08 janeiro 2016

porque funciona mal o nosso sistema de saúde

Post decalcado deste, do rui a. 

(O mesmo poderia ser feito com a Segurança Social)

O nosso sistema de saúde funciona mal porque o Ministério da Saúde foi tomado pelo Partido Comunista Português em 1974, e nunca nenhum ministro teve coragem de o tirar de lá.
Tendo sido o Ministério da Saúde um feudo do PCP, a organização do SNS foi edificada a partir do modelo em que esse partido acreditava, a planificação central soviética, que retira toda a autonomia aos hospitais e impede-os de se relacionarem com o meio onde se encontram inseridos, fazendo do princípio constitucional da liberdade de tratar e de ser tratado uma mera ficção. Não é de estranhar: é nisto mesmo que os comunistas acreditavam. E acreditam.
Consequentemente, a contratação, a avaliação e o despedimento de médicos, a sua distribuição pelos hospitais da rede, a definição dos algoritmos e dos programas das unidades de saúde, a determinação dos métodos de avaliação, a gestão dos recursos financeiros e logísticos, enfim, tudo e mais alguma coisa de relevante cabe a um reduzido grupo de burocratas da João Crisóstomo, sob a tutela fictícia de ministros e secretários de estado, que mudam frequentemente, e de comissões de «especialistas», que se dedicam a fazer dos hospitais, dos médicos e dos doentes laboratórios de experiências das suas ideologias de saúde. Para os conselhos directivos dos hospitais sobra pouco mais do que fazer horários e ver se os seus médicos faltam muito ou pouco. E, mesmo se faltarem muito, nada lhes podem fazer.
Este modelo dirigista e de planificação central em que está organizado o nosso SNS reproduz o sistema soviético-estalinista de organização da economia e da sociedade. Foi aplicado, em Portugal, depois de 1974, quando o PCP tomou conta do Ministério. Até hoje, por cobardia e inércia dos ministros e políticos, e pressão dos sindicatos, manteve-se praticamente inalterado. Enquanto perdurar, o nosso SNS continuará a ser o caos de que todos nos queixamos, não obstante a imensidão de recursos que suga aos contribuintes. Acabar com o Ministério da Saúde e libertar os hospitais para que desempenhem a sua missão de saúde, poderá ser mesmo a única solução razoável.

3 comentários:

Antonio Cristovao disse...

Fazer umas visitas ou (menos desejável) ser utilizador frequente, ajudava a quem gosta de botar discurso certeiro.
A falta de escrutínio, aliado a impossibilidade (que a mafia do sistema mantém) dos clientes escolherem livremente os médicos e trocarem como fazem os da ADSE, vai mantendo a Brigada das Colheres a volta do tacho publico satisfeita. A gestão dos votos dos profissionais para as próximas eleições fica ao critério do palhaço a quem têm dado o nome de ministro. Comparar o que fez o Macedo com os muitos outros antes dá para perceber o que poderia ser um ministério bem orientado.
Para quem gosta de fantasias basta seguir as predicas do bastonário. dos médicos.

zazie disse...

Por que funcional mal? Qual a razão? porque sim!

A escola também.

rui a. disse...

Sem dúvida, Joaquim! Abç.,