Não pode ser bom um sistema de avaliação onde uma decisão importante na vida de um jovem (se entra ou não em certo curso superior, se entra ou não em certa faculdade) se decide às centésimas.
O cagagésimo de diferença que pode alterar o futuro do jovem, ao contrário de precisão, que é aquilo que o sistema visa aparentar, reflecte exactamente o contrário - aleatoriedade.
A diferença entre 16,37 valores e 16,88 que diferencia dois estudantes no acesso ao ensino superior, não diz que o segundo é melhor que o primeiro. É inconclusiva acerca do ranking entre os dois.
Se um deles entra numa Faculdade ou num Curso que exclui o outro, nada permite concluir que um é melhor que o outro. Permite sim concluir que um teve sorte e o outro teve azar (v.g., este encontrou no caminho professores mais exigentes que o outro).
Em lugar de certeza ou precisão, existe aleatoriedade. Tanto trabalho, tanta canseira, tanta polémica em relação aos exames nacionais para no fim, para um grande número de estudantes, tudo se jogar às sortes.
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