02 janeiro 2026

um bocado tortos

 

Ferido de guerra na Líbia

Fonte: cf. aqui


É a polémica do dia depois da entrevista do Almirante Gouveia e Melo ao SOL (cf. aqui). A fonte de informação do Almirante é um artigo do Público de Janeiro de 2016 (cf. aqui):


"O antigo líder do PSD explicou ao PÚBLICO que o empresário lhe pediu que a Abreu Advogados, de que o social-democrata é consultor, lhe desse uma opinião jurídica acerca do assunto. “Coloquei-o em contacto com uma especialista em direito fiscal. É o meu único contacto com tal caso”, assegura. Nas escutas, o sócio das fraldas descartáveis conta a Marques Mendes que conseguiu convencer a Autoridade Tributária de que a firma Intelligent Life Solutions não teria de pagar o imposto. “Essa coisa do IVA é importante. Porque sem isso o seu negócio ‘tava furado, não é?”, observa o comentador televisivo. “Morto. Morto. Morto”, repete o outro (...)

"Resolvida a questão do IVA, subsiste, porém, um problema: tirar os líbios do cenário de guerra, o que não parecia ser fácil, porque o aeroporto de Tripoli tinha fechado. Marques Mendes e Jaime Gomes não resistem a fazer umas piadas sobre a situação dos doentes. “Quantos mais feridos houver, mais oportunidades existem. Não quero que ninguém morra, mas quero que a minha vida corra”, diz o empresário. “Só convém que não morram”, anui Marques Mendes, acrescentando: “Se os gajos ficarem assim um bocado tortos, isso até dá jeito”.


Comentário: Um bocado tortos são os negócios a que as sociedades de advogados se dedicam, ao abrigo do estatuto privilegiado e sigiloso da Ordem dos Advogados, e que não têm nada a ver com a advocacia.

 (Segundo algumas estimativas, o preço do mercado por cada paciente líbio tratado em Portugal era de 50 mil euros. Era um negócio só para ricos. Sabe-se lá quantos foram tratados abusivamente no SNS. Compreende-se agora por que é que tantos sociais-democratas são acérrimos defensores do SNS)

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