24 outubro 2016

A trapalhona

Recebi manifestações de solidariedade até do estrangeiro.  A que mais me tocou foi, evidentemente, a da minha filha mais nova que vive em Glasgow e que, ao contrário do pai, sofre muito com aquilo que dizem dele. Ao longo do último ano travou batalhas intensas nas redes sociais em defesa do pai, ao ponto de perder amigos.

Desta vez, a voz era quase de comando:

-Tens de acabar com isso... (a minha exposição à comunicação social)...só dizem mal de ti...

-E tu acreditas?

-Não... mas só te fazem parecer mal...

Depois de uma longa conversa, eu despedi-me, tranquilizando-a:

-Deixa lá...não ligues...aquela jornalista é uma maluca...

Mais ainda do que pela minha filha, fiquei tocado pelo primeiro telefonema que recebi, logo no Sábado de manhã. Era de uma colaboradora minha na direcção da Associação Joãozinho que estava profundamente indignada com o que acabara de ler:

-Sinto-me ofendida...,

foram as palavras que retive dela e que nunca lhe tinha ouvido, apesar de a conhecer e trabalhar com ela há mais de vinte anos. Tem trabalhado intensamente no Projecto Joãozinho sem nada receber e as responsabilidades dela são enormes - é a Tesoureira da Associação.

Foi por ela que decidi escrever este post e os que se seguem.

Essencialmente, para responder à questão:

O que é que a trapalhona da Margarida Gomes andou para aqui a escrever e que não tem relação com a realidade?

6 comentários:

Unknown disse...

A amanuense não se terá limitado a "aviar uma encomenda"?
A prostituição assume várias formas - basta olhar para os escribas prostituídos que incensavam o bicharel em certos "blogs"...

Vivendi disse...

Extraordinária a capacidade mental das pobres gentes deste país. Tanto bruá que se faz conjuntamente com ataques ad hominem e isto já transformou-se em mais uma novela de 5ª categoria cheia de escárnio e maldizer.

Falta a esta gentalha visão para conseguir olhar mais longe e enxergar o capitulo final da novela com um final feliz, que seria a existência de um HOSPITAL PARA CRIANÇAS COM CANCRO.

Como foi possível este país chegar aonde chegou?

Dívida pública aumenta para 131,4% do PIB

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/financas-publicas/detalhe/divida-publica-aumenta-para-1314-do-pib

Temos 40% do Hospital de S. João a necessitar de obras urgentes

https://www.pressreader.com/portugal/jornal-de-not%C3%ADcias/20161024/281509340724238



Euro2cent disse...

> trapalhona

Pimba, mais um que vai dentro por injúrias, ou "hate-speech", ou não aceitar brioches da venerável matrona Sra. Ciccone.

Guarda!

zazie disse...

E "maluca".

BigSister is watching you

Luis Teixeira disse...

Todo este processo é um belo exemplo do que é o nosso Portugal. Sou paciente deste hospital há mais de 30 anos, fiz uma operação ali ainda em criança, e já aí se falava na construção da ala pediátrica. Assisti às guerras com as ARS do Norte e com o Hospital de Santo António e às polémicas com o Campus S. João. Quando vi a constituição desta associação, o empenho de muita gente ilustre e desconhecia, e depois vejo todo este processo grotesco, só dá raiva. Quase 40 anos para resolver isto, pensei que já tinha visto tudo neste país, mas enganei-me.
Força Pedro Arroja e a todos que lutam porque este sonho se torne possível, que as crianças e os adolescentes tenham o seu próprio espaço.

zazie disse...

Foram construídas muitas alas e o Hospital de S. João só não constuiu a pediátrica porque quer deixar uma pirâmide para a posteridade