12 setembro 2015

mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?

No pós-guerra, muitas famílias portuguesas acolheram órfãos que ‹‹circandavam pelas ruas a caçar ratazanas›› - Henrique Raposo, hoje no Expresso - num acto de compaixão ‹‹que teve como palco um Portugal muitíssimo mais pobre do que o atual››. ‹‹Temos o dever de o repetir››.

Concordo, genericamente, com esta afirmação. Eu estou disposto a receber, em minha casa, órfãos de guerra e julgo que muito portugueses estarão dispostos ao mesmo. Ajudarei na medida das minhas possibilidades e dar-lhes-ei a mesma educação católica que dei às minhas filhas.

Não tenho porém condições para alojar e manter famílias inteiras. Dar guarida a órfãos, não é o mesmo que abrir as portas do país a dezenas de milhares de migrantes. O Henrique Raposo sabe disso, mas não se importa de fazer demagogia barata. É a vida.

9 comentários:

tric.Lebanon disse...

Portugal tem o dever moral de apoiar a Islamização da Europa!!! é o que defendem as actuais "elites" do regime...tem uma obrigação moral e ética...

zazie disse...

Ratazanas?

Pombos já vi meterem-nos agora no saco, no Rossio e não tinham ar de refugiados

":O))))))))

zazie disse...

Outra coisa- não há órfãos cá?

É que o dito efeito emoticons ataca até os que o notam.

zazie disse...

Mas sim. Acolher órfãos é perfeitamente passível, tal como o é acolher velhos e mulheres com crianças.

Só que não é disso que se trata.
Tem de haver sensatez entre civilidade na forma como se recebem hóspedes e não fazer disso mais um meio de ajudar a espatifar em troca de suposta mão-de-obra barata.

Ora o problema dos neotontos é que gostam muito dos internacionalismos por oportunismo bacoco E depois dão aos mãos à escardalhada do "quanto pior, melhor".

Todos os países já perceberam que os custos sociais dessa política oportunista foram muito maiores.

Ricciardi disse...

Há muita gente disposta a fazer o Bem. Fazer o Bem é ajudar na medida das possibilidades quem precisa de ajuda urgente. Independentemente da nacionalidade, raça ou credo. Às vezes estar calado e não hostilizar quem pode e quer ajudar é uma grande ajuda. Que se calem, pois, aqueles que não querem ajudar. Não é nada com eles. Que vao apanhar gambozinos em vez de usarem argumentos imbecis.
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É evidente que a UE tem de acolher pessoas em fuga da guerra, que fogem da morte certa. Seja de forma temporária ou definitiva. Mesmo que não os possa integrar no mundo laboral, deve tratar deles o tempo que for necessário até resolverem a guerra no país de origem.
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Rb

zazie disse...

Há 2 aspectos absolutamente distintos:

O que cada um acha que deve fazer e sente e o que é do âmbitos político.

Trazer a emoção fácil para se avaliar acções que são políticas e têm de ser feitas com toda a racionalidade é estúpido. È conversa de mariazinha.

E não se manda com umas nas outras. Não é a chamar racista ou com medo de os media poderem dizer que é atitude racista que a UE ou cada país vai legislar acerca da questão.

Isso é que é irresponsabilidade de ficar bem no retrato e depois com as consequências que todos sabemos.

Quando as consequências são visíveis, vá de virem mais emoções em sentido contrário a acusarem as decisões anteriores e até dizendo que são a causa dos males presentes.

De resto, pela minha parte, conversa de dona-de-casa ou de estrela de hollywood, passo.

Antonio Cristovao disse...

Tambem um pouco de racionalidade ajuda a quem queira, com umas simples folha de calculo, calcular em números a hipótese de encontrar um refugiado na rua, se o governo der asilo aos que se prevê: 5 mil.
em cem pessoas que passam por si, encontra dois refugiados.
Não sei se as afirmações preocupadas, com as multidoes que vão alterar o nosso modo de vida são ignorancia ou maldade, seja como seja muito condenável.

Pedro Sá disse...

5000 para a nossa população não corresponde a 2 pessoas em 100, mas a 2 pessoas em 2000 ou menos ainda.

zazie disse...

5 mil, a juntar ao dobro que v.s costumam levar para os comícios ainda dá uns votos.