31 maio 2026

O que é que lá estava a fazer um juiz?

 



Vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica apresentam queixa contra psicóloga do Grupo Vita

Fonte: cf. aqui


O juiz Pedro Vaz Patto, juiz-desembargador do Tribunal da Relação do Porto, ele próprio membro do Grupo Vita e que participou em várias das entrevistas em missão off-duty, dá a explicação (ênfases meus): 

"Importa, por um lado, desfazer uma imagem distorcida, ou pelo menos parcial, da forma como decorreram as entrevistas da fase inicial desse processo, destinado ao apuramento da verosimilhança das queixas apresentadas. Os relatos que têm vindo a público são apenas os das (poucas) pessoas que dessas entrevistas guardam impressões negativas. A este respeito, posso apenas partilhar o que testemunhei nas onze entrevistas em que participei: em nenhuma delas presenciei  hostilidade, desrespeito ou falta de empatia para com as vítimas, nem que estas se tenham sentido incomodadas ou revitimizadas". 

(...)

"Muito longe de qualquer forma de interrogatório policial ou judicial (daí que não tivesse qualquer sentido a presença de advogado, como alguém pretendeu), tratou-se de uma conversa que em si mesma fez parte de um processo reparador".

Fonte: cf. aqui


Comentário: Mas se se tratou apenas de meras "entrevistas" ou "conversas", e não de "qualquer forma de interrogatório policial ou judicial" (sic), o que é que lá estava a fazer um juiz?

A resposta, para quem não consiga lá chegar, é a seguinte: estava a intimidar as vítimas.

("Dizes alguma coisa que não deves e mando-te prender", que é um poder que assiste aos juízes mesmo em missões off-duty).


Nota. Em missões off-duty, o juiz Pedro Vaz Patto anda frequentemente envolvido em questões que metem  sexo (cf. aqui: min. 1:27:03)


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