O Joaquim está zangado. A forma como ele termina este post não deixa margem para dúvidas. Há cerca de duas ou três semanas, eu já tinha publicado um post a este respeito. Embora, durante o mês de Julho e parte de Agosto, eu não tivesse participado no PC, fui ocasionalmente seguindo o blogue, nessa altura mantido exclusivamente pelo Joaquim. E a minha conclusão foi-se firmando: o Joaquim anda zangado. Ora, para mim, é muito mau sinal que o Joaquim ande zangado. Significa que algo de muito mau está para vir. Pode estar mesmo iminente.
Eu julgo que fui muito objectivo naquele Prefácio que fiz ao livro que a sua filha organizou e lhe ofereceu por altura do seu aniversário em Fevereiro. O Joaquim é uma pessoa séria, cordial, racional, sem excessos nem exageros - um homem cool. Neste aspecto, um homem verdadeiramente protestante. Ora, é um sinal muito mau que um homem assim ande a ficar crescentemente irritado. O que acontecerá com os outros homens imensamente emocionais como são a generalidade dos portugueses?
O Joaquim não tinha nenhuma confiança no governo de Sócrates. Mas tinha uma imensa esperança no governo de Passos Coelho. Tem sido balde de água fria atrás de balde de água fria.
Deus ilumina os homens de forma muito diferente e eu não sinto que possa dar conselhos ao Joaquim. Posso apenas dizer o caminho que segui. Desliguei. Tornei-me uma espécie de Atílio de Souza, um personagem representado pelo actor Mário Lago, numa das primeiras telenovelas brasileiras que fizeram sucesso em Portugal - O Casarão (1976). Por isso, nesta matéria ando indiferente. Mas tenho de reconhecer que não gosto de ver um homem como o Joaquim profundamente irritado. É muito mau sinal.


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