"Leitão Machado e mais três são arguidos após buscas no negócio de meios de combate a fogos
Em causa estão suspeitas de corrupção em concursos de aluguer ao Estado de helicópteros e cunhado de Leitão Amaro é o principal visado. Operação chegou a escritórios de advogados e empresas".
Fonte: cf. aqui
Comentário: Quando os jornalistas reportam investigações do Ministério Público ou da Polícia Judiciária sobre pessoas e empresas referem-se a elas pelos seus respectivos nomes.
Mas quando as investigações envolvem sociedades de advogados os seus nomes nunca são divulgados.
É uma tradição muito má e provavelmente ditada pelo medo. É que há sociedades de advogados que se comportam como verdadeiras corporações de facínoras, como é notoriamente o caso da Cuatrecasas (cf. aqui), e os jornalistas temem retaliação.
Ora, no caso em apreço, teria sido muito importante divulgar o nome dos "escritórios de advogados" envolvidos. É que o ministro Leitão Amaro foi sócio da Cuatrecasas.
Será que ele aconselhou a Cuatrecasas ao cunhado para tratar do negócio dos helicópteros?
Eu não ficaria surpreendido. Mas para ter a certeza precisava que os jornalistas portugueses abandonassem a tradição cobarde de omitir os nomes das sociedades de advogados criminosas, ou alegadamente assim.

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