20 setembro 2014

o estalinismo em Portugal


A educação, a saúde e a segurança social, são estalinistas? Com certeza.
São organizações típicas da ex-URSS. Os meios de produção são públicos, os trabalhadores são funcionários públicos e está tudo submetido a planeamento central. Ninguém, de boa-fé, pode negar estes factos.
Ora estas organizações são cegas, por estarem isoladas do mercado. Daí os problemas constantes, como com a colocação de professores, com as listas de espera, ou com as fraudes da segurança social. São problemas que parecem insolúveis, mas que não existem numa economia de mercado.
Nos últimos anos emergiu um certo consenso que reconhece que a educação, em Portugal, é “soviética”. Na saúde e na segurança social, porém, ainda é anátema apontar esta realidade.
Pergunto-me porquê?
O que ouço, repetidamente, é que sem o SNS os pobrezinhos ficariam sem acesso à saúde. Há uns anos, o Dr. Durão Barroso explicou-me que o SNS era necessário devido ao atraso do País e o Eng. António Guterres explicou-me, de forma menos diplomática, que pensar que o SNS podia ser extinto era uma estupidez.
Por muita consideração que me mereçam estas opiniões, a verdade é que o Estado não se imiscui na mais fundamental das nossas necessidades que é a alimentação. E contudo não há falta de alimentos, nem em quantidade nem em qualidade, em nenhuma região de Portugal. Nem há fome que a solidariedade pública e privada não resolva. E isto ouvi-o pela primeira vez do nosso Pedro Arroja.
Agora que se quebrou uma espécie de tabu na educação, eu espero que não continue sozinho a denunciar o estalinismo na saúde e na SS.
Vamos lá, não custa nada, o primeiro passo já foi dado. Os estalinistas, sem Estaline, são tigres de papel.

10 comentários:

Anónimo disse...

Joaquim, o que é isso da "solidariedade pública"? Parece-me contradição nos termos. É dinheiro que o Estado lhe tira do bolso, mesmo, não é o joaquim a ser solidário. E não é a solidariedade privada que mata a fome. Haveria (mais) fome só com a caridade privada, isso sim.
E sem o SNS, eu queria ver como era a saúde dos portugueses... O Joaquim dá consultas de graça a quem ganha o salário mínimo?

Neyhlup Josand disse...

Ó Joaquim:

"Quando só se tem um martelo, todos os problemas são vistos como pregos."

Mas nesse outro post do Estalinismo já lhe respondi

zazie disse...

Eu gostava de saber o que é que o Estaline fez pela saúde pública

ehehehehhe

Este Birgolino é só chavões. Parece o outro Lucklucky

Neyhlup Josand disse...

É impressionante como um Homem já com idade para ser maduro continua preso a conceitos tão estáticos, muitos deles feitos num Mundo e com um Conhecimento limitado face a essas teorias(por ainda não as terem vivido)

Parece um radical de 22 anos!

Pensei que a idade lhe desse juízo mas afinal foi afundando em relação a uma Juventude irreflectida.


zazie disse...

ehehe

Vamos ter de escolher entre a Zemstvo e a ADSE universal

":O)))))))

Neyhlup Josand disse...

Imagine que existe um outro lado igualmente radical na absoluta exclusividade do sistema público?

O que diriam da "verdadeira" liberdade de escolha e do Mercado perfeito a funcionar na área da Saúde:

"Médico diagnosticava falsos cancros para receitar quimioterapia"

http://sol.pt/noticia/115279

zazie disse...

Ele faz-se tolinho mas tem os autocolantes da DAR escondidos no bolso

":OP

Ricciardi disse...

«São problemas que parecem insolúveis, mas que não existem numa economia de mercado.» Joachim
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Uma profissão de fé.
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Por acaso, caro Joachim, na região de Portugal onde vivo (quando não estou na Cubata) encerrou uma escola privada pouco tempo antes de começar o ano lectivo e os pais ficaram sem a massa que já tinham dado. O mercado tambem produz coisinhas más. Portanto não o glorifique assim tanto.
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Anyway, o caro Joachim quando fala em estalisnismo na saúde e na educação não diz tudo. O que vc quereria dizer é que o Estado num regime socialista controla a produção de TODA e qualquer actividade. Ora, o estado portugues não controla TODA a actividade na áreas da Saúde e Educação. Existem uma boa percentagem de privados nessas áreas. Cada vez maior.
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Vc está a centrar mal o problema. O problema não é existir um serviço publico de saude e educação. Nada disso, isso parece-me impossivel de acabar (nem os EUA abdicam dele).
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O problema estará no facto de poder haver uma , digamos, dupla tributação a quem não utiliza aqueles serviços públicos.
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O que eu acho que podia defender seria que quem opta, porque pode, por serviços privados naquelas áreas que tenha um crédito fiscal maior equivalente à despesa per capita que o estado incorre.
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Na realidade as pessoas já tem esse crédito fiscal. Vc pode deduzir no IRS a despesa escola privada do seu filho. Mas tem um limite de dedução baixo. Lute por aumenta-lo.
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Na verdade eu gostava que o estado concessionasse as escolas de cidade a privados. Não que promovesse a construção de mais escolas privadas, mas que fizesse uma espécie de renting das que já tem.
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A quem atribuir a concessão dessas escolas é o desafio mais importante. Não pode ser a qualquer um, senão caimos em ppp's.
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Por mim resolvia o problema atribuindo a concessão aos privados com mais exito escolar passado. Quase todas católicas.
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Anyway, as massas para investimento não devem ser orientadas para a construção de mais escolas ou clinicas. Estamos bem servidos delas como país. Faz mais sentido que as massas estejam disponiveis para negócios que produzem riqueza em trocas com o exterior.
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Rb

Ricciardi disse...

Se Durão Barroso lhe disse que Portugal ainda não estava em condições para optar por um sistema totalmente privado na saúde e educação, tem toda a razão.
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Como é que vc quer, Joachim, que o pessoal que tem um salário de 500 euros ou em média de 700 euros consiga pagar uma escola privada cujas propinas mais baratas andam na casa dos 200 euros por mês.
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E se acrescentarmos a este valor um seguro de saúde que custa para aí uns 250 euros por mês (para uma familia média com três pessoas) fica a perceber que a despesa é superior ao salário.
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Aí sim, teria o estado de começar a financiar a alimentação...
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Rb

Ricciardi disse...

Quanto à SS eu acho que se devia expurgar da SS os regimes não contributivos e assistencialistas. Estes deviam ser pagos por OE em função da riqueza produzida.
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Os governos usam a SS para pagar tudo e mais alguma coisa que mexa e que dê votos.
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Por outro lado devia avançar-se para um sistema onde os Subsidios de Desemprego sejam pagos por seguradoras, sendo uma sempre detida 100% pelo estado posta à disposição da clientela escolher.
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Para o efeito parte dos descontos actuais para a SS deviam ser canalizados para premios de seguro. Uma seguradora é uma espécie de estalismo economico ehehe. O premio de uns serve para pagar indeminizações de outros.
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Se parte dos descontos fosse para as seguradoras emitirem apolices de seguro de desemprego, os subsidios correspondentes seriam uma espécie de compensãção/indemização por situação de desemprego.
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Grosso modo, temos 5 milhoes de pessoas que descontam para a SS.
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Os descontos são de 23,75%.
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O salário médio é de 800 euros.
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Em contas:
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Pessoal no Activos = 5.000.000,00
Salario Médio= 800
Desco SS=23,75% (11,4 mil milhoes)
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Desco Seguradoras (desemprego) =3% (1,5 mil milhoes)
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Rb