21 setembro 2014

Um Rei

Uma das observações do PA mais excelentes é em Portugal (país católico) encontrarmos de tudo. Do bom, do excelente, do mau, do terrível, do razoável e do medíocre.
D. Costa


É verdade. Esta constatação, que eu repito frequentemente ("Portugal é um país de tudo", "A cultura católica é uma cultura de tudo"), na tentativa de lhe encontrar o significado, constitui, aos meus olhos, o maior mistério da nossa cultura e eu penso estar nela a base de uma teorização consequente, do ponto de vista político, social e económico, da própria cultura católica.

A cultura protestante exclui - exclui o mal ou aquilo que ela julga ser o mal. O pensamento protestante está sempre assente no mal (na "crítica"), com o objectivo de o expurgar e ficar apenas com o bem. O seu pensamento funciona sempre por uma espécie de diálise, e daí o seu carácter dialógico. A cultura protestante acredita que é possível separar o bem do mal.

Pelo contrário, o pensamento católico considera que o mal e o bem vivem entrelaçados, que o diabo é ele próprio uma criatura de Deus, e que procurar excluir o mal implica excluir o bem - um bem às vezes ainda maior. Por isso a cultura católica convive com o mal e por isso pensa por analogia (em que o bem serve de referência e encorajando o mal a converter-se em bem).

Se o pensamento protestante está primariamente concentrado no mal, através da crítica, o pensamento católico está prioritariamente concentrado no bem, como padrão.

Um exemplo. Aquilo que passa habitualmente como opinião pública (uma instituição protestante) em Portugal  e aparece publicado nos media está sempre concentrado no mal: corrupções, tráfico de influências, lutas partidárias, défices do Estado, erros na colocação dos professores, falhas do Citius na justiça, etc.

Ora esta concentração no mal não é representativa da cultura portuguesa, que está prioritariamente concentrada no bem. E, de facto, no nosso dia a dia, relacionamo-nos sobretudo com pessoas que estão a pensar no bem - no bem das suas famílias, dos seus amigos, e no seu próprio.

A opinião pública em Portugal não é apenas não-representativa do que são os portugueses. É o contrário do que são os portugueses. É assim em todos os países de cultura católica.

Volto, porém, ao meu tema de início: Como governar uma comunidade destas que aceita de tudo, onde há de tudo, do melhor e do pior, de um extremo ao outro?

Existem alguns elementos da resposta a esta questão que eu julgo já conhecer. Por exemplo, não tente governar esta comunidade por um regime político assente na opinião pública, como o regime de democracia-partidária. Porque este regime concentra-se no mal, e  com a tendência da comunidade católica para aceitar tudo, incluindo os extremos, esta comunidade acabará a ser extremamente mal governada.

Parece que a característica essencial de uma boa governação é o Equilíbrio.

Mas quem o tem, um homem, um partido, a massa, o povo?

Creio que um homem. Um homem que conheça muitíssimo bem as tradições desta comunidade, aquilo que, ao longo dos tempos ela sempre considerou o bem e o mal, e como estabeleceu o justo equilíbrio entre  um e outro, adaptando esse equilíbrio ao seu tempo.

Um homem que já tenha nascido numa família de Tradição, que seja educado nessa Tradição e para representar e interpretar essa Tradição.

Um Papa, um Salazar, um Presidente da República, um Rei?

Um Rei.

(O mal de um Salazar é que o povo não lhe reconhece legitimidade para representar e interpretar a Tradição, e sobretudo para a transmitir, que é o significado mesmo da palavra Tradição - transmissão. O mal de um Presidente da República eleito é que divide e não foi educado para isso.)

24 comentários:

zazie disse...

Mas reconheceu. Durante décadas o povo reconheceu legitimidade a Salazar para representar Portugal, os portugueses e a sua tradição.

E o mesmo se passou com Caetano, nos primeiros tempos.

Ricciardi disse...

Mas tem outro grande mal, sem discutir pessoas, é que o sistema do velho Novo Regime não pode dar boas garantias de replicar representantes com as caracteriticas para representar e interpretar a tradição.
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Rb

Anónimo disse...

Claro que o Salazar e o seu regime recebeu legitimidade do povo (A Constituição de 1933, segundo sei, foi mesmo a única das seis que já tivemos desde 1822, que foi referendada pelo povo). Mas depois o Marcello já não recebeu tanta legitimidade como o Salazar (a tal ponto que o povo o deixou cair sem pestanejar).
De facto, a um regime como o de Salazar depois põe-se o problema levantado pelo Rb - o da legitimidade da sucessão.
PA

Anónimo disse...

O regime de Salazar foi um regime extraordinário. Não foi um regime da nossa tradição - mas nos últimos 200 anos foi o que mais aproximou o regime da nossa tradição.
PA

Anónimo disse...

Ó Encabulada e Cabeçudo!
Cantou-se o fado depois, foi?
Populaça, marialva lusitano

PS. A nossa Zazie teve, em tempos, alguma fantasia Severa. E as pias Zitas arrancaram-lha do corpo e da almita à força de receitas de assados e biscoitos. p

zazie disse...

Se nunca tivéssemos perdido a monarquia tinha sido melhor.

Se calhar, tinha sido tudo diferente, nestes últimos 40 anos.

Anónimo disse...

Também penso que sim.
PA

Pedro Sá disse...

Caiam na real. Não por acaso nenhum país da Europa do Sul é monarquia...com a excepção bem conhecida da Espanha e porque foi no quadro do processo de transição que todos conhecemos.

Anónimo disse...

Sim, é capaz de ser verdade... Se Portugal fosse uma monarquia como o Reino Unido, ou a Suécia, ou a Holanda, ou a Noruega, ou a Dinamarca, deixava de copiar e imitar os países protestantes do norte da Europa e voltava a ser um país tradicional e de cultura católica.
A verdade é que o Arroja, de acordo com a sua análise àcerca do catolicismo como a cultura de tudo, é o católico por excelência: há 40 anos era mdp/cde, depois tornou-se num neoliberal fanático adepto da privatização dos rios, e actualmente defende o tradicionalismo, elogia o Salazar e está a pouca distância de se tornar no António Sardinha do Século XXI. Quando o Arroja assumir que a salvação de Portugal está no Integralismo Lusitano, então, sim, podemos afirmar que encontrou a Verdade que há tanto tempo procurava.

mujahedin مجاهدين disse...

a tal ponto que o povo o deixou cair sem pestanejar

Como deixou cair o rei?

Vs. não se convencem que o povo - as massas, noutro tipo de paleio - são manipuladas e manipuláveis.

Não há presidente, rei ou chefe que resista sem poder, pelo menos, fazer propaganda em termos iguais à propaganda adversa.

Não há. E tanto faz que seja o maior medíocre ou o salvador da pátria.

mujahedin مجاهدين disse...

E Salazar não recebeu legitimidade.

Salazar foi aclamado como salvador da Pátria.

Isso é quase título de rei. Aliás, é um cognome cuja honra poucos reis podem gabar para os seus cognomes.

E note-se: ele não era nem nunca foi o Chefe de Estado.

Era quem fazia. Quem governava. Por isso foi o salvador da Pátria.Foi ele que salvou. Não deu a Pátria a salvar...

Que vos sirva de aviso para as vossas teorias. Se o Rei não governa, não serve propósito nenhum. Nenhum.

Essa história de estar acima da política é uma fantasia.

Ricciardi disse...

O que faltou a Salazar foi não ter sido Ungido, nem Coroado. Só foi Aclamado e isso, é coisa vulgar.
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Ora a aclamação é um caso sui generis portugues. Justifica-se na nossa monarquia porque foi devido à alegada intervenção da Nossa Senhora na guerra da restauração que se deixou de fazer a coroação e ungimento e passou a fazer-se a aclamação, por uma questão de profundo respeito e reconhecimento à Senhora que passou a ser para sempre a rainha de Portugal.
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Durante e depois do Estado Novo continuou-se a festa da aclamação. Mas sem qualquer e especial motivo. Por imodestia e vaidade, vá. Uma espécie de messianismo.
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O regime anterior era pródigo em encenar aclamações. E manteve-se o ritual até aos dias de hoje, já na democracia. O pessoal vitorioso vem à varanda e é aclamado. Pronto. Todos eles encenam na perfeição.
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Aí são aclamados toda a espécie de seres humanos. Os idiotas e impreparados tambem.
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O que é que a monarquia tem que o Messianismo não tem?
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O Messianismo é instavel e não antecipavel. Não tão instavel como a democracia, ainda assim muito menos antecipavel do que esta.
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Dura o tempo que leva a duração de vida do messias e quando o messias vai desta para melhor o que se segue é uma verdadeira incognita. Sabe-se lá se metem o Marcelo ou o André. Não há critério. Pode ser o paraiso ou o inferno.
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Na monarquia existe um critério. O principe é educado e preparado para reinar quando o paizinho se passar ou abdicar.
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É claro que o monarca é preparado para atender aos interesses dos portugueses em primeiro lugar. No messianismo nem sempre assim é. Depende do messias. A prova provada é exactamente as guerras nas colonias. Uma monarquia dificilmente conseguiria fazer pior. Provavelmente ainda os portugueses estariam em Angola nas suas casinhas. As monarquias fizeram as colonias, os messias desfizeram-nas.
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Dom Duarte tinha argumentos muito melhores. Teria se mantido rei e teria havido uma união de nações à la comomwealth. E não o caos.
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Rb

mujahedin مجاهدين disse...

Era... isso e viviam felizes para sempre.

É nestas coisas que V. às vezes roça a cretinice ó Rb:

Durante e depois do Estado Novo continuou-se a festa da aclamação. Mas sem qualquer e especial motivo. Por imodestia e vaidade, vá.

Salazar foi aclamado por reconhecimento. Não foi por vaidade.
E se muita gente acha o contrário e bota na conta da ignorância, no seu caso penso que já não se justificava.

É que pior que ser pobre é ser o que se chama hoje "precário".
Que é não saber se amanhã se vai receber, pouco ou muito.

É não haver uma ordem que permita às pessoas terem alguma coisa segura em que estabelecer bases para construírem as suas vidas.

Salazar fez isso. E fez isso antes de tudo o mais. Antes de fazer estradas, portos, canais, barragens, hospitais, universidades, etc, etc.

V. confunde a promoção de uma certa estima - e porque não dizê-lo: orgulho - nacionais, necessários mais que tudo em tempos conturbados, através da qual se procura reforçar a união de toda a sociedade, com o teatro de revista dos "eventos" eleitorais, comícios, e outras "cerimónias" de bandeira de pernas para o ar.


Ricciardi disse...

Salazar morreu.
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Vc pessoaliza uma ideia para Portugal numa figura que já não existe.
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É como aqueles que espreitam o nevoeiro à espera de Dom Sebastião.
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Já foi. Kaput.
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Teve méritos? Teve.
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É possivel fazer ressucitar Dom João II? Salazar?
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Não.
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Que sistema dá maiores garantias de se ter um homem decente à frente do país? um regime de partido único onde o messias pode ser o diabo?
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Pense nisso.
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Como disse o PA, Salazar é um acontecimento extraordinário, como foram alguns reis, a diferença é que um pode ser replicável, o outro não.
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Rb

mujahedin مجاهدين disse...

E é uma cretinice a sua teimosia em continuar a perorar sobre a guerra.

V. fala da boca para fora e obstina-se a dizer merda.

Não havia negociação possível. E tentou-se.

O Jorge Jardim andou na Zâmbia e no Malawi a procurar a concertação e o apoio desses países para uma solução e foi para lá mandado por Salazar.

E tinha um programa, chamado o Acordo de Lusaka. Que foi ignorado por toda a gente, particularmente pela Frelimo que já estava entendida com os elementos "progressistas" do MFA.

Pode ler a história no livro dele "Moçambique - Terra Queimada". E ele era partidário da independência.

E é sabido que houve conversações com o Savimbi em Angola.

E que as houve na Guiné - aliás, porque morreu o Amílcar Cabral?

V. é um ignorante e continua a dizer essas barbaridades que não servem outro propósito senão justificar os que fizeram os bandos de selvagens estrangeiros que a URSS e os americanos armaram e organizaram lá para nos infernizar a vida aterrorizando aquela gente.

Exactamente como hoje fazem no Médio Oriente. E V., mais uma vez, aí anda a lamber-lhes as botas. Era o Assad que era mau, era mau, mas afinal são os rebeldes que aparecem a decapitar gente, armados com o melhor do armamento americano e a reclamar um califado inteiro de Meca a Sevilha!

A ONU não ia fazer coisa nenhuma como hoje não faz rigorosamente nada. Aliás, andavam os capacetes azuis líbios a vender armas aos terroristas e o Estado sabia perfeitamente.

Hoje é fácil falar porque V. não tem responsabilidade nenhuma. É como a merda da cena do Assad. É igual. Ah e tal democracia! E pronto. Que importam as realidades que lá se vivem... Que importam as garantias - que não tínhamos nem nunca tivemos que se passaria tudo conforme o acordado...

No fim, tudo se passou como Salazar e Caetano temiam que se passasse se mudassem a estratégia. Eles previram.

E os MFAs tinham mais condições até para por em práctica esses maravilhosos planos! Eram democratas! Tinham o apoio do mundo! Tinham ouro às toneladas! Tinham o apoio da população! Voavam nas asas da liberdade!
Tinham tudo! E conseguiram dar cabo de tudo. Tudo. Não acertaram uma. Foi de mal a pior. Nem salvaguardaram interesses nem pessoas. Nada.

Porque não fizeram referendos? Eleições? A ONU? Porquê?
Se Salazar podia, se Caetano podia, porque não podiam eles?


Enfim, há os napoleões de hospício e os secretários da ONU de poltrona...

mujahedin مجاهدين disse...

Mas e um rei não pode ser o diabo?!

Mas eu não percebo...

Qual é a diferença nesse aspecto?

Dizer que é educado para reinar não é nada. Salazar governou e não foi treinado.

Um rei pode ser treinado quanto se quiser.

O problema aqui é de moral, honestidade e intenção.

E há uma parte disso que é sempre pessoal. Tanto faz ser-se educado de pequenino para rei, para padre ou para astronauta.

A lotaria é a mesma.

E nesse aspecto estamos de acordo. V. é que decide marrar comigo.

Só que V. olha para o dedo do Salazar em vez de para onde ele aponta.

Salazar é o modelo que qualquer rei deve seguir, pronto. Mostrou o que é governar a sério.
Vs. tentam distanciar-se do Estado Novo sob pretexto de que era ditadura e não entendem - ou preferem ignorar - que esse sistema que Vs. defendem não poderia ser menos ditatorial.

Não tinha que ser igual, mas tinha ser uma evolução, uma construção sobre as bases sólidas que o Estado Novo mostrou como construir.

Ricciardi disse...

Muja, Salazar morreu.
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Qual é a sua ideia para Portugal, que não passe por atirar sempre com Salazar para cima da mesa?
.

Rb

Ricciardi disse...

Muja, Salazar morreu.
.
Qual é a sua ideia para Portugal, que não passe por atirar sempre com Salazar para cima da mesa?
.

Rb

mujahedin مجاهدين disse...

Salazar foi um modelo.

Salazar foi o que eu espero de qualquer governante ou chefe.

Mostrou o que se deve fazer e como se faz.

Salazar tem de estar em cima da mesa porque é de Salazar que é preciso partir.

Varrê-lo para debaixo do tapete, considerar o que ele fez como extraordinário, no sentido de irrepetível, de um acaso, é conceder a derrota à partida!

O extraordinário nele está em podemos, com segurança, considerar a sua conduta, a sua obra, a sua acção, como um fio de prumo com que avaliar a rectidão, a honestidade e a competência das acções de qualquer governante. E o Estado Novo

Por isso eu digo que é preciso olhar para onde ele aponta em vez de para o dedo!

E só não digo Caetano porque, esse sim, teve de lidar com uma coisa que foi extraordinária e para a qual ninguém pode estar preparado. Mas fora disso, penso que não se saiu nada mal. Olhou para onde Salazar apontava, não lhe ficou a olhar para o dedo.

mujahedin مجاهدين disse...

E o Estado Novo, escrevia eu, serve como idêntico fio de prumo em relação aos sistemas de governo. Mesmo com a censura. E sobretudo sem a bosta partidária.

Hoje, provavelmente, podíamos abdicar da censura por exemplo.

Embora, no meu entender, um Estado que não possua meios poderosos de propaganda está condenado a acabar e andar constantemente nas mãos dos interesses que controlam a propaganda privada - o Estado tem de ter uma voz inequívoca, sobretudo se tolerar outras.

Progredir: trabalhar bem sobre o que de bom foi feito.

Salazar o escrevia logo nos início, a propósito das perorações de um tal Afonso Costa... Está algures no Porta da Loja. Devia ler-se.

mujahedin مجاهدين disse...

http://portadaloja.blogspot.co.uk/2013/07/nota-oficiosa-de-salazar-afonso-costa-o.html

mujahedin مجاهدين disse...

Portanto, qualquer ideia para Portugal que não tenha Salazar em cima da mesa é uma ideia anti-portuguesa e, por isso, falsa.

Respondendo directamente à sua pergunta: não tenho ideias dessas.




Ricciardi disse...

Muja, vamos ver, eu acho que pode ser um modelo de pessoa. Até uma joia de pessoa. Mas todos os modelos centrados em pessoas requerem um sistema. Porquê? porque elas morrem e depois...
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Cristo tambem foi/é um modelo, mas designou 12 pessoas, e de entre elas, um, para dar seguimento à Virtude.
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Com efeito, os homens organizaram uma Igreja, um modelo enfim, que possa dar algumas garantias de prossecução das 'ideias'. Organizou essa Igreja em torno de um modelo, quasi-monarquico, no qual percebemos que existe uma estabilidade nos comandos da instituição e, por decorrencia, da comunidade de fiéis.
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Vc atira-me com um Papa. O Salazar. Ora, um Papa é importante. Mas mais importante é a forma como a comunidade o coloca lá. Como é que o escolhe. Por que critérios.
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vc não dá resposta a isto. Limita-se a dizer que o seu Modelo é o Salazar. Ora, isso é o mesmo que eu dizer que o meu modelo de pessoa é o Afonso, ou o Pombal ou o Dom João. É importante valorizar as pessoas competentes, mas mais importantes é criar um sistema que as possa levar à governança.
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Rb

mujahedin مجاهدين disse...

V. Não lê tudo...

Dizer que o modelo é Salazar não dizer pouco.

E mais ainda é dizer Salazar e a sua obra porque um não pode ser dissociado da outra, porquanto viveu para ela quase exclusivamente. E nisso consiste a parte maior do modelo.

O rei que Vs. Procuram têm-no no Salazar e o sistema no sistema que ele montou.

Como V. Diz, constatando inúmeras vezes o óbvio, Salazar morreu como homem que era (eao contrário de Cristo, morto ficou).

Portanto é necessário progredir, melhorar, o que ele fez. Mas issofaz-se partindo dele e da sua obra. E isto por uma razão simples: porque foi melhor que houve em muito tempo. E o melhor em todos os sentidos.

V. Cai no erro demagógico de negar Salazar e a sua obra. E fá-lo demagogicamente, por critérios que em si mesmos são a antítese do que V. Procura ou diz procurar. Nega-o como um acidente, um acaso, um tropeço feliz. Quando na realidade foi o contrário: foi o resultado de uma mentalidade, de uma maneira de ser que é radicalmente (de raíz) portuguesa.

Salazar mostrou que os portugueses podem ser, e são-no se quiserem, erfeitamente capazes de estar ombro a ombro com quaisquer outros. E até, simplesmente, melhores.

Olhe para onde ele aponta, e não para o dedo...