05 agosto 2017

o livro

-Na vida eterna... trinta anos é um instante...

e isso eu podia compreender: trinta a dividir por infinito é praticamente zero.

-Por isso, ela não vai esperar nada... tu chegas num instante...

E assim, também num instante, a angústia da espera começou a desaparecer.

Era sempre assim, quase se tornou um hábito. Para cada questão, havia uma resposta, era só procurá-la. Mas não apenas isso.  Era sempre uma resposta simples, certeira, coerente com o resto da história, e uma resposta tranquilizadora.

Existia verdade e bem em cada resposta que eu encontrava ali. E foi isso que me levou a perguntar:

-Será que a Verdade e o Bem andam sempre juntos?

A resposta também lá estava e era interpretada pelo protagonista principal:

-Sim.

É um livro acerca da história da humanidade, contada não por um observador exterior e distante, mas por um homem que a vive por dentro há mais de dois mil anos, e lhe conhece todos os recantos, segredos e mistérios.

O autor assume personalidades diferentes - duzentas e sessenta e seis até hoje -, que se vão sucedendo umas às outras numa perfeita linha de continuidade, mas o espírito é sempre o mesmo - o espírito da verdade e do bem,  e o espírito de transmissão, o que quer dizer tradição.

Não existe mal que possa acontecer a um homem, ou a toda a humanidade, que não esteja lá considerado, porque já foi observado e testemunhado directamente pelo autor.

Para cada mal existe sempre uma resposta, e uma resposta que é dupla - uma resposta geral que vale para toda a humanidade e uma resposta particular adaptada às circunstâncias de cada homem. E a resposta é sempre verdadeira e é sempre boa, porque acalma, tranquiliza, faz compreender, satisfaz e conforta.

É o livro da tradição da verdade e do bem. É o livro de Deus escrito por um homem que é, ao mesmo tempo, ele próprio Deus.

1 comentário:

Rui Santos Tereso disse...

Catecismo da Igreja Católica