24 fevereiro 2006

fim-de-festa

A tese de Constança Cunha e Sá de que o problema da oposição e o estado de graça do governo se devem à memória do governo de Santana Lopes não é suficientemente explicativa da situação anímica e larvar em que se encontra a direita indígena. Dizer que Santana marcou para além do seu momento é dar-lhe um protagonismo político que verdadeiramente não teve enquanto governante. O «governo Santana» foi uma espécie de fim-de-festa aziago, quando a malta já está toda com os copos e não sabe bem o que faz. Enfim, a grande barraca, é certo, mas somente uma barracada final.
Explicar as coisas deste modo é, por isso, ver apenas a ponta do iceberg e esquecer o que está de baixo de água. Porque, o que verdadeiramente deixou a direita em estado de choque não foi o «governo Santana» mas aquele que o precedeu. As expectativas criadas pelo fim do guterrismo e o que veio depois. As promessas do «choque fiscal» e o discurso catastrofista com que se justificou o seu engavetamento. Os sacrifícios pedidos e a jactância da Senhora Ministra das Finanças. E, por fim, a despudorada debandada do Primeiro-Ministro rumo a Bruxelas, sem uma explicação proporcional ao que nos prometera, ao que nos exigira e ao estado em que nos deixou.
A direita perdeu a fé com o governo de Durão Barroso. Santana foi somente um fim-de-festa divertido.

5 comentários:

Mais Notas Soltas disse...

A Direita indígena tem as vistas curtas. Julga que Cascais é a capital do País. Quantos militantes ganhou a esquerda com a entrevista do conde da TVI à revista Sábado? Quando a maioria do pessoal arranha que se farta para comer e vestir os filhos, o tipo vem-se gabar de que, na família dele, é o primeiro a trabalhar em sete gerações?

Anónimo disse...

100% de acordo.

A Direita foi gozada e escarnecida por Durão e M Ferreira Leite. O 1º fugiu e a 2ª aumentou-nos os impostos.

Portas e Frasquilho foram coniventes.

Ou Portas nos pede desculpa ou é melhor desaparecer.

António Viriato disse...

A rectificação da responsabilização da catástrofe política pós-guterrista e ante-socrática, com perdão do termo, está certa,não sendo preciso vincular o sentimento na Direita. De resto, o principal partido da coligação era o PSD,que não deve ser catalogado de Direita, apesar de muita gente equivocada que por lá habita e de outra, igualmente equivocada, que lá pontifica.Mas, na verdade, foi com a decepção Barrosista que o descalabro se iniciou. Santana foi já um epifenómeno, uma espécie de «cadáver adiado que queria procriar», parafraseando uma terrível expressão cunhada pelo nosso grande Fernando. Curiosamente, está hoje, o maior responsável deste naufrágio político, à frente dos destinos da União Europeia, a salvo da sua própria derrocada, como um vencedor da lotaria dos euro-milhões, sem nada de relevante ter feito para tão alto prémio arrecadado. Mas, por estas e por outras, é que muitos têm esta sensação de burla democrática em que vivemos.

Anónimo disse...

Paulo Portas foi uma vítima da fuga de Durão e,depois,dos desvarios do seu sucessor!

Anónimo disse...

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