20 outubro 2015

irracional

O frentismo de esquerda assenta na rejeição liminar da austeridade assumida pela coligação PSD/CDS. É uma postura irracional porque o próximo governo vai prosseguir a mesma política. Ou por opção ou, decorridos alguns meses, por imposição dos nosso parceiros da UE.

No primeiro cenário, a frustração da esquerda radical será imediata e patética. No segundo cenário, essa frustração será diferida e ... patética, e Portugal terá ficado, entretanto, bastante mais pobre.

Em quaisquer dos cenários, os portugueses cobrarão esta aventura com língua de palmo a todos os envolvidos, PS, PCP e BE, mas especialmente ao PS.

16 comentários:

Cfe disse...

"os portugueses cobrarão esta aventura com língua de palmo a todos os envolvidos, PS, PCP e BE, mas especialmente ao PS."

Se isso fosse verdade a situação do país não teria chegado a esse ponto.

tricLebanon disse...

os nossos parceiros da UE!!!??? são os que promovem a islamização da Europa...são os que acarinham os politicos portugueses europeistas que vendem aos portos aos turcos..os aeroportos aos radicais de mecca...as telecomunicações aos judeus...e a energia ao Estado Comunista Chinês!!!???...grandes parceiros neste projecto judaico-islamico Europeu!! O Partido Comunista Chinês "pode pertencer" ao Governo de Portugal e até é apoiado pelos liberais...já o partido comunista português...

Harry Lime disse...

O frentismo de esquerda assenta na rejeição liminar da austeridade assumida pela coligação PSD/CDS.

Dizes tu...

Rui Silva

Ricciardi disse...

Em suma, os impostos vão voltar a subir e isso é bom e racional porque é uma imposição.
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Irracional, pelos vistos, é a politica americana que conseguiu reduzir a despesa (e o defice) sem necessidade de efectuar uma política de desvalorização interna (isto é, aumento impostos e redução de salários).
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Temos um bom exemplo à nossa frente, do outro lado do atlântico. Cresce o triplo da UE, reduziu o defice. Como? Meteram a ideologia da escola austríaca na gaveta.
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Rb

Rui Alves disse...

Ricciardi, vejo-o muito optimista com a poção mágica do Quantitative Easing. Não sei não...

Ricciardi disse...

Não é mágica. Mas, bem temperado e limitado no tempo, resulta muito bem.
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Os liberais tinham a certeza que o QE gringo ia:
1) gerar muita inflação
2) o usdolar ia desvalorizar.
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Na realidade a inflação manteve -Se baixa e o usdolar valorizou muito. Os liberais da escola austríaca não compreendem. Estão surpresos. A inflação tinha de ter disparado ebo dólar desvalorizado.
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A única coisa que eles podem vir a ter razão é no facto de, taxas demasiado baixas, por demasiado tempo, orienta deficientemente os investimentos. Por isso (mas não só) é que o FED está em vias de as fazer subir.
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Rb

Ricciardi disse...

Mas também não sou adepto do uso da desvalorização cambial por dá cá aquela palha. É para usar em situações aflitivas de crise profunda e não como terapêutica.
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Rb

Ricciardi disse...

A diferença entre a Desvalorização Externa (QE) e a desvalorização interna (austerianismo) é q a primeira não resulta em desemprego nem em falências, ao passo qba segunda assenta precisamente em atingir o equilíbrio (de preços, competitividade) reduzindo salarios reais e aumentando impostos.
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Rb

Anónimo disse...

Está na hora do país aplicar um correctivo ao PS. O PS levou-nos à bancarrota e se querem falar no PEC IV, recordava só que o PSD e o CDS tê-lo-iam viabilizado na condição de que Sócrates deixasse de ser Chefe do Governo, podendo o PS indicar quem quisesse. O PS impediu então um entendimento alargado com os partidos democráticos, preferindo defender um líder corrupto e falhado a estar do lado do interesse nacional.

Hoje mais um líder socialista falhado volta a ter o país refém e o partido é incapaz de se portar como uma instituição de bem. O PS é bem o espelho de um regime em fim de ciclo e vai ser a primeira vítima da sacanagem de Costa e da sua "entourage". Há males que vêm por bem.

Jorge Gaspar disse...

Ricciardi se a moeda valorizou (não houve desvalorização externa), e não havendo desvalorização externa concretizou-se aquilo que os liberais têm defendido. A economia Americana cresce o triplo da UE mas cresce apenas 1/3 da economia Irlandesa. O Ricciardi não tem inteligência suficiente para perceber que se a Irlanda cresce 7 % ao ano estando dentro do euro, o problema não pode ser do euro.
Quanto ao Q.E o que é que isso tem feito á economia Europeia? Absolutamente nada. O Q.E. não causou inflação porque esse dinheiro nunca chegou á economia Americana da mesma forma que o Q.E. europeu não está a chegar á economia Europeia. Por outro lado, em 2013 Obama perdeu o senado e o congresso, e de lá para cá o Obama tem sido apenas política externa. A América deixou de ter um presidente e passou ter um ministro dos negócios estrangeiros. Bastou isso e um dos mercados de trabalho mais flexiveis do mundo para a América entrar nos eixos.

Ricciardi se a tua teoria da desvalorização externa tivesse correcta, o Brasil, a Venezuela e a Rússia estariam a experienciar crescimento económico sem precedentes, e o Zimbabwe seria já o país mais rico do mundo. Deixa lá as frases que te disseram estar no livro de alguém. É a realidade que prova estares completamente errado

Ricciardi disse...

O Brasil e o Zimbabwe são exemplos de que QE como política regular é errado.
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Rb

Ricciardi disse...

O Brasil e o Zimbabwe são exemplos de que QE como política regular é errado.
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Rb

Ricciardi disse...

A Irlanda cresce de facto 7%.

Portugal ainda nao chegou sequer ao.nivel do Pib de 2011.
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O que é q isto quer dizer?
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Que os problemas da Irlanda e de Portugal são distintos. Curiosamente foram tratados com a mesma receita.

O EURO PARA A IRLANDA tem uma cotação adequada. Exporta 107% do PIB. Provavelmente o Euro estará com uma cotação abaixo daquilo que estaria a libra.


Para Portugal tem uma cotação desadequada muito acima do que estaria o escudo sem qualquer emissão adicional de moeda.
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Rb

Jorge Gaspar disse...

Quer dizer que o problema não está na moeda. O Ricciardi acha que é preciso desvalorizar a moeda. Mas a desvalorização da moeda só serve para cortar nos gastos do estado. Ou seja serve para fazer uma austeridade á bruta (cortar pensões e salários da f.p.) sem estes se zangarem muito. Como? Ficam a ganhar o mesmo ou até mais mas perdem muito poder de compra através da desvalorização da moeda. É isto que o Ricciardi defende. Austeridade á bruta mas um pouco escondida.

Mas o que é que tem a ver o euro estar com uma cotação inferior á libra? Tu não percebes patavina disto. Um dolar vale 120 yens mas o yen é uma moeda relativamente forte e estável. O facto de um dolar comprar 120 yens prende-se com a história da moeda mas não nos diz nada sobre o facto de ser forte ou fraca. Por sinal o yen é uma moeda muito mais forte e estável que o real que tem uma conversão de 4 para 1 dolar.

O Q.E. testado na Europa, no Japão e Estados Unidos não fez absolutamente nada. Basta ver que a Europa está exactamente igual desde que foi lançado o q.e., que o Japão está provavelmente pior e os estados unidos melhores. E aconteceria exactamente a mesma coisa caso não tivesse existido q.e.
Os estados unidos viveram um período de desvalorização de moeda com Bush e com as consequências que são conhecidas e têm vivido um período de valorização da moeda com Obama. É a realidade que desmascara as tuas teorias ricciardi. Não sou eu


Ricciardi disse...

Meu caro Gaspar,

A ideia é precisamente essa: fazer austeridade sem provocar desemprego, falências e incumprimento à banca.

A desvalorização externa ou cambial coloca o nível de precos internos a um nível competitivo de supeton. As empresas passam a vender à seria para o exterior e as importações reduzem-se gerando rapidamente fortes excedentes. Melhor, faz isso e faz uma coisa ainda mais interessante: induz a prazo a produção interna que substitui importações.
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A desvalorização interna pretende fazer o mesmo reduzindo salarios., comobse os salários fossem o único custo de produção. Ao reduzir salários alavanca as exportações ligeiramente (as exportações líquidas são negativas) mas faz danos coletarais: aumento desemprego, emigração em massa, crédito mal parado a bater recordes.
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Os QE salvaram o mundo de uma crise mais profunda. Especialmente na UE q abriu os olhos já muito tarde: 4/anos após a crise. De repente com a intervenção do bce viste q as taxas soberanas baixaram de imediato dando espaço aos países em crise.
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Rb

Ricciardi disse...

Mais importante do que tudo o q foi dito é isto: sensibilidade das nossas exportações ao preço.
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Há poucos estudos internos acerca disto. Mas perceberás melhor com um exemplo.
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Vejamos, se por efeito cambial o preço dum Mercedes aumentar 10% isso traduz-se numa redução de exportações alemas,?
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A resposta é claramente não. A sensibilidade dos produtos alemães ao preço é muito mais reduzida do q os portugueses.
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O tipo de produtos q os alemães produzem são pouco sensíveis ao preço. Os consumidores compram mesmo que subam de preço. Entram aqui factores como a qualidade, marca etc.
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Os produtos português já não é bem assim. Tem uma sensibilidade ao preço muito maior.
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A razão assenta numa coisa: as nossas exportações são basicamente feitas por subcontratação. A metalomecânica por exemplo. Se os preços forem mais altos quem os encomenda procura outros fornecedores.
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Há honrosas excepções. Claro. No calçado e nalguns vinhos. Mesmo nos vinhos, quando comecei a trabalhar no estrangeiro e importava muito vinhos portugueses, houve uma altura em q o Euro subiu muiiito e colocou -Se um problema grave para mim. O preço. De repente os vinhos portugueses tornaram -Se caríssimos e os clientes passaram a comprar vinhos sul africanos e chilenos. Tive de reorganizar as compras e meter-me num avião para arranjar vinhos a outros precos noutro país. Nessa altura as vendas de vinhos portugueses baixaram drasticamente. Felizmente o Euro voltou a baixar e desta vez de forma acentuada. Resultado: os vinhos voltaram a vender-se e os sul africanos perderam quota.
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PS. Os vinhos sul africanos são muito bons e equivalentes em qualidade aos nossos.
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Portanto, isto não são tretas. São coisas pragmáticas.
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E não ideológicas. Eu defendo o que tu defendes se fosse alemão. Não via necessidade de competir em preço porque teria produtos poucos sensíveis ao preço. Mas não sou alemão.
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Rb