24 abril 2013

Já foste mais nova


Um casal de meia idade está a ver televisão, quando aparece a Alexandra Lencastre.

- A Alexandra Lencastre está velha - diz a mulher - lembro-me de ela ser bem mais bonita. Sabes que idade é que ela tem?
- Não sei - responde o marido, antecipando o que aí vem
- Humm.. Acho que tem a minha idade
- Pois... – diz o marido enquanto tenta desesperadamente sair da sala
- E eu, achas que também pareço assim velha como a Alexandra Lencastre?
- Não, tu estás mais bonita do que quando te conheci.

Se o marido tivesse utilizado da sua liberdade de expressão para dizer a verdade, a do título do post, tudo o que deveria fazer a seguir era sair de casa. Ao usar a sua liberdade de expressão para dizer a verdade violou um valor ainda mais importante: a coesão do grupo. Naquele caso, o grupo mais importante: a família.

33 comentários:

zazie disse...

Que exemplo sem sentido.

V. não deve é saber diferenciar educação e recato de ser-se grosseiro.

O v. problema é serem bimbos a quem disseram que bastava abrir a bocarra para serem livres.

zazie disse...

Sendo que também não percebi corno do post do PA.

O Insurgente é um suplemento do Blasfémias onde se faz copy paste e se bloqueiam comentadores.

Portanto, essa da liberdade de expressão
também me passou ao lado.

E a da democracia nem quis perceber, porque não deve ser para se perceber.

zazie disse...

Mas pronto, já percebi a que se refere a tal coisa da democracia, ainda que nem me interesse nada.

Quanto a isto, não é exemplo que se apresente.

Até o Birgolino que costuma ser mais ordinarote não tinha uma ideia tão triste.

Coisas de mulheres, são coisas de mulheres. Nenhum homem se "exprime livremente" se disser que a sua mulher está mais velha e mais feia que a do ecrã de televisão.

Isso nem um carroceiro diria.

zazie disse...

E nem sei a que ponto de "igualdade" escolar já se chegou para haver dúvidas.

Porque só um homem-soja se lembraria que o trato com a mulher deve ter como finalidade "preservar a coesão da família".

Pensava que para isso, ia às putas e nem uma puta atura vexames.

Carlos Guimarães Pinto disse...

Zazie, eu concordo consigo embora o texto possa ser, de facto, um pouco atabalhoado a passar essa mensagem.

zazie disse...

Então está bem.

E também entendi a que se refere.

marina disse...

mas o marido neste caso usou da liberdade de expressão , liberdade que lhe permitiu mentir de modo a puxar a brasa à sardinha dele :)

marina disse...

mas o importante hoje é o plano de ajuda às pme... crédito , para que gastem , e o estado assim colecte impostos.. maquiavélicos de pacotilha. espero que poucos caiam num truque tão parvo e perigoso.

Luís Lavoura disse...

"Dizer a verdade" nunca foi um valor muito importante. Repare que é algo que não aparece nos mandamentos de Moisés nem, que eu saiba, nos preceitos morais de qualquer outra religião. Todos os códigos morais aceitam com naturalidade que se minta, pelo menos em certas ocasiões.

Carlos Guimarães Pinto disse...

"Não dirás falso testemunho contra o teu próximo." É o nono.

zazie disse...

ehehehe

É mais importante a imagem do que a verdade.

A torah é tramada.

marina disse...

mas o que o PA quis dizer , penso eu , é que se a família estivesse dividida em facções e a gerissem votando e tivesse ganho a que advoga o não mentir , o coitado do marido não poderia ser piedoso pq lhe caia o carmo e a trindade em cima.

Anónimo disse...

Subscrevo a 100% a ideia que este post pretende transmitir. Hje em dia, valoriza-se mais a liberdade de expressão do que a felicidade. Se o nosso comentário, por mais verdadeiro que seja, não vai trazer nada de positivo nem criar oportunidade de melhoria, porquê fazê-lo? Não sejamos negativos sem nada a ganhar em troca!

Luís Lavoura disse...

Carlos Guimarães Pinto,

"levantar falso testemunho contra alguém" é uma forma muito particular de mentira. A enorme maior parte das mentiras não são falsos testemunhos.

Luís Lavoura disse...

O budismo não chega a recomendar a mentira, mas recomenda claramente que não se diga nada se aquilo que se vai dizer não tiver qualquer utilidade positiva.

Ou seja, recomenda que, na dúvida, se mantenha a boca fechada.

(O que seria uma boa recomendação para quem navega em blogues em geral.)

zazie disse...

marina:

Passaste-te?

O que é que PA disse?

ehehehehe

Tu também charras umas coisas

":O)))))))

marina disse...

o PA disse que a liberdade é anti democrática e é. vai lá ler. o não sei quis gerir o insurgente democraticamente.. quem não posta de acordo com a maioria..vem pró PC :)

zedeportugal disse...

Assim de repente, até pode parecer que não vem a propósito, mas se pensar outra vez...
The dynamism and remarkable scope of the third wave buried old, deterministic, and often culturally noxious assumptions about democracy, such as that only countries with an American-style middle class or a heritage of Protestant individualism could become democratic. For policy makers and aid practitioners this new outlook was a break from the long-standing Cold War mindset that most countries in the developing world were “not ready for democracy,” a mindset that dovetailed with U.S. policies of propping up anticommunist dictators around the world.
The End of the Transition Paradigm Carothers, Thomas, 1956-Journal of Democracy, Volume 13, Number 1, January 2002, pp. 5-21 (Article)

Nota: "third wave" significa "third wave of democracy", conforme definida por Samuel Huntington

zazie disse...

marina: eu nem percebi corno do que o PA escreveu.

Mas não tinha nada a ver com problemas de casais, acredita

":O)))))

zazie disse...

O PA inventou uma história.

O Insurgente nunca foi democrata e o AAA é um mero palerma.

Nem sei qual a ideia de o querer chamar.

Mas não há-de ser ingénua.

nestas cenas de convites o PA faz sempre a continha toda aos trocos.

zazie disse...

O PA dá crédito a quem lhe dá bola.

E há uns que dão bola, não pelo que ele escreve mas pelo que ele "é". No sentido de status e assim.

Coisa que nos comentadores de caixinha só existe quando aparece aquele tolinho do costinha.

zazie disse...

Dá crédito a quem o trata respeitosamente

aahhahaha

O PA gosta muito destes cerimoniais de salamaleques e respeitinhos.

E o AAA é todo respeitinho, em tendo a etiqueta e o status social e profissional da pessoa.

Em não tendo é palerma igual aos outros.

Censura como os outros.

Vivendi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vivendi disse...

Nesta ditadura democrática de hoje o grupo que possui mais ênfase emocional ganha. Quem defende a prova racional conta pouco.

O post racional "O Zé não é empreendedor" foi uma pedrada no charco...

Mas bastaria aos socialistas a vontade em soltar os cães que iria aparecer nos comentários do post uma enxurrada de gritos e insultos para a verdade racional ser distorcida ao limite.(alguns comentadores ainda tentaram mas falharam porque foram a minoria...)

Anónimo disse...

O termo "intemporal",dirigido `a interessda, permitiria uma saída em ombros e pela porta grande...

Unknown disse...

"interessada".
As desculpas pertinentes.

Vivendi disse...

No Insurgente democrático escreve um autor:

"Em 1970, só 21 mil alunos estavam matriculados no ensino secundário."

21000 alunos /305 municípios = 68,85 a média de alunos por concelho.

Será que arranjou estes números na sede do PCP?

Ricciardi disse...

Hummm parece que a libertinagem está a começar a acordar para os efeitos perniciosos do excesso desta austeridade. A vida do Zé é demonstrativa: ele não investe porque as txas de imposto são elevadas. O Zé poupa, mas não investe. Uma contradição de termos, para os austriacos, que acreditam piamente que o investimento emerge logo que a santa poupança cresça. Tipo um sistema de vasos comunicantes. Pois bem, o Zé não investe, com ou sem poupança, ele não investe. E faz bem.
.
O João Miranda continua a sua luta (kampf em estrangeiro) pela demonstração de que manter impostos elevados (usurários mais propriamente) e crescimento é possível no reino. E resiste, o valentão, e até atira exemplos da Maggie que subiu o IVA de lá. Cá par nós ele esqueceu-se, certamente por lapso, que a Maggie desceu os Impostos Directos. Mas isso não interessa nada.
.
Et voilá, onde o Vivendi vê socialistas, o Joao Miranda vê boas práticas.
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«Oh Maggie, Maggie what have we do?»(pink floyd).
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Rb

marina disse...

é pá , Zazie , puxa , vou explicar devagarinho : o PA ironizou , pelo meio disse umas coisas certas sobre liberdade e democracia , o Carlos respondeu ( está aí um link para o post do PA ) com um problema onde usou um casal para exemplificar e eu fiz apenas uma analogia :)))))

zazie disse...

Ok. Já tinha visto, tirando a parte das "coisas certas" e a trica blogosférica a que isto se reporta.

Anónimo disse...

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BLUESMILE disse...

Argumento idiota.
Imagino a mesma converseta de sofá de sala com o barrigudo do marido a comentar a velhice do George Clooney.

BLUESMILE disse...

De qualquer forma, este post é um bom exemplo de uma argumentação irracional quando se pretende demonstrar que a mentira é inevitável em termos políticos.

Foge-se ao esforço do discurso racional fundamentado numa qualquer argumentação coerente. Remete-se a converseta ideológica para o espaço doméstico do gineceu carregadinho de estereótipos sobre loiras.

As usual...