Atualmente, o MAGA é o maior movimento populista de sempre e, por ser norte-americano, influencia a política global de forma determinante.
Trata-se de um movimento populista democrático, que chegou ao poder por via de eleições, que respeita a Lei e as instituições.
Na minha opinião, o MAGA não é um movimento de extrema-direita porque participa no jogo democrático e não põe em causa a transição pacífica de poder. Reservo extrema-direita e extrema-esquerda para formações políticas que se alavancam na democracia, mas que a pretendem destruir — comunismos, fascismos e nazismos.
Na Europa, o choque MAGA está demasiado focado no presidente Trump e ignora que ele representa a vontade de 80 milhões de americanos. Americanos que estavam revoltados com as instituições e elites que abriram as fronteiras à imigração ilegal, que atacaram a família, que endividaram o país e que iniciaram guerras intermináveis e sem objectivos claros.
Com Trump ou sem Trump, a influência do bloco de votantes MAGA é uma realidade a que a Europa vai ter de se habituar.
Milhões de europeus também sonham com uma Europa MAGA, mas as elites europeias, através das instituições da UE, têm reprimido esse sonho. Com censura, perseguição de alguns Estados e políticos e até cancelamento de eleições.
Enquanto nos EUA foi possível a ascensão ao poder de um movimento populista, na Europa vai ser difícil impor a vontade popular, escancarando assim as portas a revoluções e violência, que devia de todo ser evitada.
Os líderes europeus estão conscientes do seu fracasso, mas não vão mudar de curso. Pelo contrário, veem agora a oportunidade de perseverar nos erros se rearmarem a Europa e confrontarem a Rússia.
O povo não quer a guerra, quer a paz, mas os líderes não vão escutar porque não são populistas.
(Continua acolá)
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