13 janeiro 2017

nunca teve

Os impostos entravam facilmente nos cofres do Estado, a conta do Tesouro apresentava constantemente saldos elevados e nunca tive no governo dificuldades financeiras (...)
As despesas ordinárias ficavam sempre muito abaixo das receitas ordinárias para que o saldo pudesse servir de cobertura às despesas extraordinárias (...)

(Marcello Caetano, ibid., pp. 96-97)


30 comentários:

Ricciardi disse...

Mesmo quando o esforço da guerra colonial representava 40% da despesa do estado o homem lá arranjava uma forma de sacar massa à populaça para cumprir os grandes desígnios da nação.
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Como não se podia remover quem se sustentava no poder militar, a opção natural do povo era por-se a andar. Milhões de emigrantes em fuga do país por uma vida melhor.
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Como se sustentaria um país onde o próprio povo quer sair? A salto ou não.
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Não se sustentaria. Valeu-nos o repatriamento dos 700 mil retornados para equilibrar a coisa. Menos mal.
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Rb

Anónimo disse...

Ricciardi, sustenta-se muito melhor um pais quando o povo sai. O povo provoca muita despesa, é uma maçada. Gasta muita água, muita luz, muita despesa médica, estradas, etc., parecem crianças sempre a pedir brinquedos. O Senhor Doutor Salazar e o senhor Professor Marcello Caetano, Deus os tenha, eram uns génios das finanças. O professor Arroja, também.

Anónimo disse...

Era um paraíso. Saudades desses tempos em que Portugal recebia milhões de alemães, franceses, suíços e americanos que procuravam uma vida melhor em Portugal.

Anónimo disse...

Os estrangeiros vinham pelo sol. Deus abençoou este povo com muito sol. O povo é que é ingrato.

Anónimo disse...

Vão ver qual era a taxa de crescimento da economia portuguesa no início da década 70 do século passado. A informação é pública.
Apesar do esforço de guerra.
Nunca mais tivemos nada parecido. Então depois de entrarmos na União Europeia ... é a tragédia que conhecemos.
Claro que não estou a defender o Estado Novo. Era o que faltava.
Mas não podemos cuspir no nosso passado.

Anónimo disse...

Fique descansado, que já estou farto de ver as estatísticas do crescimento do pib em Portugal no inicio da década de 70. Angola, Congo, Etiópia e outros paises africanos atingiram já neste milénio, ou atingem agora, níveis de crescimento do pib que nem a Alemanha alguma vez atingiu. É esse o seu critério de desenvolvimento e civilização?

Jorge Gaspar disse...

De 1959 a 1974 (15 anos) o pib per capita Português triplicou.
De 1974 a 2017 (43 anos) o pib per capita Português nem sequer duplicou

Se o pib per capita Português tivesse crescido a uma taxa 50% inferior á média de 59 - 74 teríamos um nível de vida superior ao nivel de vida dos Americanos, Alemães, Canadianos, Filandeses, Franceses ou Holandeses.
Se tivessesmos o mesmo crescimento durante os últimos 43 anos que tivémos entre 59-74 seríamos de longe o país mas rico do mundo (per capita)

O mais provável, sem 25 de abril , era estarmos hoje entre os 5 países mais ricos do mundo (per capita) com um nível de vida próximo do Luxemburguês.

Escolhemos o rumo do socialismo e o resto é o que os nossos olhos vêem, um país sem futuro, um presente cada vez mais miserável, uma geração cujos sonhos passam pela emigração, uma geração escravizada, sem qualquer alento. Um estado sempre á espera da próxima bancarrota e sempre á procura da próxima esmola. Famílias completamente divididas seja porque os filhos estão longe, ou porque os pais estão a acumular divórcios e casamentos. Um país completamente endividado tanto a nível colectivo como a nivel individual. Basicamente, um sucesso


Anónimo disse...

Deixo-lhe o mesmo comentário que fiz anteriormente e faço-lhe a mesma pergunta. Concretizo que, por exemplo, a Libia teve um crescimento de 121,9 em 2012. É só ir ver a lista e ver os paises que mais crescimento do PIB têm tido. Acho que ainda não entenderam que crescimento do PIB não é sinónimo de desenvolvimento e civilização. O Marcelo Caetano também dizia que dentro de poucos anos poderiamos ter sido uma Suiça. Ora, a Suiça nunca atingiu as taxas de crescimento do pib de Portugal nessa época e muito menos atingiu a taxa de crescimento do PIB de Angola, mais recentemente.

Anónimo disse...

Então pró caso, estamos mais ou menos civilizados?

Anónimo disse...

Se estamos mais civilizados agora? Em minha opinião, e tendo eu idade suficiente para o saber, sim, incomparavelmente. Eu venho de uma aldeia em que se tinha de andar a pé mais de dez quilómetros para se ir ao médico. A minha mãe fez esse percurso comigo ao colo, no inverno. Dois pequenos primos meus morreram à nascença, porque não se conhecia por lá essas coisas de cuidados pré-natais e materno infantis e nascia-se em casa, com a assistência de uma curiosa da terra.
Quer mais? Se quiser, estamos aqui o resto da tarde para eu lhe contar histórias desse género e como eramos um pais civilizado, inveja da Europa, como se sabe. Mas, independentemente da sua opinião sobre isso, o que eu estava a dizer é que isso nada tem a ver com a taxa de crescimento do PIB. Angola, como lhe disse, com uma população miserável, em que apenas uma percentagem da população tem água potável e decentes tratamentos médicos, com crianças a morrerem de doenças já erradicadas há muito noutros paises (como acontecia cá, aliás), tem um crescimento do Pib que faz inveja à própria Alemanha. Se o argumento a favor do regime do Salazar e Caetano é esse, é mesmo muito fraquinho.

lusitânea disse...

Afinal os retornados e sem bens como convinha vieram salvar a nação.E deram-se tão bem que agora todo o zé povinho quer um judeu a aconselhar/governar e então todos os pretos e asiáticos sejam ou não brâmanes são uma imensa riqueza.Com o zé povinho a lutar por ter um como capataz e entregar a outro a filhinha para participar na raça mista em construção...

Ricciardi disse...

Vieram salvar. Trouxeram alma a um país que a tinha perdido. Alma e vontade de vencer.
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O crescimento português no estado novo é apenas ligeiramente acima da média europeia. Se não estou em erro, por memória, a diferença no crescimento entre Portugal e a média europeia era de 0,5%.
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E depois é como diz o anónimo. Se o PIB não se traduzir em bem estar e desenvolvimento não vale nada. Quando isso acontece, aliás, é sinal de terceiro mundismo.
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Na verdade também tenho idade suficiente para me lembrar que todas as semanas se juntavam dezenas de pessoas à porta da minha casa a pedir cabazes de comida. Recordo também o desespero de muitas mães a ver se a minha podia empregar as filhas delas, algumas com 11 anos. Era um favor que se fazia a quem desesperava, albergar as filhas. As mães pediam pelas alminhas. Os filhos iam para o estrangeiro.
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Rb

marina disse...

claro que sim , Jorge , e seria um crescimento sem recurso a agiotas , tudo pago na hora com dinheiro poupado. mas as "criancinhas" portuguesas não conseguiram resistir ao aqui e agora , tadinhas das pobre de espírito ,e acabámos em muito maus lençóis. como disse o defunto : isto está ( muitooo) pior que no tempo de Salazar :)

Anónimo disse...

"Acho que ainda não entenderam que crescimento do PIB não é sinónimo de desenvolvimento e civilização."

Creio que todos nós sabemos disso.
Se um país tem extracção de petróleo é fácil o seu PIB ter crescimento elevado. Se a riqueza que daí advier não for distribuída mais ou menos por todos esse país pode ter muita população em situação de miséria, ainda que uma minoria seja cada vez mais rica. Há vários exemplos bem conhecidos. Não era o caso de Portugal na década 70 do século passado, ainda que fossemos um país atrasado no contexto europeu. Apesar de tudo havia alguma harmonia e distribuição no desenvolvimento de que o PIB era reflexo.
Hoje o que temos? Um salário mínimo mais composto com a recente modificação? Claro que sim (Vamos é ver se o aumento não é comido pela inflação?. E olhem que o salário médio está a descer e está mais próximo do salário mínimo do que já esteve. E isto é péssimo.

Anónimo disse...

Taxas de crescimento do PIB:
Fonte: Banco Mundial

Anos EU Portugal
1970 5,6 12,6
1971 3,6 6,6
1972 4,7 8,0
1973 6,1 11,2
1974 2,2 1,1


Ricciardi disse...

Taxa crescimento PIB

1951-60

Portugal +4,3%
Grécia + 6,2%
Espanha + 4,1%
França + 4,8%
Itália + 5,8%

1961-73

Portugal + 6,9%
Grécia + 7,4%
Espanha + 6,9%
França + 5,6%
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Fonte : OCDE
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Rb

Anónimo disse...

Acho que já todos percebemos, e o Ricciardi também já o acentuou, que o crescimento do pib pouco significa para o bem estar de um povo. O colega comentador das 9:38 mudou de agulha para a distribuição do rendimento e desenvolvimento, que seria melhor no tempo de Salazar/Caetano. Ora, isso só pode dever-se a desconhecimento total, devido talvez à idade. Não faz ideia nenhuma do que era o pais rural ou de como era também a degradação total de muitos bairros das grandes cidades, seja na miséria familiar, seja nas infraestruturas, com consequências sérias inclusive na saúde. Esperava que tivesse pelo menos aprendido alguma coisa com o relato acima da minha experiência familiar.

Anónimo disse...

O colega das 9:38 está longe de pensar que era melhor o tempo de Salazar/Caetano. É evidente que Portugal era um país bem mais pobre no tempo do Estado Novo do que é hoje. Mas também o resto do Mundo era mais pobre nesse tempo do que é hoje. A III República trouxe imensos benefícios, mas economicamente tem sido um fracasso, pelo menos até hoje. E não podemos esquecer que uma percentagem do nosso bem estar actual tem sido pago pelo exterior através de dívida crescente que temos assumido, quer dívida pública, quer dívida privada, uma vez que o nosso PIB é insuficiente para o nosso consumo. A dívida externa acumulada (pública + privada) é imensa, como todos sabemos.
O que ele (o colega)fez foi apontar o crescimento existente no início da década 70 do século passado. E considera que o período 1961-1973 é demasiado longo, exigindo uma análise mais fina. Por isso apontou os anos 1970 a 1974 para destacar e comparar com os países que hoje compõem a UE, sendo evidente a recuperação favorável a Portugal.
Nos últimos anos temos tido retrocesso na comparação.
O colega das 9:38 sabe bem o que era o país rural antigo, pois tem idade para isso. Nunca foi nenhum privilegiado. Nem nesse tempo, nem agora.


Ricciardi disse...

http://www.visualcapitalist.com/by-this-measure-the-u-s-has-the-2nd-highest-national-debt/
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Se quiserem ter a maçada de ler o link acima também se pode concluir que o peso da dívida do estado se for comparada com as receitas do estado a coisa muda de figura.
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Se se tiver em conta as receitas do estado e não o PIB, a dívida pública portuguesa fica abaixo de países como EUA, Espanha, França, Alemanha.
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Quer dizer, o esforço para pagar a dívida é menor em Portugal do que naqueles países.
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Isto significa uma coisa muito importante. O PIB naqueles países não produz tantas receitas do que o caso português.
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Têm um PIB elevado mas tal não produz receitas, chegando então ao ponto de países como a Alemanha que tem uma dívida na ordem dos 80% do PIB ter mais dificuldade em paga-la do que Portugal.

Espanha curiosamente fica na terceira posição. O esforço do estado para pagar a dívida espanhola é quase o dobro da portuguesa.
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Assim, Portugal demoraria 5 anos a pagar a dívida se alocasse todas as receitas anuais do estado para isso. A Alemanha demoraria quase 7 anos. A Espanha e os EUA quase 10 anos.
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Rb

Anónimo disse...

Interessante esse artigo apontado por Ricciardi.

A nossa safa é que o BCE lá vai comprando a nossa dívida. Mesmo assim, o certo é que a taxa de juro da dívida de Portugal é bem superior à taxa de juro da Alemanha, de Espanha e dos EUA. Os credores lá sabem.

Jorge Gaspar disse...

"Taxa crescimento PIB

1951-60

Portugal +4,3%
Grécia + 6,2%
Espanha + 4,1%
França + 4,8%
Itália + 5,8%

1961-73

Portugal + 6,9%
Grécia + 7,4%
Espanha + 6,9%
França + 5,6%"

Rb, o que é que esses países têm em comum desde os anos 70? O crescimento enorme do peso do estado nas suas economias. A Espanha seguiu um caminho um pouco diferente (menos socialista) e por isso mesmo distanciou-se de Portugal e da Grécia sendo hoje um país bastante mais rico. A França era um país muito rico nessa altura, estando hoje numa fase decadente.
Esses dados corroboram a ideia que tenho sobre socialismo, obrigado por os teres trazido.

Em relação á dívida, vamos supor que um estado cobra 1% de toda a riqueza produzida num dado ano e que tem uma dívida que corresponde a 10% do pib. Pela tua lógica, esse estado está numa situação muito pior que a Portuguesa. Boa lógica, excelente lógica.

Ricciardi disse...

Gaspar, o PIB é um termo de comparação de dívida pública pouco relevante, como se vê no link acima. É, no entanto, relevante para a dívida privada.
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É claro que há outros termos importantes. O custo dessa dívida por exemplo.
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Rb

Ricciardi disse...

Não vejo que Espanha tenha sido diferente de Portugal desde 1970. O peso do psoe na acção governativa deve ser muito semelhante ao peso do PS português.
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E depois, bem, e depois não existe propriamente socialismo em Portugal excepto no nome do partido. Se o PS tivesse outro nome é as mesmas práticas já ninguém falaria em socialismo.
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Rb

Anónimo disse...

Colega das 9:38, comecámos pela mostra de quadros em bruto de crescimento do PIB, o que não faz nenhum sentido para prova do desenvolvimento de um povo. Como não servia, passámos então para uma análise do desiquilbrio das igualdades, pretensamente favorável ao período Salazar/Caetano, coisa extraordinária. Como isso não tem nenhuma sustentação na experiência, passa-se então para a necessidade de uma “análise mais fina do período 1961-1973”, chutando-se para canto. Mas também tem resposta, essa da análise mais fina. Este país, nessa década, manteve-se praticamente igual. Falo do país real, não de quadros estatísticos. Muito do país rural, e não só, manteve-se inalterado, e assim se passou também com muito do país não rural.
Já agora, em reposta ao Jorge Gaspar, a Espanha sempre foi um país mais estatista do que Portugal. Ou seja, o peso do Estado sempre foi maior em Espanha, desde logo pelo proteccionismo estatal às suas empresas. Quem já teve oportunidade de fazer, ou tentar, negócios com Espanha, sabe-o bem

Pedro Sá disse...

Quanto mais sei das palavras de Marcello Caetano sobre o seu governo mais convencido fico de que não tinha noção nenhuma da realidade e vivia como que numa torre de marfim.

Anónimo disse...

Não conhecia o país nem o mundo e não percebia a sua evolução. Achava que podia continuar a tratar os portugueses como crianças numa sala de aula e tinha até pretensões de dar lições ao estrangeiro. Lendo as suas memórias e as entrevistas do final da vida, nota-se um enorme ressabiamento. Não percebeu nada do que ai vinha e isso revela também uma enorme ignorância politica. Chega a ser tocante.
Consta que era um bom professor e autor de manuais de direito. Ele e o Salazar eram sobretudo professores universitários, Senhores Professores Doutores, essa classe tão incensada pelas nossas auto-nomeadas elites tradicionais, como o Pedro Arroja.

Anónimo disse...

E hoje não somos governados senão por professores doutores, advogados e políticos que que não saem dos seus círculos restritos e pouco sabem do país? Recompensar-se uns aos outros. Praticam a ética republicana: para nós tudo, para os inimigos nada, aos outros aplique-se a lei. Nas campanhas eleitorais e com os beijinhos não aprendem nada do país real. Nem vale a pena fulanizar, eles andam por ai. Na comunicação social controlam o tipo de discurso possível.

Anónimo disse...

Pois claro, tudo o que quiser. Aliás, e democracia foi feita para você "bater" nos políticos, chamar-lhes o que quiser. É a diferença entre ditadura e democracia. Eu prefiro a democracia e, no que depender de mim, você nunca terá o regime que quer.
Só mais uma coisa: antes do 25.A, não tinha água canalizada e esgotos na maior parte do meu concelho. Bebiamos água do poço e a m. ia para as fossas. E caminhos praticamente de cabras, que para quem é, bacalhau basta, e centros de saúde era uma miragem. O povo ia ao endireita e lá se dizia que a pobreza enrijece. Os senhores doutores da terra iam à capital, onde tinham casa, ou até ao estrangeiro, quando tinham alguma maleita mais grave. Ora, bastou começarem as eleições, para começarmos a exigir isso a que tínhamos direito, para as nossas crianças não apanhassem cólera e desinterias e foi feito, porque o autarca queria ser eleito e depois queria ser reeleito. Passou a ter de prestar contas do bem que fazia à comunidade. Percebe a vantagem da democracia, com todos os seus defeitos? Se não percebe, procure alguém que lhe explique melhor.

Anónimo disse...

Não me parece que a China seja uma democracia.
Se formos comparar o nível de vida que a população da China tinha em 1974 com o que tem agora verificamos que a diferença é brutal.
Aliás, generalizando, o mundo actual proporciona à população mundial, apesar da pobreza e misérias existentes, um nível de vida muito superior ao que existia há 43 anos. Muita coisa mudou neste intervalo, a produção material e cultural(que proporciona bem estar) cresceu imenso, as liberdades individuais afirmaram-se, as deslocações estão acessíveis a muitas pessoas, as comunicações aproximaram os povos, a medicina desenvolveu-se tremendamente, etc.
Tudo independentemente dos regimes políticos. Parece que alguns pensam que se não tivesse havido o 25/IV não teríamos evoluído. Se não fosse aquele acontecimento seria outro qualquer, numa qualquer outra data. Os velhos morrem, os novos já com mentalidade diferente ocupam os seus lugares e o mundo vai-se modificando. Cada geração tem uma mentalidade diferente da que a antecedeu. O devir histórico impõe-se. É o que é, não é possível parar esse movimento.
Nos meus textos nunca desconsiderei a democracia. O certo é que nem antes nem agora beneficiei particularmente dos regimes em vigor. Mas perturba-me constatar que a actual dívida financeira média (publica e privada)por cidadão é tremenda. A minha dívida pessoal é zero. E sim, pago impostos directos e indirectos. Todo o meu ganho e despesas são tributados. E vejo muito escândalo (e nem só financeiro) envolvendo figurões do regime. A distribuição da riqueza está péssima. A poupança nas famílias é mínima. As depressões nas pessoas acentuam-se, o consumo de ansiolíticos e anti depressivos generalizou-se. Neste ponto estamos à frente na Europa.
Etc. Etc.

Anónimo disse...

Como é que consegue dizer que as liberdades aumentaram, as deslocações estão acessiveis a mais pessoas e as comunicações aproximaram as pessoas, independentemente dos regimes? Como "independentemente dos regimes" se as ditaduras, por natureza, não permitem a liberdade, condicionam as deslocações e impedem a comunicação livre? Está confuso. Isso é permitido pela democracia, não pelas ditaduras.
Quanto às evoluções materiais, depende. Numa ditadura, está totalmente dependente dos humores do ditador. Numa democracia, pode exigi-los. Portugal, como lhe disse, esteve parado no tempo; não só não havia liberdade de expressão, como grande parte da sua população não tinha acesso a melhorias materiais básicas que já existiam,por exemplo, ali ao lado, na Espanha, que, apesar de ter partido de um ponto comum, conseguiu, mesmo em ditadura, melhoramentos assinaláveis no bem estar material do seu povo. E ainda assim, note bem, os espanhóis quiseram muito mais, quiseram a liberdade. E não vacilam na sua escolha, apesar de todos os escândalos da democracia e dos seus "figurões" que também os têm.
Parece-me que é relativista; isto é, não tem quaisquer valores formados sobre qual o melhor sistema politico. Não conhece sequer a diferença entre uns e outros, pelo que diz. Acredito que apenas a sua tenra idade lhe permite, por exemplo, comparar a actual distribuição de rendimentos com a antiga, ou os niveis de poupança num e noutro caso. Quer que o elucide sobre isso?
Numa coisa, dou razão a muitos criticos dos tempos actuais: a deficiente educação, que não permite a crianças e jovens educação cívica suficiente para saberem destrinçar entre ditadura e democracia e para saberem a sua História. Qualquer criança americana, por exemplo, desde tenra idade começa a ter noções da sua Constituição e do que significa liberdade e democracia.
O caso da China é muito particular, e não serve de exemplo para Portugal. Na China, a sua população tem agora mais bens materiais, não só porque é benéfico para a sua produção interna, como serve de estratégia do próprio Partido Comunista Chinês para apaziguar uma população imensa, potencialmente explosiva. Por isso, permite não só algum conforto material, como alguma, muito limitada, liberdade de expressão, como forma de escape.