23 julho 2014

Conflito Israelo-Palestiniano em equilíbrio de Nash?

Existem 3 possíveis cenários para o conflito Israelo-Palestiniano: a aceitação de dois países completamente independentes, a integração de ambos os povos num só país e a continuação do conflito armado.

Israel tem o absoluto predomínio militar mas, ao mesmo tempo, obrigações perante a comunidade ocidental da qual faz parte, incluindo a necessidade de continuar a ser, formalmente, uma democracia. A aceitação da Palestina como estado independente teria, a prazo, que incluir aceitar que esse país tivesse o seu próprio exército e material de guerra sofisticado. Com feridas abertas de décadas, a mínima convulsão política poderia levar novamente à guerra, mas desta vez com um inimigo muito melhor preparado e capaz de provocar dano. Alternativamente, Israel, poderia utilizar o seu poderio militar para simplesmente ocupar todo o território Palestiniano, impondo a solução de um estado. Mas, sendo Israel uma democracia, o mais provável é que cedo a população árabe constituisse a maioria dos eleitores e tomasse o poder nesse novo estado, acabando efectivamente com o estado judeu pela via democrática. A melhor solução para Israel efectivamente a do eterno conflito que lhe permite exercer controlo sobre todo o território palestiniano a um custo relativamente baixo em termos de baixas de guerra. Como os palestinianos não são legalmente cidadãos do estado de Israel, apesar de estarem sob seu domínio, Israel pode continuar a ser considerada uma democracia: "a única do Médio Oriente"

O Hamas, por seu lado, tem no conflito a razão da sua existência. Qualquer solução que traga a paz levaria à perda de importância do movimento. As perdas humanas desproporcionais dos Palestinianos reforçam ainda mais a sua capacidade de captação de membros e a sua popularidade.

O conflito armado pode, de facto, ser a situação de equilíbrio naquela zona do Mundo. A sobrevivência do Hamas e do Estado judeu dependem da sua continuação.

14 comentários:

Texticulos disse...

O equilíbrio de Nash só é atingido quando nenhuma das partes puder, unilateralmente,mudar de estratégia.

mujahedin مجاهدين disse...

O Hamas, por seu lado, tem no conflito a razão da sua existência. Qualquer solução que traga a paz levaria à perda de importância do movimento.

Sim, porque o MPLA e a Frelimo, por exemplo, perderam muita importância com o fim dos respectivos conflitos como se vê...

Há uma quarta solução, CGP, que é perfeitamente óbvia: Israel ocupa os territórios e expulsa os palestinianos. É tão óbvia que é o que vêm fazendo desde sempre... É tão óbvia que é uma das exigências dos palestinianos desde sempre: o direito de regresso. Regresso às terras que os judeus lhes roubaram e de onde expulsaram os miseráveis que lá viviam. Como ainda hoje roubam e expulsam.

As tretas que se inventam para não dizer as coisas como elas são e justificar os saldos perfeitamente abomináveis de vítimas... sempre a desfavor dos palestinianos (aliás, dos civis da parte oposta a Israel) por uma ordem de magnitude pelo menos. Sempre. Sempre.





Luís Lavoura disse...

A melhor solução para Israel efectivamente a do eterno conflito

Não necessariamente. Israel apenas necessita de manter um sistema de apartheid de facto. Mais explicitamente, um sistema de bantustões, similar ao sul-africano: os judeus mandam em Israel e os árabes habitam alguns "bantustões" (as cidades da Palestina) nos quais podem manter as suas curiosas tradições.

Se os bantustões se mantiverem em paz e não incomodarem o país propriamente dito, tanto melhor.

O problema nest esquema é o sionismo militante, o qual exige que toda a Palestina passe a pertencer aos judeus e que nem bantustões possa haver.

tric disse...

"Como os palestinianos não são legalmente cidadãos do estado de Israel, apesar de estarem sob seu domínio, Israel pode continuar a ser considerada uma democracia: "a única do Médio Oriente"
.
o Libano não é uma democracia?

tric disse...

Qual é o equilíbrio Nash para a Cristandade no Levante?

Carlos Guimarães Pinto disse...

"o Libano não é uma democracia"

É, mais inclusiva que Israel

Anónimo disse...

Nada de novo. O Hamas acumula arsenal, faz uns túneis novos, farta-se de enviar bombinhas e, qdo a coisa atinge o nível de segurança mínimo Israel destrói o stock militar para q o hamas volte recomece a stockar. Para o efeito o h amas só tem q fazer uma provocação qualquer. Raptar e matar uns miudos serve. O Hamas faz essas provocações qdo está aflito de dinheiro. Eles sabem q por mais cuidado q Israel tenha em não atingir civis existirão sempre baixas q podem ser usadas para obter mais uns 5 mil milhões de financiamento. O Hamas não sobrevive sem poder usar a própria populacao .

mujahedin مجاهدين disse...

Pois. Só que

- o Hamas sempre reivindicou as acções deles. Não o fez em relação aos três rapazes. Israel não se deu ao trabalho de mostrar provas nenhumas nem indícios de qualquer espécie. Disse que sim e pronto;

- tenho alguma dificuldade em perceber porque é que indivíduos que não hesitam em rebentarem-se e fazerem atentados suicidas se "escondem" atrás das mulheres e dos filhos. Obviamente, não têm medo de morrer. E, obviamente, isso não impede os israelitas de rebentarem tudo na mesma; até podem ser uns fanáticos, mas serão tão estúpidos ao ponto de desperdiçarem assim a reserva de "mão-de-obra" (é que assim não sobram muitos recrutas para daqui a uns anos, se eles usarem os filhos como escudos)?

- Os israelitas são tão porreiros que até "batem à porta" agora... com mísseis. Às vezes até telefonam. São uns bacanos. O que não se percebe é para quê. Obviamente sabem que há ali civis, para fazerem isso. Mas se há terroristas, também sabem atender o telefone, digo eu... Por isso, qual é a utilidade dos ataques afinal? Para além de rebentar a casa ao pessoal, claro...

- curiosamente, os israelitas têm uns modelos de tanques novos porreiros que ainda não tinham visto acção

- 5 mil milhões de quê? Dólares? 3 mil recebe Israel todos os anos dos EUA, mais armas e desconto para comprar armas e ainda sempre que alguém ali à volta compra armas aos gringos. Mais uns quantos de euros de reparações do holocenas vindos da Alemanha...

Euro2cent disse...

Há vários cronistas da nossa praça que acham muito bem que os estados civilizados esmaguem impiedosamente os sub-humanos que recorrem ao terrorismo para impedir o avanço da modernidade.

Não sei porquê, tenho a sensação que estou a ler a imprensa alemã de 1943 acerca do esmagamento da insurreição do gheto de Varsóvia.

Anónimo disse...

Se o patetinha do mujaedhim, ou lá a trampa de nick que é aquela, fosse israelita e levasse - mais a família - com uns morteiros nos cornos todos os dias, atirados pelos mujaedins, tinha a mesma merda de discurso mas ao contrário, se calhar até entendia que o melhor era limpar a trampa árabe de Gaza de uma vez por todas.
Não me responda, emigre para o Afeganistão.
A análise do problema pelo equilíbrio de Nash está engraçada...

mujahedin مجاهدين disse...

Emigra tu para Israel ó filho da puta. Que estás cá a fazer? Vai para lá anda. Vai lá lamber-lhes o cuzinho, que eles gostam de goys é para isso.

Qualquer dia ainda têm que mandar para lá tropas portuguesas para defender a "democracia".

Grunhos de merda. Defender África portuguesa de quatro séculos não, isso é colonialista. Mas a colónia dos judeus loirinhos de olho azul, essa é sacrossanta...

Abre a pestana ó pascácio. Quantas pessoas é que as "morteiradas" do Hamas mataram? Zero burro de merda. Zero. Então não têm lá a cúpula de ferro, paga pelo contribuinte americano e alemão (logo grego, portuga, espanhol e italiano)? 50 mil dólares o foguete. O goy paga. Ahaha!

Os submarinos que andas a pagar, receberam eles dois iguais à borla, porque sim. E são porreiros porque levam bombas nucleares, o que dá um jeitaço para a Opção Sansão.

Puta que os pariu e mais a quem os defende.






mujahedin مجاهدين disse...

Olha, nem precisas de ir para lá. Já lho podes lamber cá.

Àquela Esther não sei quê, por exemplo, que escreveu uma merda qualquer na latrina do Público (o soviete teve que baixar as orelhas, vá-se lá saber porquê) a dizer que quem não concorda com Israel é anti-semita.

Podes estar descansado, tu. Tens autorização para continuar a lamber o cu e comer a merda deles. Mas põe-te fininho, se começas a duvidar passas logo a anti.

cfe disse...

Quem não evita arrebentar-se em explosões não esconde-se, mas quem manieta esses explosivos humanos sim. Vamos ser objetivos: os dois lados não vislumbram uma saída pacifica, sendo assim tomam posições que mais lhes convém dentro das possibilidades que tem

fabio joao disse...

O estado de Israel não consegue manter-se em conflito com os vizinhos se não receber apoios externos maciços. Basta os EUA perderem interesse na região do médio oriente (auto suficiência energética...) para perderem parte do interesse em financiar o estado de Israel e deixar de haver este equilíbrio
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