21 outubro 2017

a ordem natural

O Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, colocou esta semana no seu facebook o seguinte texto:

"Para que nos serve o Estado?

Como nos podemos defender, quando o Estado, que tem o monopólio da força, nos falha?

Como entender as prioridades de um País cuja administração cresce sucessivamente, carregando o seu peso num retalho cada vez mais pequeno? Quando a governação depende dessa administração que deveria comandar? Quando se inverteu a ordem natural da hierarquia democrática?

Como avaliar as prioridades nacionais? Como se pode falar sempre e obsessivamente de direitos adquiridos quando não se defendem os direitos primários e inatos?

Como tolerar tudo isto? Como acreditar no futuro? Como esquecer o que se viu? E o que, a propósito, se ouviu e não ouviu?

Sim, as palavras do Presidente transmitem-nos muita e muita caridade. Teria tocado o coração de todos, e não apenas  de todos aqueles que estão feridos, despojados, órfãos, atónitos, tristes, zangados, se não se desse o caso de os outros, muitos e muitos outros, não estarem interessados em mudar nada, nada, nada.

Está em causa a coesão de Portugal. Porque já não há um Estado uno. Há um Estado exíguo, entrincheirado. Há um pseudo-Estado, sem soberania, sem territorialidade.

Para que nos serve esta impostura, quando a Nação se sente abandonada?

São estes os factos. Levará tempo, é uma característica nossa, mas é inevitável que estes factos se transformem em argumentos."

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