02 julho 2012

o mundo de pernas para o ar

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, o Padre Lino Maia, considera, numa entrevista ao DN, que "com tudo o que há hoje de apoio à maternidade e ao aborto, não faz qualquer sentido sequer pensar na instituição de uma prática destas" (roda dos enjeitados). "Aceitemos ou não a legislação sobre o aborto, creio que hoje só tem mesmo um filho quem o quer mesmo".
Ou seja, para o Padre Lino é preferível pôr termo a uma vida intra-uterina do que cumprir a "vontade de Deus" e dar a criança para adopção. Isto não é Solidariedade, isto é Maldade.

205 comentários:

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Anónimo disse...

Joaquim.

É irónico ou manipulador?
O padre Lino não disse nada do que o Joaquim concluiu. Nem se manifestou contra a dopção, nem a favor do aborto.

Luxor

Manuel disse...

Neste caso também não vejo como o Joaquim pode concluir isso. Só mesmo se fôr ironia como sugere Luxor no comentário anterior.

BLUESMILE disse...

Dá jeito ter criancinahs pobres na roleta para os riquinhos escolherem como gado, certo?

Muitas criancinahs pobres e indesejadas também dão jeito para a caridadezinha ou para contratar como criadagem, certo?


Já agora o abandono de crianças (na roda ou na rua) não é a vontade de Deus.

E o que o padre Lino disse (e bem )é que práticas destas não faz qualquer sentido.

Anónimo disse...

Caro Bluesmile,

Prefere o aborto ou a roda? Eu prefiro a roda.

Anónimo disse...

Caro Luxor,

Quando alguém diz:
...não faz sentido que haja roda, pk há apoios ao aborto, o k quer dizer senão o que eu deduzi. Não há nenhuma ironia da minha parte, apenas surpresa.

Anónimo disse...

O que é triste é o estadio de confusão mental que padres católicos demonstram ao comtemporizarem com o aborto como método de descarte de criaturas nao desejadas.
E qual é o drama da "roda"? Se o nascituro é rejeitado pô-lo na roda parece bem mais humano do que liquidá-lo " in utero ",não ? Além disso conheço mais que um " exposto " que deu gente válida e útil.

Anónimo disse...

Ó Bluesmile pobres e indejesados acompanharao
sempre a história da humanidade ,e que é que propoẽ como soluçao para o problema ? Matem-se antes de nascer? E essa alusão à criadagem afigura-se-me como uma postura veradeiramente fascista.As criadas ( ou empregadas domésticas ) não exercem uma profissão digna e louvável como qualquer outra?
O esquerdalho nunca consegue deixar para trás as ideias fascistóides.

LJC disse...

Concordo com a lei actual do aborto mas a existência paralela da roda em nada choca, pelo contrario. Deve-se é colocar as "rodas" nos locais para onde os doutos governantes acham que se deve emigrar. Na caridadezinha e a fazer de criadagem já há muito parece ser o papel reservado. Não é preciso roda nenhuma para isso.

Fernanda Viegas disse...

É que o padre Lino Maia deve saber como ninguém(eles tratam feridas da alma)qual o drama da "roda". Enjeitado, rejeitado, exposto(de todas as palavras prefiro esta, como agregadora de todas as outras: EXPOSTO) há-de ser uma ferida tamanha, que nos acompanha até à cova.

zazie disse...

Exposto, dado para adopção, carregado como mercadoria na barriga de aluguer; oferecido por esperma de pai incógnito.

Onde está a diferença.

A diferença há-de estar no que o Swift já dizia na Proposta Modesta.

Anónimo disse...

Ainda nao vi nenhuma sugestão válida.Apenas a lamúria do coitadinho do pobrezinho.

zazie disse...

Aliás, acho mil vezes mais degradante vender um filho que deixar na roda.

Anónimo disse...

A " Roda " ,o "exposto " é chocante,preferem o saco de plastico no lixo ,o abandono no banco do hospital ,ou na borda do passeio como a outra em Braga.

Fernanda Viegas disse...

É claro que é chocante Anónimo. Tenho dificuldade até em pensar no assunto, de tal forma me incomoda. Mas perante uma situação de facto, pois não tenho dúvidas em optar pela "roda", a abandonar numa lixeira, ou despejar na sanita.

Anónimo disse...

Olá Fernanda,
E entre o aborto e a roda? Qual é o seu julgamento moral?

Fernanda Viegas disse...

Nenhum deles Dr Joaquim, mas a ter que optar seria pelo aborto.

José** disse...

Se minha avó tivesse optado pelo aborto, eu não estaria aqui a ler vós e escrever estas palavras.

zazie disse...

Eu não faço ideia que será isso de "optar pelo aborto ou pela roda".

É que uma situação dessas só pode existir precisamente por ninguém estar a "optar".

E também não entendo como alguém ande grávida e depois abandone.

Hão-de ser situações mais estranhas com gravidez às escondidas.

zazie disse...

Mas isto é literalmente o que o Nietzsche dizia acerca da religião e que se aplica, de igual modo, ao liberalismo:

Dizer-se que há livre arbítrio serve para se arranjarem culpados

zazie disse...

Outra coisa que me lenbrei agora:

Algum de v.s sabe o que manda a lei a quem abandone um filho à nascença?

É que eu ia jurar que abortar não tem problema até às 10 semanas mas abandonar à nascença é crime.

Ora, se é, isto da roda implica uma alteração legal bem estranha.

Posso estar enganada mas o Joaquim que confirme, sff.

zazie disse...

Ninguém sabe?

ehhehehe

zazie disse...

Tem de ser, para que faça sentido o direito à vida.

zazie disse...

Tomem lá:

Artigo 138.º
Exposição ou abandono

1 - Quem colocar em perigo a vida de outra pessoa:
a) Expondo-a em lugar que a sujeite a uma situação de que ela, só por si, não possa defender-se; ou
b) Abandonando-a sem defesa, sempre que ao agente coubesse o dever de a guardar, vigiar ou assistir;
é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos.

2 - Se o facto for praticado por ascendente ou descendente, adoptante ou adoptado da vítima, o agente é punido com pena de prisão de 2 a 5 anos. 3 -

Se do facto resultar:

a) Ofensa à integridade física grave, o agente é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos;

b) A morte, o agente é punido com pena de prisão de 3 a 10 anos.

zazie disse...

A propósito do aborto (que o palerma do jmf57 disse que já era aceite como ético) leia-se também:

...................
CAPÍTULO II

Dos crimes contra a vida intra-uterina

Artigo 140.º
Aborto

1 - Quem, por qualquer meio e sem consentimento da mulher grávida, a fizer abortar é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos.

2 - Quem, por qualquer meio e com consentimento da mulher grávida, a fizer abortar é punido com pena de prisão até 3 anos.

3 - A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.

Artigo 141.º
Aborto agravado

1 - Quando do aborto ou dos meios empregados resultar a morte ou uma ofensa à integridade física grave da mulher grávida, os limites da pena aplicável àquele que a fizer abortar são aumentados de um terço.

2 - A agravação é igualmente aplicável ao agente que se dedicar habitualmente à prática de aborto punível nos termos dos n.os 1 ou 2 do artigo anterior ou o realizar com intenção lucrativa.

Artigo 142.º
Interrupção da gravidez não punível

1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando:

a) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;

b) Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;

c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;

d) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.

e) For realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas de gravidez.

marina disse...

a roda é do tempo ante subsidios e apoios e tal , não esquecer. não faz sentido nenhum hoje em que há quem tenha por profissão ser pai , ali o manel cigano , por exemplo , quando vai à ss receber a quota do "estado social" , apresenta-se como tal -:)

estamos é a caminhar para que a Mitra ressurja em força ..

Fernanda Viegas disse...

O que eu quis dizer é que perante a situação de uma gravidez indesejada, seria mais depressa capaz de fazer um aborto, a abandonar um filho à nascença. Quanto ao aspeto moral, ambas são de condenar e por conseguinte evitáveis.

zazie disse...

Porque não existe sequer essa dualidade na cabeça de ninguém normal.

Foi isto que eu quis dizer.

Ninguém, a menos que fosse psicopata, podia fazer teste de gravidez e depois, racionalmente, equacionar a questão: vou abortar já ou deixo ir até ao fim para depois abandonar?

É de loucos, poder pensar-se isto como uma "opção".

zazie disse...

A Wika tem razão- daqui a pouco temos a Mitra de novo que para a Roda já há conjugação de boa-vontade neotonta.

Isto é uma vergonha. Como é que a trampa de uma sociedade que se considera o supra-sumo da evolução desde que o mundo é mundo, pode achar que é progresso o retrocesso civilizacional.

Pode porque fazem contas de mercearia. Só pela maior hipocrisia onzeneira se pode defender tanto retrocesso.

Porque o mal de uns é o bem de outros.

zazie disse...

Mas a ideia do Joaquim há-de ser até uma "opção" com direito a debate familiar.

Vamos abortar o maninho ou a mamã e o papá vão deixá-lo na roda? que acham-

e isto a verem todos aquelas ecografias que já fazem parte dos albuns de família.

Fernanda Viegas disse...

Zazie estive a ler a "proposta modesta" do Swift, que não conhecia, e já não consegui jantar. Quanto ao comentador que clamava por sugestões válidas, se também não conhece o texto, aconselho-o a ler.

zazie disse...

wika:

Mas enganas-te se julgas que é mesmo passado.

Estás a esquecer-te da utopia da globalização e das maravilhas e novidades, cada vez mais novas e modernas, que ela trouxe.

zazie disse...

ahahaahha

O Swift era genial. A Proposta Modesta está cada vez mais actual.

":O)))))

zazie disse...

Estes casos de abandono à nascença são raros e sempre com demasiadas complicações mentais para poderem ser tomados por regra.

São coisas que nem devem ter sido pensadas e depois o raio das hormonas pós parto também dá uma ajuda.

zazie disse...

Acho eu porque ainda considero o ser humano suficientemente bicho para não se resumir tudo a excel.

Fernanda Viegas disse...

Zazie há quem faça isso sim e sem rótulo de psicopata. O Dr Joaquim se andou pelos hospitais sabe disso. No S.João(Porto)iam várias mulheres todos os anos ter os filhos e deixá-los lá. Médicos e enfermeiras "ficavam" com eles. Tive um caso muito próximo, uma empregada da minha mãe. Não podia engravidar, não conseguia adotar e foi lá "buscar" um. Deu entrada num dia, como se fosse ter a criança e saiu no outro, com a bebé nos braços e já registada. No meu tempo de faculdade conheci três casos.No fim do tempo foram tê-los ao estrangeiro e "morreram" todos.(Nenhuma das mães era pobrezinha ou ignorante; psicopata talvez)!

zazie disse...

Há coisas do caraças...

Mas está a dizer que havia casos de uma mesma mulher deixar os filhos no hospital?

Isso de ir buscar é outra coisa, é querer ter e roubar.

Mas o que eu digo que só pode ser coisa de demência ou forte pressão por problemas da vida é abandonar um recém-nascido.

E o que pergunto é se houve alguma mulher que repetiu esse acto no hospital.

Porque, se alguém o faz e repete, isso é crime.

zazie disse...

Mas não sei. Também me podem dizer que é normal haver tanta gente a oferecer-se para ser barriga de aluguer a troco de nacionalidade.

Há semi-gente, é o que é.

Anónimo disse...

O steve jobs foi abandonado, dado para adopção. Uma crueldade... parece que teria sido melhor a mãe abortá-lo.

Leopardo

zazie disse...

Mas, por isso mesmo, legalizar esta barbárie é um gigantesco retrocesso.

E então para que serve a puta da escolaridade obrigatória até tão tarde e mais não sei quantas psico e assistentes sociais aos molhos por bairro?

E, mais grave, esta merda aparece como uma decisão moderna da Europa.

Raios parta a dita Europa que ainda tem o desplante de chamar terceiro-mundo aos outros.

zazie disse...

Foi abandonado à nascença?

ehjehehe

Claro que o acto de abandono é uma coisa bárbara e só existia em tempos primitivos por falta de tudo o resto.

Agora, com tudo o resto, só pode existir por falta de moral.

zazie disse...

Por falta de moral colectiva. Porque isto não pode ser uma cena onde há apenas uma culpada.

E é por isso que me incomoda toda a hipocrisia neotonta a fazer chantagem emocional entre aborto e bom abandono.

Claro que aquilo que se devia ter como princípio era ninguém precisar de abortar ou abandonar os filhos por falta de meios para os criar.

O resto é treta e não tem desculpa e nem se disfarça com exemplos de bons resultados de abandonos, já que os maus resultados de aborto são também hedonismo à Rand

zazie disse...

Eu não li o que disse o padre. Que disse ele?

É que isto é de tal modo cretino que há-de ser impossível a Igreja ficar-se e achar mais uma boa medida catita para tanto candidato a filhos dos outros.

BLUESMILE disse...

`"Caro Bluesmile,

Prefere o aborto ou a roda? "

Prefiro a pílula. É muitíssimo eficaz e não implica perguntas idiotas
Ou seja, a pergunta é disparatada , para não dizer outra coisa. A roda é uma prática indigna, de exposição e abandono de recém nascidos, uma que foi muito usada quanto não havia metodos contraceptivos eficazes ou sistemas civilizados de adopção de crianças. Ou seja se houver prevenção de gravidezes não desejadas a pergunta não se coloca pela sua absurdidade.
E memso que ocorra uma gravidez não desejada, quem queiser dar crianças para adopção tem mecanismos normais, sem extra a expor um recem nascido a condições infrahumanas.

Ah já agora, o abandono de Recém-Nascidos, seja na roda ou na rua é crime.

zazie disse...

Já sabemos que é crime. Eu coloquei o código penal para que se soubesse.

BLUESMILE disse...

Não há bons abandonos,muito menos através de uma prática grotesca como a roda.

BLUESMILE disse...

Conheço um jovem que foi encontrado abandonado num caixote do lixo. A mãe pariu-o e alguém o deitou fora, julgando-o morto. Foi encontrado por uma transeunte, uma velhota amante de animais que ouviu gemidos e pensou que era um gato preso num contentor. Salvo por intervenção médica, foi meses mais tarde adoptado. Já adolescente soube dos pormenores do seu abandono. Mesmo muito amado pelos pais, a marca do abandono quase lhe tirou a vida. Literalmente.Mas episódio destes não justificam retrocessos civilizacionais.

Fernanda Viegas disse...

Zazie eram as mesmas mulheres que iam todos os anos lá ter e deixar os filhos. Uma delas já ia no oitavo.

zazie disse...

Phónix!

Mas isso era no tempo em que não havia contraceptivos.

Hoje é impossível dizer-se que acontece assim.

Não pode acontecer assim- toda a gente sabe como evitar, depois ainda existe a pílula do dia seguinte e depois ainda o aborto.

Estou como o padre- não pode fazer-se norma do que não tem sentido.

BLUESMILE disse...

E ninguém lhes fazia contracepção?
Isso era negligência médica... Ou coisa pior,,,

BLUESMILE disse...

Refiro-me ás pobres mulheres que abandonavam oito crianças..

zazie disse...

Pelo que li, por cá nem existem estatísticas desses casos.

São sempre situações a dar para o patológico, com gravidez às escondidas e o abandono nem tende a ser premeditado.

Por isso, repito- a dita dicotomia: aborto ou roda- é mentira.

BLUESMILE disse...

O padre disse e bem - que hoje só tem filhos quem quer.
Graças a Deus.

zazie disse...

Isso era passado. E muito "passado".

ehehehe

Mas, hoje em dia, também se faz aborto e nem se pergunta em quantos vai.

Já vi na caixa marcarem a treta como se fosse uma consulta banal.

O aborto é tratado como uma pequena doença momentânea que se resolve num instante.

E pode voltar sempre que é à borla. E nem tem de ficar atrás de quem vá para a consulta de ginecologia por estar grávida e querer ter o filho- querer ter ou querer deitar fora, pela puta da lei jacobina é a mesmíssima coisa-

um direito da "mulher"- e foi uma conquista civilizacional, como disseram essas bestas dos xuxas que o promoveram

zazie disse...

Isso é mentira. Se o padre disse que hoje s´otem filhos quem quer, é mentira.

Claro que pode nascer sempre quem não estava no plano excel.

Sempre houve acaso e haverá e ainda bem. Porque isso é prova que a vida tem mais força que todos os planos quinquenais.

BLUESMILE disse...

Essas situações de gravidezes escondidas e filhos paridos /abandonados em qualquer lugar (até na sanita de um supermercado) infelizmente ainda existem, mas felizmente são raríssimas e quase sempre, como diz a zazie, correspondem a situações patológicas.
Mas mesmo nestes casos extremos a "roda" não é solução. E não me venham dizer que a roda é a solução mágica para acabar com o aborto, porque além de ser mentira é uma completa aberração.
A resposta sós pdoe ser contarcepção segura, litercia para a saúde e cuidados médicos inclusivos.

BLUESMILE disse...

Filhos não planeados nem sempre são filhos não desejados. Só tem filhos quem quer.

BLUESMILE disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BLUESMILE disse...

A resposta (para prevenir o aborto) só pode ser contracepção segura, literacia para a saúde e cuidados médicos /reprodutivos inclusivos e de fácil acesso.
Ah e já agora se querem mesmo reduzir o aborto, invistam nos direitos das mulheres, numa outra organização laboral, na luta contra a pobreza ( à séria) , numa sociedade mais equilibrada, sem a catástrofe económica e social que estamos a viver devido á ideologia liberal e á maluqueira dos mescados,esses deuses sem controlo.Isso sim, aumneta o número de abortos.

zazie disse...

Que é isso de "desejados"?

Desejado é instinto por já existir.

O aborto até há-de ser mais para evitar a chegada desse instinto e do sentimento.

Mas nada disso se mede a régua e esquadro e quem diz que é tudo opção, mente.

Aliás, eu embico com esse termo "opção" porque acho que esconde coisas muito mais graves.

Por que motivo, numa sociedade que há muito que conhece o inconsciente e sub-consciente e todos esses cambiantes que sempre se soube que existiam mas que até deram direito a "estatuto científico", agora passou a ser tudo escolha racional?

Eu acho que esta pancada da "opção", para além de moda semântica é outra coisa- é mais uma importações prot que depois serve para legislar e atribuir culpas.


Literalmente- a opção é palavra de leis de fobias e de género e de punição e à conta disso vem também a culpa por se ter falhado a "boa opção".

A escolha do "sucesso" e do "triunfo" e do plano certo e mais do aborto certo na hora certa, por causa da utilidade que social que isso tem.

É sempre a culpa individual para uso doutros.

zazie disse...

Quanto a catástrofes o teu Sócrates e mailo teu partido não as sente, pois não?

Há sempre catástrofes muito úteis a quem as monta.

Mais valia que estivesses calada que nem tens direito moral para atacar neotontos.

zazie disse...

Uma coisa é certa- o Freud e mailo inconsciente estão out.

E quem os substituiu?

Essa é que a questão.

Nestas coisas não existem vazios. Um mundo onde o inconsciente era lei e a lei sem ele nem legislava- porque para tudo tem de haver parecer psico, está a ser substituído, nos bastidores, por quem?

zazie disse...

Há-de estar a ser substituído pelos novos sacerdotes.

O Nietzsche bem previa que um dia até estes iam perder poder e deixarem de ser eles a atribuir a culpa.

E já não são. Porque já não há pecado. Apenas existem leis e infracções e ambas se mudam- se actualizam. Basta passar para o papel porque sim.

Por vir ordem de cima para mudar a culpa em prémio. Em "boa opção".

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...

A Roda é a opção certa, depois da opção do aborto.

ahahahah

O que dá para rir dá para chorar. A semântica é um mundo. E meio mundo age à conta do "som de fundo".

BLUESMILE disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BLUESMILE disse...

Há quem engravide na barriga e nunca engravide no coração. Há quem engravide no coração e nunca engravide na barriga.
E há quem engravide mentalmente , de corpo vazio e coração perturbado. Chamava-se Gravidez Histérica , e existe mesmo, até nos outros animais que não as fêmeas humanas.
Todas as grávidas são ambivalentes ( ou seja, há uma parte delas que quer abortar), mesmo quando a gravidez parece ter sido muito desejada. Bem lá no fundo ( o tal inconsciente) há um desejo expulsivo do estranho alojado nas entranhas, uma ambivalência vital. Daí os vómitos do primeiro trimestre - reter versus expulsar .Mas, se isto já é muito psicanalítico, uma coisa é certa - todas as mulheres que engravidam fazem uma opção. Até a virgem maria.Parir ou não parir , eis questão. Todinhas. Se é uma opção racional /irracional nao discuto, até porque tal dicotomia entre emoção/razão não faz qualquer sentido para quem estuda a mente humana como o Damásio e os gurus das neurociências.
Se calhar vem dai o medo atávico das mulheres e a tentativa de controlo social dos seus úteros. Afinal elas - e só elas - decidem. Sempre o fizeram, desde o princípio dos tempos.Delas depende tudo.
SAfinal, só tem filhos quem quer.

muja disse...

Daí os vómitos do primeiro trimestre - reter versus expulsar

Tal e qual. Sobretudo quando Carneiro passa na casa 13 com ascendente Escorpião...

Anónimo disse...

Se abandonar é crime, acolher não é, por isso a roda não seria crime.

Não são abandonados no lixo apenas aqueles que aparecem vivos ou mortos, muitos são abandonados, mortos, e não aparecem.

Depois de muitas teorias, umas mais equilibradas outras menos, uma coisa é certa, nos países aonde foi recriada a roda, o número de bebés abandonados em situações perigosas ou mesmo no lixo praticamente desapareceu. Ou seja, a prática confirma que a roda permite salvar vidas humanas.

Há quem tenha um apego maior às suas ideologias que à vida humana (dos bebés que há sua é outro assunto). Neste caso eu prefiro ser prático, a roda não acaba com todas as outras possibilidades, abre uma nova que concorre apenas com o abandono em situações perigosas. Sendo certo que o abandono não é desejável, o abandono na roda é melhor que no lixo ou ser enterrado no fundo do quintal.
Que distingue o abandono na roda do abandono na cama de hospital para além da burocracia e da pressão social? Praticamente nada. Ah! Uma coisa, o abandono na cama de hospital dá mais poder ao estado e às vizinhas coscuvilheiras.

Quanto aos infanticidios. São bem mais do que aqueles que imaginam. Basta ver a taxa de feminilidade dos nascimentos em Portugal (e não só) para perceber que há algo de errado, ou infanticidios ou aborto seletivo em função do sexo do bebé. Aliás se analisarmos essas taxas em função das idades do pai e da mãe isso é ainda mais evidente.

leopardo

BLUESMILE disse...

"uma coisa é certa, nos países aonde foi recriada a roda, o número de bebés abandonados em situações perigosas ou mesmo no lixo praticamente desapareceu"

a)Isto é uma afirmação completamente ideológica. Número e factos, por favor. Este "mecanismo de exposição " não é eficaz, é aberrante , degradante e legitima o abandono.

b) Mas mesmo que use o "argumento da eficácia", a questão de fundo é outra. Podemos instituir muitos mecanismos utilitários para facilitar o abandono de crianças indesejadas. Nem todos são lícitos ou aceitáveis.Por exemplo podiamos voltar a legalizar a escravatura. Ou legalizar a venda de crianças indesejadas pelos pais. Leilões na internete, para adopção por exemplo. Aposto que reduzia um bocadinho o número de abortos e até podia aumentar ligeiramente as taxas de natalidade.

c)"Que distingue o abandono na roda do abandono na cama de hospital para além da burocracia e da pressão social? "
Tudo. Em primero lugar a mulher está num ambiente protegido, sob cuidados médicos. As suas escolhas podem ser mediadas, sem ser um momento de stress intenso ou puro desespero ou pressões externas insuportáveis. ( Alguns casos de abanono ou infanticídio não são feitos pelas mulherss mas por terceiros). Em segundo lugar o recém nascido não corre riscos de sobrevivência imediata, como acontece na execrável roda. Em terceiro lugar o processo de adopção segue dentro da normalidade jurídica, com os interesses da criança salvaguardados. Substituir isto pela barbárie da roda , só mesmo de quem não preza a dignidade das pessoas.

c) "o abandono na cama de hospital dá mais poder ao estado e às vizinhas coscuvilheiras"
Com todo o respeito, mas só mesmo um completo idiota ou alguém completamente desligado da realidade acredita em coisas destas. Eu prfiro que seja o Estado a mediar e salvaguardar processos tão sensíveis. Antes o estado que o proxeneta da esquina.

Ricciardi disse...

Deixa-los na roda ou na porta de alguem eh a mesma coisa. Desespero e, talvez, bom senso, em função da miséria ou problemas graves q advém de ficar com o filho.
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Pode ser um gesto, em pessoas normais, do mais puro amor pela cria.
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Nem se coloca qualquer opção de escolha entre a roda e o aborto. Uma coisa nao tem nada a ver com a outra. Um aborto eh matança, a roda eh proporcionar a continuacao da vida.
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Um filho nao eh propriedade dos pais. Nao lhes cabe decidir sobre a vida ou a morte. Aos pais cabe apenas zelar pelos melhores interesses dos filhos. E se consideram que o melhor eh coloca-los na roda eh uma decisão sensata. Nao a defendo, obviamente, mas nao existe mãe ou pai, animal ou humano, neste mundo, que nao queira o melhor para as suas crias... a nao ser que sejam tolinhos.
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Aquela outra estória da mãe na esquina, de longe, a observar o cesto do bebe na porta. Com leite, fraldas, cobertores... Quando a porta se abre, e verifica que alguem toma conta da ocorrência, ela parte num pranto.
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Rb

zazie disse...

Isto é mentira e a mim enojam-me os utilitaristas neotontos.

Porque nunca se lembraram de roda alguma na puta dos seus dias.

Mas, se aparece no jornal e há uns tipos chamados burocratas que dizem que sim, os cabrões acéfalos, batem palmas e dizem que é pragmático.

É tão pragmático como é pragmático os casos de bebés deixados em centros de assistência social que depois são entregues a amas que os matam à porrada.

Parece que nem lêem os jornais e nem sabem como funciona a dita "assistência pública".

zazie disse...

E isto são casos raros que não têm necessariamente a ver com pobreza.

O morgadinho da cubata ainda dá em comuna, com tanta mania de luta de classes.

Estes casos são casos de miséria moral.

E a miséria moral deve ser combatida e nunca incentivada e legalizada.

zazie disse...

Mas, como é que gente que defende a legalização das barrigas de aluguer, pode entender o que é miséria moral?

Não pode.

Mas deviam poder entender a trampa da gigantesca contradição do que dizem.

Dizem que só existe o euzinho e a liberdade de cada um fazer o que quer. Não há bem comum algum- isso é tara socialista.

Então, se não há bm comum algum, como é que passam a vida a retirar da miséria dos outros vantagens para a sociedade?

Ricciardi disse...

Naaa, comuna nao. Deus me livre, eh coisa tão grave quanto ser liberal.
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Mas sabes porque eh q se inventou a ROda dos enjeitados?
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Claro q sabes. A roda foi uma forma humana de resolver uma situação desumana. Muitas criancas bebes em alturas de grande pobreza e miséria eram deixadas nas valetas ah morte. A igreja inventou um sistema q permitia que as mães pudessem entregar os seus filhos.
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Hoje cabe ao estado essa tarefa. Ao estado e ah Igreja. Os órfãos. Ate costumo visitar um desses centros aonde me fazem trabalhos em Madeira fantásticos. Quando quero uma peca manual, uma cadeira única de design, vou lá e eles fazem tudo muito bem. Aquilo funciona bem, dentro do gênero. estudam, aprendem ofício e saem. Alguns permanecem para ir formando outros mais novos.
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Haverá coisas mazinhas. Pois deve haver. Sempre haverá. Como na casa pia. Eh coisa do gênero humano. Nos seminários tambem há disso. Por acaso quando lá vou penso nessas coisas e fico a observar de longe os miúdos e a imaginar a vida deles. Nao eh vida fácil, mas estão vivos, alimentados e a aprender um ofício.
.

.
Rb
.
E prover a sua adopcao.

zazie disse...

Mas tu sabes o que é abandonar um recém-nascido?

Quem abandona no lixo ou na rua não tem nada a ver com quem depois pede apoio e deixa os filhos para adopção.

São casos raríssimos e, nos dias de hoje, só podem acontecer por problemas de tal modo complicados que não vem para aqui nem pobreza, nem falta de informação para usar contraceptivos, nem pílula do dia seguinte, nem aborto.

E esquecer que já existe tudo isto e falar da Orda como se falava no passado é hipocrisia.

zazie disse...

Abandonar um recém-nascido é coisa que costuma andar perto do infanticídio.

E quem o faz anda perto disso. Ora a Roda seria aceitar como moral o abandono sem cara e sem responsabilidade.

Seria a total impunidade moderna para a utilidade dos famélicos que não procriam e que estão na bicha mortinhos por isto.

zazie disse...

Até porque o nº de candidatos a adopção, em toda a europa é mil vezes maior do que o de crianças para adoptar.

Portanto, à Swift, o que querem é que os pobres lhes ofereçam a ementa.

zazie disse...

Que já nem são pobrs- são os novos "navigators"- aqueles que o outro do Insurgente também incentiva.

Essa carne para canhão, sem pátria e sem cara nem nome.

zazie disse...

Sabes o que é isto- e´literalmente a nova carne no porão- as novas galés de escravos e lideradas pelos mesmos de sempre.

Pelos onzeneiros pragmáticos.

Fernanda Viegas disse...

Num dos casos que relatei dos tempos da faculdade, a criança era filha de um professor da mesma, ex padre, que não consentiu no aborto quando a mãe engravidou, mas pagou-lhe a viagem ao estrangeiro para ter lá o bebé e lá o deixar. Que eu soubesse, não foi com o intuito de mais tarde aparecer e comunicar à cria:olha sou o teu papá. A família da mãe era gente de posses.Pergunto eu: seriam todos psicopatas? Ou será, como diz a Zazie, gente que não é gente, mas só semi gente!

Anónimo disse...

A bluesmile acha que as rodas modernas são iguais às do século XIX e por isso as crianças correm riscos de vida.

Depois acha que as crianças deixadas na roda serão encaminhadas para a adopção de forma diferente das abandonadas num hospital.

A fala de informação explicará talvez as reticencias dela.

As rodas modernas são seguras, o bebé é imediatamente encaminhado para um hospital, estão normalmente muito perto de maternidades. E o bebé é encaminhado para a adopção exatamente da mesma forma que os abandonados no hospital.

A única diferença é, quem é abandonado na roda dificilmente seria abandonado no hospital, seria abandonado no lixo ou à porta de alguém. Em situação perigosa.

O abandono sem rosto ou com rosto é indesejável, pois é, mas é preferível numa roda, que modernamente têm toda a segurança médica, que no meio da rua.

claro que o que a bluesmile não quer mesmo perder é um argumento a favor da legalização do aborto.

Leopardo

Anónimo disse...

É muito mais gente quem deixa viver uma criança, mesmo entregando-a para adopção, seja na roda, seja de outra forma, que os monstros que a matam abortando-a.
Choca-me muito mais quem aborta um filho que quem o dá para adopção. Se o faz anonimamente na roda ou exposto à vergonha publica num hospital é secundário.
É muito mais aberrante o aborto que o abandono.

Leopardo

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...

A Roda implica aquilo de que ninguém fala:

Implica que se legitime e legalize o abandono de um recém-nascido, no ANONIMATO

zazie disse...

Leopardo, a tua sorte é que a selecção das espécies é mentira.

Já viste que consegues blogar sem cérebro.

zazie disse...

Mas, v.s também já são apenas mais um número, por isso lá se entendem com abandonos no anonimato.

O mundo está para esta semi-gente.

zazie disse...

Infra-humanos utilitários a legalizarem a cidadania sem nome e a imoralidade como norma.


Foi no que deu matarem Deus e substituírem as paróquias pelos presidentes da junta.

Anónimo disse...

Pois o problema é o anonimato, a vizinhança coscuvilheira fica com urticária se não conseguir humilhar publicamente a mulher que abandona o filho.
Pensei que o importante era a criança viver, ser abandonada em segurança, mas não, o problema é ninguém saber quem a abandonou, não se poder humilhar publicamente a mulher que abandona.

Leopardo

Anónimo disse...

http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=582454

O director da Sternipark, Juergen Moysich, reconheceu, em declarações à agência Lusa, que continuam a aparecer todos os anos, na Alemanha, 20 bebés abandonados mortos. "No entanto, nas zonas onde existem berçários para recolha de bebés abandonados, o número destes trágicos casos diminuiu significativamente", acrescentou o mesmo responsável.


http://sociedad.elpais.com/sociedad/2007/02/18/actualidad/1171753205_850215.html

Cunas contra el aborto de niñas
India prepara una red de orfanatos con el fin de proporcionar una alternativa a la interrupción de los embarazos
El Gobierno indio ha anunciado hoy que pondrá cunas en todos los distritos del país para que los padres puedan abandonar allí a sus hijas recién nacidas cuando no quieran criarlas, con el fin de combatir los dos millones y medio de feticidios y asesinatos de niñas que registra el país cada año. Anticipándose a la polémica, la ministra de la Mujer y el Desarrollo infantil, Renuja Chowdhury, ha declarado: "No me importa si la medida incentiva el abandono de las niñas. En cualquier caso es mejor eso que matarlas".

http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/178810.html
Em Portugal, fazemos uma ideia bastante negativa da roda dos expostos por causa do tratamento subsequente a que as crianças eram submetidas nos conventos e asilos. As freiras eram muitas vezes umas despeitadas da vida que tinham ido para a vida monástica por razões que nada tinham a ver com vocação, caridade ou sequer por amor a Deus. Encafuadas em hábitos de austeridade anacrónica e antinatural, eram frequentemente umas pessoas “zangadas com o mundo” a que não se tinham adaptado ou que as tinha rejeitado e que viam mal em tudo, mesmo onde poderia apenas haver inocência, naturalidade, alegria. De cultura frequentemente abaixo da mediocridade, “educavam” as crianças no temor do Deus vingativo e castigador, vendo maldade na inocência, bestialidade na naturalidade, deboche na alegria.
Muitas foram as alunas externas de colégios de freiras que em Portugal testemunharam este tipo de realidades para com as suas colegas em regime de internato.
Muitas são certamente as pessoas que em Portugal encaram com horror o eventual regresso da roda dos expostos e foi exactamente por isso que coloquei este artigo que recebi através da Federação das Associações Portuguesas em França.
A Igreja evoluiu entretanto para uma abertura que não existia até ao Concílio Vaticano II e quem hoje professa numa Ordem, fá-lo por razões muito diferentes das de antigamente quando não havia Segurança Social e as mulheres encalhadas e pobres que não quisessem (ou pudessem) ir para a vida airada, só poderiam sobreviver num convento, no amparo da Igreja. Hoje, as vocações na Fé e na caridade induzem uma acção bem diversa da que tanto criticamos no passado dos asilos da infância desvalida. Simultaneamente, os sistemas de controlo (nomeadamente os órgãos da comunicação social) não permitiriam a repetição dessas situações tão más e criticadas.
Eis por que prefiro encarar a hipótese de voltarmos à instalação de rodas para expostos do que deitar as crianças pelo cano dos abortos a baixo.

Henrique Salles da Fonseca



Leopardo

Anónimo disse...

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/07/02/cartas-de-londres-roda-dos-expostos-volta-funcionar-453240.asp

No século passado, uma releitura da Roda dos Expostos foi introduzida na Europa, sob o nome de Baby Hatch ou Baby Box. A ideia é a mesma: proteger os bebês rejeitados pelos pais.

As “caixas” são encontradas do lado de fora de hospitais ou centros de saúde. Dentro dela, o pai ou a mãe que abandonar o filho vai encontrar ambiente aquecido e colchão forrado com lençóis limpos. Sensores na cama avisam às enfermeiras que uma nova criança chegou.

O debate em torno da Baby Box é intenso, como não poderia deixar de ser, dada a essência moral e ética do assunto e o que dispõem as leis de cada país. A Holanda, por exemplo, protege a mãe que abandona o filho, mas, aqui na Inglaterra, a ação é considerada crime.

Na Alemanha, por sua vez, pais que rejeitam os filhos, e se arrependem, podem levá-los de volta. Se isso não acontecer dentro de 8 semanas, a criança é liberada para adoção.
...

Nos últimos doze anos, mais de 400 crianças foram abandonadas nas Baby Boxes europeias.

Diante da realidade, e de tantas notícias sobre recém-nascidos brasileiros encontrados em latas de lixo, a ideia das Baby Boxes ainda me soa estranha, mas certamente mais segura para seres cujo primeiro grande desafio será, com poucos dias de vida, sobreviver ao abandono.

Leopardo

Fernanda Viegas disse...

Leopardo não parece que foi isso que a Zazie quis dizer, mas exatamente o contrário. Numa das observações que fez atrás, a propósito de infanticídio e aborto seletivo, fiquei com a sensação que nasceriam mais bebés do sexo feminino. É curioso porque a preferencia costuma ser para rapazes.Tem mais alguns dados sobre isso?

Anónimo disse...

A taxa deveria ser de 105 meninos para 100 meninas. A oscilação deveria seguir valores dentro do chamado desvio-padrão.
Ora não tem acontecido uma coisa nem outra. Em Portugal os valores andavam até há pouco tempo na ordem dos 107 meninos para 100 meninas, sendo as oscilações anuais maiores do que seriam por simples flutuação estatística. Aliás até há pouco tempo Portugal tinha um rácio de masculidade dos nascimentos dos maiores a nível mundial, em 2002, se a memória não me falha chegou a ultrapassar os 109/100, sendo por isso 7,3 vezes maior que o desvio padrão em relação ao valor expectável, 105/100.

Para além disso para idades em que os pais e as mães são muito jovens ou mais velhas a diferença dispara. Um pai mais velho aceita muito melhor um novo filho que uma nova filha.

http://4.bp.blogspot.com/_RbVUgAiJFaQ/SO9c88orH7I/AAAAAAAAAC8/s8IZ5SWQyR4/s1600-h/Seletivo+idade+pai+portugal.jpg

No gráfico que coloco em cima pode ver-se que na idade em que os homens estão mais abertos a serem pais o rácio aproxima-se do expectável 105/100, para idades muito jovens ou mais velhas a divergência é notória.

Pode também ver os dados de Espanha:
http://2.bp.blogspot.com/_RbVUgAiJFaQ/SOYrMnKjotI/AAAAAAAAAC0/NRFRmwfec3Q/s400/Espanha.jpg

Da Alemanha:
http://3.bp.blogspot.com/_RbVUgAiJFaQ/SPNstdM4RZI/AAAAAAAAADU/sbEDW0ApGAQ/s1600-h/Alemanha+-+seletividade+nos+nascimentos.bmp

Os meus dados têm +/- 4 anos, não analisei ainda as estatísticas dos últimos anos.

Leopardo

zazie disse...

ò imbecil- tu nem a bicho chegas para que mereças resposta.

zazie disse...

Estes infra-humanos das estatísticas já nem pensar conseguem.

Esta alimária que explique a lógica de legalizar o abandono no anonimato, ao mesmo tempo que se anda a criar leis para penalizar os pais por qualquer treta a que chamam "abandono".

Basta saírem uns minutos de casa que já é crinme de abandono.

Basta não existir um "plano de vida"- como disse a outra puta da assistente social- para tirarem os filhos aos pais.

E agora basta largar à nascença que ninguém perde o cartão de cidadão por isso.

Não é preciso que ninguém dê contas de nada a ninguém- aquela malta toda de assistentes sociais, observadores sociais, psico-sociais; terapeutasv sociais, serve para se alimentarem a eles próprios.

zazie disse...

Isto é de tal modo louco que eu é que já começo a sentir-me ET.

O melhor é desligar da blogo porque estes Leopardos não são gente.

Hão-de ser feitos da mesma matéria daqueles que, quando não blogam, matam na estrada.

Por isso, mais vale que o Leopardo vomite aqui que enquanto vomita estatísticas há alguma probabilidade de não andar a fazer a mesma figura de cavalgadura no asfalto.

zazie disse...

E, quanto a "vizinhança coscuvileheira" tem toda a protecção legal e mais alguma para fazer um telefonema anónimo paraa polícia a dizer que a vizinha abandonou os filhos por se ter ausentado de casa por uns minutos.

A merda é esta. E pior- isto é utilitarismo socialista sob a capa do "estou-me a cagar"- abandonem-se e morram longe é o lema neotonto da moda.

E nisto são irmãozinhos gémeos dos socialistas.

Porque, quer uns quer outros estão-se nas tintas para as pessoas concretas- apenas lhes interessa a salvaguarda dos privilégios.

Se num socialista é uma anedota a defesa do aborto- em nome do mais fraco que é o género feminino e não o embrião; nos neotontos a contradição é igual.

Muito egoístas por dentro mas todos vermelhuscos e socializantes em planos quinquenais e internacionalistas por fora.

zazie disse...

Com copyright do Dragão. Vermelhos por fora e egoistazinhos por dentro.

Ricciardi disse...

Em suma, zazie, defendo apenas a vida. Sob a forma de anonimato ou nao. Cada um saberá dos seus motivos. A pobreza ou a incapacidade em tornar publico um filho bastardo. Nem os julgo. Sabes que jean jacques Rousseau, o filosofo, pôs um filho na Roda. Um filho com a empregada domestica. eheh.
.
Quer dizer, nao estah em questao o gesto dos pais em si mesmo, que pode ser criticavel, mas sim a Vida dos filhos.
Rb

zazie disse...

Olha uma coisa:

Tu achas que alguém coloca em alternativa abortar ou abandonar na roda?

é que a loucura é apenas esta estupidez de se achar que o abandono legalizado ia diminuir os abortos.

E não, não temos de contemporizar com actos imorais. Porque, para isso, então toda a gente fazia o que bem entendia porque todos lá terão as suas razões.

Sabes o que eu acho- acho que é um perigo quando as pessoas começam a fazer contas a tudo e a inventar estados angélicos ou coitadinhos por mero complexo de classe.

A sério. Ninguém deve estar livre de ser responsável pelos seus actos, pelo simples facto de outros se sentirem poltrões perante eles.

E, se há mulheres que precisam de ajuda nestas indecisões- porque são indecisões- muitas vezes amorosas, então o que falta é serem ajudadas elas e não apenas os filhos que carregam.

zazie disse...

Isto é o inverso- é dizer-se que toda a pessoa que abandona é uma coitadinha mas nem se quer saber quem foi nem dar ajuda.

É largar aos bichos estes anónimos sem terra e sem eira nem beira.

Porque isto nunca aconteceria em meios pequenos onde toda a gente se conhece.

Isto é fruto das migrações dos novos escravos.

E a lei é a forma mais puta de ainda tirar partido do nem querer saber.

zazie disse...

Aliás, considerar o abandono um acto legítimo, desde que "atempadamente" é a mesmíssima coisa que retirar a carga negativa ao aborto, desde que "atempadamente", em data estabelecida pela lei.

zazie disse...

São despenalizações por poltranice.

E isto serve apenas para tirar a moral a tudo.

Porque tudo o que é mau também é útil. A mesma lei que incentiva o aborto, dá como prespectiva social a uma mulher, abandonar o filho antes de ter ajuda para o cuidar.

zazie disse...

Há uma coisa básica que v.s nem percebem, de tal modo lhes deu para o "instrumental".

Ninguém anda 9 meses grávida sem se que se saiba.

A menos que esconda a gravidez. E, para isso, há uma criança que nem está a ser vigiada durante a gravidez.

Pior, para esconder, tem também de ser alvo das mesmas torturas físicas daquela que o esconde.

Só isto bastava para v.s nem falarem nesta merda como se fosse gado ou coelheiras.

zazie disse...

Isto é aquilo que sempre me incomodou na defesa dos "pró-vida" a qualquer preço: é matar-se o sentimento maternal.

É incentivar essa brutalidade infra-humana em nome de nada. Porque quem passar a achar que isto é normal, então fará ainda coisas piores com mais facilidade.

Do mesmo modo que se aborta sem problemas de consciência, a partir do momento em que é coisa tratada no SNS.

AntiAcéfalosBeatos disse...

Sr. Joaquim Couto: Se todos os padres pensassem como o Padre Lino, então a Igreja Católica não estaria na situação em que está: cada vez mais a perder crentes!
Mas como, infelizmente, a esmagadora maioria dos padres pensa como V. Exca., então a mesma Igreja Católica está irremediavelmente condenada a desaparecer ou então a tornar-se numa irrelevante minoria religiosa com pouco mais do que meia-dúzia de crentes!

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...

Acéfalo:

O Joaquim é ateu.

AntiAcéfalosBeatos disse...

Em relação à zazie ou ó zazie, ou raio que o/a parta: Olha meu/minha imbecil, esta lei do aborto que existe actualmente é INSUFICIENTE! Não devia ser só até às 10 semamas (um período de tempo ridiculamente pequeno) devia ser no mínimo até às 18 semanas! Como acontece na Suécia, que é um dos países mais ricos e evoluídos do mundo! E não foram só os xuxas que aprovaram esta lei: O PCP (o meu partido) os Verdes, o BE, muita gente da direita (evoluída, justiça lhes seja feita) e SOBRETUDO OS PORTUGUESES QUE VOTARAM SIM NO REFERENDO foram quem aprovou esta lei, ouviste MINHA BESTA?

E deixa-te de discursos pseudo-intelectuais com o Freud, o Rosseau ou o Nietzsche (não consegues esconder a simpatia por este último, o que te define), porque o teu discurso não tem ponta por onde se lhe pegue. Em resumo: Vai à merda!!!

AntiAcéfalosBeatos disse...

É ateu? E depois???

zazie disse...

Acredito, animalóide comuna-

tu és um bom exemplo da possibilidade de sobrevivência mesmo às 18 semanas.

AntiAcéfalosBeatos disse...

E não sou acéfalo, sou é contra os acéfalos neo-nazis como tu!!!

zazie disse...

Pois, isso para caber um neurónio também não é preciso ir à Feira da Golegã.

E o teu partido aceita tudo, em nome da ditadura do proletariado.

zazie disse...

Mas olha que nem se entende a que título hás-de ser contra o nazismo, uma vez que a tua ideologia continua a fazer purgas maiores que o dito cujo.

Vais ver que isso é ainda trauma da sobrevivência nos Arcos.

AntiAcéfalosBeatos disse...

Sou comuna COM MUITO ORGULHO!!

Vai levar no cú do teu querido líder José Pinto-Coelho!!!

zazie disse...

Continua que o espectáculo está engraçado.

Vá: faz lá mais habilidade que a malta bate palmas.

Não é todos os dias que se consegue ter uma conversa de alto nível com um comuna cagado às 18 semanas.

Anónimo disse...

Isto chega-me:

http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=582454

O director da Sternipark, Juergen Moysich, reconheceu, em declarações à agência Lusa, que continuam a aparecer todos os anos, na Alemanha, 20 bebés abandonados mortos. "No entanto, nas zonas onde existem berçários para recolha de bebés abandonados, o número destes trágicos casos diminuiu significativamente", acrescentou o mesmo responsável.



O resto é secundário. Sim, sou pragmático, as rodas salvam vidas humanas. Se o fazem anonimamente ou não tem menos importância que o fato de salvarem vidas. Não concorrem com o aborto, mas concorrem com o caixote do lixo.

Leopardo

zazie disse...

Chegas-te com pouco.

E conta lá, à conta disso já te ofereces-te para colocares caixinhas no Natal?

Era uma boa militância e, à noite, todos os gatos são pardos.

zazie disse...

Entretanto, experimenta fazer uma redacção que o Público compra.

Se não conseguires, mete uma cunha na côncia que ela faz novela no DN.

zazie disse...

É que se és pragmático e nem vives na Alemanha, tens de fazer caixinhas cá na terrinha para a gente acreditar que a tua missão terrena se realiza na Roda.

Anónimo disse...

Não fiz caixinhas, mas já prometi doar 5 mil euros a alguém que está pensar fazer uma. Ele sabe que eu cumpro o que prometo. Não chega para fazer uma roda, mas é uma ajuda.

Leopardo

zazie disse...

ena, ena, isso é que foi paixão pela caixinha.

E já fizeste doação a qualquer tipo de "ajuda do berço" ou isso só sobra carcanhol para as rodinhas?

zazie disse...

EVais-me desculpar mas esses voluntarismos demasiado direccionados e justificados por estatísticas e comentários virtuais soam-me a pancada.

Pancada de desocupado.

zazie disse...

Mas conta lá. Que é isso de alguém pensar em fazer uma roda cá em Portugal?

Então esta merda não é feita por lei do Parlamento, e com mando de mais uma conquista civilizacional?

É uma roda clandestina? um rodinha underground de okupas neotontos em defesa da UE?

É que tudo o que tu escreves me soa a mentira e a fanatismo.

zazie disse...

O teu pano de fundo em tudo o que escreves, onde quer que seja, é exclusivamente europeísmo e internacionalismo do mais bacoco.

Ricciardi disse...

Pronto, agora estamos mesmo no ponto bala. Entram os partidos e passa-se a defender a ideologia.
.
Porque nao um aborto aos 9 meses?
.
Qual eh o argumento que um ideólogo comunista aduz para fixar uma data limite?
.
Eu ainda compreendo aqueles q aceitam um aborto antes da formação do sistema nervoso do feto. enfim, o feto sem sistema nervoso e cerebro nao sofrerah. Compreendo, mas nao aceito. Mas nao compreendo que se aceite o aborto por questões ideológicas ou por comparação de praticas noutros paises.
.
Mas o que eu mais acho estranho eh q estes mesmos ideólogos são capazes de defender a matança de fetos humanos e, ao mesmo tempo, preocuparem-se com os coitadinhos dos toiros q levam com uns ferros nas costas. Quer dizer, podiam ser coerentes. Defender a vida de todos, humanos e nao humanos.
.
Mas nao, fazem uma fita desgraçada com as touradas, deitam-se no chão e fazem círculos pela defesa do animal, e depois aplaudem a matança a ferros de bebes.Nao se percebe. Os valores andam trocados.
.
Tudo em nome da liberdade, dizem. Da liberdade das mães em matar o que quer q viva no seu corpo. Como se a liberdade da mãe fosse superior ah vida dos filhos q carregam.
.
Rb

Fernanda Viegas disse...

Ricciardi o Rousseau não deixou um filho na roda, deixou cinco!

BLUESMILE disse...

"Ora não tem acontecido uma coisa nem outra. Em Portugal os valores andavam até há pouco tempo na ordem dos 107 meninos para 100 meninas, sendo as oscilações anuais maiores do que seriam por simples flutuação estatística. Aliás até há pouco tempo Portugal tinha um rácio de masculidade dos nascimentos dos maiores a nível mundial, em 2002, se a memória não me falha chegou a ultrapassar os 109/100, sendo por isso 7,3 vezes maior que o desvio padrão em relação ao valor expectável, 105/100."

Se a igonrãncoa pagasse imposto, este país estava salvo.

1)Os valores portugueses são NORMALÍSSIMOS. è ridículo afirmar que em portugal exsitiu ou existe tinha um rácio de masculidade dos nascimentos dos maiores a nível mundial... Dá mesmo vontade de rir...

BLUESMILE disse...

Só para lembrar os distraídos que em Portugal é permitido o aborto terapêutico muito para além das 18 semanas, em dois casos:


1) Malformações congénitas incompatíveis com avida

2) Para salvar a vida da gestante.

BLUESMILE disse...

Já agora, para os senhorecos da Roda:

1)O abandono de legalizado de crianças sob anonimato não diminui o aborto, nsem sequer diminui o infanticídio
2)"Sim, sou pragmático, as rodas salvam vidas humanas. "
Se é uma questão de pragmatismo,sem ter em conta quiaquer princípis éticos, podemos reintroduzir e legalizar outras práticas antigas e eventualmente mais eficazes,como a venda pública de crianças, uma espécie de leilões de escravos aplicada aos recém nascidos..., Legalize-se a venda de crianças, tenho acerteza que ha mercado para isso e pode ser que reduza o número de abortos.

Absurdo?
Tão absurdo como a roda.

BLUESMILE disse...

"Não fiz caixinhas, mas já prometi doar 5 mil euros a alguém que está pensar fazer uma. Ele sabe que eu cumpro o que prometo. Não chega para fazer uma roda, mas é uma ajuda.

Leopardo"
Este tipo devia ser mais taxado.Deve andar a fugir ao fisco para deitar dinheiro ao lixo.

BLUESMILE disse...

"A pobreza ou a incapacidade em tornar publico um filho bastardo. "

Em portugal não há filhos bastardos.
Só se a roda fosse reinventada é que passava a haver,,,

BLUESMILE disse...

Sex ratio actual em Portugal - 1.07 (2010)

Na União Europeia - 1.06

Na china - 1.133

http://www.nationmaster.com/graph/peo_sex_rat_at_bir-people-sex-ratio-at-birth&int=10

Nota : Só gente um bocadinho delirante é que acha que em Portugal há abortos selectivos em função do sexo e que isso se reflecte na estrutura demográfica.

Anónimo disse...

Não tenho culpa de ser matematicamente analfabruta. Desconfio mesmo que não sabe o que é o desvio-padrão, o que significa nem como se calcula.
Não os valores em Portugal não são normais, se fossem não seriam dos mais elevados do mundo.
Na UE sobem um pouco acima do valor normal, 1,05, porque não somos o único país em que há alguma preferencia por meninos, basta o fato de alemanha, o pais mais populoso da UE, também ter essa preferencia para desiquilibrar as contas, elevando o valor médio.
Porque não faz as contas com o valor médio mundial? Atendendo À preferencia na India e na China por meninos deviamos encontrar valores que lhe agradassem mais.

Leopardo

Anónimo disse...

Bastaria ver que o ratio para os pais com mais de 55 anos anda à volta dos 114/100 para perceber que o problema existe.
Fui ver o pobre link que indicou, para uma coisa serviu, para mostrar o ridiculo dos seus argumentos. a média mundial, segundo o seu link, é de 110/100. Estamos abaixo da média, sgnificativamente. Se aplicasse o seu argumento teria de concluir que em Portugal à aborto e e infanticidio de meninos.
Os estudos indicam que o ratio normal seria de 105/100. Com a dimensão da população portuguesa um ratio de 107/100 já indica uma desvio anormal, ratios como os de 2002 de 109/100 são estatisticamente inexplicaveis sem aborto seletivo. Ou como os ratios espanhois da ordem dos 108/100 depois de se introduzirem os exames que permitiam saber numa fase precoce da gravidez o sexo do bebé.
Alemanha, Portugal e Espanha são sociedades machista aonde existe uma preferência por bebés do sexo masculino.

Leopardo

zazie disse...

Tu também devias era aproveitar os 5 mil euros para tirar a a primária.

Aprende lá que o verbo haver se escreve com H.

Mas entretenham-se os dois que estão bem um para o outro.

Ela é uma falsa católica que milita pelo aborto porque é fufa não assumida.

Tu és nerd das caixinhas clandestinas e do internacionalismo a todo o preço, por isso, até têm muito mais em comum-

têm fanatismo byte. Funcionam a toque de caixa e por flashmob

Ricciardi disse...

Bluesmile, vamos ver, o mundo êh o que êh. Não se pode pretender mudar cada indivíduo. Existirão sempre pessoas odiosas, boas e assim-assim.
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Para alem das questoes de pobreza inerentes, estou convencido de que grande parte do abandono nas valetas de bebes advém do facto de as mães ou pais não conseguirem lidar com a publicitação que decorre de um processo de entrega a uma instituição.
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Não me ponho a julgar os pais. Êh claro q nada justifica assassinar um bebe. Nada. Muito menos por razoes mundanas. Alguns povos em africa afogam-nos ah nascenca por questoes estrictamente financeiras, de miseria total. Ou eles, ou os irmaos, há q escolher. Um problema diabólico. A comida não dah para todos. Mas o facto êh que alguns, no ocidente, são capazes disso para manter simplesmente as aparências.... para q a mulher com quem esta casado não saiba, por exemplo. Algumas raparigas emigram para esconder a barriga e depois colocam-nos numa cesta ah porta de uma casa, para poderem regressar.
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Enfim, os motivos de cada um podem ser muitos. Não os justifico, nem os defendo. Mas a realidade êh essa. Ora, a mim pouco me interessam as motivações de cada um. Interessa-me sobretudo q os bebes possam ser cuidados, independentemenete do que eu penso acerca dos pais.
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Vender crianças, nunca. Sob toda e qualquer situação. Nunca.
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A roda não êh uma venda. Pelo contrário. A Igreja fazia uma coisa interessante, que era publicitar a quem abandonou os bebes, que os podiam recuperar a qualquer momento, sem qualquer acusação. Parece q acontecia q varias vezes as mães voltavam para busca-los. As aflições da vida são quase sempre passageiras. E mtas vezes achamo-nos perdidos sem qualquer perspectiva de futuro, deprecionados, e passado pouco tempo tudo se altera.

.
Rb
.

zazie disse...

Tens razão. A roda não é uma venda.

Mas este assunto é demasiado grave para que alguém, de bom senso, acredite que pode ter opinião formada apenas por falar agora nestas coisas e com uns links da net.

Não pode. E grave é achar o inverso e entrar numa de voluntarismo.

Porque é bom que se pense de onde nasce agora esta ideia e em que outros pacotes legislativos ela entra.

Eu apenas estou interessada em observar as sociedades que conseguem estes paradoxos com uma perna às costas.

Tanto têm aborto legal até perto de idade com que já conseguem fazer nascer um bebé; como inventam todas as leis persecutórias de pais para lhes tirar os filhos.

E ainda legalizam a venda de crianças- porque já existem cadeias a operar na Europa e por cá até querem legalizar uma delas- em nome dos tais que não procriam.

Depois juntam barrigas de aluguer perfeitamente legalizadas, com esta treta oferecida a gente que, essa sim, já foi deitada para o caixote do lixo da cidadania internacionalista.


Quanto ao resto, eu sou básica e faço sempre as contas assim:

A partir do momento em que algo que era proibido passa a ser permitido o que tende a acontecer é aparecer mais gente a fazê-lo.

E isto é válido para tudo. Com o aborto permitido e higiénico no SNS não existem menos pessoas a abortar- existem mais. Existem aquelas que antes nem o fariam.

Com a Roda há-de ser o mesmo. Não vão haver menos crianças a nascerem mortas por gravidezes escondidas. Vão é haver mais abandonadas de forma totalmente irresponsável. Porque lhes colocam o carimbo de "legalizado".

zazie disse...

Qualquer outra conversa de "sentimento"v onde se diz que "nenhuma mãe era capaz de fazer isto se não fosse obrigada a tal" e mais não sei quantos-

é a mesma conversa do aborto. E a lei é para todos os casos sem que seja preciso saber o motivo.

Inclui tudo- até o capricho. E incentiva tudo, porque, como esse palerma do Leopardo disse, isto está feito para o anonimato- para o anonimato sem pátria, sem nome, sem vizinhos, sem família, sem nada.

E este sim- é o problema principal que justifica que estes cabrões de burocratas até já pensem nisto.

zazie disse...

De todo o modo, eu não respeito gente que atira com chantagem emocional demasiado direccionada.

Quem, na verdade, esteja mesmo preocupado com o abandono de mães e crianças não pode dizer que só vai dar dinheiro a Rodas e cagar nos "apoios de berço" porque são católicos ou aglo no género.

Esses apoios de berço, sim. Parecem-me coisas humanas e decentes. Porque não tratam o ser humano como um número e preocupam-se em apoiar mulheres que possam estar em situações dramáticas.

Não se trata de deitar a mãe para o caixote do lixo e acolher o bebé para orfanato. Não se trata de fazer orfãos!

zazie disse...

Isto em um aspecto que me desagrada de sobremaneira.

É demasiado parecido com todos os projectos dos filhos do Estado.

Demasiado mesmo. Porque só pode existir por lei emanada do Estado. E em função de interesses cada vez mais alargados num mundo onde já ninguém quer nada cara a cara.

Ricciardi disse...

Pois êh. Um tipo, nos dias de hoje, já nem sabe o que êh q pode estar por detrás deste tipo de iniciativas. Uma porra de um mundo.
.
Ele êh interesses dos lobbies gay, lobbies para traficar crianças... eu sei lá.
.
Independentemente de tudo isso, de toda essa cambada de interesses, sempre com o lucro como cenoura, qualquer iniciativa q possa dar resposta aos casos "normais" já me parece útil.
.
Rb

zazie disse...

Podes crer. Se isto fosse uma medida que aparecia a par da retirada da permissão do aborto, com data cada vez mais avançada, sim.

Podíamos acreditar que havia uma intenção humanitária nela.

Mas não. È mais um pacote Estatal a par de muitos outros e nenhum deles tem face humana.

zazie disse...

Sabes qual é a resposta a "casos normais"?

É a que sempre existiu e ainda existe por cá, por tradição católica- é o "fechar os olhos, quando o caso é mesmo dramático, não denunciar nunca a mulher e encaminhar a criança para uma instituuição.

É isto que já existe. Não precisa de se inventar a "roda".

zazie disse...

E as crianças são deixadas até em nos centros da Segurança Social.

O problema é que por cá nem para isso existe capacidade de resposta. Porque entre o "nascer às escondidas e entregar" e o nascer, sabendo as médicas e as assistentes e sem dizerem nada à família, vai nada.

É assim que acontece. E os que morrem, morrem à nascença, quando a coisa é feita às escondidas.

zazie disse...

Basta ler nos jornais o que depois se sabe quando lá aparece uma criança morta no lixo.
Há sempre alguém que até sabia da gravidez. E nem era certo que a mulher quisesse matar ou abandonar.

Anónimo disse...

É boa a preocupação sobre a possibilidade da facilitação da entrega de crianças fazer aumentar o número de crianças que são abandonadas pelos pais e pelas mães. O ideal é a criança ser cuidada pelos seus pais, mas também é verdade que muitas vezes a pressão social faz com que muitas mães e pais fiquem com filhos que não amam, na verdade até detestam e os maltratem. Há assistentes sociais que retiram injustamente crianças aos pais, mas também as há que as mantêm com os pais e mães mesmo quando manifestamente essa é uma situação perigosa. Conheci um casal em que ela tinha um desiquilibrio psicologico, ele era alcoolico, tiveram 3 filhas, ela tentou matar a filha mais velha quando era bebé, várias vezes. A assistente social manteve-a com os pais, porque os filhos devem estar com o pai e a mãe. Entraram todas na prostituição por volta dos 9-10 anos. Mesmo assim a assistente social não se mexeu para retiram as meninas daquela situação, os filhos devem estar com os pais. Denunciado o caso diretamente ao tribunal, já que há assistencia social não adiantava, finalmente ela foram retiradas daquela situação. A mais velha, tinha então 14 anos, já com várias DST.
O abandono é mau, mas se uma mãe não quer o filho pode ser pior pressiona-la a ficar com ele. É quase certo que virá a ser uma criança muito maltratada.
A entrega de uma criança num roda moderna não pode ser verdadeiramente considerada um abandono porque não se reveste das mesmas caracteristicas de um abandono na via publica, essa criança não corre risco de vida, porque essas rodas trabalham em associação com maternidades ou hospitais, por vezes com uma associação apenas implicita, mas na realidade é assim que funcionam.
A lei não precisa de preceder a realidade, uma atividade pode iniciar-se sem estar regulamentada pelo todo poderoso estado e pelo seu profético parlamento. Em portugal está muito espalhada essa ideia de que se não está regulamentada pelo estado é proibida, ou seja na dúvida, é proibida. Noutros países não é assim, funciona antes ao contrário, se não há uma lei que regulamente então a atividade é permitida. Bem, aqui também é assim, mas temos uma diarreia legislativa de tal magnitude que predomina na população a mentalidade contrária, ou seja, enquanto o todo poderoso, esse, o estado, não se pronunciar, nada se pode fazer.
Neste caso a informação que tenho é que a lei atual não será motivo para impedir o funcionamento de uma roda deste género.

Leopardo

zazie disse...

Mentira. Portugal é um país católico com uma coisa excelente- a tradição sempre falou mais alto que as leis.

E isto só se espatifa se v.s, os internacionalistas, quiserem importar modas.

Temos entrega de bebés à nascença, sem haver lei alguma e sem penalização alguma porque tudo é tratado à boa maneira antiga- de forma personalizada.

Portanto, não estraguem o que está bem, porque caixinhas e liberdade de se fazer tudo no anonimato, é merda prot.

É merda de paises, como a Holanda, onde o aborto já vai em data liberalizada perto da nascença.

E eles deixam fazer tudo assim, para depois também punirem tudo assado, sem piedade, porque se trata de coisa de números para números.

zazie disse...

Tínhamos uma lei do aborto que era excelente.
Servia apenas de advertência e fazia-se na mesma, em casos que não eram capricho.

Agora temos aborto a quadriplicar e até já palermas, como o jmf 57 que dizem que passou a ser ético.

Quem espatifa a tradição são os revolucionários jacobinos.

Sempre eles. Sempre com a tara da lei e de imitar a "Europa".

zazie disse...

Quanto ao risco de vida, este palerma de leopildo, deve ser ceguinho.

Então o que é que achas que pode acontecer a alguém que tem um filho sozinha?

Pode acontecer morrerem os dois!

Ou isto agora é como os bichos que se despeja e já está.

zazie disse...

Quanto a assistentes sociais, 99% são putas e as restantes para lá caminham.

É triste mas é assim.

Eu até penso que é deformação profissional. Porque cheguei a conhecer pessoas que eram decentes antes de serem assistentes sociais.

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BLUESMILE disse...

"Não os valores em Portugal não são normais, se fossem não seriam dos mais elevados do mundo. "


LOLOLOLOLOL

BLUESMILE disse...

"Agora temos aborto a quadriplicar "

Claro,claro. É isso e a literacia em matemática. Sempre a aumentar.
A nazzie anda sempre com as fufas na boca,mas não percebe nada de estatística.

BLUESMILE disse...

"Quanto a assistentes sociais, 99% são putas e as restantes para lá caminham."
Deve ser igualzinho ás professoras ,que chatice...um país de putas.

BLUESMILE disse...

"A lei não precisa de preceder a realidade, uma atividade pode iniciar-se sem estar regulamentada pelo todo poderoso estado e pelo seu profético parlamento. Em portugal está muito espalhada essa ideia de que se não está regulamentada pelo estado é proibida, ou seja na dúvida, é proibida. Noutros países não é assim, funciona antes ao contrário, se não há uma lei que regulamente então a atividade é permitida."

Ena,que susto,por momentos pensei que estivesse a falar da actividade de casas de putas,mas afinal é só o abandono de crianças,coisa mais suave,portanto.

BLUESMILE disse...

Lélé:

Sex ratio is the ratio of males to females in a population. The primary sex ratio is the ratio at the time of conception, secondary sex ratio is the ratio at time of birth, and tertiary sex ratio is the ratio of mature organisms.

The human sex ratio is of particular interest to anthropologists and demographers.
In humans the secondary sex ratio is commonly assumed to be 105 boys to 100 girls (which sometimes is shortened to "a ratio of 105"). In human societies, however, sex ratios at birth may be considerably skewed by factors such as the age of mother at birth[2], and by sex-selective abortion and infanticide.

The CIA estimates that the current world wide sex ratio at birth is 107 boys to 100 girls.

Recomendo-lhe a leitura - vem na wikipédia,é fácil de ler e não exige grande esforço neuronal..

Ah,já agora,a ratio em causa tende a baixar nos paises civilizados e industrializados, como na EUROPA.

BLUESMILE disse...

"a média mundial, segundo o seu link, é de 110/100. Estamos abaixo da média, sgnificativamente. Se aplicasse o seu argumento teria de concluir que em Portugal à aborto e e infanticidio de meninos. 2

Uma notazinha de rodapé para o Leopoldino:

Quanto mais elevado é o valor deste ratio ,maior a probabilidade de existirem abortos selectivos de meninas,percebe?

Passo a explicar:

Por exemplo, na União Europeia nascem em média 107 rapazes para 100 raparigas, o que se aproxima muito do valor normal ( ou valor natural). . Já na China nascem 113 rapazes para cada 100 raparigas,o que é um claro desvio da média natural e da média mundial,devido a uma política de aborto selectivo.

Portanto,se em Portugal estivermos abaixo da média mundial, isso significa que NÃO HÁ abortos selectivos em função do sexo feminino.

Percebeu?

BLUESMILE disse...

Já agora, diz-se ratio natural porque na natureza ( e na espécie humana) em regra nascem mais machos do que fêmeas ( nascem mais meninos do que meninas). Mas, como morrem comparativamente mais indivíduos do sexo masculino do que do sexo feminino em todas as fases do ciclo vital, especialmente nas primeiras fases, quando chegam à idade reprodutiva há uma tendencial equiparação de sexos...

Anónimo disse...

Vou explicar novamente, a média mundial pouco interesse tem porque nos 2 paises mais populosos, india e china, a pratica do aborto seletivo e mesmo do infanticidio neonatal afeta muito as meninas.
Se estamos na media mundial é mau sinal, porque essa média está desviada da média natural devido à pratica de aborto seletivo de meninas fazer subir o ratio.

Outra evidencia de que em Portugal essa prática existe, embora de forma menos acentuada que na india, na china ou na região da Arménia e paises vizinhos, é a diferença entre o ratio para nascimentos dentro e fora do casamento. Somando todos os nascimentos dentro e for do casamento a que tive acesso no INE encontrei uma diferença no ratio superior a 1%, o ratio de masculinidade tem sido em média 1 % maior no caso dos nascimentos dentro do casamento em relação ao nascimentos fora do casamento. Isto não tem uma explicação natural para uma estatistica que envolve cerca de 3 milhões de nascimentos.
Já agora o ratio tende a baixar na europa por uma razão muito simples, há menos aborto e infanticidio seletivo. Mas Portugal esteve até há pouco (nos ultimos anos já quase não há diferença) significativamente acima da média europeia, mesmo considerando que outros paises, alemanha e espanha, mostram ter as mesmas tendencias.
Espanha é um caso particularmente interessante, ao se introduzirem as tecnologias que permitiam conhecer antecipadamente o sexo do bebé o ratio de masculinidade deu um salto de quase 2%. Depois, lentamente, baixou novamente.

Leopardo

BLUESMILE disse...

1 - "Outra evidencia de que em Portugal essa prática existe, (...)é a diferença entre o ratio para nascimentos dentro e fora do casamento"!!!!

a) Em que ano? è um fenómeno pontual ou uma alteração consistente?
b) A que dados concretos do INE se refere?
c) As diferenças a que se refere são estatisticamente significativas ou é a "olhómetro"?
( )

2 - "a média mundial pouco interesse " diz o leopoldino e logo a seguir apoia-se nessa média para dizer uma mentira disparatada - que em Portugal há abortos selectivos de meninas porque estamos próximos da "média mundial".
De absurdo em absurdo, chega lá....

3 - "Portugal esteve até há pouco (nos ultimos anos já quase não há diferença) significativamente acima da média europeia"
Quais anos e a que valores se refere?
Mas,segundo diz, no passado terá havido muitos abortos e infanticídios do sexo feminino mas que isso está a acabar...
Enfim

4 - "Somando todos os nascimentos dentro e for do casamento a que tive acesso no INE encontrei uma diferença no ratio superior a 1%, o ratio de masculinidade tem sido em média 1 % maior no caso dos nascimentos dentro do casamento em relação ao nascimentos fora do casamento"
a) Em que ano?
b) É um fenómeno pontual,circusncrito ,ou uma tendência?
c)Há milhares de explicações possíveis para um dado deste tipo ( caso tenha ocorrido)sem ser o aborto selectivo de meninas. è altamente improvável que este ocorra .
"Isto não tem uma explicação natural "
Claro que tem.

Anónimo disse...

na soma de todos os anos, para os quais o INE tem dados sobre nascimentos dentro e fora do casamento.
Eu vi isso em quase todos os anos, para os quais o INE tem dados, desde 1935:
http://3.bp.blogspot.com/-eZc7bR09ELc/T_divuULEVI/AAAAAAAAAJI/JfjGOmW0WCI/s1600/masculin+difer.jpg

Leopardo

Anónimo disse...

Não me apoiei na média mundial, que é siginificativamente ao valor estimado pelos especialistas para o ratio M/F, a média mundial anda acima dos 107/105 e devia ser da ordem dos 105/100. Influencia da China e da India. Portugal esteve perto da média mundial, nos ultimos anos tem andado um pouco abaixo.

Leopardo

Anónimo disse...

As diferenças são estatisticamente muito significativas, umas 20 vezes maiores do que deviam devido a meras flutuações estatisticas.
É que o volume estatistico acumulado é muito grande, na ordem dos 3 milhoes de nascimentos.

Leopardo

Anónimo disse...

http://www.nationmaster.com/graph/peo_sex_rat_at_bir-people-sex-ratio-at-birth

22º entre 228 países
e uns anos atrás estávamos mais acima

http://chartsbin.com/view/2332

Leopardo

BLUESMILE disse...

1 - Volto a repetir - as diferenças da ratio ( dentro ou fora do casamento) não podem ser justificadas pelo infanticídio de meninas. Há inúmeras razões implicadas nestes valores,nomeadamente a idade das gestantes, ( eventualmente mais jovens no grupo das não casadas).
Já na década de quarenta, em portugal, a ratio era muito próxima da china actual, ou seja elevadíssima. Sem cuidados médicos, sem ecografias e sem contracepção, os infanticídios eram a única forma de controlo populacional e em Portugal havia muitíssimos infanticídios. E que houvesse mais infanticídios de meninas que de meninos, é provável, sobretudo em pessoas não casadas .
2 - Quanto ratio que se observa em Portugal actualmente é NORMALÍSSIMO face á média natural e no contexto europeu e nos paíes industrializados...
3 - Há uma tendência demográfica comum em todos os países industrializados - a ratio entre machos e fémeas diminui,ou seja , diminuiu o número de indivíduos do sexo masculino versus o número de indivíduos do sexo feminino ( nados vivos)- ou, se quiserem simplificar, o núemro de femeas nascidas com vida está a aumentar versus o número de machos.
Ora isto contraria completamente as ideias espatafúrdias do leopardi de que em portugal haveria abortos selectivos de meninas, com implicações demográfias. os dados apontam no sentido inverso.
Ou seja, escreve uma cosia e diz o seu contrário logo a seguir. Haja paciência.

Anónimo disse...

http://chartsbin.com/view/2332

pois, muito normal.

Leopardo

Anónimo disse...

Vi os dados em Portugal desde 1900 a 2007. Nunca em Portugal os valores do ratio se aproximaram dos da China atual (113), o mais elevado que foram foi um pouco acima dos 109, normalmente andaram entre os 106 e os 107,5.
Realmente há quem levante a hipotese de mulheres mais novas terem ratios de masculinidade mais elevados, e os nascimentos fora do casamentos são, em média, com mulheres mais novas. Mas há um pequeno problema, interpretou mal o gráfico, o ratio é mais elevado nos nascimentos dentro do casamento, ou seja com as mulheres mais velhas.
O seu racicocinio só agrava então o problema, o ratio é mais elevado entre as mulheres em que devia ser mais baixo.
O fato do ratio estar a descer, não exclui a existencia deste fenomeno, só mostra que pode estar a diminuir ou que a preferencia está diluir-se, que existirão mais abortos seletivos por causa do sexo masculino.
O problema existe, não tão grave como na China, India e paises vizinhos, na arménia e vizinhos, mas existe. Por alguma razão somos o 22º país, entre 228, com o mais ratio, o pais da europa ocidental com maior ratio. E noutros países o problema também existe, só que a preferencia está diluida, os abortos seletivos não se inclinam tanto só para um lado.

Leopardo

zazie disse...

Olhem lá: v.s estão parvinhos ou quê?

Desde quando é que no início do século se conseguia fazer teste de gravidez e identificar o sexo, para existirem abortos selectivos por género?

Nem no início nem ainda há bem pouco tempo.

Isto é absoluta paranóia. Porque quem aborta nem andou a querer saber detalhes do que tem dentro da barriga.

Isso seria coisa macabra. E, mesmo que algumas taradas quisessem, nem tinham hipótese de o fazer, até antes das 10 semanas.

Só se tiverem agora. Portanto, este paleio é conversa de nerd para nerd

Anónimo disse...

2 coisas:

1 - como a bluesmile disse antes praticavasse o infanticidio numa escala que não imagina.
2 - hoje ainda se pratica e são bastantes mais casos do que aqueles que são descobertos.
3 - para a grande maioria das mulheres o sexo do bebé não importa para decidir ou não fazer um aborto, mas se o sexo não importasse de todo teriamos uma taxa de masculinidade nos nascimentos da ordem dos 105/100 e não dos 107/100. Se um desvio de 2 pontos não a convence olhe para os países aonde esses desvio é de 3,4, 5, 10 pontos. Na china para os 2º filhos, quando o 1º é menina esse desvio é uma coisa arrepiante.

Leopardo

zazie disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
zazie disse...

V. tem mesmo fé nas estatísticas...
.
Que coisa mais tolinha. Mas afinal as estatísticas de 1900 eram relativas a aborto ou a infanticídio?

Na China, sim. É óbvio porque está documentado e sempre foi assim.

Em Portugal onde é que v. tem textos (large a estupidez das estatísticas) a falarem da tradição de abortar meninas ou mantá-las à nascença?

Sabe qual é o seu mal? é um puto que julga que o mundo começou no dia em que nasceu e olha para o passado com os olhos do presente- com as palavras "de ódio" do presente.

Com os chavões do machismo, coisa que não é nada nem explica nada a não ser a tautologia ou erística para que serve.

(mas pronto, é um bacano cool e retiro as picardias que lhe dirigi.)

zazie disse...

outra coisa; é praticava-se e onde e não praticavasse e aonde.

muja disse...

Ahaha isto não são nerds Zazie...

São é pascácios...

Mas o que é que interessa essa treta de ratio (já agora, em português diz-se e escreve-se "razão") para a questão?

A questão é moral e ética e, como tal, não se responde com números. Senão era técnica.

como a bluesmile disse antes praticava-se o infanticidio numa escala que não imagina.

E desde quando o que ela diz se escreve? Eu faço tanta fé no que esse tipo de gente diz como numa slot machine: estão ambas viciadas.

Também diziam que dantes era o obscurantismo, mas agora é que fazem analfabetos funcionais. Note-se que não dizem só "analfabetos". São "funcionais". Muito embora sejam ambos uma e a mesma coisa: se um não sabe ler, o outro não sabe o que fazer ao que lê. O resultado final é o mesmo. Mas assim até parece progresso: em vez de analfabetos, agora temos analfabetos funcionais. A diferença é que os primeiros diminuíam, mas os outros aumentam...

Dizer que "dantes praticavam-se infanticídios a uma escala que se não imagina" é código. Descodificado significa provavelmente que agora se praticam infanticidios a uma escala que nem imaginamos.

O que ajuda a explicar a necessidade de considerar coisas tão abjectas como essa roda dos enjeitados ou caixas para abandonar pessoas como quem abandona electrodomésticos avariados ou pilhas gastas. E são abjectas - sobretudo - porque existe, provavelmente, uma necessidade para elas. É isso o mais revoltante.

Enquanto se ocupam a discutir racios, esquecem as razões que tornam estas coisas necessárias. Andam a discutir sintomas e evitam a causa. Apoiem as mães que elas se encarregarão de tratar dos filhos. As poucas que sejam doentes da cabeça ou de má rês ponham-nas num hospital psiquiátrico ou a ferros respectivamente.

Para isto não vos dá na cabeça. Porque será?

zazie disse...

ehehehe

pascácios é um nome catita

":O)))))

zazie disse...

A parte mais gira foi quando o puto fez voz grossa e disse que já tinha doado 5 mil mocas para uma caixinha que uma amiga andava a fazer

AHAHAHAHAHAHAHAH

zazie disse...

Ah e ainda acrescentou que era pouco, mas sempre dava uma ajuda...

Para um dos lados da caixinha, provavelmente

":O)))))))

São tão patuscos estes nerds das estatísticas.

zazie disse...

E a outra maluca é prof de enfermaria e diz que as profs é que são putas. Não são as assistentes sociais que andam no saque.

AHAHAHAHAHAHAHAHA

BLUESMILE disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
BLUESMILE disse...

A nazzie nada sempre com fufas e putas na boca, deve ser coisa das faculdades de letras, enfim, gostos não se discutem,
( também se farta de escrever sobre assistentes sociais e enfermarias, são fantasias de velha, coitada, é como as colheres espermáticas)...

BLUESMILE disse...

Leopoldino

" se o sexo não importasse de todo teriamos uma taxa de masculinidade nos nascimentos da ordem dos 105/100 e não dos 107/100."

1) A ratio depende de factores muito diversos que nada têm a ver com o aborto selectivo. Influências potenciais que podem explicar a variação na proporção de sexos entre as populações são numerosas - a raça e/ou idade dos pais no momento da concepção, doenças associadas aos pais e factores externos, tais como guerra ou até variações climáticas têm impacto nestes valores.
O impacto ão variaç~eos pontuais, da ordem das aquii referidas.

Além disso, quando o número de nascimentos não é suficientemente elevado, alguns desvios podem
ser consequência directa de flutuações aleatórias mesmo estando em presença de observações
perfeitas.
Por outro lado, em muitos países, nomedamente no terceiro mundo, nme todas a crianças são registadas, e , por uma questão social, sõa mais frequentemente registados nados vivos do sexo masculino...

Por último a sua tese espatafúrdia ( haveria em portugal aborto selectivo de meninas ) tem uma contradição básica _ - a ratio de masculinidade desceu progressivamnte ao longo do último século em portugal, com um pico na década de quarenta o que significaria que ou existiam abortos selectivos de fetos femininos muito antes de haver ecografias ou que passaram a haver imensos abortos selectivos de fetos masculinos nos últimos anos, Tanto uma explicaçao como outra é delirante.

BLUESMILE disse...

"Apoiem as mães que elas se encarregarão de tratar dos filhos."

E os pais, onde andam?

BLUESMILE disse...

http://www.mindfully.org/Health/Reduced-Ratio-Male-Births.htm

muja disse...

Os pais andam no raio que a parta, por exemplo.

Uma coisa é certa, não estão a apoiar as mães. Senão não haveria este problema. Demais a mais, isso é facilitado pelo aborto até. É uma des-responsabilização do papel do pai. Ao transferir para o domínio pessoal da mulher a decisão de ter, ou não, um filho, o pai não tem que querer ser obrigado a apoiar uma coisa que ele não quer e facilmente pode ser resolvida: abortando. Basta a mulher querer. Todo o poder está nela.

Agora, tem a mãe, por ser mulher, algum privilégio especial em relação aos filhos que lhe permita decidir se eles vivem ou morrem, que o pai não tem?

Se tem, então os sexos não podem ser iguais. Se não tem, então dizer que o aborto reduz a desigualdade entre os sexos é falso, porque abre a possibilidade de uma desigualdade e injustiça monstruosa:

O que acontece se um pai quiser um filho e a mãe quiser abortar?

Por outro lado, apoiar os pais pode ser a melhor maneira de apoiar as mães, sobretudo em famílias tradicionais. Como vê, a sua provocaçãozinha apenas serviu para demonstrar o ninho de ratos que são as vossas concepções morais e que os ideais que proclamam são, na verdade, ocos.

BLUESMILE disse...

"Os pais andam no raio que a parta, por exemplo."

Por isso é que há tantos abortos.

BLUESMILE disse...

"O que acontece se um pai quiser um filho e a mãe quiser abortar?"

A mulher decide sempre, como é evidente. Claro que há alguns gajos que acham que as mulheres devem ser forçadas a engravidar e a parir contra a sua vontade. Até há gajos que acham que as mulhers devem ser forçadas a ter sexo contra a sua vontade. Tudo em nome de sagrados princípios e bons cortumes ou do excelso dever da procriação.
Não é à toa que até Há poucoas écads a violação dentro do casamento era coisa considerada normal.

As mulheres decidem . È a Lei Natural
( quando so homens puderem engravidr depois decidem eles sobre o que se passa no seu corpo)

Anónimo disse...

Esta puta é um abortício. É deixá-la a vomitar sozinha que a gaja fede.

Anónimo disse...

Os dados estatisticos o que dizem é que foram eliminados mais bebés do sexo feminino que do masculino, não nos dizem se foram eliminados por infanticidio ou por aborto. Em tempos recuados eram mortos à nascença, 2º alguns testemunhos mais frequentemente afogados e enterrados no fundo do quintal. Mais recentemente abortados, não necessariamente no prazo agora legal.
Na china, aqui e noutros locais a evidencia maior desta pratica são os dados estatisticos que mostram este desvio em relação ao valor médio cientificamente estimado, 105/100. Mesmo na China e na India não há muitos testemunhos diretos desta pratica, ninguém vem a publico dar a cara afirmando que matou uma menina por querer um menino ou vice-versa. Lá como cá o indicio mais forte desta pratica é o desvio estatistico.
Se eu tenho fé nas estatisticas... a matemática e em particular as estatisticas é uma linguagem que eu domino razoavelmente bem, melhor que o português. A matemática é uma ferramenta poderosa, no mundo fisico é a linguagem da fisica, mas mesmo no mundo humano ela permite ver muitas coisas que doutra forma seriam de muito dificil percepção.

Vejo que a bluesmile está a tentar fazer uma licenciatura sobre o assunto à "Relvas&Socrates". Por isso faz umas afirmações genericas sobre o tema, tentando defender a sua visão pré-concebida sobre o tema, o problema é que vendo os dados:

http://3.bp.blogspot.com/-BoRC4Omkegw/T_lXVIagdHI/AAAAAAAAAJg/wVw-pScR2Gc/s1600/ratio+masculinidade+1900-2006.jpg

não se pode dizer que, citando-a:
"a ratio de masculinidade desceu progressivamnte ao longo do último século em portugal, com um pico na década de quarenta "

Mas se o pico foi no início da década de 90!
O que existia na década de 20, 30, 40, 50, etc era infanticidio seletivo.
Algumas das poucas testemunhas disto são precisamente alguns padres que ouviam e ouvem mulheres em confissão, com remorsos por terem morto os seus filhos à nascença. Dai saber que os casos de infanticidio são significativamente mais numerosos do que os noticiados. Embora agora muito menos do que em tempos antigos.

A evolução rápida do ratio de masculinidade, desde 2003 para cá, deve-se antes a alterações culturais. Não existe uma nova especie de pessoas, não há alterações demograficas muito significativas, não mais que em épocas anteriores, há alterações culturais.

A melhoria dos cuidados de saude, do acompanhamento da gravidez devia fazer subir o ratio de masculinidade, não descer, os fetos masculinos tendem a morrer mais.

Isto seria mais facil de perceber se conhecessem melhor a matemática e a estatistica em particular, mas não é muito pratico explicar isto na caixa de comentários de um blog.

Por fim, eu não dei 5000, prometi dar, a um homem que conheço e ele conhece-me, não é sequer um amigo meu e muito menos uma amiga.

Leopardo

BLUESMILE disse...

A anómina excita-se um bocadinho com estas coisas.

BLUESMILE disse...

leopirdo_
Leia.
http://www.mindfully.org/Health/Reduced-Ratio-Male-Births.htm

BLUESMILE disse...

Leopirdo:

"eu tenho fé nas estatisticas",

o problema não é sua devoção aos números que já vimos que é muito, o problema é afrme como os interpreta, que é completamente irracional e errónea.
O problem é que parte de uma premissa aberrante e tenta usar os números para a justificar.
Mas não consegue precisamente porque s números evidenciam o contrário do que afirma. Só que não tem insignt para o perceber.

Anónimo disse...

2 coisas:

1 - Não parto de premissa nenhuma, quem desde o inicio, desconhecendo manifestamente os dados, partiu de uma ideia feita foi a bluesmile

2 - Se portugal tivesse os dados da dinamarca, da holanda, do canada ou dos USA eu não faria as afirmações que faço. aliás faço-as em relação a Portugal (e Espanha), não em relação aos paises citados nesse estudo.

Leopardo

BLUESMILE disse...

"A melhoria dos cuidados de saude, do acompanhamento da gravidez devia fazer subir o ratio de masculinidade, não descer, os fetos masculinos tendem a morrer mais.!"
O que tem acontecido é que a taxa de masculinidade está a descer em todos os países industrializados precisamente aqueles em que o aborto é legal e seguro, porque deixou de haver infanticídioo de meninas.
Ou seja, deixaram de morrer tantas meninas e o o número de meninos nados vivos manteve o número natural.Dai a alteração da ratio.
Mesmo com os cuidados médicos actuais os fetos masculinos morrem mais, há maias abortos espontãneos e mais nados mortos do sexo masculino do que do sexo feminino. Nãos abemsoe xplicar ainda porquê, é a tal fragilidade biológica dos machos.

"O que existia na década de 20, 30, 40, 50, etc era infanticidio seletivo. "

Felizmente deixou de haver. È a tal "mudança cultural". Isso e a pílula.

BLUESMILE disse...

" Não parto de premissa nenhuma, "

Si afirmou que há infanticídios e abortos selectivos demeninas em portugal e que isso eplica os ratioos de masculinidade.
Par o justificar us dados em bruto que apontamm nos entido inverso.
DeVE ter tirado estatística na lusófona.

BLUESMILE disse...

" Não parto de premissa nenhuma, "

Sim, afirmou que há infanticídios e abortos selectivos de meninas em portugal e que isso explica os ratios de masculinidade à nascença em portugal Para o justificar usou dados em bruto que apontamm precisamnte no sentido inverso.Nem se apercebeu da contradição do que escreveu.

DeVE ter tirado estatística na lusófona.

muja disse...

Ehehe

É cada tiro cada melro...

Então afinal sempre há uma "Lei natural"...

Que tristeza... Então explique lá porque e - sobretudo - como é que essa "lei natural" tem primazia sobre outra lei natural: a da força?

Essa "lei natural" de que fala não existe. Ou melhor, existe, mas apenas na sua cabeça de alienada. Só é tolerada na medida em que quem detém a força o permite.

Mas essa lei natural já não lhe interessa. Não acha bem que se "obrigue" as mulheres a parir a ter sexo, mas já lhe parece perfeitamente "natural" que as mulheres possam obrigar os homens a não ter filhos.

Seguindo a sua lógica sobre o aborto então os homens deveriam ter o direito legal de renunciar aos filhos. O que significa, na práctica, não pagar um centavo em apoios. Que é o que é justo. Se a mulher tem todo o poder de decidir ter um filho ou não, então o homem não deve sofrer as consequências do capricho da mulher contra a sua vontade. Se o homem quer ter um filho e mulher impede-o abortando, então se a mulher quiser ter um filho contra a vontade do homem, podendo abortar, que razão existe para que o homem tenha qualquer responsabilidade?

Mas isto é que já não dá jeito nenhum, não é? Está tão bem assim. A mulher decide, o homem paga. É a igualdade.

E não desconverse dizendo que há homens que obrigam as mulheres a engravidar. Não é isso que está em causa. O que está em causa é: a mulher está grávida, o homem deseja o parto e a mulher pretende abortar.
Para si, é justo que a mulher detenha todo o poder. Porque é a "lei natural". Mas a força também é lei natural. Porque é que, então, é menos justo um homem obrigar uma mulher a engravidar pela lei da força do que uma mulher obrigar um homem a não ter um filho pela lei do aborto (a que V. chama "natural")?

muja disse...

Ó! Mais código:

O que existia na década de 20, 30, 40, 50, etc era infanticidio selectivo.

Agora o infanticídio é muito melhor porque é na base da igualdade! Houve progresso, estão a ver? Vejam bem que houve progresso! Agora é melhor, nunca se esqueçam!

Anónimo disse...

"O que está em causa é: a mulher está grávida, o homem deseja o parto e a mulher pretende abortar. "
Esta questão aflige muito o pascácio do árabe de pacotilha.

A resposta é simples. A vontade da mulher prevalece sempre. Aqui e em qualquer lugar do mundo, mesmo naqueles sítios onde o aborto é completamente proibido.

Claro que podem tentar usar a força físca para que uma mulher prossiga uma gravidez indesejada
( acho que que Ceausescu tentou e nos campos de concentração nazis também se faziam umas experiências desse tipo).
Mas não resulta. Se a mulher não quiser a gravidez, se quiser abortar, nenhuma força do mundo a pode obrigar. Em alguns casos preferem o suicídio a parir contra sua vontade.
E como é o seu corpo que está em causa, elas é que mandam.
É a lei natural, estúpido.
Mais nada

muja disse...

Ora, já cá faltavam os nazis! (ouve alguma coisa que eles não tentassem fazer?)

Mas ó estúpido ou estúpida, explica lá então porque é que o homem tem de pagar ajudas e pensões, se a vontade da mulher prevalece sempre?

Explica lá, porque não estou a endender bem... Onde é que diz nessa tal Lei Natural que o homem tem que sustentar aquilo que, segundo a mesma lei, é pouco mais que o capricho da mulher?

Se o aborto é contraceptivo, porque é que os homens hão-de ser responsáveis quando a mulher decide não fazer uso dele? Mais ainda, se a mulher é tão dona e senhora assim do seu corpo, para que é preciso o aborto logo para começar? Dir-se-ia que as mulheres podiam abortar espontaneamente em só querendo...

Então e já que estamos a falar de lei Natural, como é que é com os homossexuais? Também estão dentro da lei natural, ou para esses já se aplica outra?

BLUESMILE disse...

" porque é que o homem tem de pagar ajudas e pensões, se a vontade da mulher prevalece sempre"

Aqui o cromo do árabe quer arranjar um pretexto para não pagar a prestação de alimentos á criancinha. Tão próvida que estes cromos são
Mas eu explico-te ó mouro, é assim:
Quando uma criança nasce, o pai e a mãe são obrigados por lei a sustentá-la e a prover às suas necessidades. Independentemente da criancinha ter sido plaenda e /ou desejada pelo progenitor.

Percebes, pancrácio?

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