30 dezembro 2008

salário mínimo

O salário mínimo obrigatório (SMO) aumenta o desemprego, especialmente entre os jovens, as mulheres e os trabalhadores menos diferenciados. Este é um exemplo de outro princípio inquestionável.
Os Apris compreendem este princípio e aceitam-no. Os Empis, contudo, rejeitam-no sem hesitação. Argumentam que os salários indiferenciados são demasiado baixos, que os patrões “o querem ganhar todo”, que só há desemprego para quem não quer trabalhar, que os trabalhadores têm de ter certos direitos, que “os pobres estão cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos” e até que “se os ricos não cuidarem dos pobres... um dia os pobres tratam da saúde aos ricos”.
Os Links sabem perfeitamente que o salário mínimo aumenta o desemprego mas vão ao encontro das preocupações do Empis. Um político, interessado em ganhar eleições, dirá qualquer coisa deste género: iremos aumentar o salário mínimo para níveis compatíveis com o nosso desenvolvimento económico, queremos diminuir as desigualdades sociais, queremos mais justiça.
Ora bem, se o SMO contribui para aumentar o desemprego, como é que pode diminuir as desigualdades sociais? A resposta não interessa, nem aos Empis que não apreenderam o conceito económico subjacente, nem aos Links que estão apenas preocupados com os seus horizontes políticos. A carreira dos Links depende da ignorância dos Empis.

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