13 agosto 2015

o sistema ideal


O capitalismo é o sistema que emerge naturalmente numa sociedade livre com uma economia de mercado. Infelizmente, esse sistema, na sua pureza ideológica, não existe em nenhum lugar do mundo. Tal como o comunismo puro e duro também não (excepto talvez na Coreia do Norte).
Não existe porque o Estado intervém para desequilibrar o mercado a favor de determinados grupos. Por razões que podem ser, em teoria, as mais louváveis do mundo.
É por isso que a maior parte dos “capitalistas” defendem a intervenção do Estado na economia. Beneficiam com essa intervenção e querem manter o status quo.
Para o cidadão comum, porém, esta miscigenação entre capitalismo e socialismo é fatal. Porque promove a dependência do Estado e destrói o elevador social. Não é portanto de estranhar que tantos se sintam alienados da sociedade em que vivem.
Em particular, culpam o capitalismo, quando deviam acusar os capitalistas que vivem do OE e os políticos corruptos que os alimentam. Tenho esperança que as novas gerações compreendam melhor este problema e exijam uma mudança de paradigma.
O ideal é um sistema de garanta igualdade de oportunidades, em vez da igualdade de facto socialista. E o livre funcionamento dos mercados, em vez do compadrio que passa por capitalismo.

7 comentários:

Anónimo disse...

tao giro . os comunas tambem dizem q o comunismo nao resultou pq patati patata , os homes , isto e aquilo , q se nao fosse por isso , o comunismo verdadeiro , posto em pratica por robots , era o ceu na terra 😈

apetecia assinar janus , mas enfim.

marina disse...

ups ,nao saiu.

Anónimo disse...

Diz so uma coisa Joaquim, a ver se te percebo...Na tua opiniao os bail-outs aos bancos que aconteceram (acontecem) um pouco pelo mundo inteiro e uma practica justificada ou nao a teu ver?

Cumprimentos

Elaites

Ricciardi disse...

"O ideal é um sistema de garanta igualdade de oportunidades, em vez da igualdade de facto socialista. "
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Também acho, mas isso implica a mão subsidiária do estado para prover a igualdade oportunidade. Isto é, o estado social, como garante de que uma criança nascida em família pobre tem acesso a desenvolver as suas capacidades (educação) e manter a sua condição física (saúde)
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Isto não quer dizer que num e noutro sector tenha q ser o estado o ministrar educação e saúde, mas quer dizer q tem de financiar a execucao.
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Onde divirjo fortemente é na saúde. Creio q o estado deve produzir cuidados de saúde essenciais. Essenciais. Não mais do q essenciais. Onde a vida ou condição de vida esteja em causa (os médicos e não os economistas é q devem definir está parte) dentro de restrições próprias da economia do país.
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Rb

Anónimo disse...

Ó deuses, que coisa tão infantil. Isto vem na linha do "libertem-me!". Para além de que desconfio sempre que ouço falar em "sistema ideal". O "ideal" é o possivel, ó dr. joaquim, e como os "capitalistas" têm de meter a mão na massa precisam mesmo que o estado regule a sua atividade, para que a concorrência seja saudável, assim como precisam que o estado dê uma almofada de segurança aos seus cidadãos, ou não têm clientela. isto na pura perspectiva do negócio, já descontando o ponto de vista do cidadão comum, que também não lhe encomendou o sermão. É o que faz ser teórico.

Antonio Cristovao disse...

O que vejo aqui pelo meu canto, é um dilúvio de grupos de contadores de histórias para crianças, que com aconteceu em 40 anos de eleições, pouco mais fazem que folclore, ideias desajustadas a realidade do dia a dia, e que enlevam muito jovem, que poderia estar a contribuir para uma renovação desejável deste bloco central viciado em viver a sombra do tacho público. Assusta ver que dos doutorados, a maioria faz parte da Brigada das Colheres a volta do tacho público; que dos formados nas escolas públicas "nossas"(deles claro) pagas pelo erário publico nosso, grande parte vai render para países mais ricos que nós.

Anónimo disse...

Estes posts infantis terão alguma coisa a ver com a tal sociedade matriarcal de que fala o dr. Arroja?