11 setembro 2013

o “erro de Joseph de Maistre

Via o blog "perspectivas":

"Nunca devemos analisar uma personagem histórica senão à luz do seu tempo; o mais que podemos fazer é a crítica à evolução do seu pensamento até aos nossos dias. Uma das características dos jacobinos modernos é a tendência para criticar os seus “opositores históricos” como se estes vivessem hoje, o que é uma estupidez de todo o tamanho. Joseph de Maistre é considerado como um contra-revolucionário do seu tempo.

Porém, há uma contradição insanável em Maistre: sendo ele um paladino na defesa do pensamento da Igreja Católica, pertenceu à maçonaria de 1776 a 1790. Joseph de Maistre abandonou a maçonaria quando verificou in loco a influência desta no movimento jacobino que culminou no banho de sangue da Revolução Francesa de 1789, juntamente com os Illuminati que na época mantinham uma relação estreita não só com as lojas maçónicas alemãs mas também com as lojas francesas.

(...)
Como podemos ver, o “erro de Joseph de Maistre” não constituiu um acontecimento particular. A infiltração maçónica na ICAR, que aconteceu durante todo o século 19 e 20, levou ao Concílio do Vaticano II e à legitimação do “erro de Maistre”.

Ler aquihttps://espectivas.wordpress.com/2009/06/08/a-contradicao-de-joseph-de-maistre/

PS: os tradicionalistas podem descansar, salvou-se uma alma a tempo.

4 comentários:

Unknown disse...

gostei deste post! o que fazem os erros por vezes... mas foi salvaguardado a tempo :)

http://ocarteiravazia.blogspot.pt /

rui a. disse...

É uma perspectiva errada, esta. Quer porque é um erro imaginar-se a RF como uma conspiração maçónica, desde logo porque a maior parte dos grandes dignitários do Grande Oriente de França foram suas vítimas logo após 89 (não esquecer que, nessa altura, a Maçonaria francesa era dominada pela aristocracia, tal como em Inglaterra o era então e ainda o é hoje), como porque ela deixou praticamente de existir, após 92, dados os conflitos entre os seus membros que passaram da política para dentro dela. A Maçonaria só regressa a França com Luis XVIII, já que o próprio Napoleão, que foi circunstancialmente maçon, a tratou de proibir. Por outro lado, é mais do que sabido que os maçons franceses se assassinaram uns aos outros entre 92 e 94, pelo menos. Antes de 92, muitos deles - os altos dignatários maçónicos, sobretudo - fugiram de França, por pertencerem à aristocracia e estarem a adivinhar o que por lá estava para acontecer.
Coisa diferente de haver uma conspiração de uma organização maçónica para o que sucedeu em França a partir de 89 é admitirmos que as ideias das Luzes, que estiveram no arranque da Revolução, eram simpáticas aos maçons e foram divulgadas nas lojas. Disso não tenho quaisquer dúvidas, embora entenda que a RF foi tudo menos um movimento de ideias.

Pedro Sá disse...

E fora isso porque o banho de sangue não foi em 1789-90, mas em 1793-95, pelo que o abandono da actividade maçónica por Maistre não tem a ver com isso por certo.

Pedro Sá disse...
Este comentário foi removido pelo autor.