O momento que eu descrevi num post de Novembro de 2021 sob o título "a figura paradigmática" parece estar prestes a chegar. Se o tema central da próxima campanha eleitoral fôr o dos "conflitos de interesses", como parece ser o caso, o PSD que se cuide.
Reproduzo, em parte, o que então escrevi:
"O Paulo Rangel é facilmente elegível como a figura paradigmática da corrupção do sistema político e judicial português. Não é fácil dizer o mesmo acerca do Rui Rio.
O Paulo Rangel é a figura acabada do político que enriqueceu ilicitamente através da política e do que deveria ser serviço público; dos conflitos de interesses entre a política e os negócios e entre a política e a justiça; do tráfico de influências que esses conflitos de interesses permitem e induzem; das negociatas e dos cambões próprios de quem tem um pé no sector público e outro no sector privado; do poder oculto das grandes sociedades de advogados, como a Cuatrecasas, verdadeiras sociedades secretas (cf. aqui); do jogador (político) que é ao mesmo tempo árbitro (comentador político); da promiscuidade entre a política (na sua condição de político) e a justiça (na sua condição de advogado), que permite utilizar a política para influenciar a justiça, corrompendo-a, e utilizar a justiça para fazer política, corrompendo-a também.
Para quem pretende acabar com a corrupção do sistema político e judicial português, não existe alvo mais apetecível do que o Paulo Rangel.
Quanto mais alto ele subir, maior será a queda - não apenas dele e do PSD mas do próprio sistema, que envolve também o PS (o qual também tem figuras semelhantes ao Paulo Rangel)".
Fonte: cf. aqui
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