12 novembro 2015

os antidepressivos e o socialismo

A Helen Fisher, na conferência TED que destaquei no último post, expressa uma preocupação com que comungo inteiramente. O perigo do uso abusivo de substâncias psicotrópicas, em particular de antidepressivos.

Segundo a Helen, os antidepressivos diminuem a apetência sexual, a capacidade para ter orgasmos, embotam a pulsão para o amor (esta autora considera que o amor romântico é uma pulsão - "drive") e a competência para estabelecer ligações profundas e duradoiras.

Os antidepressivos são necessários para muitas situações mas o seu consumo generalizado (Portugal é um dos países onde se consomem mais antidepressivos) perturba o comportamento e afecta, de forma negativa, um núcleo relacional de suprema importância.

Fiquei a pensar nisto durante a madrugada (acordei às 5) e logo me ocorreu que um problema parecido se passa com o socialismo e o Estado Social.

A solidariedade colectiva é absolutamente necessária para acorrer a situações desesperadas, mas a "solidariedade" universal e indiscriminada é como o uso abusivo dos antidepressivos. Destrói a iniciativa individual, a responsabilidade e o esforço que cada um deve desenvolver para ser um elemento útil da sociedade, corrói a auto-estima e, em última análise, invalida um direito fundamental que é o direito à busca da felicidade.

Julgo que esta comparação é útil para compreender o prejuízo dramático dos excessos. Seja de antidepressivos ou seja de socialismo. Se queremos uma sociedade de pessoas felizes e realizadas, tanto a nível romântico como a nível pessoal, temos de acabar com as dependências, farmacológicas e sociológicas.

6 comentários:

Anónimo disse...

Taraaaaan! O socialismo infantiliza as pessoas, para que as pessoas dependam do Estado e assim votem no partido. Tudo o que "cheire" a dinheiro fora do Estado escapa-lhes ao controlo, logo tem de ser diabolizado, a não ser que os socialistas possam meter a mão na "massa".

O socialismo é a ideologia dos falhados, do frustrados e dos invejosos. É a ideologia de quem não sabe ganhar dinheiro, apenas quer tirar o dinheiro dos outros para o utilizar como bem entender. Socialismo num país de maioria católica é juntar a fome à vontade de comer. Por isso estamos "bem".

Rui Alves disse...

"Socialismo num país de maioria católica é juntar a fome à vontade de comer."

Ora nem mais, caro anónimo. E esse mal já vem de longe.

Trabalhar o menos possível, sob a tutela do Estado que lhe garanta o suficiente à vida, eis o sonho do preguiçoso português

António O. Salazar

Luís Lavoura disse...

Ao que parece, para a Helen o principal problema do uso de antidepressivos será as pessoas fazerem menos sexo. Ser+a que ela não encontra problemas mais relevantes do que esses nessas drogas?

Euro2cent disse...

> problemas mais relevantes

Não há problema mais relevante concebível na teologia moderna da "procura da felicidade".

Noutras noticias, temo que a venda da TAP provoque protestos dramáticos, tal como o líder da oposição ao ainda governo se imolar pelo fogo numa praça pública.

Não sejam mauzinhos a dar o litro de gasolina.

Anónimo disse...

O PS agradece que a coligação tenha descalçado a bota, senão tinha de privatizar na mesma, ou então era obrigado a despedir milhares de trabalhadores (reestruração da empresa) ou deixava falir. Seja como for, fica mais uma vez provado que os xuxas são uns hipócritas.

PS - Um dia tem de se falar sobre o papel que o delírio da Ota, que se reflectiu na política de expansão da TAP, teve na falência técnica da companhia...

Antonio Cristovao disse...

Ajuda se nos pusermos na pele dos outros e confrontar as nossas convicções(isto para quem gosta da seriedade); segui jovens do B.dos Retornados e não consegui encontrar iniciativa individual que fosse per si, solução para o gueto em que muita gente, sem emprego e sem hipotese do obter no futuro, se encontra.
As necessidades poem-se ao nivel de não terem hipotese de manter a casa e comer todas as refeições,e não só não poder ter o ultimo telemovel.