23 outubro 2013

Prússia (2)

O Kant é uma figura central, talvez a principal, da filosofia moderna. As ideias que o homem dito moderno tem na cabeça podem ser traçadas, na sua esmagadora maioria, às ideias do Kant.

O Kant nasceu na Prússia. Na Prússia nasceu também Lutero, e o Kant era um luterano (de uma seita chamada pietista). E, já agora, na Prússia nasceram também o Hegel, o Nietzsche e o Karl Marx. Quando a Alemanha se unificou no século XIX, foi a Prússia, situada ao norte, que prevaleceu sobre o sul - a Baviera católica. Nesta unificação teve acção decisiva Bismarck que, naturalmente, também nasceu na Prússia.

Há cerca de ano e meio estive na terra do último rei da Baviera (Luís II). Não pude deixar de me impressionar com a vida deste homem que morreu ainda  jovem e tragicamente - foi encontrado morto nos  jardins do seu palácio, afogado num lago, juntamente com o seu médico e amigo. Especialmente, o seu desencanto, a sua nostalgia pelo mundo que perdia - o mundo da sua cultura bávara e católica - subjugado a um mundo que ele abominava - o mundo da cultura prussiana e luterana.

Pensei em Portugal e tive imediatamente o mesmo sentimento - Portugal a ser destruído pelas ideias (e o dinheiro) que vinham da Alemanha, mais propriamente da Prússia.

Ganhei uma obsessão pelo Kant. Se as ideias do Kant forem verdadeiras, eu submeto-me, posso até lamentar-me, mas submeto-me à minha sorte de ver o meu país arruinado e destruído e os meus netos a viverem num mundo radicalmente diferente do meu - para pior, muito pior, na minha consideração.

Mas se as ideias do Kant forem falsas, eu tenho de fazer alguma coisa. O quê? Eu também sou um intelectual - tenho de as combater e, se fôr capaz, destruí-las. Por isso, tenho de saber, é imperioso que eu saiba, se as ideias do Kant são verdadeiras ou falsas, se ele é um filósofo sério ou um charlatão. Enquanto não tiver a verdade acerca desta questão, eu não saio daqui - uma obsessão.

Existia em mim uma certa intuição, um sentimento, que provavelmente resultava da minha própria cultura, que me dizia que aquilo era falso, ou só meia-verdade, ou uma mistura de verdades e falsidades. Mas era isto que eu precisava de tirar a limpo.

19 comentários:

Vivendi disse...

Estou do seu lado nessa luta.

Mesmo sem perceber grande coisa de filosofia mas tenho um sentido de verdade que muitos filósofos o dificilmente o conseguem.

E o prof. se precisar de alguns nomes fortes em filosofia que desprezam o Kant eu sei onde eles se encontram.

Ricciardi disse...

A priori nao estou consigo. Pode ser q se me acometa um insight e mude de opiniao. Até lá, e dado nunca ter lido Kant mais do que aquilo que se conhece pela escola, dedico-me a escutar com atencao contra-argumentos racionais q contrariem o kant... E a petiscar desacordo com todo o raciocionio que parte do pressuposto q o q o kant diz é um disparate porque ele viaja sozinho no carro.
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Tem que dar mais argumentos. Esse é demasiado fraquinho.
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Rb

Anónimo disse...

Caro PA, para destruir as ideias do Kant tinha de ter nascido na Prússia ou pelo menos no estrangeiro... como nasceu na parvónia de baixo, não destruiu nada nem nunca destruirá... -- JRF

Anónimo disse...

Já começou caro PA... olhe o RB já a moê-lo... se fosse judeu estrangeiro, o RB olhava para os seus argumentos de um modo completamente diferente!... fraquinhos não seriam de certeza!... -- JRF

Vivendi disse...

Judeu estrangeiro...

hehehehe

Ricciardi disse...

Olhe que nao JRF, olhe que nâo.
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Está a ver como eu aprecio os argumentos de Marx ou de Mises, nao está?
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Bote para aí criticas aos gajos que eu assino por baixo. De olhos fechados.
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Mas já agora devo dizer. Se o Kant fosse judeu, esse "defeito" era exposto antes do tipo ser solteiro. Uma questao gradativa de defeitos. À falta de sangue judeu em kant passasse logo para outra caracteristica pessoal, a de solteiro.
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E assim, olhe, embora discorde logo de uma tese q começa por factores desses, até fico mais tranquilo. E ele ainda nem sabe a influencia q um certo judeu teve na vida de kant. Quando descobrir isso, pá, bem, kant passa a dizer nao só disparates como ainda acrescenta a maxima " eu vi logo..." Que havia maozinha daqueles estupores.
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Rb

Anónimo disse...

Hehehe... só o estava a moer ligeiramente caro RB... e aproveito para moer o PA também. Vou tentar dois por comentário :) ... -- JRF

Anónimo disse...

Eu por acaso já pensei muito na questão dos judeus e concluí que ambos estão certos:
Primeiro os judeus Ashkenazi (em português?) são extremamente inteligentes e é dizer pouco... Einsteins e Feynmans não são fruto de teorias da conspiração patéticas... nem fruto de "controlarem o Nobel" e sei lá que mais. Além de extremamente inteligentes, culturalmente promovem o estudo e a excelência pessoal. O resto é conversa. Das próximas gerações de portugueses — promotores de bronquidão e de mediocridade — é que não vão sair prémios nobel científicos de certeza. Se sair algum, vai ser por mérito individual (tirando a mãezinha e o paizinho, todo o português o vai deitar abaixo e às vezes até os próprios pais são os primeiros bota abaixo)... -- JRF

Anónimo disse...

Por outro lado, não há dúvida que fruto talvez da história, são um grupo que me parece mais unido e coeso que outras etnias... e não há dúvidas que colocam sempre o interesse deles à frente de tudo... e na minha opinião, tudo é tudo.
São tramados e sim, conspiram, dominam tudo o que podem e são extremamente nocivos porque ao poder que detêm via política e dinheiro (e na política preferem mandar a aparecer), são extremamente inteligentes... mais perigosos, só os chineses aos biliões!... Estou certo ou estou errado? -- JRF

Ricciardi disse...

Acho que está certo.
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E a familia é a grande responsavel pela "inteligencia" de que fala. Na alemanha antes de hitler grande parte dos alunos universitarios eram judeus. Nao admira q estivessem a ocupar lugares de destaque, que foi, de resto, a motivacao por detras do odio.
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Na africa di sul, por exemplo, mesmo tendo emgrado para lá as classes mais modestas de judeus, a verdade é a geracao seguinte já estava educada. Mais do que o comum.
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As melhores escolas de de cape town sao de judeus. Tenho lá um casal de amigos portugueses a trabalhar. Cristaos. E colocaram os filhos numa escola deles.
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tenho lá um negociozinho q deve arrancar em janeiro. Uma revista, que tambem vou lancar em marco do proximo ano em angola e, provavelmente em mozambique se os gajos entretanto se voltarem a entender.
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Por falar em crise, ando espantado com a capacidade empresarial em portugal. Em tive q pedir 5 orcamentos para um servico grafico e só dois é q me responderam. Parece que nao falta trabalho nessas empresas. Conctatei paises para o mesmo servico, como a namibia e botswana e respinderam-me no proprio dia.
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Assim nao vamos lá.
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Rb

Ricciardi disse...

Bem podemos dizer mal do kant e da influencia perniciosa do gajo, mas ha coisinhas concretas q resultam no estado em que o pais está. Parece q nao ha responsabilidade. Os empresarios devem estar com a cabeca com tantas preocupacoes que nem resposta a pedidos de orcamento dao resposta. Eu nao percebo.
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Mas até na banca está assim.
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O que me parece q esta a funcionar bem é as empresas de telecomunicacoes. Um gajo telefona a reportar uma avaria e eles aparecem logo. Telefone para fazer alteracoes nos pacotes e eles aparecem logo. Sao bons profissionais os gajos das telecomunicacoes em portugal.
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Rb

Anónimo disse...

Isso? É o pão nosso de cada dia... o exemplo que utilizo sempre foi contactar a Epson Portugal (repare, multinacional, mas cá)... esperei... esperei... esperei... Um belo dia, resolvo tratar do assunto via Epson UK, no mesmo dia obtive resposta.
Orçamentos é desde o trolha a gráficas... anda tudo cheio de trabalho... mas e daí? Mas alguém com dois dedos de testa deixa de responder aos clientes quando tem muito trabalho?... A culpa é do Kant... -- JRF

Anónimo disse...

Nem me fale das telecomunicações... é como EDP e quejandos... quando eram do Estado eram empresas de prestígio, agora são uns salta cercas como os outros...
Olhe, ainda a semana passada uma minha amiga que acabou de mudar para apartamento acabado de pintar teve os senhores da Meo a instalar lá o sistema... fios colados a quente pelas paredes, um nojo só visto, dedadas por todo o lado, uns porcos sem explicação... naquelas paredes estão chapadas as empresas de telecomunicações... brio profissional são aquelas dedadas nojentas e gordurosas por todo o lado!... -- JRF

Anónimo disse...

Quer mais telecomunicações caro RB? Peço para me instalarem linhas telefónicas... o indivíduo entretinha-se a fazer furos na parede com um martelo e uma chave de fendas... até eu o interromper tal o nojo... — Ah... não trouxe berbequim? Ai não anormal? E essa merda fica assim agora? Ficou. -- JRF

Anónimo disse...

Mais? A minha mãe pede para lhe instalarem uma coisada... casa acabada de pintar (por fora)... os fios não passam junto a calheiras, beirais ou tubos... nada disso! Dava muito trabalho!... vai a meio da parede que fica mais lindo... Esses tiveram que tirar e reinstalar tudo... mas a parede ficou um asco...
E os robôs do atendimento ao cliente? Jesus Cristo... coitados... essas empresas de telecomunicações obrigam-nos a ser a ser... toda aquela sabujisse e falsa empatia...
E os que telefonam a vender? E os que incessantemente tocam à porta para vender?... Mesmo já nós sendo clientes de um deles? Toca na mesma... vai tudo a eito... quando mais incomodam mais vendem...
E a falsa concorrência? Nem falemos nisso.
Sabe que mais caro RB, quando o dinheiro é às pazadas é fácil gerir... isso já aprendi há muito tempo. Ética, brio profissional mínimo? Nenhum. -- JRF

Anónimo disse...

PS: Eu respondia ao orçamento caro RB... respondo sempre. Até aos chatos respondo. A minha empresas responde a todos os mails em 24h00... nem tudo é mau... -- JRF

Ricciardi disse...

Pois, deve ser assim. A experiencia q eu tenho nas telecomunicaoes tem sido boazinha.
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Pode-se saber em q área trabalha JRF?
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Rb

Anónimo disse...

Já não tínhamos falado disso?... acho que sim... envie-me um mail se puder... sargacal@gmail.com -- JRF

Vivendi disse...

"Estamos vendendo impostos, não produtos".

(Frase de um empresário brasileiro do segmento de vestuário no Jornal Nacional da Rede Globo apontando a razão da falta de competitividade das indústrias brasileiras diante dos produtos chineses).

Não será isto que acontece também em Portugal?