31 julho 2026

a guia

 




Não sou adepto de ver um polícia - ainda por cima um chefe de polícia criminal - a ministro (cf. aqui).

Mas daquilo que tem sido assacado ao ministro Luís Neves nada me parece substancial. Os jornalistas chamam-lhe investigação, mas é mais devassa da vida privada, uma matéria em que os portugueses são especialistas.

Aquele episódio em que o material químico que foi transportado para o armazém do empresário João Carvalho, escoltado por dois agentes da PJ, e que devia ter sido acompanhado de uma guia, é próprio daquilo a que Salazar chamava o delírio burocrático dos portugueses (cf. aqui).

E o caso do tanque que afinal é piscina? Quando alguém precisa de fazer obras em casa, chama um empreiteiro amigo ou acha que é melhor lançar um concurso público? 

Luís Neves está a ser alvo de um ataque pessoal e político dirigido a um ministro como não há memória na democracia portuguesa.

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