06 junho 2008

big spender

Quando George Bush foi eleito para este segundo mandato afirmou que os norte-americanos lhe tinham confiado uma vasta soma de capital político e que tencionava gastá-lo.
É raro um líder exercer o poder sem erosão da sua base de apoio. Quando decide favorece sempre alguém e implicitamente prejudica outros. Daí que, após os seus mandatos terminarem, dificilmente os líderes consigam ser reeleitos.
Para além deste fenómeno, há um desgaste natural que resulta de analisar repetidamente os mesmos problemas. Ficamos bloqueados para novas perspectivas e a certa altura a equipa de gestão tem de ser renovada. Isto é muito evidente com os treinadores de futebol, mas aplica-se a todas as organizações.
Bush teve dois mandatos muito complicados. Neste momento é cedo para fazer um balanço da sua liderança. Com a actual crise do petróleo, por exemplo, é positivo que o Iraque não seja hostil ao ocidente e que não fiquemos reféns de tipos como o Sr. Ahmadinejad ou o Sr. Chavez, mas isto não chega para justificar a guerra.
Uma coisa é certa porém, George Bush cumpriu a sua promessa e gastou todo o capital que lhe confiaram. Resta saber se foi investido ou desbaratado e poderão decorrer muito anos até termos a resposta correcta a esta questão.

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