13 março 2016

obras

Dirijo, desde há dois anos,  uma obra mecenática (ou de caridade) que tem por missão oferecer às crianças internadas no Hospital de S. João no Porto uma instalação condigna de internamento já que, desde há oito anos, as crianças são internadas numa construção provisória feita de contentores metálicos.

A nova ala pediátrica do HSJ é um edifício de cinco andares que ficará anexo ao edifício principal do Hospital, tem um prazo de execução de dois anos, e um custo de 20 milhões de euros mais IVA, para um total de cerca de 25 milhões.

Como não me parecia fácil angariar 25 milhões de euros sem obra à vista, decidi que a primeira prioridade seria pôr a obra andar com um mínimo de dinheiro (que eu próprio estabeleci em um milhão de euros). O problema era arranjar uma construtora que se dispusesse a fazer a obra sem a totalidade do dinheiro à vista.

Arranjei duas. Lancei um concurso dizendo qual a obra de que necessitava, salientando o seu carácter humanitário, e dizendo que só tinha uma milhão de euros para começar, e que me propunha pagar em dez anos. Garantias? A minha palavra. A Lucios e a Somague responderam à chamada humanitária e disponibilizaram-se para fazer a obra em consórcio nas condições que eu propunha.

O Projecto ficou assim arquitectado: a Associação Humanitária contratava a obra com o consórcio construtor e responsabilizava-se pelo pagamento; e, no final, oferecia a obra ao HSJ, que seria o seu proprietário final. Assim se cumpriria a vocação mecenática da Associação.

Em seguida, fui junto do Ministério da Saúde apresentar o Projecto e perguntar se aceitava esta dádiva da comunidade portuguesa ao HSJ. O Secretário de Estado da Saúde da altura (segundo semestre de 2014), produziu um despacho a aceitar a obra nas condições que eu oferecia, e deu-me os parabéns, e a todas as pessoas e instituições envolvidas, pelo espírito de iniciativa.

Entretanto, a Associação Humanitária foi transformada em IPSS e rapidamente lhe foi reconhecido o estatuto de utilidade pública (permitindo a isenção de 50% do IVA; ainda assim, numa obra que seria dada ao Estado, a Associação ficava ainda sujeita ao pagamento dos outros 50%, matéria que eu tencionava resolver mais tarde junto de outras instituições do Estado).

O director da Direcção Geral da Segurança Social que me recebeu disse-me que nunca tinha visto uma obra de solidariedade social - e todas lhe passavam pelas mãos - tão grandiosa e em tão adiantado estado de concretização.

Todo o Projecto foi em seguida submetido à apreciação do Tribunal de Contas para certificar que não havia dinheiros públicos envolvidos. O Tribunal de Contas pronunciou-se mês e meio depois, dando luz verde - não havia dinheiros públicos envolvidos.

A cerimónia do lançamento da primeira pedra foi realizada a 3 de Março de 2015 com a presença do primeiro-ministro Passos Coelho, que louvou profusamente o espírito de iniciativa das gentes do Norte.

Para regularizar as relações entre a Associação Humanitária, o HSJ e o consórcio construtor foi assinado um Protocolo tripartido em que, praticamente, a única e óbvia obrigação do HSJ era a de desimpedir o espaço onde se iria realizar a obra (até aí ocupado com pequenas construções antigas onde funcionavam pequenos serviços do Hospital).

Em 2 de Novembro a obra começou e enquanto o HSJ desimpedia o espaço, a construtora avançava com os trabalhos de demolição, e tudo corria bem. Até que no final de Dezembro fui avisado que, desde o dia 11 desse mês, o HSJ tinha parado inexplicavelmente os trabalhos de desimpedimento do espaço e que, a manter-se a situação, dentro de um mês ou dois, o progresso da obra iria ficar comprometido.

Pensei que se tratava de alguma dificuldade temporária por parte do HSJ. Nessa altura, não tinha reparado num pormenor, de cuja importância  só mais tarde me viria a dar conta: duas semanas antes da suspensão dos trabalhos de desimpedimento do espaço, a 26 de Novembro, tinha tomado posse o actual Governo.

Em Janeiro procurei insistentemente contactar a administração do HSJ a pedir uma explicação para o incumprimento do Protocolo. Foram muitas as tentativas, mas nunca obtive resposta. Não fiquei excessivamente preocupado, excepto pela falta de cortesia. A Administração iria ser substituída por outra e decidi que trataria do assunto com o novo Presidente.

E assim foi. Em meados de Fevereiro fui recebido pelo novo Presidente do HSJ a quem expus a situação. Foi de uma enorme simpatia e muito compreensivo da situação. Aquilo que lhe ia pedir é que o HSJ cumprisse o Protocolo que assinou e desimpedisse o espaço (entretanto tinham passado dois meses de inacção por parte do HSJ). Prometeu-me uma resposta para breve, mas nunca a recebi.

Desde Dezembro também procurei marcar uma reunião com o novo Secretário de Estado Adjunto da Saúde (que pertence aos quadros do HSJ) para tratar do assunto. Foi muito simpático, escreveu-me a dizer que me receberia na segunda quinzena de Janeiro. No final de Janeiro, porém, recebi a informação de que tinha passado o assunto para o Secretário de Estado. Desde essa altura que procuro marcar uma reunião com o Secretário de Estado, mas ele está sempre fora ou ocupado.

Até que, na semana passada, recebi uma carta do consórcio construtor a informar-me que se via forçado a suspender os trabalhos por indisponibilidade de frente de obra. Na realidade, entretanto tinham passado três meses e o HSJ continuava sem desimpedir o espaço. A obra estava bloqueada. A Administração do HSJ  continua sem me dar uma explicação, e no Ministério da Saúde é claro que também não me a tencionam dar.

Foi então que caí em mim e reuni todos os sinais, e todos apontavam na mesma direcção. A conclusão era óbvia, mas só agora se tornava clara ao meu espírito: logo depois de ter tomado posse,  o Governo, através da tutela - o Ministério da Saúde -, deu ordens à administração do HSJ para boicotar a obra.

A minha próxima tarefa, que não estava prevista, é tirar o Governo do caminho.

94 comentários:

Anónimo disse...

O que V. descreve é um crime político contra os cidadãos. O poder político e administrativo (HSJ) no mínimo devem dar explicações. O Estado político contra a Sociedade Civil, é o que é. Ou seja: tirania.
Não se fique.
Um anónimo admirador:
UAA

Anónimo disse...

Sou leitor assíduo deste blogue. Devo estar nisto acompanhado de algumas centenas de pessoas. Já é algo, mas não é muito. O Pedro Arroja precisa de divulgar estes eventos nos meios de comunicação e nas "redes sociais". Infelizmente, é apenas a isso que a classe política liga.

Não se fique. Que lhes doa, aos FsDP.

Jppm

Unknown disse...

Grandes Filhos da Puta ! ( desculpe o desabafo grosseiro, Doutor).
É cotejar o "discurso social" destes gangsters com os factos.
Povo de imbecis que sustenta e aguenta semelhante quadrilha - e não esquecer, também. a cumplicidade necessária, colaborante e subserviente daquela coisa que, nestas partes, passa por "comunicação social.

Com consideração,
José J.Pereira

zazie disse...

Não é nada que me admire.
É hospital do Estado e eles não têm meios para depois sustentar um espaço de tal dimensão.

É claro que foram sonsos para ficarem bem no retrato.

zazie disse...

Aliás. Nunca acreditei que viesse a ser construído.

Era mais fácil criar clínica veterinária particular e conseguir financiamento estatal para a sustentar.
Há mais bichos que crianças.

Anónimo disse...

Julgo que há aqui "mão" das esganiçadas e sus muchachos: a Esquerda é rancorosa e nunca esquece.

Além disso, há que sabotar tudo o que é iniciativa privada: o Estado é que deve brilhar...

João Ramos disse...

Dr. Pedro Arroja
Admira-me que não tenha percebido logo que quem se mete com as "esganiçadas ", leva. É assim que este governo funciona: quem não é por nós, e por muito boas que sejam as suas ideias, é contra nós.

Anónimo disse...

É apenas uma dificuldade. Se fosse fácil não tinha ido o PA para a frente com isto.

JoaoMiranda disse...

Pedro Arroja,

Só tem uma solução: entregar a chave do projecto a um socialista.

Bmonteiro disse...

Cooptar um jovem influente da estrutura local do Partido.
De preferência, que esteja já como assessor num qq ministério
do XXII.
A bem do Regime.

Lura do Grilo disse...

A esquerda sempre do lado dos mais desfavorecidos e fracos!

McManager disse...

Força Porf. Arroja.

Vamos la construir um hospital!

Alberto

cfe disse...

Deus lhe abençoe.

Vivendi disse...

Está na altura de se aproximar ao Rui Moreira e avançar a cruzada contra o centralismo. O centralismo está tomado por infiéis.

Se precisar de marketing de guerrilha puro e duro (sem grande investimento financeiro) estarei à disposição.
A populaça tem de abrir os olhos.



José Lopes da Silva disse...

Ao presidente Rui Moreira junte-lhe o presidente do FCP.

Anónimo disse...

O que falta desocupar é o serviço de sangue cujo antigo diretor é o secretário de estado adjunto da saúde.
Teorias?

Harry Lime disse...

Não quero defender aqui a acção do Governo ou da maiorira (indesculpavel!)

Mas...

... se calhar ir para a televisão chamar esagniçadas às lideres de um dos partidos que suporta o governo não foi uma boa ideia.

Outra ideia que talvez não tenha sido muito boa foi chamar o anterior primeiro-ministro a inaugurar uma obra para a qual o governo não contribuiu com um tostão, certo?

Aliás, a pergunta é legitima: o que é que Passos Coelho foi fazer a inaugurar o hospital? Se calhar esse foi o preço a pagar pela limpeza e pela celeridade do processo...

Não conheço pais nenhum no Mundo onde um partido no poder deixasse passar coisas destas em branco. Desconfio que nem mesmo o Doutor Salazar deixaria uma coisa destas em branco.

Sim, as pessoas no poder são más, ressentidas e vingativas. Como todos nós de resto...

(e atenção, não defendo de forma alguma a acção do governo: é suja e indigna !!!!)

Rui Silva

jbp disse...

O Pedro Arroja meteu-se com as esganiçadas e com o lobi dos rotos do BE... A resposta é esta.

Jose Goncalves disse...

Como pode as pessoas ver toudo de bom num governo ..será que não há aí muita obra e pouco dinheiro

zazie disse...

Edifício de 5 andares, para as crianças do Porto?

Entra na cabeça de alguém?

zazie disse...

Acredito que se a construção fosse sustentável e de tamanho adequado às necessidades, ao tempo que estava feita.

Assim, não. E a dizer-se que é para ser um hospital mundial, é de loucos.

Os regionalistas que sustentem.

Harry Lime disse...

O Pedro Arroja meteu-se com as esganiçadas e com o lobi dos rotos do BE... A resposta é esta.

Se se tivesse metido com os lobis dos banqueiros e dos meninos bem da Linha e da Foz tinha-lhe acontecido o mesmo.

Um lobi é um lobi.

A jogada do PA não era má e era muito bem intencionada. Os miudos o Porto merecem esta obra.

Manobrou dentro do governo PaF para conseguir acelerar o projecto. Acredito mesmo que as garantias dadas pelas construtoras civis tenham tido a ver com o facto do PA estar de bem com o governo.

O PA até ofereceu uma oportunidade mediatica ao Primeiro Ministro num projecto em que este não meteu um tostão!

Infelizmente, o PaF perdeu as eleições. Acontece.

Estou certo de que projectos semelhantes já foram torpedeados de forma semelhante quando os poderes mudam de cor.

Rui Silva

zazie disse...

Oh, já anda desde 2009 e primeira era para 100 crianças e por 14 milhões.

Depois transformou-se num projecto megalómano de 5 andares e ninguém sabe o que lá podem meter dentro, de médicos, pessoal, máquinas, mobiliário, a crianças.


zazie disse...

V.s são imbecis com a cena dos lobbies. Pela v. mentalidade de mentecaptos hoolighans até essa merda era possível e legítima.

Claro que não se trata de lobby algum até porque nem é do PA mas de muitíssimas pessoas que avançaram com o dinheiro.

Há-de ser da direcção do hospital que anda em entraves há anos. Pelas razões que entram pelos olhos dentro a qualquer pessoa minimamente sensata.

zazie disse...

A haver lobby nem era um mas muitos. O dos médicos, enfermeiros, pessoal auxiliar, pessoal dos equipamentos e tudo o mais que vai ser preciso para o Estado sustentar um mega-hospital pediátrico de 5 andares, no Porto.

Fora o tempo de construção e onde ficam as tais "coisas" que precisam de ser desatravancadas para se iniciar a construção.

zazie disse...

Mas são malucos. Estes pascácios da tribalita partidária são tão doentes que acreditam que quem investe 25 milhões nem se importa de os perder se houver cena natural de boicote das esganiçadas.

Está-se mesmo a ver...

Já a direcção do hospital andou a travar tempos e tempos para ter garantia que não iam ser eles a arcar com despesas se faltasse o carcanhol nos entretantos.

Os tugas são megalómanos e este é mais um exemplo dessa megalamonia, mas não dão ponta sem nó.

Se a obra for boicotada a construtora vai pedir alguma coisa e eu não acredito que o dinheiro que foi junto não esteja a ser bem gerido por causa das coisas.

zazie disse...

«O projecto deste novo espaço destinado ao internamento pediátrico do Centro Hospitalar, que funciona há anos em contentores, prevê a construção de três novos pisos sobre dois já existentes numa zona integrada do edifício principal do hospital, perto da urgência pediátrica.
Numa primeira fase será construída uma estrutura metálica sobre aquele edificado existente, que “funcionará como esqueleto da nova ala pediátrica”, explicou Carlos Moreira, engenheiro técnico da empreitada.
Carlos Moreira referiu ainda que o projecto prevê uma ligação física ao hospital, sendo a fachada da nova ala “em vidro, que marcará a diferença de idade” entre o corpo do S. João e a nova pediatria.O Centro Hospitalar “tem um investimento que tem rondado cerca de 20 milhões de euros/ano e é sempre possível definir investimentos prioritários”, destacou António Ferreira, acrescentando que, “neste momento, está a ser tratado um concurso para submissão ao Tribunal de Contas para iniciar-se a renovação dos pisos 8 e 9 da ala central do hospital, com financiamento público (cerca de nove milhões de euros), e em qualquer momento, no âmbito desta capacidade de investimento que o hospital vai tendo, pode-se iniciar outro processo”

zazie disse...

De contentores para megalomanias

«Este projecto tem com finalidade a construção de uma Ala Pediátrica digna de referência em contexto nacional e europeu. Um investimento de 25 milhões de euros consubstanciado num edifício de 5 pisos, dotados das mais modernas infra-estruturas, equipamentos e tecnologias de última geração.

Este edifício irá integrar:

• 350 m2 de espaço educativo (Parceria com o Ministério da Educação);

• 220 m2 de espaço lúdico, desmistificando o conceito de doença (Parceria com a RTP);

• Espaço de visitas;

• Videoconferência pais/filhos e escola/doente;

• Condições especiais para acompanhamento 24h/dia pelos pais das crianças.
»

Luís Aguiar-Conraria disse...

Isto é surreal.

Anónimo disse...

O que é surreal é outra coisa: Quanto é que custa o projeto, afinal? Quanto dinheiro é que já entrou e como pensa o Pedro Arroja arranjar o resto? Não é a palavra do Pedro Arroja que está em causa, mas sim essa coisa mesquinha que se chama realidade. Quem é que vai gerir depois aquilo, quando, e se, um dia for inaugurado, se o PA pretende agora tirar o governo do caminho? O anterior primeiro ministro foi lançar a primeira pedra de quê, afinal? Alguém aqui tem noção de que um processo destes seria impossível em qualquer outro país do mundo?
Mais uma vez, não está em causa a honestidade ou a palavra do Pedro Arroja, apenas acho que há muito por explicar ainda.

Edgar Gouveia disse...

Não me surpreende o que está suceder. É que estas coisas devem obedecer a um planeamento adequado da rede hospitalar.
A ideia é interessante e os requisitos de que se falam para a infraestrutura são do mais actual e adequado para a situação e propósito de um internamento pediátrico. Mas o problema é que em saúde as coisas não são sempre tão óbvias quanto a nossa ideia e senso comum recomendam. Dou só o exemplo da escassez actual de Pediatras e outros especialistas, já para não falar dos recursos financeiros a envolver na operação e gestão de uma infraestrutura dessa envergadura quando pronta a funcionar.
É verdade que todos somos sensíveis à necessidade de oferta de recursos dessa tipologia. Mas o Centro Materno Infantil do Porto, pode ou não suprir essa necessidade de oferta? Foi um investimento recente, que se supõe ser suficiente para servir as necessidades do Porto e Norte?!... É necessário aumentar a oferta desses cuidados, complementarmente à já existente?!!!...
Seria isto que deveria ter sido estudado e garantido à priori. Provavelmente foi. Desconheço. Estou apenas a levantar questões, para tentar entender o "compasso de espera" do MS.

Harry Lime disse...

Neste caso tenho de dar a mão à palmatória e concordar com a zazie. Parece-me que ela acertou em cheio!

Ocasionalmente estou errado. Acontece. :-)

Rui Silva

zazie disse...

É ver quem já passou pela coisa. Da Fundação Vitor Baía a um dos gestores do próprio hospital.

Claro que é coisa que apela à emoção mas as pessoas ou andam todas a dormir ou é mesmo tudo socialista.

Porque "iniciativa privada" destas é presente envenenado que só num país riquíssimo e totalmente estatizado podia ser exequível.

Parcerias para tudo. Da escola à tv já estava tudo metido lá dentro só para substituir "contentores".

O PA sempre disse que gostava de ter o nome num aeroporto- deu-lhe para o hospital.

Uma loucura em que até o nosso reizinho embarcou.

Anónimo disse...

Obra da esganiçadas.

Não tenha dúvidas. É a escumalha comuna no seu expoente.

Bem dizia o general Galvão de Melo, que esse esterco devia ser empurrado até ao mar, para aí morrer de morte natural.

gaudio

Harry Lime disse...

Porque "iniciativa privada" destas é presente envenenado que só num país riquíssimo e totalmente estatizado podia ser exequível.

Muito bem!

Rui Silva

Ricciardi disse...



Uma obra dependente de ajudas da sociedade civil, desta ordem de grandeza, não é coisa nada fácil. O financiamento da obra é o alicerce sem o qual nada pode resultar.
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Resultaria se a angariação de verbas fosse feita numa parceria com entidades pujantes para facilitar a recolha de massaroca. Por exemplo, uma percentagem das compras de cada consumidor no pingo doce ou no continente em protocolo estabelecido com a organização.
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Doutro modo é impossível recolher este tipo de verbas.
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Uma casa construída sobre rocha tem outra segurança. Começa-la pelo telhado também não é boa ideia.
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Rb

zazie disse...

Este tipo de verbas para apenas o edifício.

E o resto? quem sustentaria?

zazie disse...

É ler e ver apenas o preço do edifício- sem contar com o principal que é fazer funcionar lá dentro o que se pretende- de 9 milhões passou para 11 e agora vai nos 25 milhões.

Para isso, consta que juntaram 1 milhão e está criada mais uma IPSS com parcerias em vista.

Que raio de planeamento realista pode existir se apenas para o invólucro os preços têm mudado deste modo completamente louco?

Eu já vi este filme. Acho que todos já vimos este filme.

Entretanto, os ditos contentores não impedem que a gestão do hospital consiga obras em alas novas no valor de 9 milhões.

Não dá é para acreditar numa anormalidade deste calibre.

Ricciardi disse...

Jesus multiplicava pães e peixes, e punha-os ao dispor dos seguidores, porque era Deus. As pessoas normais, bao consubstanciais ao Altissimo, tem de arranjar dinheiro para os comprar.
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Agora que conhece os problemas é altura de se concentrar nas soluções.
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(Des)existir não é opção.
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A solução para os problemas nunca é limpar a água do capote para inputa-los a terceiros. É assumir os erros. Integralmente.
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Um erro no project finance.
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Puxe a fita atrás e recomece sff.
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Rb

zazie disse...

Desde que o paguem...

Só que isto foi feito para ser pago o seu funcionamento pelo contribuinte.

Até percebo que alguém acabe por retirar o tapete.

Estupidez foi terem aprovado.

Lopes disse...

Já aqui referi uma vez o exemplo da Obra do Frei Gil, para crianças em perigo, próximo da minha casa: demorou mas fez-se um lindo edifício, que está sub-ocupado por falta de meios e a cada seis meses fala-se que fecha porque não há forma de manter aquilo a funcionar. E é uma coisa n vezes mais pequena do que isto.

Mais, os "contentores metálicos" do HSJ de que fala o PA não sendo a solução desejável, não são exactamente como os contentores das obras. Já lá tive a minha filha e cumprem a função com dignidade e, penso, sem colocar a qualidade dos tratamentos.

Seria interessante o PA explicar como é que ia pagar o resto da obra (ele sabe muito melhor do que eu que €25M são muita massa) e como é que a coisa se ia financiar depois de acabada a obra. A Zazie já deu a resposta...

Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ricciardi disse...

Zazie, os servicos para as criancas já existem e os custos já são mantidos pelo hospital. O que falta ali são condições melhores ao nível infraestrutural. A ideia, creio, é transferir os servicos duns contentores para um edifício novo, assim como os respectivos custos.
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Rb

Ricciardi disse...

O projecto não é de criação de serviços novos que até aí inexistiam. É de dar melhores condições. O custo directo de manutenção do edifício novo não é relevante.
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Rb

zazie disse...

Estúpido, nem ler sabes?

Está aí em cima em que consta o projecto, é palerma.

Se a intenção fosse apenas essa- umas obras para o que já existe, há séculos que estava feito.

É ler e calar a boca.

zazie disse...

Onde é que isto já existe em algum local de Portugal inteiro?

zazie disse...

Eu dei a resposta mas já a tinha para mim desde o início.

Mais pessoas foram dando dicas a propósito, como foi o caso do Sampy.

Agora que descarrilou e está aí escrito o que era e o que envolvia, o melhor é alguém deitar mesmo a mão enquanto é tempo.

Os contentores, e tal e coisa, crianças a serem tratadas em contentores é coisa que repugna qualquer alminha.

Só que contentores, o tanas porque 20 milhões ano tem o hospital e sabe gastá-los.

E nada disto é apenas umas obras pagas pela sociedade civil, já que o Estado nem para obras tinha dinheiro

Claro que arcar com a megalomania a que se destinam as obras, vai ter de ter ou fazer como a Maternidade Alfredo da Costa e aguentar mais um elefante branco.

zazie disse...

Eu até sei como isto nunca teria sido aprovado.

Sou perfeitamente contra a trampa da regionalização, votei contra no referendo e hei-de sempre votar contra, mas sei que com regionalização não havia morcão a pagar megalomanias destas.

zazie disse...

E nem me admira nada... nadinha, que seja também por a regionalização estar na calha da agenda da geringonça que agora a coisa se atrapalhe.

Enquanto é o povão todo o pagar o que nem sabe nem nunca viu, é uma coisa- em sendo frente ao nariz, é outra.

zazie disse...

E pago o sustento da megalomania pelos bairristas.

Era giro, era.

zazie disse...

As infra-estruturas e equipamento XPTO do mais moderno que existe

os 350 m2 de escola de lá dentro- com profs e cenas pagas pelo Estado e mais funcionários públicos;

Os 220 m2 de espaço lúdico (com animação estatal) e RTP estatal em parceria também lá dentro

As video-conferências e hotel para ficarem os pais 24 horas por dia lá dentro também.

Só faltam as dezenas de jardineiros públicos para parecer a Grécia.

zazie disse...

Ou a Disneylândia porque isto é macacada pensada a brincar com o pagode.

Harry Lime disse...

Sou perfeitamente contra a trampa da regionalização, votei contra no referendo e hei-de sempre votar contra, mas sei que com regionalização não havia morcão a pagar megalomanias destas.

Não tenho tanta certeza disto... A regionalização não só permitiria este tipo de negócio como, devido exactamente às influências locais, seria mais dificil de reverter. Lembra-te do caso da Madeira no tempo das vacas gordas.

De resto, zazie, tu tens toda a razão.

A única coisa que não devias fazer era chamar nomes ao Rb. Ele é um tipo decente mesmo quando não tem razão.

Rui Silva

zazie disse...

Não permitia porque só havia obra que depois pudessem sustentar.

Um palerma é um palerma. Ponto final. Se o palerma nem ler sabe, no mínimo manda-se o palerma ler.

Há um vício tuga tremendo e até acho que é o responsável pela escardalhada ter cá tanto poder-

a fraqueza face ao paleio que parece bonzinho.

Basta falar-se a apelar à lágrima e parecer tudo bonzinho para ter carta branca.

E isto é válido para o da cubata como para o resto.

Há demasiados males feitos a parecerem bem.
Realismo é chato mas é preciso que alguém o tenha, quando a maioria vive aluada.

zazie disse...

A pergunta que fica e que também se aplica a mais coisas é esta:

Por que é sempre tão impossível fazer-se o possível e tão fácil embarcar no impossível?

Não sei. Mas sei que bastava não haver mais nada a não ser intenção prática viável para que o possível, até neste caso, já tivesse sido feito há séculos.

Mas não foi. Foi rolando que nem bola de neve na megalomania inviável.
Depois berra-se e acusa-se tudo o que mexe de ser boicote.

Harry Lime disse...

Não permitia porque só havia obra que depois pudessem sustentar

Não foi isso que se viu na Madeira... :-)

Quer dizer, nesta altura do campeonato e depois de 10 anos de excessos à madeirense seria pouco provavel que houvesse guito para sequer pensar numa coisa dessas. voltando ao exemplo madeirense, hoje em dia não há muito dinheiro por lá para aventuras. :-) :-)

Por isso, sim, pode ser que tenhas razão.

Rui Silva

zazie disse...

Sobram sempre as eterna "vítimas"

Muito gostam os tugas da rábula da vitimizaçãpo- é marranice, só pode

":OP

zazie disse...

Mas a Madeira é auto-sustentável?

Não é. Portanto é igual ao resto a sacar do mesmo Estado central.

zazie disse...

Eu estava a falar de regionalização com orçamento próprio a terem de prestar contas aos munícipes.

Não estava a falar em custos de viverem no cu de judas e todos termos de sustentar mais essa vitimização.

Querem profs nos hospitais? acho muito bem- ofereçam essa mão-de-obra.

Em Inglaterra é tudo assim- tudo o que pode ser dado não é pago. E as pessoas voluntarizam-se (ainda que o voluntariado também já esteja a ser um bruto de um negócio por baixo da mesa)

zazie disse...

Por cá até os nossos liberais são estatistas- como se vê desta "oferta"

ehehehehe

Juntamo-nos todos e oferecemos 1 milhão para 24 milhões que ainda faltam. Depois, o resto que está no projecto- peçam ao Estado que o Estado dá.

":OP

Harry Lime disse...

Por cá até os nossos liberais são estatistas- como se vê desta "oferta"

São todos xuxas... como eu :-)

Rui Silva

Ricciardi disse...

Zazie, não estás a interpretar bem o texto que linkaste.
.
O investimento da ala pediatrica, aqui em análise, é de 25 milhões.
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Os custos de 20 milhões por ano que referes são do Centro Hospitalar.
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São coisas distintas. A ala pediatrica já existe e funciona em contentores. O novo projecto iria proporcionar melhores condições e até acrescentar mais valências que, pelo que foi escrito, seriam custos residuais.
.
Rb

zazie disse...

? Mas insistes em dar espectáculo e mostrar que não sabes ler?

O que é que eu disse?

O que está lá escrito?

Passo. tu, para além de estúpido, és fanático.

A ala pediátrica existe. E o hospital tem verba anual de 20 milhões. Dessa verba acrescentou mais duas alas e podem gerir de acordo com prioridades. Foi o que o tipo disse.

O projecto não é isso. Não é acrescentar alas.

Está licenciado e inclui gestão para além dos espaços construídos.

Nem sei como podem fazer isso mas é isso que está escrito na ISSP.

Que raio pode ser custo residual a fazer funcionar um mega espaço com funções que não existem e necessitando de equipamento e técnicos que também não existem?

Aliás. Isto anda para se fazer há 9 anos!

Se fosse uma mera obra para substituir contentores estava feita há séculos.

Se em 9 anos nem a primeira pedra conseguiram, é porque há demasiada coisa pelo meio e não há-de ser só vaidade.

zazie disse...

Se a IPSS apenas existisse para construir os tais pisos que serviriam para substituir os ditos contentores,a a que título já chegou o projecto à Fundação Mafre onde se incluiu muito mais?

Foram os gestores do hospital?

Foram os beneméritos que desaparecem de cena depois de construído o tal espaço em falta?

zazie disse...

Nem merece a pena.

Bastava dizer-se que é coisa tão básica que há 9 anos ninguém se entende.

Apenas isto.
9 anos para largarem uns contentores. E com entraves de toda a ordem, a começar pela Direcção do próprio Hospital que sabe dizer nas entrelinhas como também pode gerir o dinheiro público.

zazie disse...

Uma IPSS...
Mais uma.

ehehehe

Anónimo disse...

zazie,

Trabalha em que área profissional ?

Uma pergunta que talvez não devesse fazer e que provavelmente não me irá responder, especialmente vinda de um cobarde anónimo, mas a curiosidade venceu.

zazie disse...

5 pisos, 10 mil metros quadrados, todos esses equipamentos que não existem em Portugal e pergunta-se. então por que motivo fechou o Hospital Maria Pia?

Ou será que também vai reabrir noutro local e com mais uma associação criada para o efeito quem paga tudo isto?

zazie disse...

Que raio tem a ver a minha área de trabalho com as questões que eu coloquei?

Tenho apenas uns neurónios em actividade. O resto vem no Google.

Algo contra?

Não tenho nada a ver com saúde ou sequer o mínimo interesse nisto.
Apenas não gosto de enfiar barretes como parece que demasiada gente gosta.

zazie disse...

Vá ao meu blogue e percebe logo a "minha área de trabalho".

Também se não perceber, então nem sabe o que pergunta ou a que título.

Anónimo disse...

http://www.viva-porto.pt/Entrevistas/antonio-ferreira.html

Anónimo disse...

http://observador.pt/2016/02/11/antonio-ferreira-pede-demissao-da-comissao-reforma-hospitalar/

Anónimo disse...

http://portocanal.sapo.pt/um_video/YVwazljIWzQnHtR8gJMl/

Isidro Dias disse...

Face aos comentários escritos pela "Zazie" fiquei esclarecido. Obrigado.

zazie disse...

Nem eu estou porque não sou do Porto e apenas fiz umas breves pesquisas.

Em tom de balanço, o que me parece é que o projecto veio do próprio director do Hospital- o tal António Ferreira que agora, com este governo, foi substituído.

Fora isso, nunca foi claro quem ficaria com a tutela da obra, ainda que o antigo director tenha dito que seria para o hospital.

Como foi criada uma IPSS com um projecto que extravasa essa mera ajuda para a construção, tenho gigantescas dúvidas que não haja já mais uma tutela da própria pediatria e não apenas do betão necessário.

O PA não inventou ao dizer que houve boicote e de quem veio, porque o nome é o mesmo do que substituiu o antigo director.

Só que os cargos dele dentro da Associação do joãozinho também me parece que mudaram...

eehhehehe

zazie disse...

Pediatria, não. No dito projecto está mais do que pediatria. Na prática o projecto é um mega hospital.

Não sei como uma associação de mecenas que arranja 1 milhão num custo que começou em 9 e já vai em 25, vai no fim de tudo ainda gerir todo esse projecto.

Ou, se não vai e é do Estado, como é que o Estado pode assumir um projecto que não é seu e constar de uma IPSS privada.

Vivendi disse...

Um país que não se preocupa em apoiar as crianças na situação tão delicada é um pais que está ao comando de anormais e com uma populaça alienada.

Marketing de Guerrilha

Acção 1

Reunir as famílias e os amigos das crianças na Av. dos Aliados com a mascote o Joãozinho.

Acção 2

Reunir as famílias e os amigos das crianças no Estádio do Dragão com a mascote o Joãozinho.

Acção 3

Expor o caso no Facebook.



zazie disse...

eheheh Podias ficar pelo 3 e contar os outros 2

E o caso, qual é, então o caso?

Queres contar tu o caso.

zazie disse...

Parece-me que o caso começa em 2007 com a nomeação do António Ferreira para director do Hospital de S. João e aí aparece o tal projecto que ele delega na "sociedade civil".

Fica também dentro da "sociedade civil" na associação para o efeito.

Chegou agora a este impasse, 9 anos depois, quando ele é substituído na direcção do Hospital de S. João.

Vivendi disse...

O caso é que tem de aparecer a bufunfa para acomodar as crianças que sofrem.

Deia por onde vier.

Estão no topo da prioridade de um estado que se gaba tanto do estado social.

As misericórdias fazem parte da nossa tradição.

zazie disse...

O que mais existe é lugares para acomodar crianças. O D. Maria fechou e abriu novamente, né?

O caso é que este esperto de António Ferreira, que agora parece que nem conhece o PA de lado algum, apesar de também fazer parte da associação, já dizia em 2010 que tinha 4 milhões angariados e em 2011 estava tudo pronto.

aqui

Ah, e até a área de pediatria ia ficar desimpedida em 2011. Afinal agora, parece que era preciso deitar abaixo uma parte do hospital e foi a tal "parte" que a nova direcção não "desimpediu".

ehehe Estas coisas à conta da saúde são muito engraçadas. E ninguém lhes toca porque é para bem e para as crianças que nem têm lugar onde serem tratadas.

zazie disse...

Em 2010 dizia que eram 14 milhões, totalmente financiados por entidades privadas.

Isto dito pelo superior máximo da direcção do hospital. Foi ele que criou o projecto.

O PA aparece só agora, de há 2 anos para cá. o autor é o antigo director que se demitiu agora.
O mesmo que continua vogal da associação que passou a IPSS e que está agora a tratar da reforma dos hospitais.

Segundo o PA disse em entrevista aos jornais, ele nem lhe deu cavaco desta suspensão. Ainda estava no lugar quando a coisa parou.

zazie disse...

É claro que todos os conflitos que existiram, tinham sempre a ver com contrapartidas recíprocas e com exigências de garantias por parte da direcção do hospital.

Só que essas contrapartidas nem se sabe quais são e o hospital, para azar dos liberais que querem afastar o Estado da cena, é do próprio Estado.

zazie disse...

É completa loucura fazer um projecto destes e ele durar 9 anos, esperando que em 9 anos nem apareça concorrência a fazer o mesmo.

Cá para mim até já apareceu com a cena do D. Maria que fecha para voltar a abrir.

Quem paga?

É a sociedade civil, pois. Mas sem ficar na fotografia nem com direito a IPSS.

Anónimo disse...

http://portugalcontemporaneo.blogspot.pt/2014/09/peco.html?showComment=1412035668243#c8433768250290322867

Anónimo disse...

Vivendi, tu, a tua família e os teus amigos que comecem a dar dinheiro. E faz-te à estrada e começa o peditório. Fazer passeatas não chega e acusar os outros de serem insensíveis, é fácil demais. A irrealidade disto tudo espanta-me. Uma obra apenas se lança quando o financiamento está assegurado, senhores. Nos anos 60 eu e o resto da população da minha aldeia andámos anos a juntar dinheiro para construir a igreja nova. Cada um dava um tanto do que vendia no mercado. Se vendia dez ovos, dava o dinheiro da venda de três ovos. No fim, juntou-se o dinheiro e fez-se a obra. Vocês falam de 25 milhões de euros, como se estivessem a falar de 25 euros. E quem se mete a querer meter as mãos na massa e a fazer obras, sem o empecilho do estado, deve fazê-lo por sua conta e risco, sem fazer queixas ou reinvidicações, incluindo construir, gerir e contratar. Se não sabem, perguntem a um gestor hospitalar quanto custa a manutenção de um hospital. De liberais de aviário estamos nós fartos.

zazie disse...

Mas a absoluta loucura disto é que não é sem o empecilho do Estado.

Isto é a primeira vez (que me lembre) que existe um peditório para o próprio Estado.

E foi ideia do director estatal do hospital.

Eu não percebo é por que motivo, se era assim uma necessidade tão premente, não usou o director o dinheiro estatal que dispunha. 20 milhões por ano.

Ele contou que só num ano fizeram obras em 2 alas e foram logo 9 milhões de uma vez. E que havia prioridades.

Portanto, a única pergunta a fazer-se é onde está o dinheiro que foi sendo arrecadada em peditório ao longo de todos estes anos.

O director demissionário em 2010 dizia que já tinha 4 milhões. Agora dizem que já têm menos 3 milhões.

Vivendi disse...

Anónimo disse...
Vivendi, tu, a tua família e os teus amigos que comecem a dar dinheiro. E faz-te à estrada e começa o peditório. Fazer passeatas não chega e acusar os outros de serem insensíveis, é fácil demais. A irrealidade disto tudo espanta-me. Uma obra apenas se lança quando o financiamento está assegurado, senhores. Nos anos 60 eu e o resto da população da minha aldeia andámos anos a juntar dinheiro para construir a igreja nova. Cada um dava um tanto do que vendia no mercado. Se vendia dez ovos, dava o dinheiro da venda de três ovos. No fim, juntou-se o dinheiro e fez-se a obra. Vocês falam de 25 milhões de euros, como se estivessem a falar de 25 euros. E quem se mete a querer meter as mãos na massa e a fazer obras, sem o empecilho do estado, deve fazê-lo por sua conta e risco, sem fazer queixas ou reinvidicações, incluindo construir, gerir e contratar. Se não sabem, perguntem a um gestor hospitalar quanto custa a manutenção de um hospital. De liberais de aviário estamos nós fartos.

Vai para o caralho que te foda.
Quando abrirem o centro da eutanásia não te esqueças de estar na guest list.
Nem a tua própria experiência de quando eras um parolo de aldeia te serve mais agora que és um iluminado de treta.

Vivendi disse...

Oh iluminado da treta:

http://observador.pt/2016/03/15/be-quer-governo-reduza-numero-alunos-turma/

Só esta medida a avançar vai custar bem mais que 25 milhões de bujardas.

Como é que é seu caralho?

Não conheces o país em que vives?

Vai ver quanto vai ficar a brincadeira dos refugiados e depois atira-te ao mar. Junta-te ao peditório progressista.



Vivendi disse...

O verdadeiro problema é este:

Não há condições dignas para crianças que sofrem.

Tudo resto são sub-problemas que giram mas que nunca podem ser mais relevantes que o verdadeiro problema, mesmo que estivéssemos a falar de corrupção.

Tem de ser feito e é para ser feito.

Anónimo disse...

http://economico.sapo.pt/noticias/demissao-em-bloco-no-sao-joao-administracao-resiste_195847.html

Começas a enfiar a carapuça. Aos poucos mas ela já chega às orelhas.

Anónimo disse...

Por 14 milhões com Fundação e não se fez...

http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/14-milhoes-para-nova-pediatria.html

zazie disse...

10-11-2009:

«Mostrando um bom exemplo de empreendedorismo social, que não precisa do Estado para nada, o Hospital de S. João resolveu celebrar os seus 50 anos, lançando para o futuro um arrojado projecto, a construção de um hospital pediátrico de raiz, com dinheiro unicamente vindo da sociedade civil e empresas. Já existem os recursos financeiros à primeira fase da obra, que será iniciada em Fevereiro próximo. Existem ainda múltiplas acções em andamento, orientadas para auxiliar as crianças internadas a crescer humana e intelectualmente, dado que o período de internamento é cada vez mais prolongado, por doenças que até aqui eram mortais agora passarem a ser crónicas. Hoje, a idade pediátrica vai até aos 18 anos, pelo que este projecto terá uma escola de ensino básico e um espaço de ciência viva - para mais informação recomendo a leitura da entrevista do Prof. Caldas Afonso ao Grande Porto.»

Anónimo disse...

Vivendi, não te esganices. Se a treta desse dinheiro, já tinhas construído o hospital sozinho.