
Porém, enquanto nesses países, as pessoas já se deram conta dos efeitos dessa cultura, e arrepiaram caminho, invertendo, em muitos casos, as tendências anteriores, em Portugal nós continuamos a caminhar no sentido de cometer os mesmos erros, e com os mesmos resultados.
Assim, nos últimos quinze anos, a taxa de divórcio em Portugal subiu de 0.9 para 2.3, a taxa de nupcialidade caíu de 5.6 para 4.o e a taxa de fertilidade baixou de 1.7 para 1.5.
No mesmo período, na Finlândia, a taxa de divórcio caíu de 2.9 para 2.5, a taxa de nupcialidade subiu de 5.1 para 5.7 e a taxa de fertilidade aumentou de 1.7 para 1.8.
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Nos EUA - onde o feminismo conheceu provavelmente a sua expressão mais intensa -, nos últimos quinze anos, a taxa de divórcio caíu de 4.8 para 3.7, a taxa de nupcialidade diminuiu de 9.7 para 8.0, e a taxa de fertilidade cresceu de 1.9 para 2.0.
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Mesmo em Espanha, um país da nossa tradição católica, a taxa de divórcio, embora tenha subido de 0.6 para 1.1, é menos de metade da nossa; a taxa de nupcialidade manteve-se constante (5.3) e é 30% superior à nossa, e só a taxa de fertilidade teve uma tendência semelhante à nossa, caindo de 1.7 para 1.4.
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Parece existir algo de profundamente intrigante na cultura da mulher portuguesa actual. E o meu sentimento é que não é nada de bom - para a mulher portuguesa, em primeiro lugar.
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