16 fevereiro 2009

arrasa-me

Será que as brasileiras arrasam mais do que as portuguesas? É uma pergunta que não é nada fácil de responder, especialmente quando “todo o mundo” vai arrasando o que pode.
Se pesquisarem nas notícias da Google, constatam logo que no Brasil se arrasa mais do que em Portugal. Em Portugal, os juízes arrasam o novo sistema informático da justiça e os portugueses arrasam os políticos. No futebol também se arrasam umas coisas, mas é especialmente no show business que o “arrasão” é maior.
Os ingleses arrasaram na noite dos Grammys, as ex-BBB’s (?) arrasaram na quadra da escola de samba, onde esbanjaram sensualidade com os seus trajes justos e decotados, e as Pussy Cat dolls arrasaram em show na Irlanda.
O título mais sugestivo que encontrei foi: mulheres arrasam nas ruas de Brasília. Não sei se as mulheres também arrasam em S. Paulo, mas por um segundos temi que o nosso Rui a. já pudesse ter sido arrasado. Pensem nas implicações políticas e na leitura que se poderia fazer. Perigoso liberal arrasado em S. Paulo. Pedro Arroja já tinha alertado para os perigos do liberalismo em países católicos.
Constatei que a semântica (não é bem o meu forte) do verbo arrasar é um pouco diferente em Portugal e no Brasil. Por lá, o arrasar significa deixar de rastos, por inveja. Por cá, arrasar significa dizer mal ou vexar. Prefiro o sentido brasileiro ao lusitano.
Em todo o caso, é preferível ser arrasado nas ruas de Brasília, e em público, por mulheres arrasadoras do que ser arrasado, no Público, por juízes ou pela populaça. Não me importo mesmo, confesso, que a imprensa portuguesa pudesse vir a noticiar, maliciosamente, o meu arrasamento como: coroa arrasado nas ruas de Brasília por rolinha.
Sic transit gloria mundi.

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