09 outubro 2022

Um juiz do Supremo (30)

 (Continuação daqui)



30. Todos ficaremos a ganhar


Este ato de posse ocorre com três anos de atraso em relação àquilo que seria normal.

Não vou, naturalmente, referir-me às razões desse atraso.

O que importa enaltecer neste momento é o significado desta cerimónia, o que ela representa para V.ª Ex.ª para o Supremo e para a Justiça.

Estou certo de que este é um momento de enorme alegria e orgulho para o Senhor Conselheiro, seus familiares e amigos.

Chegar ao topo da carreira e ser investido como Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal  é um momento ímpar na vida de um magistrado judicial e merecedor da maior celebração.

É também um momento importante para o Supremo, que vê ingressar nos seus quadros um jurista brilhante.

Fui durante 15 anos desembargador da Relação do Porto e, nos dois últimos, exerci a Presidência dessa nobre instituição.

Pude apreciar, em todo esse tempo, a superior competência de V.ª Exª, o modo como coordenava os trabalhos da secção criminal a que presidia e como estimulava o debate das questões jurídicas mais controversas.

Pude também testemunhar a sua natural simplicidade e a facilidade com que estabeleceu relações de companheirismo e amizade com todos os Colegas da Relação, em particular com os da sua secção.

Ao transportar essas qualidades para o Supremo Tribunal, todos ficaremos a ganhar.

É por isso com grande satisfação que lhe dou as boas-vindas e lhe desejo as maiores felicidades.

Lisboa, 7 de setembro de 2022

Henrique Araújo, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça

Fonte: cf. aqui


(Continua acolá)

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