07 fevereiro 2008

o método

O Pedro Arroja espanta-se com a linguagem «hermética» dos nossos juristas. Principalmente a empregue pelos administrativistas e constitucionalistas, de quem citou umas passagens de algumas obras. O Pedro está ainda longe do melhor. Há na nossa tradição jurídica quem suplante a léguas os autores citados. Alguns deles felizmente bem vivos, para alegria das famílias e glória da Ciência. O Pedro provavelmente ignora que boa parte da nossa Ciência do Direito segue o método da cebola: é necessário descascá-la tenazmente e sofrer com isso para chegar ao âmago do problema. Que, muitas vezes, nem problema chega a ser. Porque, frequentemente, como consta ter dito um dia um dos catedráticos que citou, na arguição do doutoramento de um seu colega, a propósito do conteúdo da tese em avaliação, «o que é bom não é original e o que é original não é bom».

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