A arte concretiza a metafísica.
A arte remete os conceitos da mente humana
para o nível perceptual da consciência e permite-nos assimilá-los como
percepções.
O propósito básico da arte não é ensinar mas
demonstrar.
A arte é o meio indispensável para comunicar
uma ideia moral.
A filosofia, por si só, não satisfaz a
necessidade que o homem tem de filosofia.
Leonard Peikoff
Comentário:
Não compreendo algumas destas afirmações e,
portanto, tenho dificuldade em comentar.
Fiquei foi surpreendido com a ideia da
insuficiência da filosofia e da necessidade da arte para transmitir uma ideia
moral.
Ou a Ayn Rand não acredita na sua própria
teoria de que o homem é um ser inteiramente racional ou estamos perante uma
contradição insanável. Porque é que um ser racional não fica inteiramente
satisfeito com a “existência do existente”?
O que buscaria na arte que não
vê na filosofia? E se a moral Randiana assenta num conceito de Bem claro e
lógico, por que motivo é a arte indispensável para comunicar uma ideia
moral?
O que procuraria esse ser racional na arte que não
encontra no mundo da razão? Deus?
23 comentários:
a filosofia ja ciou grandes ideias :)
http://ocarteiravazia.blogspot.pt /
Este Peikoff metia para a veia.
":O)))))
Temos a arte para não morrermos da verdade, dizia o Nietzsche.
Desta vez o Birgolino fez perguntas inteligentes.
Particularmente a última.
Objectivismo, na minha modesta opinião, é chegar de férias e receber um acerto na conta da electricidade dos chineses da EDP de 1200 euros para pagar e pensar bolas estes macacos vão pagar Objectivamente a compra da empresa demasiado depressa... e às minhas custas.
.
Rb
la fontaine era um artista e peras , prontos :)
e filosofo.. deve ser a ele que o Pqualquer coisa se refere :)
mas então para transmitir as ideias de bem e mal virtude e patati patata aos meninos a gente pegava no Aristóteles , com o perrault o dickens os mitos e representações iconográficas e essas coisas todas entretidas à mão ? não , pois não?
Por acaso foi assim que se educaram gerações e gerações no passado.
Mas não é disso que se trata.
Leiam o Nietzsche que percebem a última frase.
São os labirintos da escuta, marina. Deves ter estudado isso.
A arte de escutar e apanhar os ritmos que é mais profunda que a Razão.
A filigrana das coisas não é captada pela razão.
Necessita de uma rte mais flexível- com outro treino.
Vou deixar aqui um link para quem quiser.
Esperem aí.
Está aqui este mas há melhor
http://faculty.hampshire.edu/ccox/Cox.Nietzsche.Dionysus.Music.pdf
http://leportique.revues.org/207
Já ninguém sabe francês, pois não?
É pena.
bem , se tem a ver com a escuta , o que se procura é a emoção . é isso , Zazie ?
plus on devient musicien, plus on devient philosophe
É isso. A música liberta o espírito, dá asas aos pensamentos.
Repito: torno-me melhor quando Bizet se me dirige.
melhor músico tanto como melhor "auditor".Pode-se escutar ainda melhor? ... As minhas orelhas vão levantar-se sob o efeito desta música, escuo a origem e a causa primeira. Parece-me que assisto ao seu nascimento: eu tremo perante os perigos que acompanham esta audácia, encanto-me com os acasos felizes que Bizet não deixou de parte... E, coisa melhor- no fundo, eu não penso nisso, ou não sei a que ponto penso nisso. Pois durante esse tempo, todos os pensamentos me passam pela cabeça... Demo-nos conta a que ponto a música torna o espírito livre? Dá asas aos pensamentos? que
os grandes problemas, tão próximos que julgamos poder abraçá-los, o mundo abraçado no olhar como do alto de uma montanha. Acabo de definir a paixão filosófica. E, sem que me dê conta, eis que me caem do céu "respostas", uma fina grelha de pedços de sabedoria, de problemas "resolvidos"... Oonde estou? Bizet torna-me louco»
Marina, nunca estudaste a noção de labirinto?
Há um labirinto que não é arquitectónico- é musical. Dionisus é a orelha da Ariane- a sua perdição da razão- o seu encontro com os instintos primordiais.
Este ano dei um workshop sobre o assunto.
Qualquer dia convido-te
ahahahahahaha
São estas coisas que me entusiasmam. Ligar a Filosofia com a Arte.
Qualquer dia reformo-me.
Todos os anos digo que é o último.
Este, por acaso correu muito bem e disseram que devia ter sido filmado.
São as minhas "performences teóricas"
AHAHHAHAHAHA
Cada maluco com a sua pancada. Quando não caço gárgulas nem faço jardinagem, dá-me para isto.
Mas gostei da perspicácia do Birgolino.
Ele só mete água porque nunca entendeu filosofia.
Mas sabe pensar. E deixou uma boa pergunta. Sem querer fez a pergunta primordial.
muito bonito. a resposta para o Joaquim : procuramos o belo :)
Mas lê o texto do Bastien Gallet que é uma boa síntese.
Procuramos a leveza de um Deus que saiba dançar.
ehehehe
Porque a verdade racional mata.
Porque, para Nietzsche, a escuta é que importa.
Apurar o ouvido, os ritmos, os timbres. tudo tem timbre. A verdade racional não capta estas nuances.
Captar estas nuances é do domínio da arte. A filosfia, para ele, seria, em última instância uma arte da escuta.
Como na pré-história, os homens tinham o ouvido mais apurado porque necessitavam de interpretar o menor som para se defenderem.
Não tinham o dom de explicar tudo- tinham o dom de captar sintomas. "A filigrana das coisas".
O qeu captamos é um eco daquilo que se manifesta.
Não há mais do que isso. Querer agarrar mais é matar o eco. É morrer da verdade.
«Ele [o filósofo] é contemplativo como o pintor, compassivo como o religioso, consequente como o homem de ciência: procura fazer ressoar nele todos os sons do universo e a exprimir essa harmonia nos conceitos. A extensão às dimensões do macrocosmos, ligadas ao olhar circunspecto - como o comediante ou o poeta dramático, que se metamorfoseia, mas permanece lúcido para se projectar para o exterior».
N.
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