25 abril 2016

"A intimidação resultou"

Uma das grandes vantagens do regime político cuja inauguração hoje se comemora foi o facto de deixar de haver censura.

61 comentários:

Sr. Hamsun disse...

Não há, não. Nem nunca mais houve livros apreendidos nem nada disso. Abril foi o melhor que podia ter acontecido. Saudemos todos a gaivota que voava, voava!

Anónimo disse...

Os inquisidores modernos sempre de tocha na mão são o maior perigo para a democracia ocidental. Ao menos no tempo da inquisição havia um julgamento. Agora basta um acender a tocha que logo milhares lhes seguem os passos para a condenação imediata e universal. Os maluquinhos das causas fracturantes e das políticas progressistas são do mais intolerante e anti-democratico que esta sociedade produziu. Julgam-se donos da verdade e da democracia. A intolerância, a ameaça e a censura são as suas armas.

Anónimo disse...

"...uma gaivota voava, voava. Puta que pariu, nunca mais se cançava...!"

nicles

zazie disse...

Prá frente ó pessoal das barracas.

É isto que a escardalhada é.

zazie disse...

E sim, como disse o Anónimo- são os grandes inquisidores dos nossos tempos. Passam a vida a vomitar a treta das "trevas medievais" e da "ICAR da Inquisição" mas os únicos que fazem processos de intenção e perseguem as pessoas por qualquer treta íntima que possam pensar e que as palavras denunciam. são estes gigantescos fascistas.

zazie disse...

Cada vez mais a escardalhada me provoca náusea.

Anónimo disse...

PIB PORTUGAL vs PIB ESPANHA
- em 1970 : 46%
- em 2016 : 17%

25 de abril : a dívida, sempre!

j.


PS : força Prof.

Euro2cent disse...

> Cada vez mais a escardalhada me provoca náusea.

"You're doing it wrong", como dizem nas internetes.

Tem de ser a camarada a dar-lhes vómitos, tonturas e vontade de se suicidarem ;-)

No caso deles não é muito difícil, se lhes abrir buracos na fézada no salvífico progresso e na santa liberdade, ficam reduzidos a dar de mamar a cães e gatos. Com a toxoplasmose, vão de vela num forfo.

zazie disse...

":O)

Não é assim tão fácil.

Dê-me uma receita para deitar abaixo a agenda global fracturante do mundo-às-avessas, que eu agradeço.

Quais são os ingredientes de que se alimenta?

Eu vejo:
1- Pancada da Igualdade
2- velho lema marxista- destruir toda a ordem (tudo o que é sólido desfaz-se no ar"
3- Isto tudo, sempre em nome do progressismo.

Portanto- liberdade, o tanas. Nem sequer eles apregoam isso. Progresso obrigatório por lei do Estado. Quem não quiser corre risco de prisão.

zazie disse...

Esta treta resume-se a "mudar mentalidades".

Só que eles são apressados. Não confiam na pedagogia. Mudam tomando o poder e tornando obrigatório por lei.

Não há uma única merda que a puta da escardalhada não consiga transformar em Lei obrigatória.

Já não precisam de revolução para nada e nem têm carne para canhão fora do sofá. Tomam a coisa por dentro do sistema- por voto.

marina disse...

não te esqueças da visão do trabalho como castigo : a esquerdalha entende o trabalho como castigo . acha que tem direito a maná do céu. são muito bíblicos :)

zazie disse...

Não. Sem transformarem toda a gente em força de trabalho não tinham greves nem toupeiras para rebentarem o sistema.

A escardalhada detesta é zés cariocas e vagabundos. Esses é que lhes estragam tudo porque não são domesticáveis nem se vendem a utopias- já lá estão

":OP

zazie disse...

A escardalhada tem sempre a mão-de-obra e a cagotaria para vender a utopia.
Depois existem os chefes- os que controlam e que nascem para líderes e aos quais a riqueza roubada a quem produz não faz mal nenhum e ainda serve de projecção para os invejosos à boleia.

zazie disse...

Essa maioria que vai atrás dos líderes é bem-comportadinha. Não arrisca perder emprego. Faz greve e sorna dentro da lei e só quando o sindicato manda.

zazie disse...

Todo o pascácio de esquerda é muito bem-comportadinho. Não arrisca nada, nem larga nada. Vai em manada ou morde em matilha.

zazie disse...

Por isso é que o Euro2Cent está enganado com aquela do dogma da Liberdade ser o grande dogma da Esquerda.

Treta. O que eles querem é segurança. Liberdade só se for para tornarem obrigatório as tretas da agenda do mundo-às-avessas.
A Liberdade para eles é sempre o direito de proibirem a toda a gente o que acham que tem de ser proibido.

São os grandes censores totalitários por isso mesmo. Só se lembram dos euzinhos e do egoísmo individual se a coisa puder ser integrada num projecto de instrumentalização geral.

Não deixam nada fora do controle. Nem admitem excepções ou coisas à margem. A escardalhada transforma o marginal em mainstream. Tudo redondinho e para bater palmas.

Vivendi disse...

A veneração ao 25 de Abril

O 25 de Abril foi transformado numa espécie de Deus para ser venerado apesar de milhões de pessoas terem sido prejudicadas gravemente.

Dividiram a História de Portugal em dois períodos . O antes e o após do 25 de Abril. O 25 de Abril é uma espécie de Cristo. AC e DC. A25 Abril e D25 Abril.

Com o 25 de Abril veio uma coisa boa: uma evolução positiva do Direito. Mas o resto foi um desastre. Milhões de mortos, feridos, estropiados, órfãos, viúvas espalhados pelos cinco continentes.

O 25 de Abril recebeu uma economia a crescer 8%, uma divida mínima e basicamente nacional , quase mil toneladas de ouro nos cofres , uma frota de marinha mercante e de pesca, empresas industrias e comerciais de capital nacional ( a quadragésima maior empresa do mundo era portuguesa) e hoje 25 de Abril de 2016 temos uma economia quase em colapso, uma divida que em notas de 500 euros umas em cima das outras tem 12 000 km ( vai daqui à China ) e 300 toneladas de ouro que ninguém sabe onde está ( já ouvi dizer que está em Frankfurt) as maiores empresas todas de capitais estrangeiros,o centro de Lisboa propriedade de fundos imobiliários estrangeiros e até o Banco de Portugal pertence ao BCE.

Mesmo em termos de liberdade se a liberdade se medir pelo número de pessoas presas hoje temos 14000 presos, dos quais 2300 nem sequer foram julgados quando em 1972 tínhamos 3405 dos quais 509 preventivamente.

Ao progresso que houve D25A obviamente que se mantivéssemos o crescimentos que tínhamos tido nos 14 anos anteriores ao 25/4 o nosso PIB per capita hoje estaria à frente de Singapura, um país pequeno, sem recursos, estrategicamente bem colocado e com um regime muito parecido com o regime A25A.

Reparem nestes números da Pordata Portugal entre 1960 e 1974 passou de 3400 euros per capita para 8100 e de 1974 ate hoje passou de 8100 para 16 200 . O crescimento nesses 14 anos acumulado foi de 130% e nos últimos 42 anos foi 100%.

Crescemos percentualmente mais em 14 anos do que em 42.

FM

Ricciardi disse...

Não tem a ver com censura. Tem a ver com educação. Ou falta dela.

A coberto do anonimato da internet deitam cá para fora o que lhes vai dentro. Ódio, inveja, fracasso, frustração etc.
.
Usam o insulto para chamar a atenção. São importantes na internet os insultuosos.
.
Os extremistas, de direita e de esquerda, nao se contêm na internet.
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Rb

Harry Lime disse...

Pois, parece-me evicente que o PA corre o risco de perda de emprego, prisão e exilio por causa daquilo que disse acerca do Joãozinho e das esganiçadas...

Rui Silva

Harry Lime disse...

Mesmo em termos de liberdade se a liberdade se medir pelo número de pessoas presas hoje temos 14000 presos, dos quais 2300 nem sequer foram julgados quando em 1972 tínhamos 3405 dos quais 509 preventivamente.

Vivendi,

Vamos la ver se deixamos de ser parvinhos.

O problema não é haver mais presos ou menos presos. o problema é que hoje em dia ninguém corre o risco de ser preso por dizer o que quer que seja ou pensar o que quer que seja. Nem sequer o PA.

Nem sequer os skins do PNR são presos por crimes de opinião. São presos quando cometem crimes (agredir ou matar outras pessoas).


Que me digam que os politicos da democracia são corruptos, concordo. Que me digam que muitas das "promessas de Abril" não se cumpriram também concordo.

Mas agora, achar que a "perseguição" ao PA é comparavel à perseguição que existia antes do 25/4 aos opositores ao regime é frencamente idiota.

Pá, deixem de ser estupidos!

Rui Silva


PS. E sim, concordo que os muitos dos opositores ao salazarismo não eram santos. Mas o PA também não é nenhum santo.

Harry Lime disse...

E de que intimidação é que estamosa falar?

Alguém acha que a Cheka Blokista tem um ficheiro sobre o PA? O PA tem medo que lhe batam à porta a meio da noite para o levarem para o Gulag (um momento em que, segundo Arthur Koestler, um homem envelhecia 10 anos)?

É dessa intimidação que estamos a falar?

Ou estamos a falar apenas duma ligeira vergonha nos jornais e na internet que vai passar quando aparecer um novo escandalo?

O PA vai continuar ,como sempre, a trabalhar, a ganhar o seu denheiro (que não dev ser pouco), a cuidar da sua familia, a estar com os seus amigos e a gozar a vida.

Dizer que este "affaire" é intimidação não será um pouco exagerado?

Rui Silva

Ricciardi disse...

Bem , quando o PA for detido, preso e isolado... é porque voltamos ao salarazismo. Ou pior, aqueles que incomodavam em demasia apareciam mortos em Espanha.
.
Até lá, o PA vai continuar a dizer o que lhe apetece do governo, dos deputados e deputadas do BE, dos juízes e do MP. Tudo, excepto insultar, difamar, desprestigiar publicamente gente que se importe com isso, que é crime.
.
Rb

Afonso Albuquerque disse...

A verdade é que o período do Estado Novo deve ser estudado sem vieses ideológicos e sem falácias argumentativas, sendo a mais frequente a post hoc ergo propter hoc ("depois disso, logo causado por isso"), comparando-o com o período actual(pós 1974), isto tendo em conta a progressão de vários indicadores sócio-económicos.
Assim, para desmistificar, ficam aqui algumas "Conquistas de Abril"(benefícios supostamente adquiridos com a democracia) mas que se verá terem sido iniciados bem antes ou sem qualquer influência positiva ou negativa pelo Regime democrático ou ainda, que estão no Desconhecimento Geral da sua autoria.
http://aviaportuguesa.blogspot.pt/2016/04/conquistas-de-abril-visao-obscurantista.html

Harry Lime disse...

Vamos lá às importantes "conquistas de Abril" aqui do Afonso Albuquerque.


a) SNS a sério só aconteceu depois do 25 de abril, pá! E não digas muito alto que gostas do SNS porque senão os teus amiguinhos lneoliberais do PSD e do CDs ainda te chamam comuna. Mas mesmo as timidas reformas do final do Estado Novo já não salazaristas em espirito. afinla de contas tinhamos de acompanhar os novos tempos. At+e porque estava muita gente a emigrar precismanete porque em portugla não havia coisas como SNS ou segurança social decentes, certo?

b)Taxa de Mortalidade Infantil: em 1960 tinhas 77,5 por mil és um ganda homem. Mas em 1960, podemos ver que a mortalidade infantil na Alemanha era de 33,8, na Espanha era de 35,4 e na França era de 27,7.

Em 2014 tens Alemanha, 3,2; Espanha 2,8, França 3,5 e Portugal 2,9

(a fonte é a mesma que a dos teus dados: o Pordata)

Vai buscar, palhaço!


c) Crescimento Economico posso-te fazer uma pergunta? porque é que a tua série para em 1992? E então e entre 1974 e 1992 quem é que governou? O Estado Novo? É que são 20 anos, pá!

Queres ser levado a sério? Então tens de ser sério na tua abordagem.

d) Analfabetismo Bem nada como umas boas comparações à escala europeia.
Dá uma vista de olhos por este mapa encontrado aqui: http://www.fooddeserts.org/images/kontentSocioDemog.htm ) Se reparares, Portugal tem uma taxa de alfabetização entre os 60 e 0s 70%, ao nível do da maior parte da America Latina. Na Europa estamos todos acima dos 90%... palavras para quê?


(to be continued)

Rui Silva

Harry Lime disse...

E finalmente na análise aqui do amigo Afonso Albuquerque chegamos à cene preferida da malta das direitas: a guerra colonial.

Mas vamos por partes:

e) Guerra Colonial

É errado que aguerra estivesse perdida. Militarmente a guerra estava ganha.

Mas polticamente estava perdida. O isolamento internacional devido à guerra era cada vez maior: os EUA não estavam contigo, a Europa começava a ostracizar-te. Na melhor das hipoteses se tivesses continuado a guerra tornar-te-ias uma especie de Africa do Sul ou Rodesia (com um bocadinho Europeu). O estilo de pais "pária" com qquem ninguém queria aparecer na fotografia, percebes? Ou é preciso fazer desenhos?

E em relação às brilhantes estratégias do exercito portugues estas estavam a criar tensões dentro do exercito portugues. A guerra mesmo controlada estava para durar indefinidamente e ninguem gostava disso.

lê a biografia de Marcello Caetano pelo Vasco Pulido Valente antes de escreveres parvoices, ok?

Porque uma coisa é um tipo ser fascista, outra é ser parvo (ou se calhar não é....)

Rui Silva

José Lopes da Silva disse...

"No regime deposto em 1974, nada na lei distinguia já brancos de negros ou de qualquer outra etnia. Mas as mulheres tinham um estatuto de semipessoas."

http://www.dn.pt/portugal/interior/a-grande-revolucao-esquecida-do-25-de-abril-5142798.html

Ricciardi disse...

O melhor indicador para medir o sucesso dum país é... a Emigracao.
.
A década de 60 continua na liderança como a década de fuga em massa. Um milhão de portugueses basaram.
.
Salazar foi bom administrador na década 30 e 40. A partir daí foi um empecilho ao desenvolvimento do país.
.
Rb

Harry Lime disse...

A década de 60 continua na liderança como a década de fuga em massa. Um milhão de portugueses basaram.

Sem dúvida. À falta de melhor as pessoas votam com os pés.

O Salazar começou-se a meter em sarilhos no momento em que no pos-guerra a distancia entre Portugal e o resto da Europa começou a aumentar.

Porque em 1945, Portugal estava em muito melhores condições que o resto da Europa (a Europa estava toda partida, Portugal não estava...). No entanto, em 1960, mesmo com um progresso assinalvel por parte de Portugal, a Europa já nos tinha ultrpassado por muito.

Por isso, é que a comparação tem de ser feita contra a alternativa ao Salazar e essa alternativa era uma democracia europeia.

O Afonso de albuquerque em cima, no entatno, compara Salazar com a I Republica, o que na realidade é muito mau porque para se ser melhor que os tipos da I Republica não é preciso grande coisa: o tipos eram uns idiotas!

Rui Silva

Afonso Albuquerque disse...

Harry Lime. Para que te metes? Já sabes que levas... lol

Sns a sério ? Então como só desde 2011 é que há Rede de Cuidados Paliativos, em 2005 o SNS não era mesmo a sério? Ou como a Mortalidade infantil em 1985 era superior a 17/1000 e em 2013 era de 3/1000... o SNS não era a sÉrio? E qual era em 1935 e em 1985 nesses paises que mencionaste?

Não te queria chamar burro e aldrabāo mas...lol

Afonso Albuquerque disse...

Ó Harry, continuamos. A serie acaba porque era onde acabava a literatura que mencionei mas pode continuar-se. Seria precisamente no Governo de Cavaco Silva que Portugal também teve um pico de crescimento mas aqui já à custa das. Transferências de fundos europeus?
Quanto mais falas mais te enterras. E eu não sou PSD ou CDS... mas parece que a tua Esquerdalha não tem grandes exemplos... mostra ai a evolução depoia de 1992. LOLOLOL

Afonso Albuquerque disse...

Mas continuamos a licao de humildade e. Honestidade. Tive o cuidado de colocar o ponto de partida e até deixei lá tendências. Podias ter lido o que o Antonio Candeias pôs em relacao ao ritmo de alfabetização em vários períodos. Mas já agora podes sempre ler e estudar o pais que tinhas em 1933 ó palhacito e ai comparavas a evolução nos dois intervalos. 1933-74 e dai em diante.
Mas se não tivesses alguma "precocidade" na emissão de opinião... tinhas lido isto :

"A verdade é que o período do Estado Novo deve ser estudado sem vieses ideológicos e sem falácias argumentativas, sendo a mais frequente a post hoc ergo propter hoc ("depois disso, logo causado por isso"), comparando-o com o período actual(pós 1974), isto tendo em conta a progressão de vários indicadores sócio-económicos.

Mais desonesto é se não se tiver em conta o ponto de partida do País, antes do Estado Novo, ou seja a 1ª República(1910-1926) e a Ditadura Militar(1926-1933), a situação miserável e em divergência com os restantes países civilizados em que Portugal se encontrava desde as Invasões Francesas e a Revolução Liberal."

Afonso Albuquerque disse...

E não digas que vais daqui...

Afonso Albuquerque disse...

Só voltei para dizer olá ao Harry cêpo:
Do "Direitolas" Pedro Lains(nao é pois não? ):Portugal had a particularly good performance in the twentieth century and caught-up to the levels of income per capita of the European core, although there was a substantial reduction in the rate of convergence after 1973."

Catching up to the European core: Portuguese economic growth, 1910-1990* Um artigo de Pedro Lains


Tens também o Luciano Amaral

"Descubro então que só no período do pós-guerra (1945-1992), principalmente entre 1945 e 1973, Portugal se aproxima do nível de PIB per capita dos países
ricos."
http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1221844102D2vWI8rh2Vh99VR7.pdf

Harry Lime disse...

Afonso de Albuquerque,

Eu não digo que o Salazar não tenha feito progressos. Fez. Nem digo que não tenha sido melhor que a I Republica. E até 1945 foi muito bom (especialmente no esforço politico de manter Portugal fora da guerra).

Mas no pos-guerra perdeu-se. O que se observa no pos-guerra é que, ainda que Porugal tenha evoluido a ritmo razoavel, a Europa evoluiu a um ritmo muito mais acelerado: teve de se reconstruir da guerra e depois ande conseguiu ultrapassar-nos. Isto em menos de 15 anos.

Rui Silva

Harry Lime disse...

Aliás, como digo em cima, as pessoas à falta de melhor, votam com os pés... e assim que repararam que as coisas na Europa eram melhores, foram embora. Não em Brasil, nem em Africa... mas na Europa!

A emigração em massa nos anos 60 é a prova mais cabal do falhanço do Estado Novo.

Goste-se ou não, é assim!

Rui Silva

Harry Lime disse...

Mas continuamos a licao de humildade e. Honestidade. Tive o cuidado de colocar o ponto de partida e até deixei lá tendências. Podias ter lido o que o Antonio Candeias pôs em relacao ao ritmo de alfabetização em vários períodos. Mas já agora podes sempre ler e estudar o pais que tinhas em 1933 ó palhacito e ai comparavas a evolução nos dois intervalos. 1933-74 e dai em diante.

Afonso de albuquerque,

Mas não tens de comparar com a I Republica. Comparar com a I Republica é como bater num morto. Eu (tal como tu) conseguia governar melhor do que a I Republica.

Temos é de comparar com a Europa. por duas razões:

a) No ano 0, (1945) estava completamente destruida. Não havia pais nenhum da Europa que tivesse a capacidade productiva de Portugal

b) foi para a Europa que muitos portugueses decidiram emigrar... te-lo-iam feito se isto aqui fosse assim tão maravilhoso?

Rui Silva

Harry Lime disse...

E já agora qual é o problema em crecer à custa das trasnferencias de fundos europeus?

Os fundos europeus não são problema. O problema é aplica-los de forma que produzam retornos duradouros a longo prazo.

Rui Silva

Afonso Albuquerque disse...

Saltou este comentário?
Portugal had a particularly good performance in the twentieth century and caught-up to the levels of income per capita of the European core, although there was a substantial reduction in the rate of convergence after 1973."

Catching up to the European core: Portuguese economic growth, 1910-1990* Um artigo de Pedro Lains


Tens também o Luciano Amaral

"Descubro então que só no período do pós-guerra (1945-1992), principalmente entre 1945 e 1973, Portugal se aproxima do nível de PIB per capita dos países
ricos."
http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1221844102D2vWI8rh2Vh99VR7.pdf

Afonso Albuquerque disse...

Nenhum( mas foi um crescimento não sustentado nem criou capital para futuro crescimento) mas só reforça o mérito do Estado Novo que sem esses artificios conseguiu fazer melhor.

Harry Lime disse...

Mas é evidente que Portugal se aproximou em termos de crescimento das economias europeias. A nossa base era tão baixa que a evolução não poderia ser senão muito acelerada, não achas?

O problema em comparares o tempo do Estado Novo com o tempo da democracia é que na democracia já estavas a trabalhar em bases muito mais altas. É mais facil reduzir a moratlidade infantil de 100 por mil pra 50 por mil do que reduzi-la de 10 por mil para 5 por mil, por exemplo.

Por isso é que a comparação tem de ser feita em termos de modelos de desenvolvimento.

E neste caso até temos um caso de experiencia natural.

Podemos fazer a comparação entre o Portugal de 1945 e a Europa destruida de 1945 e depois comparar a evolução das sociedades sob a infleuncia de dois regimes polticos diferentes: em Portugal a "democracia organica" colonialista de Salazar e na Europa a democracia parlamentar, não colonialista.

Há um problema de método na tua abordagem, manipulas os dados para

Rui Silva

Zephyrus disse...

Caro Rui,

Salazar dizia qualquer coisa como «a gente puxa, puxa, mas não dá mais».

Nos anos 50 membros do Regime queixavam-se da falta de iniciativa dos portugueses.

Algo cá dentro castra e os andarilhos sempre fugiram «disto», primeiro para as ilhas, depois veio o Oriente, no século XIX havia o Brasil, a seguir África, por fim a Europa ou os EUA.

Esse algo que castra é a nossa cultura. Somos casmurros, não temos iniciativa para nada, somos passivos, invejosos, maldizentes, com um sentido prático rasteiro de mulher velhaca mas sem o menor brilho intelectual, reverentes, uma enorme desgraça a gerir dinheiro, imprudentes, insensatos. com Razão abafada e Emoção exacerbada, possessivos, vaidosos, provincianos e uma sociedade que espiritualmente vive na Idade Média, uma ode aos vícios da alma moderados apenas por um fundo cristão de bondade a que alude Marcelo Caetano e que ainda existe em alguns portugueses.

No fundo somos uma cultura de arquétipo feminino onde a Puta da Babilónia adoraria viver.

Afonso Albuquerque disse...

Tens de perceber o ponto de Partida de Portugal. 70% de analfabetos, 140/1000 mortalidade infantil, endividado até ao tutano, um pais miserável em suma. É daqui que partimos.
Vê lá a taxa de escolarização em 1970... imagina o gap já aí ia para o resto da Europa, imagina com a balbúrdia que continuou desde aí até 1926. É principalmente com isso que tens dd comparar

Zephyrus disse...

Salazar fez de Portugal um país europeu a vários níveis.

Entretanto regredimos para a América Latina.

O urbanismo que temos, por exemplo, é típico da América Latina e do Magrebe, não é europeu.

As nossas TVs generalistas cheias de telenovelas são europeias?

Então e que dizer da corrupção, captura, tráfico de influências?

Portugal regrediu e muito mas para esta gente só conta a liberdade de expressão. Essa própria a ser erodida com estas tretas da descriminação e da difamação e calúnia.

Afonso Albuquerque disse...

Essas teorias da convergencia nao explicam o crescimento portugues como pode ler nos artigos que mencionei e no de qualquer economista sério.

Leia primeiro o que eu pus e depois voltamos a falar ok?
Estamos com uma grande assimetria de informacao neste momento. Eu estou a Basear-me em dados, o harry em fé

Zephyrus disse...

«Tens de perceber o ponto de Partida de Portugal. 70% de analfabetos, 140/1000 mortalidade infantil, endividado até ao tutano, um pais miserável em suma. É daqui que partimos.
Vê lá a taxa de escolarização em 1970... imagina o gap já aí ia para o resto da Europa, imagina com a balbúrdia que continuou desde aí até 1926. É principalmente com isso que tens dd comparar»

Não vale a pena.

Eles acham que conhecem isto mas não conhecem.

Portugal era um país especial e difícil. Ao contrário dos espanhóis não tínhamos estradas nem para burros no início do século XX. E a tugalhada não queria viver em povoações. Espalhava-se por sítios e quintas agarrados à miséria das couves e das cabras. Antes de haver alfabetização tinha de haver estradas e rev. comercial e industrial. Cá a tugalhada não saía da miséria das couves e das cabras, não era fácil e o Salazar fala disto numa entrevista que deu no final dos anos 60.

Somos um povo difícil, casmurro, com uma casmurrice burra.

Afonso Albuquerque disse...

Já mostrei que isto é mentira

Zephyrus disse...

A minha freguesia não tinha uma aldeia ou vila e era enorme e povoada. Tinha a população toda espalhada por sítios, montes, quintas. Há volta da Igreja havia meia dúzia de casas com séculos.

Foi o Estado Novo que nos anos 30 junto à estação tentou criar uma vila e agrupar a população espalhada pelos campos. Apareceu então uma moagem, lagar, armazém de frutas, foram construídas várias escolas, adega cooperativa, panificadora, etc. Quem tirou aquilo da Idade Média foi o Estado Novo.

Zephyrus disse...

* À volta da igreja

Afonso Albuquerque disse...

Voce pensa com os pés. Lol.
Então a emigracao em massa pos 2008 é a prova do falhanco da democracia.

PS. Pense lá na taxa de natalidade em Portugal no pós guerra e compare-a com os outros paises. Depois pense na pressão demografica que isso gerou.
Mesmo como o crescimento económico da epoca era impossível aguentar cá todos.

Tem de ser menos ideológico e ser mais sério nas análises.

Afonso Albuquerque disse...

Deixe lá Zephyrus. Como Harry Limes ao pequeno almoço. É uma questão de fé da parte dos Harrys desta vida, formados na escola da extrema esquerda. Mas daqui há fé, há razão e seriedade.
Não nos podemos cansar de lhes dar "porrada" argumentativa por assim dizer , nem deixá-los criar semente. Eles estão errados e pronto.

Zephyrus disse...

Em Espanha também emigraram.

Mas sei que os ingleses também emigraram e muito para o Canadá, Austrália, Nova Zelândia.

Gostaria de ver números da emigração inglesa ao longo do século XX.

Zephyrus disse...

A emigração no Minho, por exemplo, parece-me «natural».

Propriedade muito pequena nos vales e terras planas do litoral, elevada natalidade, população dispersa. No século XIX partiam em massa para o Brasil. Pergunto-me é por que motivo a colonização interna não funcionava. Havia vastíssimas áreas do Sul que com barragens eram cultiváveis e barragens grandes já os romanos faziam há 2000 anos. Essas mesmas barragens foram feitas, quando? No Estado Novo. Portanto a malta do Minho partia e não havia colonização interna. Isto cheira a país mal gerido.

Outra coisa interessante. Partiam os homens e as mulheres não iam. Nenhum povo fez isto além de nós.

marina disse...

a intimidação resultou , resultou... resultou com o Joaquim , por exemplo , que mete assim uns piupiu para disfarçar mas nunca mais escreveu nenhum post desde o caso do PS :) ou não repararam que está com medo de se expor ? daaaaaa

marina disse...

o caso do PA , não é PS , gralhei.

Harry Lime disse...

Voce pensa com os pés. Lol.
Então a emigracao em massa pos 2008 é a prova do falhanco da democracia.


Afonso de Albuquerque,

Sim, é. é prova do falhanço do tipo de democracia e do tipo de regime democrático que criamos.

Vamos lá ver, eu não penso que anossa democracia seja perfeita. Muito longe disso! Só penso é que apesar de ser imperfeita, tem mais potencial para construir um pais decente do que o antigo regime. Só isso.

Rui Silva

Harry Lime disse...

Deixe lá Zephyrus. Como Harry Limes ao pequeno almoço. É uma questão de fé da parte dos Harrys desta vida, formados na escola da extrema esquerda. Mas daqui há fé, há razão e seriedade.
Não nos podemos cansar de lhes dar "porrada" argumentativa por assim dizer , nem deixá-los criar semente. Eles estão errados e pronto.


Afonso de albuquerque,

Mas tu conheces-me de algum lado? Formado na extrema esquerda? Mas tu és parvo ou quê?

No entanto, o teu artiguito é transparente: quem lê aquilo sabe rperfeitamente donde tu vens. Basta olhar para o tom "Angola é Nossa!" do final do artigo.

Mas é sintomático que um gajo moderado como eu seja tratado como um perigoso esquerdista...

Rui Silva

Afonso Albuquerque disse...

"E não digas muito alto que gostas do SNS porque senão os teus amiguinhos lneoliberais do PSD e do CDs ainda te chamam comuna."
(...)
"Vai buscar, palhaço!"
(...)
"Queres ser levado a sério? Então tens de ser sério na tua abordagem"
(...)
"Porque uma coisa é um tipo ser fascista, outra é ser parvo (ou se calhar não é....)"
(...)

Harry: Chama-se reciprocidade
A verdade é que és de extrema esquerda porque tudo o que defendes é desse aberração ideológica.

Eu considerar-me-ia uma pessoa de centro, moderada, com tendências de direita. Mas o país está infectado de Harry's e afins que querem fazer crer que defender o bom senso é ser extremista. Quando vêem alguém a manifestar uma opinião contrária à sua vem logo com insultos e barbaridades. Por isso não tenho pena nenhuma de responder como respondi uma vez que até fui bastante suava face às suas várias intervenções.


"Vamos lá ver, eu não penso que anossa democracia seja perfeita. Muito longe disso! Só penso é que apesar de ser imperfeita, tem mais potencial para construir um pais decente do que o antigo regime. Só isso."

Eu também não sou utópico e não defendo o regresso a um regime de 1973. Se perguntarem a um francês, americano, inglês ou alemão, todos dirão que o vivem melhor hoje em dia. São coisas que aconteceriam de uma maneira ou de outra. A questão é que, e isto não depende de fezadas como "acreditar" é que de facto os regimes democráticos partidários, dado terem todos a mesma origem(é ver quem era das famílias de democratas e republicanos em 1910 e em 2014) e dada a natureza da mesma, são um cancro para este país só trazendo subdesenvolvimento, desordem, pobreza e bancarrotas.

Não são opiniões, são factos e só mostra como o Estado Novo foi anacrónico e diferentes porque teve um desempenho sem igual. O regime autoritário e conservador não teria lugar no mundo de hoje_? Talvez não, de imediato pelo menos. Mais do que a revolução abrileira, o que mudou foi o Maio de 68 com a sua alteração nos costumes e ruptura com a tradição, aliada ao relativismo cultural e moral que está a desembocar na grave crise actual.

O que defendi no post era simplesmente que a agitprop em favor da democracia partidária portuguesa é uma lavagem cerebral e que é perpetrada exactamente pelos opressores que não querem que Portugal se desenvolva por fezada ideológica noutro "Caminho". Há muita coisa boa no Estado Novo e tem de se levantar a neblina sobre ele. Decerto estaríamos bem melhor.

É no entanto necessário que as pessoas acordem e surjam ideias e acções concretas que dêem alternativa aos Portugueses para votarem, de forma a ter um regime mais consentâneo com valores civilizados, portugueses e sem ideologias subversivas, mas vencidas pela razão que à falta de alternativa se abstêm, votam em branco ou nulo ou votam no PSD e CDS.

O medo que surgisse algum movimento que agregasse as vontades dos portugueses que se fez uma Constituição sob coação militar e de bandidos à volta da AR e nunca mais se reviu a Constituição de maneira efectiva ou se fez uma Nova.





Harry Lime disse...

O medo que surgisse algum movimento que agregasse as vontades dos portugueses que se fez uma Constituição sob coação militar e de bandidos à volta da AR e nunca mais se reviu a Constituição de maneira efectiva ou se fez uma Nova.

Quando te comecei a ler ainda pensei que fosses sério agora tenho a certeza que vives num buraco temporal qualquer que parou em 1973.

Ou isso paraste no tempo em 1968 a meio duma trip de LSD durante a procissão do 13 de Maio em Fatima.

Strawberry Fields Forever!

Deixa lá as drogas, pá.

Rui Silva

Harry Lime disse...

Não são opiniões, são factos e só mostra como o Estado Novo foi anacrónico e diferentes porque teve um desempenho sem igual. O regime autoritário e conservador não teria lugar no mundo de hoje_? Talvez não, de imediato pelo menos. Mais do que a revolução abrileira, o que mudou foi o Maio de 68 com a sua alteração nos costumes e ruptura com a tradição, aliada ao relativismo cultural e moral que está a desembocar na grave crise actual.

Fonix, pá, tu és ridiculo. És um lugar comum andante. Falam as pessoas dos esteroetipos da esquerda e depois aparecem estes cromos a escrever parvoices requentadas de 1957.

Rui Silva

Afonso Albuquerque disse...

Não sendo esse o caso, mas antes de 1973 do que de 1917 ou de 1848. Se formos ver em gradação de "fossilidade" ficas a ganhar. A diferença é que aquilo que aludo resultou, a que tu defendes continua a falhar e falhar e falhar e falhar...

Harry Lime disse...

Não sendo esse o caso, mas antes de 1973 do que de 1917 ou de 1848. Se formos ver em gradação de "fossilidade" ficas a ganhar. A diferença é que aquilo que aludo resultou, a que tu defendes continua a falhar e falhar e falhar e falhar...

Comuna, eu?

Parece que é parvo, este gajo.

Devem-te andar a vender heroina cortada com pó de talco, meu, porque tu estás numa trip muita má.

Rui Silva