18 janeiro 2019

talentos perdidos

Fui agora à SIC gravar uma peça para o Jornal das 8.

A priori, eu não tenho confiança na SIC a reportar sobre a ala pediátrica do HSJ. Mas vamos lá ver o que sai desta vez (*).

A curiosidade é que as instalações da SIC-Porto ficam em Matosinhos, muito próximo do Tribunal. Ainda pensei subir dois quarteirões para ir cumprimentar o magistrado X, que já não vejo há mais de 6 meses.

Mas depois, pensei que já eram quase 6 horas da tarde e o magistrado X, como bom funcionário público, já deve ter a secretária arrumada às 5 para se pôr a andar.

Que saudades que eu tenho dele. Que investigador criminal que ele é. Mas eu, com aqueles talentos, antes queria estar na Polícia Judiciária do que no Ministério Público.

Na Judiciária é que se investigam crimes a sério, homicídios, terrorismo, organizações mafiosas, etc., ao passo que no Ministério Público é mais crimes de papel e de televisão.

Quantas horas terá passado o magistrado X a ver televisão para descobrir os crimes no meu comentário televisivo? Sem conta, de certeza. E acabou por não descobrir nada. Quem acabou por descobrir o crime, após uma "uma análise fina e muita atenta" do comentário" (cf. aqui) foi o juiz que também já tinha sido magistrado do MP e não terá querido deixar os seus créditos de investigador criminal por mãos alheias.

Que frustração deve ter sido para o magistrado X. Andou a devassar a minha vida para ver se encontrava esqueletos que dessem cabo da Associação Joãozinho e de mim próprio e, afinal, estamos ambos vivinhos, e hoje tão próximos dele - ali à distância de dois quarteirões.

Tantas horas e tantos talentos perdidos a ver televisão... e nada.


(*) Actualização às 20:20 - Confirmou-se.

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