14 janeiro 2026

a credibilidade pública

 

Empresário João Paulo Fernandes, a vítima



O crime foi recentemente contado por Anabela Sousa na série "Letras de um Crime" com o título "A Máfia de Braga e o Crime Quase Perfeito" : cf. aqui.

Dois advogados (com outros cúmplices) assassinaram um empresário de Braga e diluíram-lhe o corpo em ácido sulfúrico.

O crime ocorreu em 2016 e os advogados foram condenados em 2017 a uma pena de 25 anos de prisão. Mas só em 2024, com grande fanfarra e muita solenidade, a Ordem dos Advogados retirou a estes dois criminosos a licença para praticarem a advocacia (cf. aqui).

É assim que a Ordem dos Advogados garante a credibilidade pública dos seus membros. Para lhes retirar a licença para exercerem a profissão é necessário que eles cometam um crime macabro como este e, ainda assim, só depois de passarem quase uma década na prisão. 

Quer dizer, depois do crime hediondo, estes dois criminosos puderam continuar a exercer a advocacia durante sete anos a partir da prisão, com a autorização da Ordem dos Advogados.

Tudo tratado com a máxima  solenidade e legalidade (cf. aqui e aqui), como é próprio de um Estado de Direito, de que a Ordem dos Advogados é um dos garantes principais.

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