há que tomar medidas", "é tempo de agir", "há quer salvar isto ou aquilo sob pena do colapso", etc.

Vivendi disse...

«É o excesso de reformas (não a sua falta!) que nos trama.»

Concordo!

E a maior parte dessas intervenções não passam de simples demagogia.

O estado mete-se demais onde não é chamado e de forma errada na maior parte dos casos.

A confusão vem daqui:

O Índice de Desenvolvimento Humano é calculado pela ONU há mais de 3 décadas. Em 1975, no final da longa noite fascista e no alvorecer da democracia, Portugal era o 23.º país com melhor índice. Trinta anos de Estado Social depois, em 2005, era o 29.º. Trinta e cinco anos de Estado Social depois, em 2010, era o 40.º

O que é engraçado é que se chega cada vez mais a conclusão que Salazar era mais “liberal” e ao mesmo tempo mais “socialista” que muitos que por aí andam!

Ter os indicadores económicos e acumulação de ouro era o sonho de um qualquer liberal e uma escola em cada aldeia o sonho de um qualquer socialista, tudo isto Salazar conseguiu.

Anónimo disse...

«É o excesso de reformas (não a sua falta!) que nos trama.»

Plenamente de acordo.

E, por vezes, nem sequer são reformas. São meras medidas avulso que só contribuem para aumentar o nível de entropia no sistema (que já é bastante elevado).

Vejam, por exemplo, a "liberdade de escolha" na educação que o Sr. Nuno Crato veio anunciar há uns dias.

Se estas palermices não fossem tão graves para o país até dava vontade de rir à gargalhada.

Estes gajos são tão patetas que na segunda feira anunciam a "liberdade de escolha" e na terça admitem que não vai funcionar lá muito bem...

Sinceramente que ainda hoje não entendo como é que temos a Ministro da Educação um comentadorzeco de televisão, mas enfim...