02 dezembro 2007

quarenta e cinco

Escrevi, aqui por baixo, que não vejo nada de novo na direita portuguesa, mesmo naquela que se pretende mais liberal do que as outras. E dei como exemplo a confragedora falta de autores que, nessa grandiosa re-fundação, tenham publicado livros sobre o liberalismo, a explicar o que tinham de novo a dizer.

Para que não sobrem dúvidas, nem ressentimentos, quero dizer que me incluo nesse número de incapazes: tentei fazer uma coisa colectiva há uns tempos (sózinho não me atreveria) e não consegui entusiasmar ninguém. Mea culpa, naturalmente.

Desta novíssima leva de liberais, conheço dois autores que publicaram ivrosl: o blasfemo CAA, com uma colectânea de textos publicados na imprensa com o título É Difícil ser Liberal em Portugal, e o «ultramontano» André Azevedo Alves, com a sua tese de mestrado, chamada Ordem, Liberdade e Estado, e um livro em parceria com o José Manuel Moreira, O que é a Escolha Pública? E, quanto ao novíssimo liberalismo, por aqui nos ficamos.

Agora sugiro que se dê um salto à vizinha Espanha. E recomendo uma visita ao site da Unión Editorial. Provavelmente não estará lá tudo sobre o liberalismo (nunca está), mas encontramos mais do que o fundamental. Repare-se que, só autores espanhóis com várias obras cada um, estão, pelas minhas contas, quarenta e cinco, entre os quais alguns nomes notáveis, como Jesús Huerta de Soto e Fernando Prieto (a melhor história do pensamento político que me passou ultimamente pelas mãos).

Não por acaso, a Espanha teve o governo europeu mais liberal da Europa dos últimos anos, com José Maria Aznar. Não por acaso, desconheço eventuais desavenças entre liberais e Huerta de Soto por ele ser católico.

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