11 setembro 2013

Objectivismo - Arte


A arte concretiza a metafísica.

A arte remete os conceitos da mente humana para o nível perceptual da consciência e permite-nos assimilá-los como percepções.

O propósito básico da arte não é ensinar mas demonstrar.

A arte é o meio indispensável para comunicar uma ideia moral.

A filosofia, por si só, não satisfaz a necessidade que o homem tem de filosofia.

Leonard Peikoff

Comentário:
Não compreendo algumas destas afirmações e, portanto, tenho dificuldade em comentar.
Fiquei foi surpreendido com a ideia da insuficiência da filosofia e da necessidade da arte para transmitir uma ideia moral.
Ou a Ayn Rand não acredita na sua própria teoria de que o homem é um ser inteiramente racional ou estamos perante uma contradição insanável. Porque é que um ser racional não fica inteiramente satisfeito com a “existência do existente”?
O que buscaria na arte que não vê na filosofia? E se a moral Randiana assenta num conceito de Bem claro e lógico, por que motivo é a arte indispensável para comunicar uma ideia moral?
O que procuraria esse ser racional na arte que não encontra no mundo da razão? Deus?

23 comentários:

Unknown disse...

a filosofia ja ciou grandes ideias :)

http://ocarteiravazia.blogspot.pt /

zazie disse...

Este Peikoff metia para a veia.

":O)))))

zazie disse...

Temos a arte para não morrermos da verdade, dizia o Nietzsche.

zazie disse...

Desta vez o Birgolino fez perguntas inteligentes.

Particularmente a última.

Ricciardi disse...

Objectivismo, na minha modesta opinião, é chegar de férias e receber um acerto na conta da electricidade dos chineses da EDP de 1200 euros para pagar e pensar bolas estes macacos vão pagar Objectivamente a compra da empresa demasiado depressa... e às minhas custas.
.
Rb

marina disse...

la fontaine era um artista e peras , prontos :)
e filosofo.. deve ser a ele que o Pqualquer coisa se refere :)

marina disse...

mas então para transmitir as ideias de bem e mal virtude e patati patata aos meninos a gente pegava no Aristóteles , com o perrault o dickens os mitos e representações iconográficas e essas coisas todas entretidas à mão ? não , pois não?

zazie disse...

Por acaso foi assim que se educaram gerações e gerações no passado.

Mas não é disso que se trata.

Leiam o Nietzsche que percebem a última frase.

São os labirintos da escuta, marina. Deves ter estudado isso.

A arte de escutar e apanhar os ritmos que é mais profunda que a Razão.

zazie disse...

A filigrana das coisas não é captada pela razão.

Necessita de uma rte mais flexível- com outro treino.

Vou deixar aqui um link para quem quiser.

Esperem aí.

zazie disse...

Está aqui este mas há melhor

http://faculty.hampshire.edu/ccox/Cox.Nietzsche.Dionysus.Music.pdf

zazie disse...

http://leportique.revues.org/207

Já ninguém sabe francês, pois não?

É pena.

marina disse...

bem , se tem a ver com a escuta , o que se procura é a emoção . é isso , Zazie ?

zazie disse...

plus on devient musicien, plus on devient philosophe

É isso. A música liberta o espírito, dá asas aos pensamentos.
Repito: torno-me melhor quando Bizet se me dirige.

melhor músico tanto como melhor "auditor".Pode-se escutar ainda melhor? ... As minhas orelhas vão levantar-se sob o efeito desta música, escuo a origem e a causa primeira. Parece-me que assisto ao seu nascimento: eu tremo perante os perigos que acompanham esta audácia, encanto-me com os acasos felizes que Bizet não deixou de parte... E, coisa melhor- no fundo, eu não penso nisso, ou não sei a que ponto penso nisso. Pois durante esse tempo, todos os pensamentos me passam pela cabeça... Demo-nos conta a que ponto a música torna o espírito livre? Dá asas aos pensamentos? que
os grandes problemas, tão próximos que julgamos poder abraçá-los, o mundo abraçado no olhar como do alto de uma montanha. Acabo de definir a paixão filosófica. E, sem que me dê conta, eis que me caem do céu "respostas", uma fina grelha de pedços de sabedoria, de problemas "resolvidos"... Oonde estou? Bizet torna-me louco»

zazie disse...

Marina, nunca estudaste a noção de labirinto?

Há um labirinto que não é arquitectónico- é musical. Dionisus é a orelha da Ariane- a sua perdição da razão- o seu encontro com os instintos primordiais.

Este ano dei um workshop sobre o assunto.

Qualquer dia convido-te

ahahahahahaha

São estas coisas que me entusiasmam. Ligar a Filosofia com a Arte.

zazie disse...

Qualquer dia reformo-me.

Todos os anos digo que é o último.

Este, por acaso correu muito bem e disseram que devia ter sido filmado.

São as minhas "performences teóricas"

AHAHHAHAHAHA

Cada maluco com a sua pancada. Quando não caço gárgulas nem faço jardinagem, dá-me para isto.

zazie disse...

Mas gostei da perspicácia do Birgolino.

Ele só mete água porque nunca entendeu filosofia.

Mas sabe pensar. E deixou uma boa pergunta. Sem querer fez a pergunta primordial.

marina disse...

muito bonito. a resposta para o Joaquim : procuramos o belo :)

zazie disse...

Mas lê o texto do Bastien Gallet que é uma boa síntese.

zazie disse...

Procuramos a leveza de um Deus que saiba dançar.

ehehehe

Porque a verdade racional mata.

Porque, para Nietzsche, a escuta é que importa.

Apurar o ouvido, os ritmos, os timbres. tudo tem timbre. A verdade racional não capta estas nuances.

zazie disse...

Captar estas nuances é do domínio da arte. A filosfia, para ele, seria, em última instância uma arte da escuta.

Como na pré-história, os homens tinham o ouvido mais apurado porque necessitavam de interpretar o menor som para se defenderem.

Não tinham o dom de explicar tudo- tinham o dom de captar sintomas. "A filigrana das coisas".

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...

O qeu captamos é um eco daquilo que se manifesta.

Não há mais do que isso. Querer agarrar mais é matar o eco. É morrer da verdade.

zazie disse...

«Ele [o filósofo] é contemplativo como o pintor, compassivo como o religioso, consequente como o homem de ciência: procura fazer ressoar nele todos os sons do universo e a exprimir essa harmonia nos conceitos. A extensão às dimensões do macrocosmos, ligadas ao olhar circunspecto - como o comediante ou o poeta dramático, que se metamorfoseia, mas permanece lúcido para se projectar para o exterior».

N.