
Eu estou convencido que, a prazo, Portugal vai ter de optar entre ter uma democracia sem partidos, ou não ter democracia nenhuma. Não existe alternativa.
Das vezes que a democracia foi tentada em Portugal foi sempre sob a forma de uma democracia partidária, e de todas as vezes falhou. E justamente porque a democracia em Portugal foi sempre tentada sob a forma partidária, cada vez que falhou acabaram-se a democracia e os partidos, o exemplo acabado de deitar o bebé fora juntamente com a água do banho.
Um escrutínio mais estreito parece mostrar, no entanto, que o ressentimento dos portugueses nunca foi contra a democracia, mas sim contra os partidos. A literatura subsequente à revolução de 28 de Maio de 1926 ilustra claramente que essa foi, em primeiro lugar, uma revolução contra os partidos. A democracia, no sentido das decisões públicas tomadas por voto da maioria, não parece em si mesma ser uma instituição alguma vez ressentida pelos portugueses, no passado ou no presente.
A democracia - no sentido das decisões públicas tomadas por voto da maioria - é uma intituição de justiça e, portanto, uma instituição muito útil a Portugal, cujo maior defeito é a sua população não possuir o sentido de justiça (ou de imparcialidade ou fairness). Todas as instituições de justiça que Portugal conseguir abrigar no seu seio são poucas para corrigir aquele que é, a grande distância de todos os outros, o maior defeito do povo português e da cultura católica - a sua falta de sentido de justiça.
Se a democracia é uma instituição necessária em Portugal, já os partidos políticos são instituições totalmente desnecessárias e perniciosas. À medida que uma nova ronda de eleições se aproxima no país, eu ressinto ver um número crescente de portugueses a alinharem-se em torno dos partidos políticos, em lugar de se juntarem para exigir um referendo que proíba os partidos políticos.
Das vezes que a democracia foi tentada em Portugal foi sempre sob a forma de uma democracia partidária, e de todas as vezes falhou. E justamente porque a democracia em Portugal foi sempre tentada sob a forma partidária, cada vez que falhou acabaram-se a democracia e os partidos, o exemplo acabado de deitar o bebé fora juntamente com a água do banho.
Um escrutínio mais estreito parece mostrar, no entanto, que o ressentimento dos portugueses nunca foi contra a democracia, mas sim contra os partidos. A literatura subsequente à revolução de 28 de Maio de 1926 ilustra claramente que essa foi, em primeiro lugar, uma revolução contra os partidos. A democracia, no sentido das decisões públicas tomadas por voto da maioria, não parece em si mesma ser uma instituição alguma vez ressentida pelos portugueses, no passado ou no presente.
A democracia - no sentido das decisões públicas tomadas por voto da maioria - é uma intituição de justiça e, portanto, uma instituição muito útil a Portugal, cujo maior defeito é a sua população não possuir o sentido de justiça (ou de imparcialidade ou fairness). Todas as instituições de justiça que Portugal conseguir abrigar no seu seio são poucas para corrigir aquele que é, a grande distância de todos os outros, o maior defeito do povo português e da cultura católica - a sua falta de sentido de justiça.
Se a democracia é uma instituição necessária em Portugal, já os partidos políticos são instituições totalmente desnecessárias e perniciosas. À medida que uma nova ronda de eleições se aproxima no país, eu ressinto ver um número crescente de portugueses a alinharem-se em torno dos partidos políticos, em lugar de se juntarem para exigir um referendo que proíba os partidos políticos.
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